03/10/2009

ESCOLA - E EM PORTUGAL? COMO É?


Madrid dará al maestro rango de autoridad pública

"Los docentes serán autoridad pública en la Comunidad de Madrid. Es una de las medidas que introducirá la futura Ley de Autoridad del Profesor que la presidenta madrileña, Esperanza Aguirre, va a anunciar mañana en la cámara regional, según fuentes de su Ejecutivo, y cuyo texto llevará al hemiciclo en las próximas semanas. La iniciativa de elevar el rango de los maestros ya la asumió el año pasado la Comunidad Valenciana y existe también, aunque sólo para los directores de los centros escolares, en Cataluña, desde hace unos meses. En el caso de Madrid persigue el objetivo de reforzar la figura del maestro. Al ser reconocidos como autoridad pública, los profesores -al igual que jueces, policías, médicos o los pilotos y marinos al mando de una nave- cuentan con una protección especial. La agresión a uno de ellos está tipificada por el Código Penal como atentado contra la autoridad en los artículos 550 a 553, que recogen penas de prisión de dos a cuatro años.(...)"

Para quem tem alguma rejeição à língua de Cervantes, eis a tradução de dois parágrafos:

“Ao serem reconhecidos como
autoridade pública, os professores – tal como os juízes, polícias, médicos e pilotos e comandantes de navios – contam com uma protecção especial. A agressão a um professor está tipificada pelo Código Penal como atentado contra a autoridade”

“Além de serem autoridade pública, têm presunção da verdade, o que significa que a sua palavra tem mais valor do que a de outro cidadão”
Em Portugal nestes quatro anos foi o que sabemos. Quão diferente é o
“socialista” Sócrates do seu homólogo Zapatero..."

6 comentários:

A. João Soares disse...

Caro Luís,

Fizeste muito bem em traduzir os arabescos que escreveste no início ! Trata-se de um exemplo que os nossos governantes do próximo turno devem ter em atenção para que o País se moralize em todos os aspectos. Quanto à ordem, ética e justiça, já a mesm4a ideia de ir ao estrangeiro buscar os melhores exemplos foi expressa no post Do Miradouro, que merece ser lido e meditado, assim como aquilo que nele está linkado.
Obrigado por teres aqui trazido este assunto de grande interesse para o futuro de Portugal, se os políticos se interessarem pelos portugueses, como é seu dever. Mas quanto à palavra deles não venha alguém obrigar-nos a levá-la a sério!!!

Um abraço e boas mini-férias
João

Fernanda disse...

Querido amigo Luís,

Eu só espero que algo de semelhante (iguall era pedir demais neste país à deriva) se faça, para bem da Educação, do Civismo e dos próprios alunos.
Por este caminho, as futuras gerações serão maioritariamente um bando de delinquentes.
Se não houver disciplina e regras, em casa e nas Escolas, e não houver punição para quem prevarica, que valores estamos a ensinar???

Obrigada por ter publicado este texto.
Beijos

A. João Soares disse...

Cara Ná,

Há pouco tempo ouvi na TV um empresário queixar-se de que a produtividade da empresa não poderia melhorar muito por carência de profissionalismo, de sentido da responsabilidade, de ausência de gosto pela perfeiçáo, pela na excelência, do pessoal a todos os níveis.
O lema do português fica bem expresso naquilo que Elisa Ferreira respondeu a uma florista no mercado, referindo-se ao seu papel no Parlamento europeu: é um trabalho sossegadinho e bem pago..

E esse empresário atribuía as culpas ao papel das escolas em que há uma permissividade, uma tolerância total, o que nada contribui para criar qualidades válidas nos futuros obreiros de Portugal.
Sem profissionalismo responsável, na obediência a regras, não se pode ir longe.
E para começar, a mudança tem de ser feita nas escolas. Tirem de lá a sinistra ministra e a sua equipa de ceguinhos.

Beijos
João

Maria Letra disse...

Porque estes 3 comentários já dizem tudo, só referirei um caso que presenciei ontem e que me deixou perplexa pela impossibilidade de ser resolvido de imediato. Estava num autocarro aqui em Londres, dentro do qual viajavam alunos duma escola. O autocarro pára para eles saírem, mas havia um que teria de saír mais à frente. Os alunos que iam saír, decidiram instigar o que ficou a saír também e, como ele, naturalmente, não queria saír - quem sabe até porque não estava disposto a acompanhar aquele grupo de delinquentes - decidiram brincar com o autocarro, provocando o condutor a tal ponto que ele ainda saíu 3 vezes do autocarro, mas cada vez que ele regressava à cabine, eles mexiam num botão qualquer, na parte exterior da porta, que não deixava que a mesma fechasse. Consequentemente, para além da perturbação que causou a quem estava dentro dele, o autocarro esteve parado uns bons 5 minutos. Francamente, João Soares, tive pena do condutor e dos pais destes imbecis que, todos em uníssono, gritavam ao aluno que ficou dentro para que saísse.
Como podem os condutores encontrar solução para constantes distúrbios deste tipo? E são estes os alunos que provocam todos, sem qualquer tipo de respeito ou receio de serem penalizados, estando os professores sujeitos, continuamente, à má educação de jovens como aqueles que referi.
Maria Letra

A. João Soares disse...

Querida Mizita,

A solução terá de vir sem demoras, mas será dura e mal aceite pelas pessoas viciadas nesta libertinagem. Se demorar muito, a iniciar-se a recuperação do civismo, a dureza da solução ter+á de ser maior. Tem, por isso, de começar já.
Mas os políticos sofrem da mesma falta de valores éticos e não querem perder votos. O futuro está incerto.


Beijos
João

Luis disse...

Amig(a)os,
Como o João disse já há exemplos de estrangeiros terem que vir dar uma "mãozinha" a Portugal para pôr isto na "ordem"! Somos muito "desenrascados", não somos "burros" mas até talvez por isso mesmo somos bastante desorganizados...e indisciplinados!
Essa é a razão por que temos por vezes de aceitar que venham pessoas de outros países pôr a ordem que se impões para andarmos para a frente. Aconteceu ao longo da nossa História nas diversas áreas profissionais e até em áreas da governação.
Pois que venham, se isso acabar por ser necessário! O que eu penso é que infelizmente com a Globalização até isso se está a perder... Pois agora são todos iguais "do mesmo"!!!
Um abraço de reflexão...