04/06/2019

UE EM VIAS DE SAUTO-DESTRUIÇÃO

A Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa
(Recebido por e-mail)
(O Prof. Kuing Yamang, viveu em França)

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir.
O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros.
Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar.
Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos ...

2. Os industriais Europeus deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito.
Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo.
Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal.
É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação.
A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los.
Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. (Os europeus) vão-se desintegrar directos a um muro e a alta velocidade...

26/05/2019

A VELHICE É ISTO

«A velhice é isto: ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez»
 22 de maio 2019, Por Maria Eugénia Leitão

Esta frase, de Miguel Torga, foi encontrada em Lisboa, na Avenida dos Estados Unidos da América, pela Constança, e diz: «A velhice é isto: ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez».


Trata-se de uma frase que Miguel Torga inscreveu no seu Diário, no dia 1 de maio de 1974. Nesse dia, em Coimbra, a população saíra para a rua, a festejar, alegremente, a primeiro Dia do Trabalhador em liberdade. Esse dia foi festejado euforicamente por todo o país. Em Lisboa, a multidão juntou-se na Alameda D. Afonso Henriques, para ouvir Mário Soares e Álvaro Cunhal, regressados do exílio.

Cético com tamanha alegria, Torga segue a multidão e questiona-se: «Há horas que são de todos. Porque não havia aquela de ser também minha? Mas não. Dentro de mim ressoava apenas uma pergunta: Em que oceano de bom senso iria desaguar aquele delírio? Que oculta e avisada abnegação estaria pronta para guiar no caminho da história a cegueira daquela confiança?». E termina esta sua reflexão com a frase pintada na parede, num sentimento simultaneamente de desilusão e clarividência.

A verdade é que, com a idade, nos tornamos mais maduros e, como tal, refletimos sobre a realidade, sobre os outros, sobre o que nos acontece com a utilização de maior consciência de nós e do que nos rodeia. É, portanto, natural que, com o passar do tempo, nos tornemos mais ponderados e mais perspicazes.

Por outro lado, quando chegamos à velhice, perdemos certas capacidades, o que nos fragiliza e nos torna mais sensíveis a questões que durante toda a vida procurámos não valorizar. Às mudanças psicológicas acrescem as mudanças físicas que, tantas vezes, nos surpreendem. Diz Cecília Meireles: «Eu não tinha este rosto de hoje, / (…) // Eu não tinha estas mãos sem força, / tão paradas e frias e mortas; / (…) // - Em que espelho ficou perdida / a minha face?».

Passamos o tempo a tentar ser fortes quando, na realidade, não o somos. Construímos barreiras entre nós e o mundo e colocamos máscaras para que os outros não nos conheçam tal como somos e, assim, não nos reconheçam no que, na realidade, constitui a nossa essência, e que tentamos, a todo o custo, proteger. Somos seres frágeis, desprotegidos, que tentam, a qualquer preço, mostrar-se valentes e destemidos. Há, porém, algumas pessoas que conseguem efetivamente ser fortes, revelando uma coragem física e psicológica diferente de todos os que as rodeiam. São pessoas reconhecidamente distintas, líderes natos, que se impõem naturalmente, e são admiradas pelas suas virtudes. Mas, mesmo estas, pela sua natureza humana, acabam por enfraquecer e, na velhice, tornam-se iguais a todos – frágeis, assustados, sós.

É, pois, verdade, como diz Miguel Torga, que a velhice nos faz chorar sem motivo óbvio, apesar de uma longa vida conter sempre motivos, mais ou menos remotos, que podem levar às lágrimas. E, do mesmo modo, a lucidez que se atinge, pelo facto de muito já se ter vivido, sentido, experienciado, também provoca a ausência de lágrimas e a incapacidade para se surpreender com o que de novo acontece ou para se deslumbrar com euforias efémeras.

Valorizar os nossos velhos, mais do que reconhecer o passado, é, no fundo, valorizarmo-nos a nós próprios e ao nosso futuro, num diálogo permanente, mas silencioso.

Maria Eugénia Leitão

23/04/2019

ELE NÃO ME PESA, É MEU IRMÃO



A amizade não é um fardo, somos amigos. Os amigos não sobrecarregam. Somos uns para os outros, como irmãos. Aquilo que sobrecarrega é a falta de alegria, a doença deles.