terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Consciência bonita do "Tostão" - ex jogador de futebol !!!

Quem se lembra desse mineiro na seleção brasileira?

Precisamos, urgentemente, de mais brasileiros assim !!!
Declaração de Tostão:

"Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas. Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época...
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades. A vida é curta e a dos atletas mais ainda. Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem. Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros. Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.”
Tostão

Exemplos que precisam de divulgação...

Três mulheres cientistas premiadas

Para levantar os olhos do pântano de lamúrias em que os portugueses andam atolados, costumo aqui trazer notícias de jovens de valor em diversos sectores que devem ser apontados como exemplo para quem deseja ter um futuro melhor e engrandecer Portugal.

Agora é a vez da notícia Três cientistas recebem prémio que as ajudará a saber mais sobre cancro, obesidade, diabetes e hipertensão referente a três investigadoras que receberam, na Academia de Ciências de Lisboa, um estímulo de milhares de euros com a atribuição das Medalhas de Honra L"Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência.

Desde o desenvolvimento de estratégias para combater possíveis aliados do processo de metastização de um cancro até à pesquisa de formas de impedir que as células que acumulam gordura cresçam e se multipliquem, passando pelo estudo de um pequeno órgão que parece funcionar como um sensor de insulina capaz de desencadear doenças como hipertensão e diabetes do tipo II.

Maria José Oliveira: Os aliados do cancro. A investigadora do Instituto de Engenharia Biomédica (INEB), no Porto, vai dedicar-se ao estudo do papel das células do sistema imune (macrófagos) no processo de metastização de um cancro. Durante os próximos três anos, num trabalho em parceria com o Ipatimup (Instituto de Patologia e Imunologia da Universidade do Porto), a cientista vai perseguir os macrófagos para perceber como é que estes se tornam aliados de um tumor, ajudando-o a espalhar-se para outros órgãos do corpo.

Joana Salgado: Controlar os adipócitos. Esta investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Molecular da Universidade de Coimbra, é mais uma das guerreiras na batalha contra a obesidade, uma doença que afectará mais de um bilião de pessoas no mundo. E nada como conhecer melhor o "inimigo" para o combater. Assim, a investigadora vai tentar conhecer melhor o funcionamento das células que acumulam gordura (os adipócitos) e testar novas estratégias para impedir que aumentem, em número e tamanho.

Sílvia Conde: O sensor de insulina. A pesquisa da investigadora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa quer contribuir para o desenvolvimento de novas terapias para duas das mais frequentes doenças actualmente: a hipertensão arterial e a diabetes II. Nos próximos dois anos, o alvo de Sílvia Conde será o corpo carotídeo, um pequeno órgão situado na bifurcação das artérias carótidas que funciona como sensor de oxigénio. Quando subimos uma montanha, por exemplo, este sensor é activado e, entre outras reacções, a frequência respiratória aumenta.

Para saber mais, clique no título da notícia.

Testamento vital e eutanásia

Depois do post Nova Ordem Regulatória Mundial com o texto bem elaborado de Helena Alves Da democracia ao totalitarismo, surgem hoje nas notícias títulos que merecem ser lidos e meditados. Não vou analisar para não pressionar em qualquer sentido ou tendência.

Convém estar atento, relacionar as peças do puzzle muito complexo que afecta a humanidade. Para onde nos estão a querer levar? Quem irá beneficiar com isso? Porque pretendem impor esse caminho? Que noção têm os responsáveis políticos dos tão falados, quando oportuno, Direitos Humanos?

Há dias um médico foi chamado a um lar para ver uma idosa com 81 anos solteira sem família que sempre tinha tido boa saúde e vivendo sozinha, que tinha sofrido um AVC de que resultou hemiplagia do lado direito, ficando sem voz, mas reagindo por sinais às perguntas . No Hospital Amadora-Sintra onde recebeu os primeiros socorros, depois dos exames convenientes, deram-lha alta, porque, «como já tem mais de 80 anos não pode ficar cá a ocupar uma cama».

Estão a perceber?

Eis os títulos que numa primeira busca encontrei.

- Regular testamento vital é prioritário face à eutanásia
- PS adia diploma sobre testamento vital e consentimento informado
- Gritou 23 anos e ninguém ouviu
- História para nos ligar à terra
- Um terço da população mundial vive sem energia eléctrica

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Monção, terra de Deu-la-Deu Martins.

Terra de Deu-La-Deu, das termas e do "Alvarinho", ganhou justa fama desde o séc. XVI, altura em que os ingleses, pelo porto de Viana, importavam vinho "tinto" de Monção, a que chamavam "Eager Wine", juntamente com panos de linho, mel, cera e cordagens. No regresso, as naus traziam bacalhau.

Mas Monção é, também, a terra da "Coca". A luta do bem sobre o mal, da verdade sobre a mentira do Arcanjo S. Miguel sobre o Dragão, são significados religiosos, infelizmente desaparecidos no Alto Minho. A "coca" monçanense está intimamente ligada à procissão de "Corpus Christi" e à conhecida lenda de S. Jorge.

S. Jorge, acudindo ao apelo angustiado de uma jovem princesa do rei da Líbia, mata com a sua lança o dragão que a queria devorar. Esta, impressionada pela heroicidade do Santo, converteu-se ao Cristianismo. Em harmonia com a tradição da "Coca" simbolizando o dragão, a que o povo tanto chama a "Santa Coca".

A história de Deu-la-Deu Martins, a mulher do capitão-mor de Monção, Vasco Gomes Abreu, e dos actos de bravura que fizeram dela a heroína e o símbolo desta vila nortenha.

Estava-se em guerra. Vasco Gomes de Abreu ausentara-se em serviço do Rei de Portugal e o adiantado de Galiza, D. Pedro Rodrigues Sarmento, general de Henrique Castela, decidiu aproveitar a ocasião e pôr cerco a Monção com um poderoso exercito. A vila aguentou o cerco apesar da falta de recursos de todo o género. Os alimentos eram escassos, os homens válidos muito poucos. Deu-la-Deu tomou o comando da praça e, durante todo o tempo que durou o cerco, dirigiu os seus homens, lutou a seu lado nos momentos de maior perigo, encorajou os vacilantes desesperados, assistiu os feridos, fechou os olhos espantados de céu e dor dos mortos. desmultiplicou-se, sem um momento de desânimo, sem uma vacilação.

Porém, dentro da murulha, esgotava-se tudo, lentamente: os recursos militares, a comida, os próprios homens e a coragem também. O desespero descia sobre espíritos e corpos massacrados por dias e dias de expectativa num lance decisivo.

E foi num desses momentos de desespero que, lúcida, Deu-la-Deu mandou recolher a pouca farinha que ainda existia na vila e com ele fazer alguns pães. os olhos famintos e desorbitados dos habitantes chisparam de ténue mas selvagem alegria. O pão, o último naco! Depois a morte, mas que interessa isso se ela nos espera na mesma e nós estamos fartos de a esperar! Mas...
Prontos os pães, Deu-la-Deu subiu à muralha com eles na mão. Chegou-se a uma ameia e jogou-os aos sitiantes, ante o espanto dos seus conterrâneas, sem forças para mais do que pasmo, gritando bem alto:

"A vós, que não podendo conquistar-nos pela força das armas, nos haveis querido render pela fome, nós, mais humanos e porque, graças a Deus, nos achamos bem providos, vendo que não estais fartos, vos enviamos esse socorro e vos daremos mais, se o pedirdes!"

Na verdade, também o inimigo tinha fome, muita. Por isso face àquele esbanjamento de pão, acreditaram na fartura dos sitiados e levantaram cerco, partindo para terra de Espanha.
Foto de José Ferreira
MaisNa Cada do Rau
Fernanda Fereira

Um Olá em poesia...

Recebi este e-mail da nossa amiga e também colaboradora, Maria José Areal, o qual copiei integralmente, procedendo assim ao seu pedido.

Olá Ná!
Visitei o Blog.
Fiz várias tentativas mas não consegui enviar...
Falta de jeito ou de saber por onde passar.
Transmite , por favor, a todos
O meu agradecimento para quem divulga e ama esta forma de denunciar e anunciar o mundo, a poesia.

"São as nossas lutas, as nossas vontade trancadas, os nossos beijos alados.
São os ventos de Norte, os voos cortados e as palavras em dó maior.
É a maresia, a serra escarpada e a ternura arregaçada.
Será a vontade de estar à borda do Mar e à tua beira."


Um abraço para todos, um especial para ti que tens feito todo o meu trabalho, e em poesia ficamos a olhar o mundo sem ficar à margem do seu pulsar.
Maria José Areal

Foto de V.N.de Cerveira - de José Ferreira

domingo, 22 de Novembro de 2009

Alerta para as pescas do fundo do mar

http://links.mailing.greenpeace.org/ctt?kn=6&m=34312980&r=MTY3NTEzODkzMgS2&b=0&j=NjAwMDg4ODUS1&mt=1&rt=0

GRITO DE DOR...HOMENAGEM A SUA MÃE!


Desculpem Meus Amigos

Peço desculpa a todos vós, mas gostaria muito que lessem este meu texto.

É um texto de Homenagem. Homenagem não, porque eu não sou muito dessas coisas, talvez um Agradecimento sentido. Mas Agradecimento não, porque o Amor não se Agradece! -Qualquer tipo de Amor. Bem, na verdade eu estou muito confuso, mas bem lá no fundo todos vocês vão entender o fim, o objecto deste email.

Tudo começou com o nascimento duma criança há 61 anos. Em Luanda.

Imaginem a alegria dos pais quando nasce uma criança. Na verdade, era já o segundo filho. Havia já uma filha de 1 ano e meio. A alegria era sem dúvida, um pouco maior. A Mãe tratava o filho bébé por queridinho, e fazia-o com tal Amor e de forma tão carinhosa, que a filhota, embora não soubesse pronunciar bem as palavras, tentava imitar a mamã dela e dizia:- Quitinho. E dizia com tanta graciosidade que o nome do bébé passou a ser Quitinho. Era os Amigos e família a visitar a casa, na Calçada de Santo António, e a tratar aquele bébé por quitinho.
Tudo corria bem, de tal modo que 2 anos depois nasce o terceiro filho.

Mas a vida é assim mesmo, prega-nos partidas.

Houve em Angola uma epidemia de poliomielite, vulgo paralisia Infantil. Em 1950 ainda não havia vacinas. Era a primeira criança de raça branca, a ter a doença em Angola.

Como devem calcular, foi o desespero dos pais. Os momentos de felicidade foram transformados em angústia. Eles consultaram todos os médicos conhecidos na altura, em Luanda. Claro que em princípio, como a doença não era conhecida, foi difícil fazer o diagnóstico. Todos diziam que em Angola não havia recursos.
Com uma dor enorme os pais tomaram a decisão de enviarem o bébé doente para Portugal. Como não eram ricos, o pai teve de ficar a trabalhar enquanto a Mãe trataria dos filhos. Três filhos.
Em Portugal, ficaram instalados na casa dos Avós maternos.

O bébé doente foi para o Hospital do Ultramar (hoje Egas Moniz).

A Mãe teve de se dividir entre o Hospital e a casa dos Avós onde ficaram os outros dois filhos.
Nunca os Abandonou. Foi uma luta de coragem. Por vezes andava quilómetros com o bébé ao colo. Não havia dinheiro para táxi. Muitas vezes ela desfalecia, mas sentava-se um pouco, respirava fundo e continuava. O filho tinha que ser tratado. Esse era o seu verdadeiro objectivo.
Foram 10 anos a percorrer o caminho de casa dos seus pais, onde ficavam os outros dois filhos e o Hospital onde ficava o outro filho, internado, sujeito a terapêuticas experimentais, por não haver conhecimento científico suficiente da doença.

A Mãe sempre teve esperança que o seu filho havia de ser curado.

Nunca se queixou. Nem da felicidade que perdeu por causa da separação do marido. E como se sabe, longe da vista, longe do coração. Toda a felicidade se perdeu por causa da doença daquele filho.
Os filhos foram sempre a sua grande preocupação.

Nunca se separou deles. Foi pai e foi Mãe!

Educou-os sozinha. Ensinou-lhes tudo o que ela sabia da vida (embora ela soubesse pouco, na realidade).
Dez anos passados, o médico do filho, no dia de mais uma intervenção cirúrgica, chamou a Mãe e disse-lhe aquilo que ele sempre soube: - Não havia cura para o filho e que não tinha coragem de continuar a fazê-lo sofrer e iludir por mais tempo. - Foi outro grande revés!
Não baixou os braços e pensou que os filhos precisavam do pai. E em 1962, aproveitou a ponte aérea “para Angola depressa e em força” e levou os filhos a conhecerem o pai.
A separação era já uma realidade. Mesmo assim os filhos continuaram os estudos, acabaram por casar, ter os seus amigos e sentirem sempre a sua retaguarda defendida pela Mãe.

Nunca deixou os filhos! – Nunca até ontem.

Meus queridos Amigos, desculpem este email um pouco confuso e até pingado por algumas lágrimas em cima do teclado. São lágrimas dolorosas, sentidas que só vocês me poderiam entender e eu sentir confiança para as escrever.

A todos vocês me desculpem...mas a minha Mãe morreu ontem!

João Carlos, 11/11/2009

PORTUGAL ESQUECE OS SEUS SOLDADOS!


Por toda a Europa celebraram-se ontem 91 anos sobre o fim da I Guerra Mundial e, no dia da Memória, como lhe chamam, homenagearam-se todos os que morreram em todas as guerras desde aí. Em França, o momento fez história, já que reuniu frente ao túmulo do soldado desconhecido, em Paris, os representantes de dois dos países que se confrontaram violentamente, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, numa iniciativa até aqui sempre recusada pelo governo alemão. Mas agora que, de cada lado do Reno, já não há veteranos do conflito, foi possível dar um passo de reconciliação. Na ocasião, Sarkozy puxou pelo seu lado mais sentimental lembrando que as crianças francesas e alemãs choraram da mesma forma pelos seus pais perdidos em combate.
No Reino Unido, a família real e os políticos multiplicaram-se em cerimónias, num ano igualmente simbólico, já que morreram recentemente os últimos três veteranos da I Grande Guerra. Mas as manchetes dos jornais chamavam a atenção, sobretudo, para o conflito no Afeganistão, que emociona, agita e desespera a opinião pública britânica, quando já 223 ingleses ali perderam a vida, desde 2001, e a retirada não está à vista. Os caixões das fotografias de primeira página não eram amarelecidas pelo tempo. Estes acabaram de chegar…
Apenas dois depois das celebrações da queda do muro de Berlim, o contraste é a prova de que nem todos os muros caíram. Em Portugal recordamos pouco e temos uma dificuldade enorme em falar dos nossos soldados mortos no Ultramar, ou que ainda hoje sofrem sequelas profundas daqueles combates. Quando não recordamos, não homenageamos aqueles que deram a vida pelo seu país, roubamos sentido à dor e traímo-los. Os combatentes em África, por força de um volte-face político, não tiveram direito a ser tratados como heróis.
Fomos incapazes de distinguir a justeza da guerra (e há alguma que o seja?) com a generosidade de quem cumpriu o seu dever. E um país que não é capaz de recordar é, paradoxalmente, um país sem futuro.
ISABEL STILWELL EDITORIAL@DESTAK.PT

NOVAS OPORTUNIDADES...NÃO ESPERE, CANDIDATE-SE JÁ!


EXEMPLOS DE CANDIDATOS QUE TIVERAM SUCESSO!

Como se cala uma "blogueira" em Cuba!


A polícia de Fidel espanca blogueira
"Eu achei que não sairia viva"
Quem vê a cubana Yoani Sánchez, blogueira conhecida por driblar a censura, automaticamente se contrai só de pensar no sofrimento a que seu corpo frágil, de apenas 49 quilos, foi submetido enquanto era surrada por três brutamontes dentro de um carro. Na tarde da sexta-feira 6, Yoani estava a caminho de uma quase impossível manifestação de protesto em Havana quando foi atacada por agentes da polícia política. Sofreu ameaças e espancamentos antes de ser jogada na calçada de um bairro longínquo. Yoani escreve há dois anos sobre as dificuldades de viver na ilha no blog Generación Y (www.desdecuba.com/generaciony) e é autora do livro De Cuba, com Carinho (Contexto). Vive sob vigilância, mas nunca havia sido fisicamente atacada. Aqui, ela descreve o ocorrido com exclusividade para VEJA e, com a habitual coragem, manda um recado ao "general" – Raúl Castro. De muletas, sequela do espancamento que a imobilizou em casa, pediu a uma amiga que levasse o relato em uma pen drive até um ponto de acesso à internet para enviá-lo por e-mail.
Enrique de la Osa Reuters
"Não era uma sexta-feira qualquer. As comemorações do vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim se aproximavam e um grupo de jovens artistas cubanos planejava uma passeata contra a violência naquele dia. A tarde era cinza em uma cidade onde quase sempre brilha um sol inclemente, que nos faz caminhar colados às paredes para nos beneficiarmos da sombra. Estavam comigo Claudia Cadelo e Orlando Luís Pardo, dois autores de blogs que recebem milhares de visitas a cada semana. Enquanto andávamos, contei a eles sobre uma desconhecida que, dias antes, havia se aproximado e me perguntado: "Você não tem medo?", em referência, claro, ao fato de que digo livremente minhas opiniões em um país onde o governo detém o monopólio da verdade. Meus amigos sorriram quando narrei a eles a resposta que dei à transeunte angustiada: "Meu maior temor é ter de viver com medo". Não imaginava que em poucos minutos eu viveria o terror de um sequestro e enxergaria o rosto da impunidade policial em sua forma mais dura.
Eu caminhava pela Avenida dos Presidentes, em Havana, com a intenção de participar da demonstração pacifista convocada pelos jovens. À altura da Rua 29, a uns 300 metros de onde estavam os manifestantes, um carro da marca Geely, de fabricação chinesa, cor preta e placa amarela, de uso privado, parou diante de nós. Três homens em trajes civis nos mandaram entrar no automóvel. Não se identificaram nem mostraram um mandado de prisão. Eu me recusei a obedecer. Disse que, como não tinham ordem judicial, seria um sequestro. Depois de uma breve discussão, um deles chamou alguém pelo celular, pedindo orientações. Imediatamente, os três começaram a nos tratar com violência para que entrássemos no carro. Enquanto nos empurravam, os homens do automóvel negro usaram o celular outra vez e uma viatura da polícia se aproximou. Pensei que os policiais nos salvariam. Pedi ajuda a eles, explicando que estávamos sendo atacados por supostos sequestradores. Os homens que estavam à paisana então deram ordens aos policiais para levar Claudia Cadelo e outra amiga que estava conosco. Eles obedeceram e ignoraram o pedido de ajuda que eu e Orlando fazíamos. As pessoas que observavam a cena foram impedidas de prestar ajuda, com uma frase que resumia todo o pano de fundo ideológico da cena: "Não se metam. Eles são contrarrevolucionários". Fazendo uso de toda a força física e de um evidente conhecimento de artes marciais para nos dominar, obrigaram-nos a entrar no carro. Comigo empregaram especial violência, enfiando-me de cabeça para baixo e me mantendo imobilizada com um joelho sobre o peito.
Dentro do veículo e durante cerca vinte minutos, os sequestradores nos espancararam sem parar. Frases de mau presságio saíam da boca daqueles três profissionais da intimidação: "Yoani, isso é o seu fim", "Você não vai mais fazer palhaçadas", ou "Acabou a brincadeira". Achei que não sairia viva. Tentei escapar pela porta, mas não havia maçaneta para acionar. A certa altura, o carro parou. Eu já tinha perdido a noção do tempo. Do lado de fora, caía a noite. Finalmente, ambos fomos jogados em plena via pública, longe do lugar onde se realizava a passeata contra a violência.
Por causa dos golpes desferidos por esses profissionais da repressão, estou com a face esquerda inflamada. Tenho contusões na cabeça, nas pernas, nos glúteos e nos braços, além de uma forte dor na coluna, que me obriga a caminhar com muletas. Na noite de 7 de novembro, um sábado, fiz uma consulta médica, mas não quiseram redigir um exame de corpo de delito sobre os maus-tratos físicos. A médica teve de me atender na presença de um funcionário que estava ali apenas para me vigiar. Uma radiografia mostrou que não havia traumas internos, apesar dos sinais exteriores das pancadas. Recebi apenas algumas recomendações para minha recuperação.
Eu já me sinto fisicamente melhor e desde sexta-feira tenho uma ideia constante. As autoridades cubanas acabam de compreender que, para silenciar uma blogueira, não podem usar os mesmos métodos com os quais conseguiram calar tantos jornalistas. Ninguém pode despedir os impertinentes da web nem lhes prometer umas semanas na Praia de Varadero ou presenteá-los com um Lada. Muito menos podem ser cooptados com uma viagem para o Leste Europeu. Para calar um blogueiro, é preciso eliminá-lo ou intimidá-lo. Essa equação já começou a ser entendida pelo estado, pelo partido e pelo general."
RAY PINHEIRO, BRASILIA-DF-BRASIL

sábado, 21 de Novembro de 2009

AMOR...É ISTO!

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O AMOR É AQUI REVELADO COM MUITA SENSIBILIDADE!

O bambu chinês!

Mais uma vez, decidi publicar um pequeno texto de um escritor que admiro. Embora não sendo o meu favorito, é contudo seguramente um dos que diz, quase sempre, tudo o que penso de uma forma absolutamente brilhante.

Depois de plantada a semente do bambu chinês, não se vê nada por aproximadamente cinco anos - excepto um diminuto broto. Todo o crescimento é subterrâneo; uma complexa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. Então, ao final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de vinte e cinco metros.

Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir o seu crescimento e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar a trabalhar, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará; com ele virão mudanças que você jamais esperava.

Lembre-se que é preciso muita ousadia para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita profundidade para agarrar-se ao chão.
Imagem da Net
Paulo Coelho

Fernanda Ferreira

AOS AMIGOS MAIS ANTIGOS COM AMIZADE


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sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Cogumelos exigem precaução

Já ouvi dizer: «todos os cogumelos podem ser comidos, mas alguns só se comem uma vez». Neste período do ano, o consumo de apetitosos cogumelos com nomes como míscaros, sanchas, tortulhos aumenta. Mas muita gente ignora os cuidados a ter e o aspecto de espécies suspeitas de serem venenosas.


Segundo a notícia Dois mortos e oito vítimas por causa de cogumelos, três mulheres de Pombal foram internadas, ontem, quinta-feira, no Hospital dos Covões, em Coimbra, vítimas de intoxicação por ingestão de cogumelos venenosos. Em duas semanas, há já dez ocorrências na região Centro. Duas pessoas morreram.

É bom não esquecer que a ingestão de espécie venenosa provoca lesões muito graves e obriga a transplantes hepáticos de urgência.

Haja prudência e, na duvida, não arrisque a vida.

Ser feliz hoje e sempre...

Depois da maratona de ontem, de toda a felicidade que aqui se sentiu, que notoriamente contagiou todos os amigos do nosso querido Sempre Jovens e do nosso muito amado João Soares, vamos ainda fazer tudo para sermos muito felizes, HOJE ...e todos os demais dias seguintes ...

Hoje, se chover, que sejamos felizes com a chuva que molha os campos, varre as ruas e limpa a atmosfera. Se fizer sol, aproveitemos o calor. Se houver flores nos nossos jardins, aproveitemos o seu perfume... Se tudo estiver seco, aproveitemos para colocar as mãos na terra, semear as sementes de flores e aguardar a floração.

Hoje, não arranjem desculpas... Sejam felizes de qualquer jeito!
Lembrem-se de que a única fonte de felicidade está dentro de nós e deve ser repartida.
Repartir as nossas alegrias é como espalhar perfume sobre os outros: sempre algumas gotas acabam por cair sobre nós...
Que os dias de todos sejam PERFEITOS... Nós merecemos!!!

Pintura de Susan Sinyai
Fernanda Ferreira

De vez em quando precisamos de rir, faz bem à saúde mental!!

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Saber e poder rir de si próprio é uma virtude!

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Uma prenda da equipa deste Blogue

Como prenda do terceiro aniversário do Do Miradouro tive esta simpática surpresa de colegas do blogue Sempre Jovens, que me deixa muito sensibilizado. Agradeço a todos, principalmente, aos autores da ideia.

Imagem construída por Fernanda e José

HINO DA ALEGRIA / 9ª SINFONIA DE BEETHOVEN



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Para festejar o aniversário dos dois Blogues, O MIRANTE e o MIRADOURO do Amigo João Soares, e como um aniversário é sempre um dia de alegria, decidi enviar-lhe o HINO D'ALEGRIA que, provavelmente, lhe vai dar a oportunidade de se recostar no sofá, fechar os olhos, relaxar e deliciar-se com a alegria que este vídeo lhe vai transmitir.

São os votos desta sua amiga de sempre
Milai

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

HOJE HÁ FESTA NO SEMPRE JOVENS!



HOJE HÁ FESTA NO SEMPRE JOVENS, CELEBRA-SE O 3º ANIVERSÁRIO DOS BLOGUES DO NOSSO COLEGA E AMIGO JOÃO SOARES.


ASSIM É O JOÃO!


Tal Qual nenúfar boiando
Nas águas de um lago feliz,
Assim é o João
Sensato em tudo o que diz.
De coração muito nobre,
Age sempre com clareza,
Estima o rico, estima o pobre
E é amante da natureza.
Três anos de trabalho e luta
No Mirante e Miradouro
Fazem dele a voz que escuta
O sentir de qualquer povo
Líder do Sempre Jovens,
De uma equipa muito unida
Que hoje aqui vem reforçar
O quanto o estima e admira!


PARABÉNS JOÃO!


ASSINADO: A EQUIPA DO SEMPRE JOVENS


Ana Martins
Escrito a 17 de Novembro de 2009


VIVA O ESTADO DAS COISAS

PROMOÇÃO VÁLIDA SÓ PARA POLÍTICOS E AFINS