31/12/2015

Simbologia do Ano Novo

                                
                                  Mensagem de Ano Novo de 2016
                                           Por Zélia Chamusca

O Ano Novo é renovação no sentido lato do termo.
A celebração do Ano Novo remonta às sociedades primitivas sendo bastante anterior aos sumérios.
Nestas sociedades a renovação estava relacionada com as diferentes culturas de cereais e frutos em cada uma das estações do ano, ou seja, o conceito de renovação estava associado às reservas alimentares. Assim,  a festividade do Ano Novo era escalonada pelas diferentes estações, dependendo dos cereais cultivados e do amadurecimento dos frutos. A celebração  era feita através de rituais que asseguravam a continuidade da vida em toda a comunidade.
A diversidade da duração do período que, independentemente da cultura dos povos da antiguidade,  era atribuída ao ano, nunca minimizava a importância conferida ao fim de um período de tempo e ao início de novo período.
Em todas as sociedades, a renovação  implica um nascer de novo.
Na cultura cristã, o nascimento de Cristo, é o símbolo da renovação,  considerado o Homem Novo, porque reflete fielmente a imagem e semelhança do seu Criador seguindo de perto o exemplo de Deus, sendo o amor o atributo principal que nos veio transmitir.
 “ Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (Jo 13,34).”
Muito haveria a dizer, porém, permito-me, apenas, referir, sinteticamente, três aspectos relevantes na simbologia do Ano Novo, enquanto renovação:
 Cronológico, cosmogónico e ontológico.

a) Cronológico
A cronologia (do grego “chronos”, tempo e “logos”, estudo) é a ciência cuja finalidade é a determinação das datas e a ordem dos acontecimentos históricos.
A cronologia do tempo é, entre nós, determinada pelo calendário gregoriano porque foi promulgado pelo Papa Gregório XIII (1502–1585) e é também chamado  calendário Cristão porque tem como data o nascimento de Cristo.
O Ano Novo sucede ao final de um ciclo temporal para, anulando o passado,  dar lugar ao futuro, condição necessária para o nascer de novo, para o recomeço de um novo ciclo cronológico.
É a renovação do tempo.
b) Cosmogónico
A cosmogonia  (do grego “cosmos”, que significa universo, e “gonia”, que quer dizer geração, nascimento), é  a parte da metafisica que estuda a origem  e criação do universo.
Trata-se de uma especulação filosófica sobre a origem e formação do mundo que se encontra em muitos mitos religiosos e na filosofia dos pré-socráticos, principalmente em Tales de Mileto, o primeiro a defender   que a  água era a base primeira de tudo quanto existe.
A  celebração da passagem do Ano Novo é, como atrás referi, um ritual antiquíssimo, celebrado em datas variáveis, que já existia antes da época suméria e, independentemente das diferentes culturas dos povos, mantem, ainda hoje, a mesma simbologia mítica da renovação como sendo  uma retomada do tempo no seu começo e, por outro lado,  uma repetição cosmogónica, isto é, a passagem do Caos à Cosmogonia, ou seja, a passagem do espaço vazio primordial às origens.
O Ano Novo é, assim, um recomeço, é renascer. É renovação.

c) Ontológico
A ontologia (do grego “ontos “ ente e “logoi”, ciência do ser) é a parte da metafísica que trata da natureza, realidade e existência dos entes, do ser enquanto ser, ou seja, do ser concebido como tendo uma natureza comum, inerente a todos e a cada um dos seres .
Nesta natureza comum, no reino vegetal as plantas, compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade. Elas não pensam, não têm mais do que a vida orgânica. Podem ser afetadas por ações sobre a matéria, mas não têm percepções; por conseguinte, não têm a sensação de prazer ou dor. Como não pensam, não podem ter vontade, e não têm consciência de si mesmas; nada mais possuem que um instinto natural e cego, o próprio instinto de conservação que é puramente mecânico.
Contudo, elas renovam-se dando-nos prova de eterna renovação cujo processo  começa pelo seu declínio, geralmente, na aproximação do final do ano para  o seu renascer após o início do Ano Novo.
O processo de renovação da natureza, constatamo-lo, pois, nas plantas, nos arbustos, nas árvores com o renovar da folhagem e o desabrochar das flores, a formação dos frutos, etc. Sentimos a renovação no reflorescimento de toda a flora terrestre através da beleza que encanta o nosso olhar e o aroma que docemente nos inebria fazendo-nos pensar, embora momentaneamente, que vivemos num verdadeiro paraíso.
Este paraíso terrestre com que o renovar da natureza assola os nossos sentidos é demasiado efémero nos nossos sentimentos pois não nos dá tempo para reflexão sobre este fenómeno tão natural,  a renovação.
E nós, humanos, que  nos sobrepomos aos restantes entes criados, dominamos  todas as outras classes por uma inteligência especial, ilimitada, que nos dá a consciência do nosso futuro, a percepção das coisas extramateriais e o conhecimento de algo que nos transcende, pergunto:   
Qual o nosso contributo na renovação da sociedade em que estamos inseridos?
A natureza renova-se, permanentemente, num ciclo eterno, mas, nós não reparamos, não sentimos, não pensamos, a não ser por efémeros momentos, especialmente na primavera contemplando a natureza e, talvez, na Páscoa da Ressurreição,  no nosso contributo na renovação do mundo.
O verdadeiro símbolo do Ano Novo é a renovação. A renovação que parte do nosso interior, “stricto sensu,” e o nosso papel no mundo, “lato sensu”.
Qual o nosso contributo, repito, para esta passagem, para o recomeço de um Novo Ano para que seja um ano de paz, amor e fraternidade?
Nós, seres humanos, com natureza comum a todos os seres criados, não pensamos, que  não só, tal como toda a natureza, todos os seres criados por Deus , “Deus sive Natura”, segundo terminologia de Espinosa, não só, repito, que tal como ela nos devemos renovar, e, temos o dever moral de nos renovarmos pois, somos dotados das principais características que nos diferenciam  de todos os outros seres: a consciência, o pensamento, o livre arbítrio, a responsabilidade moral; atributos que nos colocam no cume da pirâmide hierárquica da natureza, da criação.
É nossa a responsabilidade pelo mundo, por este mundo cruel onde prolifera a corrupção, a ganância, a fome, a guerra, a destruição, etc.
E nós, quando renovaremos o nosso coração?
Tentemos, neste Novo Ano de 2016, fazer deste caos terreal em que nos movimentamos, um jardim eterno e paradisíaco, mesmo que isto seja sonho de poeta, depende de nós torná-lo realidade, empenhando-nos na construção   duma sociedade de amor e de paz, aromatizada com o bálsamo da fraternidade onde reine a verdadeira essência do Natal seguindo a Mensagem que Jesus nos veio de novo lembrar:
 “Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (Jo 13,34)” 
                                                                        Zélia Chamusca

                                                                           Ano Novo/2016

[Sábios do Brasil] Mundo Melhor com Mário Sérgio Cortella


BOAS FESTAS com BAILARINAS EM PELO


FELIZ 2016 !

RECOMEÇAR
 
 
Não importa onde você parou
em que momento da vida você cansou
o que importa
 é que sempre é possível e necessário
 Recomeçar.

Recomeçar,
 é dar uma nova chance a si mesmo
é renovar as esperanças na vida
 e o mais importante
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é, agora é hora de reiniciar
de pensar na luz
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal
Um corte de cabelo arrojado, diferente?

Um novo curso
 ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar,
 dominar o computador ou qualquer outra coisa.

Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira !
Tem tanta gente que você afastou com o seu período de isolamento,
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para chegar perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza
nem nós mesmos nos suportamos
ficamos horríveis
o mal humor vai comendo nosso fígado
até a boca fica amarga.

Recomeçar !
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar? 
Ir alto, sonhe alto, queira o melhor do melhor 
queira coisas boas para a vida
 pensando assim ,trazemos prá nós aquilo que desejamos.
Se pensamos pequeno, coisas pequenas.
 
Teremos já , se desejarmos fortemente o melhor
 e principalmente lutarmos pelo melhor
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental,
joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes
fotos, peças de roupa, papel de bala, 
ingressos de cinema, bilhetes de viagens
 e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados,
  jogue tudo fora!
 
Mas principalmente 
esvazie seu coração
 fique pronto para a vida
 para um novo amor.
 
Lembre-se:
Somos apaixonáveis.
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
 Afinal de contas:
 
 Nós somos o Amor.
 
Porque sou do tamanho daquilo que vejo,
 e não do tamanho da minha altura.

Carlos Drummond de Andrade.

30/12/2015

SILICA GEL não deite fora



Transcrição:

Depois de ler isto nunca mais vai deitar fora um destes saquinhos

Se costuma deitar fora os sacos com gel de sílica saiba que estes podem ser reutilizados.

Os produtos novos trazem muitas vezes no seu interior pequenos saquinhos de pano ou papel que, segundo as próprias instruções escritas nas embalagens, devem ser deitados fora.

No entanto não tem de o fazer. Estes sacos contêm gel de sílica, uma substância composta por dióxido de silício que serve para absorver a humidade e pode ser usada em vários fins.

Mantendo sempre estas embalagens longe de crianças e animais, pode usá-las para proteger a sua maquilhagem, colocando um saquinho na bolsa onde a guarda para a manter seca e fácil de aplicar.

Se acidentalmente deixar cair o seu telemóvel dentro de água colocá-lo numa taça cheia destes sacos é a melhor forma de o secar, 10 vezes mais eficaz do que o arroz.

Segundo o jornal Metro, pode ainda usar estes sacos para preservar fotografias antigas ou colocá-lo na mala do ginásio e ténis para eliminar odores e bactérias provocadas pela humidade.

E se no Halloween costuma esculpir abóboras, pode deixar um destes saquinhos no seu interior para evitar que amoleçam e as manter frescas por mais tempo.

Deixe alguns destes sacos no tablier do seu carro, junto ao para-brisas, para que o vidro não fique coberto de condensação e use-os também na caixa de jóias para as manter brilhantes e limpas.

Se, depois de usar os sacos, estes já não estiverem a fazer o seu trabalho eficazmente, pode colocá-los ao sol para que a humidade no seu interior seque completamente e poder voltar a usá-los.

19/12/2015

Mensagem de Natal de 2015



MENSAGEM DE NATAL DE 2015

 Amar é sabermos dar
 O amor puro e fraternal
 Que Jesus vem ensinar
 De novo neste Natal.

 Sigamos a Sua Mensagem
 De amor e fraternidade
 Fazendo desta passagem
 Hino de Felicidade!
               «»

                Zélia Chamusca


Poema e formatação de- Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google


Desejo a este cultural espaço na pessoa do Ilustre Proprietário, A .João Soares e a todos os colaboradores, UM MUITO FELIZ NATAL!

17/12/2015

Dizem que é noite de luz...

@

Dizem que é noite de luz,
Será?
Talvez noites de luzes,
Muitas luzes,
Luzes que inundam
Os centros comerciais,
As ruas de compra e vende,
As aconchegadas
Salas de comer
Dos senhores,
As fachadas das igrejas,
Os presépios dos ricos ... 
Luzes,
Muitas luzes
Que não iluminam
O céu escuro
Da noite invernosa
Onde nem sequer
A lua brilha.
Dizem que é noite de luz.
Não é.
Na barraca 
A luz quase morta
Do candeeiro a petróleo
Não alumia,
Nem aquece,
Quem lá vive.
Quem lá morre.
A água da chuva
Pinga
Pelos mil buracos do telhado
E o vento uiva
Nas frinchas da porta,
Sem albrada,
E o homem tosse
E a mulher,
Hirta de frio
Aperta o bebé
Contra o peito
Na ânsia de lhe transmitir 
Algum calor.
Dizem que é noite de luz,
Dizem que há dois mil anos
Nasceu numa enxerga
Um menino
Que veio para nos salvar.
Dizem...
Mas eu
Poeta sem chama
E sem talento
Eu digo, eu choro,
Eu grito, eu canto
O menino
Do bairro da lata
Que vai morrer
De fome e de frio
Na noite de Natal.

Morrer no Natal - Nogueira Pardal




Que neste Natal cada ser humano procure doar um pouco de si.
Não somente em coisas materiais, mas principalmente em pequenos gestos para com o próximo.

FELIZ NATAL !

Fê blue bird

13/12/2015

COMO MANTER-SE JOVEM


Seguindo as sugestões e os estímulos da amiga Circele Maria, colaboradora deste blogue, vou tentar seguir todos estes conselhos que considero de muito interesse para suprir desgostos.

1. Elimine os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Conserve só os amigos divertidos. Os depressivos jogam-no abaixo. (Recorde isto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o seu cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.' e o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e muito alto. Ria até que lhe falte o ar.
E se tem um amigo que o faz rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem aguente, sofra e supere-as.
A única pessoa que fica connosco toda a vida somos nós mesmos.
VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama:
A família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refúgio.

8.. Cuide da sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Viaja para o centro comercial, para um país diferente, Nunca para onde haja culpa.

10. Diga às pessoas que ama que as ama, em cada oportunidade.

Se A VIDA É BELA POR QUE NÃO SORRIR SEMPRE?

SEXALESCENTES OU «SEMPRE JOVENS»



Quando foi criado o blogue «SEMPRE JOVENS» pretendia-se resistir ao tempo e conservar a juventude o mais possível. Por isso quando recebi este texto logo decidi colocá-lo aqui para utilidade dos nossos visitantes Sexalecentes

Activos e motivados, os que já passaram os 60 anos de idade já não se reduzem a "receber a reforma e fazer de avós". Como se vive esta segunda "Juventude"?

": A segunda adolescência que arranca dos 60

Sexalescentes: assim se chama àqueles que, entrando nos seus 60 anos, reúnem certas características que não aceitam os padrões comuns que se encontram dentro da velhice.

Enquanto a palavra "Sexagenário" cai em desuso, homens e mulheres entre 60 e 70 anos de idade, marcam uma tendência diferente no modo de experimentar e transitar esta etapa das suas vidas com um perfil diferente, que surge em oposição ao facto de "se resignar a ver passar a vida".

Como são e o que os distingue?

- não abandonam o seu protagonismo de lado dentro do âmbito afectivo, laboral e social.

- decidem "continuar", com a confiança e a sabedoria das experiências vividas.

- Motivados, indagam, aprofundam e actuam naquilo que os preenche os identifica e desperta o seu interesse.

- Em muitos casos e nessas alturas o amor, o trabalho e o prazer misturam-se como numa própria sinfonia onde estes autónomos congéneres escolheram ser os directores.

- Continuam a criar projectos de vida que lhes permitem ser mantidos actualizados e activos.

- São capazes de lidar com as novas tecnologias com empenho e desejos não só de aprender a usá-los, mas também de empregá-las em seu benefício.

- Tomam consciência da importância da saúde física, por conseguinte dedicam o tempo suficiente para favorecer uma melhor qualidade de vida.

- Podem retomar aquela carreira universitária que foi interrompida no caminho ou descobrem novas vocações e em alguns casos, chegam a reconhecer que têm uma missão em suas mãos para desenvolver.

Muda, tudo muda

Estes homens e mulheres, considerando a sua história e o seu contexto, cresceram, foram educados e desenvolvidos com mensagens e estruturas muito diferentes dos actuais. Numa sociedade onde os papéis estavam pré-estabelecidos, não responder às expectativas do ambiente podia ser uma porta para o desprestígio.

Daí passaram a uma sociedade onde cada um pode penetrar e decidir o que fazer sem tanto medo de ser rejeitado ou ao "o que vão dizer". Tiveram a coragem de quebrar com certas estruturas sociais e assumir suas reais necessidades e possibilidades.

No entanto, esta mudança é mudança geracional que pareceria encontrar-se em seus começos. É mais possível encontrá-los em zonas urbanas com maior densidade populacional, onde vários estímulos, a comunicação e a informação podem ser variados e abundantes, como também as oportunidades para se inserirem ou continuar activos dentro de seu contexto social.

A isto juntam-se os progressos medicinais e científicos que, quando são utilizados conscientemente em benefício da saúde, melhoram e prolongam o bom viver.

Sem dúvida, estamos participando de uma mudança geracional que, desta vez, atinge os adultos mais maduros. Começa a ser vista num plano mais evidente a importância e a influência que tem sobre a nossa vida toda a saúde emocional com a que contemos.

Estes "eternos jovens" de Espírito, sabem como manter a chama acesa, aquela que os deixa sentir plenos, integrados, autónomos, motivados e comprometidos com a vida. Apaixonados com a velhice, em cada uma de suas ações, nos ensinam e deixam ver o que é significativo e valioso desta etapa da vida.

* Graciela Taffarelli é consultora psicológica, especializada em desenvolvimento pessoal; clr.gracielataffarelli@hotmail.com;http://consultoriasaludmental.blogspot.com.ar/

10/12/2015

COMO FUNCIONA O APOIO DE SAÚDE

Uma idosa de 89 anos internada em lar, na noite de 14 de Novembro, devido a queda, foi hospitalizada no hospital de Cascais com fractura do fémur direito. Teve uma pneumonia preocupante e, logo que teve ligeiras melhoras, deram-lhe alta em 24 de Novembro.

Em 27 de Novembro, 3 dias depois da alta, o agravamento da pneumonia obrigou a novo internamento de que teve alta em 3 de Dezembro, por ter baixado um pouco a temperatura.

Em 6 de Dezembro, 3 dias depois da alta, a pneumonia teve novo agravamento, com a respiração muito difícil quase a asfixiar, foi novamente às urgências e teve que ficar novamente internada.

Foi chamada a atenção do médico das urgências para o facto de as altas terem sido muito prematuras, usando a frase de uma assistente social dita no dia 2 de Dezembro. Foi respondido que não é só pela necessidade de libertar camas mas também por outros factores.

Neste vai-vem, a doente ficou em extrema debilidade, e acabou por falecer na manhã de 10 de Dezembro.

07/12/2015

AVÉ MARIA



Agradeço à Amiga Circele Maria o envio desta maravilha. Numa época em que ninguém tem o direito de impor pela força a sua crença, ninguém deve ter medo de evidenciar a sua religião pacífica e artisticamente.

02/12/2015

O NATAL, FESTA DA FAMÍLIA NÃO É PARA TODOS


O COMERCIAL DE NATAL QUE ESTÁ EMOCIONANDO O MUNDO… IMPOSSÍVEL NÃO DERRAMAR UMA LÁGRIMA 



A rede de supermercados alemã, Edeka, chegou com um comercial de cortar o coração para nos lembrar que uma das coisas mais importante do Natal é passar o tempo com a família.

Começa com um homem aposentado a voltar para casa, com o seu cão, que recebe um correio de voz da filha dizendo que ela e seus filhos não podem passar o Natal com ele, prometendo que fazem no próximo ano. Mas passam três anos e ele continua sozinho no Natal.

Depois todos, filhos, filhas e netos recebem mensagens e cartas com a notícia da morte de seu pai. Visivelmente cheios de remorso, voltam para a casa da família para cumprir o luto. Mas quando entram na propriedade é de partir o coração…

Vamos apenas dizer que a mensagem de EDEKA para o Natal: É hora de voltar para casa, a bem ou a mal…

30/11/2015

Quantos anos tenho?




Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo. Tenho os anos em que os sonhos começam trocar carinhos com os dedos e as ilusões se transformam em esperança. 
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama louca, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E em outras, uma corrente de paz, como um entardecer na praia. 
Quantos anos eu tenho?
Não preciso de números para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho, ao ver meus sonhos destruídos… Valem muito mais que isso. 
Não importa se faço vinte, quarenta ou sessenta! O que importa é a idade que eu sinto. 
Tenho os anos de que preciso para viver livre e sem medos. Para seguir sem medo pelo caminho, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho?
Isso não importa a ninguém! 
Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto.

 – José Saramago – 

~~ * ~~

24/11/2015

LARES DE IDOSOS


                                                                                               
                             Sugestões orientadoras

Por AJS em 15/11/23

Os lares para idosos destinam-se a cuidar das pessoas mais frágeis nas áreas da saúde e vida.

Devem possuir capacidade para oferecer soluções adequadas, na generalidade e especializadas, na área dos cuidados de longo-prazo, que permitem
- a manutenção dos padrões da qualidade de vida,
- a compensação das consequências naturais do envelhecimento,
- a protecção física e psicológica,
- a valorização de um lugar digno na sociedade,
- a possibilidade de cumprir as necessidades, no âmbito da vida quotidiana
- de normalidade,
- de independência, em termos de liberdade de decisão sobre a vida,
- de cuidados,
- de especialidade, em termos de estatuto e respeito.


Devem responder às necessidades específicas de :

- pessoas independentes mas frágeis,
- pessoas temporariamente dependentes em termos funcionais, mas com perspectivas de reabilitação
- pessoas parcial ou totalmente dependentes em termos funcionais ou cognitivo.

Para isso, é necessária uma equipa de pessoas que sejam profissionais qualificados com formação especializada devidamente preparadas, composta de técnicos de apoio pessoal, terapeutas, psicólogos, enfermeiros, médicos, gestores, devidamente mentalizados para a finalidade fundamental de cuidar de pessoas.

Cada pessoa deve ser apoiada com respeito pela sua individualidade, pois são todas diferentes (não apenas na impressão digital).


A. JOÃO SOARES

10/11/2015

Abaixo, abaixo!



Abaixo, abaixo!
Abaixo, que basta!
de encher bem o tacho
já cheio à farta!

Abaixo, abaixo!
Não à exploração!
Só o pobre, mais pobre
paga a corrupção!

Abaixo, abaixo!
Sofre o indefeso
e rico a gozar
bem cheio, obeso!

Abaixo, abaixo!
Estão a tremer
cobardes com medo
do tacho perder!

Abaixo, abaixo! Já!
Porque o Povo unido
sempre vencerá!
            «»
               Zélia Chamusca

                2015-11-10

27/10/2015

ANIMAIS AMIGOS E SOLIDÁRIOS




Esta imagem de cinco cães abandonados que, na rua, se aconchegam para melhor suportar o frio, além de mostrar que os humanos não dispensam a devida atenção e agradecimento aos seus fieis amigos e o respeito aos outros seres vivos e a todos os sectores da Natureza, dá-nos mais uma lição que muito aprecio e não me canso de divulgar.

O ser humano, na sua arrogância egocêntrica, dá demasiado valor de exclusividade à fala que considera um meio de comunicação único, e autodenominou-se «animal racional» e a todos os outros com quem não sabe comunicar-se pela fala, denominou-os arrogantemente de «irracionais». Foi uma grande irreverência de exclusão e desrespeito pela grande maioria dos seres vivos, também dotados de inteligência, sensibilidade e afectividade. Só porque o homem não compreende a sua intercomunicação.

Esta fotografia evidencia uma convivência solidária de respeito mútuo, de apoio e de entreajuda. Em situação de frio e incomodidade, cada um encontrou maneira de ajudar os outros a minorarem o seu incómodo e os três ficaram em melhores condições. Quem lhes aconselhou tal atitude, tal solução para melhorar a sua qualidade vida? Nenhum racional os domou para isso. É a sua inteligência e solidariedade, apesar de lhes chamarmos irracionais. E, como esta lição, há inúmeras outras difundidas pela Internet que deviam fazer pensar os seres humanos menos sensíveis, por vezes, posicionados em elevados cargos directivos. Os seres humanos têm muito que aprender com a vida quer singular, quer em família ou em grupo, dos animais que erradamente classificaram de irracionais.

Gosto de imagens como esta que vêm chegando até mim e aproveito-as sempre que posso para contribuir para a melhoria da vida dos humanos do ponto de vista ético e cívico, na família e nas sociedades. Com isto, certamente, se poderá concluir que não é a força do dinheiro nem das armas que construirá a PAZ, nem maior HARMONIA, nem bom ENTENDIMENTO entre os seres humanos e destes com os outros seres vivos, também filhos da NATUREZA.

18/10/2015

FRIO EM CASA. COMO O EVITAR



9 truques para aquecer a casa sem ar condicionado

OBSERVADOR 17/10/2015, 21:14 MARIA CATARINA NUNES

Não tem ar condicionado e não quer estar em casa com 3 casacos vestidos e mais duas mantas? Saiba como conservar o calor com estes pequenos truques e torne a sua casa mais confortável.

A pensar no frio que se aproxima, o El País elaborou uma lista com 9 truques para ajudar a manter a casa (ou os escritórios, vá) mais quentes sem ter de recorrer ao ar condicionado. Prepare-se para o Inverno.

1. Arejar em (apenas) cinco minutos – Ou 300 segundos. É o suficiente para renovar o ar que circula em casa – a menos que as janelas sejam muito pequenas, nesse caso deve esperar, pelo menos, dez minutos.

2. Fechar para vencer – Distribuir o calor é fundamental, já que evita que o frio se disperse pela casa. Fechar as portas das divisões permite preservar o calor naquelas em que nos encontramos.

3. Abrir e fechar persianas – Quando o sol estiver a bater na casa, o importante é que todas as janelas (e portas) estejam fechadas, mas sem nada que impeça a luz de entrar, como persianas ou cortinas. Por outro lado, quando o sol se for, faça o processo inverso: feche as persianas e/ou cortinas.

4. Fita adesiva para as janelas – Vede as janelas com fita adesiva própria para as janelas para evitar perder calor acumulado nas divisões. Isto, claro, no caso de ter brechas nas janelas e portas.

5. Não tape nenhuma das janelas com vegetação – Assim os raios de sol podem passar e aquecer a casa. Se fizer mesmo questão, afinal as heras são decorações muito apreciadas, escolha vegetação de folha caduca (cujas folhas caem no Inverno) e assim continuará a ter luz solar no tempo mais frio.

6. Dê atenção às cores – É que as diferentes tonalidades estão mesmo relacionadas com a temperatura: quanto mais escuro, mais calor absorve. Um estudo da Universidade Estatal de Campinas, em São Paulo, Brasil, afirma que o preto capta 98% do calor, seguido do cinza (90%) e do verde escuro (79%).

7. Tapetes – É pelo chão que muito do calor se perde. Assim, tenha atenção aos tapetes que escolher para o Inverno. Além de aquecerem podem ainda ser isolantes e conservar a temperatura. O parqué é o chão mais indicado para manter o calor, ao contrário dos pavimentos em mármore.

8. Um bicicleta estática em casa – O desporto ajuda à circulação e a manter o corpo quente. Como o frio é mais intenso nas pessoas que têm uma circulação sanguínea mais deficiente, a prática de exercício físico ajuda a minimizar a descida de temperatura.

9. Uma manta – Claro. A mantinha não pode faltar: além de aconchegar, aquece e conserva a temperatura corporal. As de lã são muito aconselhadas porque geram calor devido ao isolamento térmico.Outras opções são as mantas polares, compostas de algodão e poliéster ou fibras sintéticas. As velas também ajudam a aquecer a divisão, além de criarem um ambiente mais tranquilo.

Foto de JOSÉ COELHO/LUSA

08/10/2015

Vejam como o video viral mais chato de sempre está a ajudar muita gente.

Os vídeos virais geralmente têm animais adoráveis, ​ algumas quedas hilariantes, ou bebés a sorrir. No entanto, este vídeo, publicado pela “Arrels Fundation“, tem uma mensagem muito mais importante.
Este vídeo pode ser o vídeo viral mais chato de sempre, mas é viral pela melhor razão possível: para ajudar pessoas. Como é explicado no vídeo, o YouTube paga ao autor de um vídeo baseado na quantidade de visualizações que o mesmo tem.

Neste caso, quanto mais visualizações este vídeo tem, mais dinheiro é doado para a “Arrels Foundation” ajudar os sem-abrigo.

Ao partilharem este vídeo, estão a contribuir para torná-lo o vídeo mais útil de sempre.

01/10/2015

Dia Internacional do Idoso




Comemora-se hoje o Dia Internacional do Idoso.
Este dia foi instituído em1991 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem como objectivo sensibilizar a população para a necessidade de proteger e cuidar da população idosa.
Segundo os dados do Eurostat, Portugal será um dos países da União Europeia com maior percentagem de idosos e menor percentagem de população activa em 2050.
O Instituto Nacional de Estatística prevê que, em 2050, um terço da população portuguesa seja idosa e quase um milhão tenha mais de 80 anos.
Viver muitos anos não é sinónimo de viver bem; há que cuidar, que tratar, que acarinhar e que acompanhar os idosos para que viver muitos anos valha realmente a pena. De que serve viver até aos 100 anos se os últimos 20 forem cheios de dor e sofrimento?
Idosos cuidados e felizes têm muito para nos dar. Quanto maior a idade, maior a sabedoria, maior a paciência, "maior o tempo" e maior o amor...
"Cuidar do idoso é respeitar o nosso próprio futuro".

*

 Homenagem aos Idosos


Idoso é quem tem o privilégio de viver uma longa vida... velho é quem perdeu a jovialidade.
A idade causa a degeneração das células... a velhice causa a degeneração do espírito.
Você é idoso quando sonha... você é velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende... você é velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando se exercita... você é velho quando somente descansa.
Você é idoso quando tem planos... você é velho quando só tem saudades.
Para o idoso a vida se renova a cada dia que começa...
para o velho a vida se acaba a cada noite que termina.
Para o idoso o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida...
para os velhos todos os dias parecem o último de uma longa jornada.
Para o idoso o calendário está repleto de amanhãs...
para o velho o calendário só tem ontens.
Que você, quando idoso, viva uma vida longa, mas que nunca fique velho.
"Saber amadurecer pode ser uma arte, mas com certeza,
arte maior é saber desfrutar com todo sabor o doce
de se tornar um pouco mais maduro a cada dia..."


Lilian Poesias

20/09/2015

O ANIMAL MAIS PERIGOSO DO PLANETA




Um incentivo à reflexão dos defensores do ambiente, que devemos ser todos nós. Na nossa passagem pela vida devemos ter a preocupação de deixar a casa limpa e bem arrumada para os nossos descendentes poderem ter uma vida normal, cómoda e feliz.

19/09/2015

PARABÉNS À AMIGA MARIA LETRA


Tenho andado com problemas que me ocupam muito tempo e me reduzem a capacidade de organização e de atenção a coisas que gostava de continuar a poder considerar prioritárias. Hoje, por acaso, vi que a Amiga Maria Letra festeja o seu aniversário, mas a tal desorganização actual não me permite usar outro meio para lhe enviar parabéns e manifestar o desejo de que repita esta data muitos mais anos sempre com saúde e a melhor disposição. Beijo de muita consideração João Soares

07/09/2015

LIDAR COM UM MAU DIA


Transcrição:

Onze truques para lidar com um mau dia
NOTÍCIAS AO MINUTO 150907 10H17


Todos já passaram por um dia menos bom, em que a única vontade é chegar a casa e não sair mais do sofá ou da cama. Os dias maus são frequentes, mas existem pequenos truques que ajudam a ultrapassa-los e, quem sabe, a evitá-los.

Quando o assunto diz respeito a dias maus, não há nada que explique melhor este sentimento do que a música de Daniel Powter, ‘Bad Day’. Na canção, fala-se do sentimento de tristeza, do sorriso forçado e do facto de as pessoas não se importarem em ter um dia mau. Embora seja comum – e resultado dos mais múltiplos fatores – ter um dia mau não tem que ser recorrente, pelo contrário.
Além de ser importante manter uma atitude positiva para evitar mais dias assim, é preciso saber como reagir a eles e como atenuar as suas consequências. E o Huffington Post revela onze truques para isso acontecer.

1. Comer bem e beber água – a fome, sede ou até mesmo a desidratação proporcionam sentimentos de irritação e mau estar, o que pode desencadear um comportamento menos positivo e, por consequência, um mau dia.

2. Evitar o cansaço – também o cansaço pode provocar mudanças de humor e sentimentos de irritação, situações que podem causar alguns problemas no local de trabalho ou em casa.

3. Fazer exercício – a atividade física faz bem à saúde e à mente e nada melhor do que o exercício para expulsar todas as energias negativas e os sentimentos que fazem o dia mau perdurar.

4. Relaxar – antes, durante ou depois de um dia mau, um momento de relax é sempre fundamental.

5. Aceitar o corpo (ou fazer algumas mudanças para o melhorar) – não estar bem na própria pele é meio caminho andado para não estar bem com os outros. As pessoas que tendem a sentir-se em baixo devido ao corpo devem arranjar formas de contornar essa situação, mais não seja exercitando-se com o acompanhamento de um especialista.

6. Escolher bem a roupa – nada melhor do que uma roupa confortável. Essa escolha é uma ajuda para manter o bom humor. Mas quando o mau dia acontece a um fim de semana – em que não se tira o pijama – o melhor é vestir algo arrojado e sair para passear.

7. Ver ou brincar com gatos – sim, seja presencialmente ou através de vídeos online, a presença de gatos é sempre uma mais-valia.

8. Procurar um aconchego – e quando uma das opções acima não resulta, o melhor é mesmo ir para o sofá ou para a cama com uma manta bem aconchegante. Ver uma comédia ou a série preferia pode ajudar.

9. Ouvir música – as músicas preferidas conseguem melhorar o estado de espírito das pessoas.

10. Enviar um SMS – ou fazer uma chamada. Conversar é sempre uma boa solução.

12/07/2015

Intervenção inicial de Alexis Tsipras no Parlamento Europeu - 2015.07.08


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NOSSA IMPOTÊNCIA DIANTE DO TEMPO


Publicado em recortes por Wellington Freire Machado: Professor de Literatura Espanhola e Hispano-americana, doutorando em História da Literatura. Apenas mais um grão de areia na imensidão do universo.

É a consciência de nossa finitude que nos permite aproveitar a viagem. É o entendimento de que todas as coisas deste mundo são impermanentes. Que pessoas vem e que pessoas vão. O que é ruim vai passar. E o que é bom também. Que o amor, assim como outros sentimentos, não precisa durar para sempre no tempo cronometrado pelo relógio. Entendemos que ele precisa durar para sempre dentro de nós mesmos, no tempo psicológico. Naquele lugar onde só nós podemos estar presentes, através de um clique acionado pelo controle remoto da memória.
A efemeridade da vida talvez seja uma das perturbações mais cáusticas que acometem a humanidade. Quem nunca se surpreendeu pensando na velocidade que a vida andou dos quinze aos trinta anos? Ou dos trinta aos cinquenta? O "ontem", ainda fresco na memória, pode estar distante cinco ou dez anos de nós. Mas foi logo ali. E quando nos vemos diante do tempo, este senhor silencioso e voraz, entendemos que o tempo psicológico muitas vezes é incapaz de acompanhar a cronologia dos fatos, a velocidade do relógio. Não é arbitrário o fato de Cronos (Κρόνος), o titã grego que representa o tempo, ser conhecido por engolir seus filhos. Na esfera de experiência somos engolidos lentamente como uma presa guiada ao seu destino implacável. E é justamente nesse ínterim, em meio a flashes de consciência, que podemos (re)pensar uma série de certezas e perceber que nossa condição humana nos conduz a uma jornada similar a das estrelas errantes, predestinadas a vagar pela imensidão do cosmos.
A nossa fragilidade diante do infinito nos faz humanos. O sábio dramaturgo espanhol Pedro Calderón de la Barca (1600-1681), em sua peça intitulada A vida é sonho, associa a consciência do presente a uma espécie de sonho lúcido. A fala de Segismundo, protagonista do drama de Calderón, constitui um dos monólogos mais belos da literatura: “O que é a vida? Um frenesi. O que é a vida? Uma ilusão, uma sombra, uma ficção; e o maior bem é pequeno, que a vida inteira é apenas um sonho, e os sonhos, sonhos são".  
Compreender a vida como uma viagem com o retorno carimbado é aceitar a nossa condição efêmera. É o entendimento de que o mundo tangível é impermanente. Que nesta viagem, alguns passageiros embarcam e outros desembarcam. Os momentos tristes dissolver-se-ão. Os felizes também. É a compreensão de que o amor, um dos sentimentos mais viscerais, não precisa durar para sempre no tempo cronometrado pelo relógio. Ele precisa, sim, durar para sempre em nosso interior. Naquele lugar no qual outras pessoas não podem estar nem sequer em sonhos. Naquele lugar em que só nós possuímos a chave e o acesso livre, onde podemos entrar a qualquer momento.  
Com esta consciência entendemos que o amor egoísta contrai, aperta contra o peito, agarra com força e sufoca. O amor verdadeiro liberta, pois sabe que neste mundo nada nos pertence.
Inspirou gerações de alquimistas a imagem da roda da fortuna. Na sabedoria antiga, a roda representava o homem em seus diversos estágios ao longo da vida: como rei (em seus momentos de glória), despencando na roda (nas situações de decadência), embaixo (fulminado pelo ciclo) e subindo novamente (recomeçando o ciclo). Assim, em rotações sucessivas ao longo de uma existência, tinha como consolo a certeza de que todos os momentos passarão. E, como consequência, entendia que a dor não é eterna. Tal como a felicidade, que também está sujeita ao movimento de passagem. E assim, ao longo de uma existência percebia que o eterno só existe dentro da gente, não fora.

Então, após sermos aterrorizados pela avidez do pai devorador, finalmente entendemos que a efemeridade da vida não é nada mais que um movimento autorregulador. Que um infortúnio pode acarretar mudanças magníficas, sem as quais não entenderíamos a razão de viver. Que as perdas cotidianas são apenas células que morrem e que a morte, neste ciclo, não é um fim, mas, um estágio de existência necessário para um novo recomeço. Logo, após nossa casa desabar durante a tempestade, aprenderemos a reconstruí-la com o que sobrou. E assim seguimos. Reconstruindo. Inovando. Morrendo. Renascendo.

11/07/2015

19 CONSELHOS PARA DEPOIS DOS 60

Depois dos 60 anos, 19 regras básicas excelentes!

1. É hora de usar o dinheiro que você economizou toda sua vida.

Usá-lo agora e não guardá-lo para que não desfrutem os que não conhecem o sacrifício de havê-lo conseguido, geralmente pessoas que nem sequer são da família: genros, noras, sobrinhos. Recorde-se que não há nada mais perigoso que um genro com ideias. Cuidado: não é época para aplicações por maravilhosas que pareçam, estas só lhe trarão angustias e esta época é para ter muita paz e tranquilidade.

2. Deixe de preocupar-se com a situação financeira de filhos e netos.

Não se sinta culpado de gastar seu dinheiro consigo próprio. Provavelmente, você já lhes ofereceu o que foi possível na infância e juventude como uma boa educação. Agora, portanto, a responsabilidade é deles.

3. Já não é época de sustentar a ninguém de sua família.

Seja um pouco egoísta, mas não usurário. Tenha uma vida saudável, sem grandes esforços físicos. Faça exercícios físicos moderados (por exemplo andar regularmente) e alimente-se bem.

4. Compre sempre o melhor e mais fino: ao fim e ao cabo é para você.

Recorde-se que nesta época, um objetivo chave é gastar o dinheiro com você, com seus gostos e caprichos e os de sua parceira. Depois de morto o dinheiro só gerará ódios e rancores. Nada de angustiar-se por pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam os bons momentos que devem ser recordados, sejam os maus que devem ser rapidamente esquecidos.

5. Independentemente da idade, mantenha vivo o amor sempre.

O amor à sua parceira, o amor à vida, o amor ao teu próximo.

6. Esteja sempre limpo, tome um banho diariamente.

 Seja vaidoso. Frequente o barbeiro, faça as unhas, vá ao dermatólogo, ao dentista, use perfumes e cremes com moderação. Mesmo que agora você não seja elegantíssimo, seja pelo menos bem-cuidado.

7. Nada de ser muito moderno, tente ser clássico. É triste e dá pena ver gente idosa com penteados e roupas feitas para jovenzinhos.

8. Mantenha-se sempre atualizado.

Leia livros e jornais, ouça o rádio, veja bons programas na TV, visite a internet com boa frequência, envie e responda "e-mails", utilize-se das redes sociais, mas sem afobação nem criar vício com elas.

9. Respeite a opinião dos jovens apesar de que as vezes podem estar equivocados.

Muitos deles estão melhor preparados para a vida do que nós estávamos quando tínhamos a sua idade.

10. Jamais use a expressão "Em meu tempo".

Seu tempo é hoje, não se confunda!!! Está certo recordar o passado, mas com nostalgia moderada e feliz de havê-lo vivido.

11. Não caia na tentação de viver com os filhos ou netos.

Ainda que de vez em quando vá alguns dias como convidado, respeite a intimidade deles, mas especialmente a sua. Se lhe falta sua companheira, consiga logo uma empregada que o acompanhe e colabore com as tarefas de casa e só tome esta decisão quando não puder dar mais de si ou o fim esteja bem próximo.

12. Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua geração.

E o mais importante, não dará trabalho a ninguém. Mas aproxime-se de gente positiva e alegre, nunca com "velhos amargurados".

13. Cultive um passa-tempo.

Pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, criar um gato, um cão, cuidar das plantas, jogar cartas, golfe, navegar pela internet, pintar, ser voluntário em uma ONG, ou colecionar algo. Faça o que gosta e o que seus recursos permitam.

14. Aceite todos os convites.

De batizados, colação de grau, aniversários, bodas, conferências...Visite museus, vá ao campo... o importante é sair de casa por um tempo. Mas não se aborreça se não lhe convidam porque as vezes não se pode. Com certeza quando você era jovem tampouco convidava seus pais para TUDO.

15. Fale pouco e escute mais.

Sua vida e seu passado só interessam a você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre estes assuntos, seja breve e procure falar de coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de algo. Fale em tom baixo e com cortesia. Não critique nada, aceite as situações como elas são. Tudo é passageiro.

16. As dores e as doenças estarão sempre presentes.

Não as torne mais problemáticas do que são, falando sobre elas. Trata de minimizá-las. Afinal, elas afetam somente a você e são problemas seus e de seus médicos. Lastimando-se nada conseguirá, asseguro.

17. Ria, ria muito, ria de tudo.

Você tem sorte, você teve uma vida, uma vida longa e a morte será apenas uma nova etapa incerta, assim como foi incerta toda a sua vida.

18. Não se preocupe do que digam, menos ainda do que pensem de você.

 Se alguém lhe disse que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. O mais importante você já fez: você e sua história, boa ou má, já passaram. Agora trata-se de passar uma fase, a mais dourada, aprazível e feliz que lhe seja possível.

19. Permaneça apegado a religião apenas o necessário, não mais.

 Rezando e implorando todo o tempo como um fanático, nada conseguirá. Se você é religioso, vivencie intensamente, porém sem ostentação. O bom é que "em breve, poderá fazer seus pedidos pessoalmente"......hehehehehe.....

E lembre-se:

"SOMOS O QUE FAZEMOS, MAS SOMOS, PRINCIPALMENTE, O QUE FAZEMOS PARA MUDAR O QUE SOMOS"

Nota : texto recebido por e-mail.Imagem de arquivo

21/06/2015

Rio-Lisboa



 

O carioca-da-semana-passada, um dos períodos mais tristes da vida do Rio.


O bom de descer as ladeiras de Lisboa é que durante alguns dias você está longe da selvageria carioca, pode sentir a nostalgia de sair flanando como fazia antes nas ruas da sua cidade. Zero de medo. Assim como quem não quer nada, um sorvete da Santini numa das mãos, você vai Rua do Carmo abaixo, passa pela luvaria Ulisses e, quando dá com os cornos no Rossio, o largo monumental pode fazer a surpresa de oferecer uma festa de máscaras ibéricas, comidas e danças por todos os lados, mas nunca a cena de um médico ensanguentado no chão do Café Nicola, esfaqueado por algum garoto que em seguida lhe roubou a bicicleta e foi embora.

Isto aqui é Lisboa, ó pá. Zero de deslumbramento. As escolas de Portugal acabaram de ser avaliadas em trigésimo lugar num ranking de 38 sistemas educacionais europeus, há muita coisa a ser feita, mas o bom disto aqui é que se vive em paz com os pequenos valores da existência. Zero de sobressaltos. A delícia antiga de se ir ali à esquina e, na ordem natural da felicidade das coisas, voltar sem que a polícia lhe tenha metido uma bala perdida nas costas.

Agora, por exemplo, você está na ladeira do Príncipe Real e basta pôr os pés na faixa de pedestres para que os carros parem até você chegar do outro lado. Aí é só começar a descer a rua por uma calçada de pedras portuguesas, todas postas em seus lugares, nenhuma solta e chamando os pés para um tropeção que pode para sempre lhe estuporar os artelhos e desgraçar a sobrevivência.

Não está acontecendo nada de muito notável, Lisboa está linda, mas não se faz aqui o registro de qualquer grande marco a se exaltar na revolução civilizatória moderna. É apenas uma cidade que tem se descoberto feliz consigo mesma.

Lisboa está coberta dos caminhos simples, verdadeiros yellow-brick-roads para se levar a vida com leveza, essa carência carioca, e num deles você desce o Bairro Alto, atravessa o Largo Luís de Camões, pega a Rua Alecrim e, ao final, apesar de todas as modernidades da Rua Nova do Carvalho, é possível encontrar ainda de pé as tascas da tradição gastronômica. Tudo convive sem conflito. Ao contrário do Rio, onde toda semana fecham uma mesa na memória do paladar e tiram da boca do cidadão um gosto familiar, em Lisboa é possível sentar num tamborete do quase botequim Sol e Pesca para comer as conservas que há séculos apetecem ao apetite local. Ninguém mais sabe ao certo o que é antigo e o que é moderno. As sardinhas continuam nas latas, o azeite continua de oliva, mas o estilo de tudo isso agora vem embrulhado em papéis do mais fino design.

Isto aqui é Lisboa, ó pá, e isto não é o anúncio de que o mundo está sendo reinventado a partir de suas oito colinas. Os políticos corruptos também estão, como os ratos de sua corja internacional, nas capas do “Expresso” e do “Público”. Mas na vida real do dia a dia a cidade encontrou um jeito delicado de lustrar os seus casarões magníficos, parecidos com os que todo mês desabam na Lapa carioca e, ao mesmo tempo em que se orgulha deles, reinventa suas funções. Não há mais loja de roupa, mas de “conceito”, e portuguesa de bigode era a vovozinha. Agora as garotas são todas “gira”, o termo local para traduzir o “cool”.

A sensação em alguns momentos é que você vai sair da Rua Augusta, tomar uma ginja no canto da Praça da Figueira e quando dobrar em direção ao Largo dos Intendentes vai dar na verdade nos Arcos da Lapa. Mas é só impressão. As ruas são limpas, os garçons servem às mesas com presteza, os telhados são os mais bonitos do mundo e as praças estão sempre tomadas por senhoras que descansam ou jovens, no Quiosque do Refresco, animados por doses de capilé. Tagarelam, paqueram, o de sempre. Ninguém aporrinha o próximo.

O Cais do Sodré, por exemplo, está basicamente o mesmo de sete anos atrás. Mas se você prestar bem a atenção, andar para a direita e entrar no Mercado da Ribeira, lá sobrevive o comércio tradicional das barracas dos tripeiros, convivendo com os stands da nova culinária portuguesa, tudo redesenhado sob o patrocínio da revista “Time Out” — e é impossível ao carioca não pensar que um dia, sem precisar ir tão longe, poderia estar assim, curtindo a vida em paz, comprando suas flores, gastando pouco, beliscando o que quisesse, na Cadeg de Benfica. Depois, sem entrar em pânico, passaria pela Barreira do Vasco e chegaria em casa para contar aos que ficaram como foi bom.

Ao carioca-da-semana-passada, um dos períodos mais tristes da vida da cidade, foi preciso ir até Lisboa para recolher histórias de não acontecimentos, comer um bacalhau ao sossego e ter a sensação inenarrável de que não corre o risco de ser assassinado na próxima esquina — e em Lisboa esses sonhos, essas pataniscas simples, parecem cada vez mais fáceis de se realizarem. A cidade se pacificou com suas tradições, entendeu feliz que um bom jeito de avançar é o da refazenda das suas guarirobas. Ao invés de gourmet, os pastéis de Belém procuram resgatar a receita original. E se em algum momento a cidade tentou esquecer Amália Rodrigues, por causa de suas relações com Salazar, Lisboa agora, em mais um arroubo de orgulho pelas suas referências, está cercada de motoristas de táxi com os carros sintonizados na recente Rádio Amália, um chorrilho de 24 horas de fados da grande cantora.

Na chegada ao Galeão, o carioca-da-semana-passada foi cercado pela notória turbamulta de taxistas. Sonhou que uma Rádio Elizete Cardoso iniciava o processo de pacificação geral e convocava a cidade a guardar suas facas.
 Joaquim Ferreira dos Santos, O GLOBO, 28/MAI/2015,