13/12/2015

SEXALESCENTES OU «SEMPRE JOVENS»



Quando foi criado o blogue «SEMPRE JOVENS» pretendia-se resistir ao tempo e conservar a juventude o mais possível. Por isso quando recebi este texto logo decidi colocá-lo aqui para utilidade dos nossos visitantes Sexalecentes

Activos e motivados, os que já passaram os 60 anos de idade já não se reduzem a "receber a reforma e fazer de avós". Como se vive esta segunda "Juventude"?

": A segunda adolescência que arranca dos 60

Sexalescentes: assim se chama àqueles que, entrando nos seus 60 anos, reúnem certas características que não aceitam os padrões comuns que se encontram dentro da velhice.

Enquanto a palavra "Sexagenário" cai em desuso, homens e mulheres entre 60 e 70 anos de idade, marcam uma tendência diferente no modo de experimentar e transitar esta etapa das suas vidas com um perfil diferente, que surge em oposição ao facto de "se resignar a ver passar a vida".

Como são e o que os distingue?

- não abandonam o seu protagonismo de lado dentro do âmbito afectivo, laboral e social.

- decidem "continuar", com a confiança e a sabedoria das experiências vividas.

- Motivados, indagam, aprofundam e actuam naquilo que os preenche os identifica e desperta o seu interesse.

- Em muitos casos e nessas alturas o amor, o trabalho e o prazer misturam-se como numa própria sinfonia onde estes autónomos congéneres escolheram ser os directores.

- Continuam a criar projectos de vida que lhes permitem ser mantidos actualizados e activos.

- São capazes de lidar com as novas tecnologias com empenho e desejos não só de aprender a usá-los, mas também de empregá-las em seu benefício.

- Tomam consciência da importância da saúde física, por conseguinte dedicam o tempo suficiente para favorecer uma melhor qualidade de vida.

- Podem retomar aquela carreira universitária que foi interrompida no caminho ou descobrem novas vocações e em alguns casos, chegam a reconhecer que têm uma missão em suas mãos para desenvolver.

Muda, tudo muda

Estes homens e mulheres, considerando a sua história e o seu contexto, cresceram, foram educados e desenvolvidos com mensagens e estruturas muito diferentes dos actuais. Numa sociedade onde os papéis estavam pré-estabelecidos, não responder às expectativas do ambiente podia ser uma porta para o desprestígio.

Daí passaram a uma sociedade onde cada um pode penetrar e decidir o que fazer sem tanto medo de ser rejeitado ou ao "o que vão dizer". Tiveram a coragem de quebrar com certas estruturas sociais e assumir suas reais necessidades e possibilidades.

No entanto, esta mudança é mudança geracional que pareceria encontrar-se em seus começos. É mais possível encontrá-los em zonas urbanas com maior densidade populacional, onde vários estímulos, a comunicação e a informação podem ser variados e abundantes, como também as oportunidades para se inserirem ou continuar activos dentro de seu contexto social.

A isto juntam-se os progressos medicinais e científicos que, quando são utilizados conscientemente em benefício da saúde, melhoram e prolongam o bom viver.

Sem dúvida, estamos participando de uma mudança geracional que, desta vez, atinge os adultos mais maduros. Começa a ser vista num plano mais evidente a importância e a influência que tem sobre a nossa vida toda a saúde emocional com a que contemos.

Estes "eternos jovens" de Espírito, sabem como manter a chama acesa, aquela que os deixa sentir plenos, integrados, autónomos, motivados e comprometidos com a vida. Apaixonados com a velhice, em cada uma de suas ações, nos ensinam e deixam ver o que é significativo e valioso desta etapa da vida.

* Graciela Taffarelli é consultora psicológica, especializada em desenvolvimento pessoal; clr.gracielataffarelli@hotmail.com;http://consultoriasaludmental.blogspot.com.ar/

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