26/10/2009

A Escolha é Só Sua

Geraldo Eustáquio de Souza

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for,
ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.

Você pode assumir a sua individualidade
ou reprimir seus talentos e fantasias, apenas para ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar,
ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis e não ficam bem para pessoas sérias e bem situadas como você.

Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas
ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata,sem nenhuma consideração para com os desejos,limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.

Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional,
ou ficar reclamando que ninguém se importa com você.

Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente,
ou agir exclusivamente de acordo com o figurino da cabeça tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.

Você pode deixar como está para ver como é que fica
ou, com paciência e trabalho, ir realizando as mudanças que precisam ser feitas na sua vida e no mundo à sua volta.

Você pode deixar que o medo de perder paralise os seus planos
ou partir para a acção, mesmo com os poucos recursos que tem, com muito entusiasmo e uma enorme vontade de ganhar.

Você pode amaldiçoar sua sorte
ou encarar a situação como mais uma grande oportunidade de crescimento que a vida está lhe oferecendo.

Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas satisfações,
ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher o seu destino e, através de acções concretas, caminhar firme em direcção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos,
ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão passivamente entregar-se a ele e sofrer.

Você pode viver o presente que a vida lhe dá
ou ficar preso a um passado que já acabou, e que portanto, nada mais lhe resta fazer,
ou a um futuro que ainda não veio, e que portanto, não lhe permite fazer nada.

Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo das coisas que você é e possui
ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto.

Você pode se engajar no mundo, melhorando a si próprio e, por consequência, melhorando tudo que está à sua volta,
ou esperar que o mundo melhore para só então começar a pensar em melhorar.

Você pode celebrar a vida e a Energia Universal que a criou
ou celebrar a morte, vivendo aterrorizado com a ideia de pecado e punição.

Você pode continuar escravo da preguiça,
ou comprometer-se para valer, tomando as atitudes necessárias para mudar de vida por não ser
ou não possuir tudo o que você gostaria.

Você pode ser feliz com a vida como ela é
ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua e o importante é que você sempre tem escolha.

Pondere, portanto, ao se decidir pelo caminho que vai tomar pois é você que terá de se haver - sozinho e sempre - com as consequências de cada escolha que fizer.

9 comentários:

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Nem mais... nem menos!!!
Beijos

A. João Soares disse...

Querida Ná,

Há alguns anos, comprei um livro pelo qual tenho muito apreço - Conversas com Deus, um diálogo invulgar - de Neale Donald Walsch, que já ia da 14ª edição, da editora «Sinais de Fogo».

A propósito da escolha, do livre arbítrio, diz na pág 22: «Não vos obrigarei, contudo, a fazê-lo. Nunca vos coagirei, pois dotei-vos de um livre arbítrio - o poder de fazerem o que quiserem - e jamais vos tirarei isso, jamais».

Portanto a escolha é apenas de cada um de nós e, depois, temos que aguentar o prejuízo ou o beneficio que daí advém. Não convém teimar numa solução só porque nos parece correcta, o que interessa são os resultados obtidos face aos desejados, se forem muito diferentes é preciso voltar a decidir mas da forma que antes nos parecia errada. Não quer dizer que se passe a vida com o método das tentativas e erros, mas é preciso não ser teimoso e estudar com o máximo de profundidade todas as faces do problema para reduzir a possibilidade de erro.

Sem teimosia, mas com convicção baseada na análise, temos que fazer escolhas e, depois, assumir a responsabilidade do resultado.
Não faltam lições. Mas a nossa abertura à aprendizagem séria, é muitas vezes demasiado reduzida.

Beijos
João

Maria Letra disse...

Gostei muito deste texto o qual me inspirou uma análise a mim própria, relativamente a cada um dos seus parágrafos. Tomei a liberdade de colocá-lo no meu blogue http://marialetratome.wordpress.com, com a referida análise. Espero não me leve a mal, João Soares. Trata-se dum tema que exige alguma reflexão e que considero muito útil para cada um de nós.
Um grande abraço.
Maria Letra

A. João Soares disse...

Querida Mizita,

Até agradeço a sua transcrição porque considero que estes conselhos merecem ser divulgados e meditados por muita gente.
Todos devíamos fazer um exame de consciência para pesquisar até que ponto estamos ou não integrados nesta bela filosofia de vida. A Mizita fez uma profunda reflexão que deixou à disposição do público. Por isso, aproveitei e transcrevi para o Do Miradouro.
Realmente, não basta ler e concordar, é preciso pôr em prática, divulgar aquilo que pode ajudar o mundo a ser melhor, as pessoas mais felizes.

Beijos
João

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Obviamente que o texto que publicou exige uma reflexão profunda. O principal propósito tem como fim, o engrandecer interiormente, o sermos cada vez mais e mais justos, humanos, sinceros, e que saibamos amar o próximo como a nós próprios.

Para ser mais correcta, cada parágrafo devia ser analisado ao detalhe, como fez a Mizita, e muito bem.
Quando lhe respondi comentando somente que estava de acordo, tinha apenas cinco minutos para começar uma aula. Devia ter esperado e comentado mais tarde...
Sei bem que a pressa é inimiga da perfeição.
Aqui está, agora o comentário que o texto me merece.

Obrigada por ter partilhado com todos nós este magnífico texto.
Beijinho

A. João Soares disse...

Querida Ná,

Agradeço os seus dois comentários com o muito apreço que tenho por si. O primeiro foi rápido, para ter o prazer de ser a autora do primeiro comentário, o que para mim representa uma deferência, uma prova de afeição.
Quando faço um post que se resume a um transcrição nem espero comentários porque não são devidos a mim, mas sim ao autor do texto transcrito.
Trata-se realmente de uma boa lição em que é sublinhado o livre arbítrio como já lhe disse no comentário anterior.
A nossa amiga Mizita tem um estilo muito próprio e aproveitou para fazer uma autocrítica ou exame de consciência, muito interessante. Não faço comparações entre as pessoas porque não estão submetidas a um concurso.
E, a propósito de concurso, espero em breve ter «ordens» suas!!

Beijos
João

Luis disse...

Caríssimos Amiga(o)s,
Já comentei no Mirante mas nunca é demais referir que as escolhas devem merecer toda a nossa atenção e como diz a Mizita depois não há que nos queixarmos dos seus resultados. Temos que aguentar com as consequências e andar em frente, não sem tirar as ilações devidas para evitar erros semelhantes futuros. Fazer como diz o João pensar bem antes de decidir, coisa que muita gente não faz infelizmente!
Um abraço amigo.

Helena Teixeira disse...

Olá,A.João Soares,administrador do blogue!
venho em 1º lugar agradecer as visitas de todos os membros-colaboradores-amigos do Sempre Jovens à Aldeia,assim como o apoio dado a amiga Fernanda.
Em 2º lugar,
hoje promovemos a Blogagem de Novembro,cujo tema é "O Meu Magusto". Com alguma pena minha,sei que desta vez,não será possível à Fernanda participar,pelos motivos normais da vida:falta de tempo,etc.Entendo-a perfeitamente.Agora venho convidá-lo a si e a todos para participar, se assim o desejarem.Para tal,basta enviar um texto com máximo 25 linhas e 1 foto para aminhaldeia@sapo.pt até 8 de Novembro.Mais informações no Blogue da Aldeia.

Jocas gordas a todos!
Lena

MILAI MARA disse...

Caro Amigo João,
Em primeiro lugar quero desculpar-me por ter vindo tão pouco ao blog. Tenho momentos altos e baixos. Ando num momento baixo em que nada me apetece fazer! A ida da minha filha para longe de mim, apesar de não ser a única filha, deixou-me desalentada e triste. Algo me falta. Eu sei que compreende!
Este seu texto não quero deixar de o ler, assim como outros que estão mais para trás, mas, tem que ser aos poucos, já que este a que me refiro é um pouco extenso. O que não posso deixar de admirar é a sua presença sempre constante, no seu local de trabalho, e o seu precioso tempo que dá ao blog. Mas, como quem corre por gosto não cansa!!!!

Votos de saúde e um abraço da faltosa
Milai