31/10/2009

CANETA

Imagem deTonhOliveira


Podem ser apenas letras
Desordenadas e sem sentido,
As que a caneta cospe
Em desabafo ou delírio.

Podem ser palavras vãs,
Abstractas, que não se entendem,
Estruturas de amanhas
Que só da caneta pendem...

Podem ser prosas ou versos,
Equações por desvendar,
Esperança ou o inverso
No papel a tatuar...

A caneta não estremece
E deixa correr a tinta,
Pela forma que enobrece
A memória quando extinta!


Ana Martins
Escrito a 24 de Outubro de 2009



10 comentários:

Luis disse...

Minha Boa Amiga,
Que interessante é a sua caneta que nos deleita com poemas tão bonitos e cheios de sentimento. Por favor não a perca, está bem????
Se isso acontecesse ficaríamos seus orfãos!
Parabéns e um grande beijinho.

Fernanda disse...

Querida amiga Ana,

Com caneta ou com um mero lápis, tu terias sempre escrito belos poemas, como este.
És uma poetisa inata com alma de artista a transbordar de amor e sensibiladade.
Para mim os poetas são seres especiais, com um dom extra.
Adoro tudos os teus poemas, todos os que conheço, sem excepção.

Beijos

Maria Letra disse...

Amiga Ana,
Gostaria de fazer-lhe uma saudação especial, por ser uma poetisa sempre capaz de transmitir sentimentos muito bonitos, através de poemas acessíveis a todos os que admiram a simplicidade. O seu grande valor como poetisa é indiscutível. Para além deste dom, tem o de ter sido sempre, sem excepção, desde que colaboro neste blogue, uma Senhora que sempre me deu motivos para merecer todo o meu carinho. Estas minhas palavras não a evidenciam sobre os outros colegas de blogue, mas senti a necessidade de afirmá-lo porque admiro a forma silenciosa como 'deposita' neste espaço os seus tesouros, saindo de novo silenciosamente ..., até à entrega da próxima relíquia.
Parabéns, Ana! Admiro-a muito.
Um grande abraço.
Maria Letra

A. João Soares disse...

Querida Ana,

Da primeira vez não deixei comentário devido à pressa. Mas vale mais tarde do que nunca. Cá estou, muito agrado com mais esta bela poesia e, ao contrário da Mizita, quero dizer-lhe que tal como ela a Ana é uma das duas colaboradoras que tem uma maior percentagem de colaboração de sua autoria em relação ao total dos seus posts. Pouco (quase nunca) recorre às transcrições.

Muito obrigado por nos mimar com boas peças criadas por si.

Beijos
João

Maria Letra disse...

Amigo João Soares,
É por ser domingo que eu, com o meu cérebro em repouso, não percebi bem este comentário ou há nele qualquer coisa que não joga certo? A mim parece-me que há nele uma qualquer pequena contradição ...
Um grande abraço.
Maria Letra

A. João Soares disse...

Querida Mizita,

Tem razão, o domingo deve ter-me impedido de ser mais explícito. Referia-me à sua frase «Estas minhas palavras não a evidenciam sobre os outros colegas de blogue» que interpretei como não querendo compará-la, sublimendo-a, com os outros autores do blogue, para não ferir susceptibilidades. E eu não tive esse receio e elogiei Ana e a Mizita por serem as autoras que em percentagem da sua colaboração menos recorrem a transcrições, primando por colocar aqui peças da sua criação, da sua autoria.
Creio ter agora sido mais claro, mas não cito aqueles que creio estarem no outro extremo da escala!

Beijos
João

Maria Letra disse...

Meu querido amigo,
Eu tinha percebido, foi só uma confirmação.
A propósito vou esclarecer de novo: eu - sempre numa perspectiva muito pessoal - não sou contra as transcrições, bem pelo contrário, porque há coisas de muito interesse e que até desconheceria se não fossem aqui publicadas. Defendo, porém, que elas deveriam trazer um comentário do autor da transcrição, para conhecermos melhor o seu ponto de vista e julgarmos melhor o que edita. Mas isto é muito, mas mesmo muito, uma opinião pessoal. Eu adoro vir aqui e ler o que cada um oferece aos outros, mas se leio, apenas, uma transcrição, fico assim como que deixada com um convidado e o dono da casa sumiu. Não sei se me faço entender ... Com os vídeos é diferente.
Maria Letra

A. João Soares disse...

Querida Mizita,

Parece que estamos de acordo. Usando a sua imagem do dono da casa que sumiu de repente, quando faço uma transcrição, quase sempre apresento o convidado, o motivo de o trazer e depois, geralmente, faço uma Nota final como que a dialogar com ele, a esmiuçar o que ele disse, e não o contradigo porque o trouxe como amigo com quem concordo. Normalmente, todo o post meu leva a minha assinatura em questão de opinião.
Mas, infelizmente há muitos bloguistas que passam de um e-mail para o blog sem mais nada.

Beijos
João

Ana Martins disse...

Obrigada queridos colegas e amigos pelo carinho com que sempre me comentam.
É muito muito bom sentir que gostam de nós.

Bem-Hajam!

Beijinhos,
Ana Martins

Å®t Øf £övë disse...

Ana,
As palavras escritas no papel servem para ficar para todo o sempre preservadas na nossa memória.
Bjs.