31/03/2009

COISAS DE GENTE MENOS NOVA...


Recebi este e-mail hoje de mais um amigo.
Assunto: Cómico

Um casal nos seus noventas e tendo problemas de memória decidiu ir a um médico para um check-up.

O médico informou-os que fisicamente tudo estava bem com ambos, mas que seria aconselhável, no caso deles, começar a tomar notas para não se esquecerem das coisas.


Mais tarde nessa noite, enquanto via televisão, o marido levanta-se e a esposa pergunta-lhe "Onde vais?" " Vou a cozinha " respondeu o marido.

Ela pergunta "Trazes-me uma taça com gelado?"?
O marido respondeu, "Claro".


Ela carinhosamente lembrou-o "Não será melhor tomares nota por escrito para não te esqueceres?"


Ele responde " Não, eu não me vou esquecer disso!"


Ela então disse " Eu gostaria com alguns morangos em cima, é melhor escreveres isso para que não te esqueças" !


Ele responde " Tu queres uma taça de gelado com morangos" " Não me esqueço"!


Ela acrescenta " Também podias por um bocadinho de chantilly. Agora é melhor tomares nota para não te esqueceres".


Irritado ele responde "Eu não preciso de escrever nada! Queres um taça de gelado com morangos e chantilly" e foi para a cozinha a resmungar.


Cerca de 20 minutos mais tarde, o marido volta à sala e entrega nas mãos da sua esposa um prato de ovos com bacon. Ela fica espantada a olhar para o prato por um momento e diz " Onde está a minha tosta?"


Fernanda Ferreira

O NOSSO AFAMADO VINHO DO PORTO

O prometido é devido...e como pelo menos consegui uma fã incondicional, vou tentar o meu melhor para vos fazer passar este meu amor pelo nécter dos Deuses, desta vez por etapas, que é como quem diz "sip by sip".

Introdução e História

Foram encontrados vestígios arqueológicos de lagares e recipientes para vinho por toda a região duriense, evidenciando que seja possível que um vinho com características semelhantes tivesse sido feito nas encostas do rio Douro por volta do século III, ou IV da era Cristã.


No entanto, é no Século XVII, devido ao facto dos povos do norte da Europa se terem envolvido em escaramuças e invasões que se promove o Vinho do Porto. Os Ingleses que até então davam preferência aos vinhos franceses, por serem mais robustos e assim viajarem melhor durante as longas viagens dos comerciantes Ingleses, viram-se forçados a procurar um vinho semelhante e acabaram por descobrir o nosso vinho do Porto. O Tratado de Methuen (1703), que obrigava Portugal a comprar parte da produção inglesa de tecidos tendo estes em contrapartida que intensificar as importações de vinho, veio aumentar muitíssimo o comércio entre os dois países.


Definição


Conhecido pelos Durienses por “vinho fino”, por ser inicialmente só para fidalgos, gente fina e também porque sempre foi um vinho mais fino por ser obrigatoriamente “tratado”, outro termo do Douro para o definir, ou ainda “vinho generoso”, por ser tido como uma dádiva, uma generosidade de uma região agreste, escarpada, com amplitudes térmicas inacreditáveis, onde se diz que há noves meses de Inverno e três de Inferno, tornou-se famoso no mundo inteiro pelo nome da cidade que o exporta.
O Vinho do Porto sempre foi mais da recente cidade de Vila Nova Gaia do que do Porto, isto porque o entreposto se situou sempre em Gaia, pelo facto da exposição solar ser menor do lado de Gaia e o vinho beneficiar de temperaturas baixas e constantes para melhor amadurecer. Contudo, ganhou fama como vinho do Porto, nome dado pelos Ingleses, porque os mesmos o vinham buscar ao Porto de embarque do cais da Ribeira, onde muitos Ingleses acabaram por se estabelecer e inicialmente fixar residência. O nome “Port Wine “ ou “Oporto Wine” foi o nome que os pioneiros importadores Ingleses decidiram dar ao vinho. Port, cais de embarque, Oporto forma como se referem a nossa cidade.

Fernanda Ferreira

Aumento de visitantes

Caros colaboradores, comentadores e visitantes,

Não pode deixar de ser aqui publicitado o recorde de vistas atingido nas últimas 24 horas. Tivemos o privilégio de ter sido visitados por 233 amigos. Há quatro semanas, o número foi de 84.

Este progresso é motivo de orgulho dos colaboradores pela qualidade dos seus trabalhos que despertam muito interesse em quem nos visita e que, desta forma, nos estimula a continuar sempre na senda da melhoria.

Parabéns a todos e os agradecimentos aos nossos visitantes a quem pedimos que divulguem aos seus amigos o que pensam e esperam deste espaço de cultura e civismo.

Bem hajam todos
João Soares

30/03/2009

Bispos na ribalta. Preservativo

Depois de ver o post de Miguel Letra 60 mil preservativos enviados ao Papa fui mais atraído pelas notícias dos jornais e deparei com um cenário curioso.

Sua Santidade Bento XVI, reactivando os velhos tempos do PODER TEMPORAL da Igreja ousou proibir o preservativo aos africanos, o que, perante a gravidade da onda de SIDA que assola o continente, foi recebido da pior maneira no mundo, principalmente nos órgãos de saúde que procuram debelar tal flagelo.

Alguns bispos portugueses acharam que não deviam ficar calados perante as reacções à afirmação do Papa.

O bispo de Viseu D. Ilídio Leandro defendeu, num texto publicado no site da Diocese de Viseu, que quem tem uma vida sexual activa tem «obrigação moral de se prevenir e não provocar a doença na outra pessoa». O bispo disse ainda que «aqui, o preservativo não somente é aconselhável como poderá ser eticamente obrigatório». Foi corajoso ao dizer aquilo que pensa e que se reveste de muita racionalidade e humanitarismo.

Porém, tal como se passa na política e em muitas outras actividades, concorrenciais em que a rivalidade tem que ser levada a sério, o bispo do Porto D. Manuel Clemente veio mostrar que é esperto, cauteloso, ‘politicamente correcto’, não arriscando a sua nomeação para cardeal e talvez para Papa, apareceu a dizer que «a grande solução» para o problema da SIDA é «comportamental», sendo o preservativo um «expediente» que poderá ter «o seu cabimento nalguns casos».

O Sr. bispo do Porto esqueceu-se de explicitar a sua ideia e definir como vai concretizar a solução «comportamental», e quando serão obtidos resultados visíveis e quantos séculos serão necessários para uma solução definitiva. De teorias irrealistas está o Inferno cheio.

Faz-me recordar um outro teórico. Um dia escrevi uma carta para a revista «Grande Reportagem» sobre a sinistralidade rodoviária que regularmente reduz a população jovem de várias dezenas por mês, com mais incidência em férias e datas festivas, ensombrando momentos que deviam ser de prazer e alegria. O director da revista retorquiu defendendo que o problema não se resolveria com acção policial mas sim com a educação cívica dos condutores.

Receio sempre esse optimismo teórico e utópico, sem pés para andar e sem um prazo de efectivação à vista. E como outros pensaram da mesma maneira que ele, continuamos a sofrer as consequências da falta de civismo e da ausência de medidas práticas adequadas que, infelizmente, serão bem visíveis na próxima semana de Páscoa .

O mesmo irá acontecer se as palavras teóricas do Papa e do bispo do Porto forem levadas a sério por muita gente. Que Deus nos proteja das pessoas utópicas bem intencionadas.

Neste caso, os mais ajuizados e realistas deverão usar sistematicamente o «expediente» mas de acordo com as palavras práticas e sensatas do bispo de Viseu.

BROA DE MILHO


Broa de Milho
Felicia Sampaio
Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal

Ingredientes:

2 kgs. de farinha de milho (amarela)
1 kg de farinha de trigo
30 grs. de fermento de padeiro
150 grs. de crescente (massa levedada da broa anterior)
água q.b.
Confecção:

Peneira-se a farinha de milho para um alguidar.
Adiciona-se a farinha de trigo e mistura-se tudo.
Aquece-se água numa panela.
Amasse a farinha, adicionando a água quente.
Junta-se o crescente e o fermento de padeiro.
Amassa-se tudo, de modo a massa ficar com uma consistência média.
Tapa-se o alguidar com um pano e um cobertor de lã.
Coloca-se num local de temperatura amena e sem correntes de ar, para a massa levedar.
Aquece-se o forno de lenha.
Quando o forno estiver bem quente puxam-se as brasas para a boca do forno.
Traz-se o alguidar com a massa lêveda para junto do forno e começa-se a tender a broa para um tabuleiro previamente polvilhada com farinha.
Coloca-se a broa no forno com o auxílio de uma pá polvilhada com farinha, a fim de cozer, tendo o cuidado de começar do fundo para a boca.
Tapa-se a boca do forno.
Vai-se verificando se a broa não está a ficar queimada e, se necessário abre-se um pouco a porta do forno.
No fim de cozida, retira-se do forno e coloca-se no mesmo alguidar que serviu para amassar e deixa-se arrefecer.

*Deve-se reservar um pouco de massa lêveda para servir de crescente na vez seguinte.
Essa massa é colocada no alguidar que serviu para amassar, que se tapa e guarda em local fresco.


Frenanda Ferreira

APELO

Recebi este pedido para o qual não possuo resposta. Possivelmente, haverá leitores que possam dar uma ajuda. Tenho essa esperança e, por isso, aqui deixo este apelo.

Apareceu sob a forma de comentário no post de 20 de Maio de 2007 "Como se cozia o pão na aldeia" que é uma transcrição de um e-mail recebido na altura http://domirante.blogspot.com/2007/05/como-se-cozia-o-po-na-aldeia.html:

Bom dia.

Sendo eu um emigrante radicado na Polónia há 3 anos, a minha esposa, polaca, adora o pão de milho português e a minha sogra recentemente decidiu "tentar" fazê-lo, pois também adora-o. Tenho procurado a receita e passos da sua manufactura mas, para meu espanto, não encontro nada pela internet.
Gostaria de lhe perguntar se sabe onde poderei arranjar tal informação sobre ingredientes e passos para fazer este pão do qual tenho também tantas saudades.
Para qualquer contacto, o meu email é cachinare@sapo.pt

Cumprimentos,
António Fangueiro

Aos visitantes deste espaço peço que coloquem aqui como comentário as indicações que considerem úteis. O António Fangueiro será informado de imediato.
Desde já agradeço a vossa boa-vontade.

Dá-me três grãos de milho, Mãe...

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Dá-me três grãos de milho, Mãe, apenas três grãos de milho;
manterão a pouca vida que tenho até a chegada do amanhecer.
Estou a morrer de fome e frio, Mãe, a morrer de fome e frio e metade da agonia de tal morte os meus lábios nunca ta dirão…

Ela tem-me atormentado como um lobo, Mãe, um lobo feroz que procura sangue; todo o dia e toda a noite, uivando por falta de alimento. Sonhei com pão no meu sono, Mãe, e a visão foi como um céu; mas despertei com um ansioso tremor nos lábios famintos e não havia pão para mim, Mãe.

Como posso olhar eu para ti, Mãe, como posso eu olhar para ti, sem pão para dares ao teu filho faminto, quando tu própria estás cheia de fome também?
Eu sinto a tua fome na tua bochecha e nos teus olhos tão selvagens… E sinto-a na tua mão óssea quando me toca com carinho e a deixa cair sobre o corpo do seu filho.

A Rainha tem terras e ouro, Mãe, a Rainha tem terras e ouro;
Enquanto tu és forçada a dar o teu peito vazio a um bebé esquelético, um bebé que está a morrer de necessidade, como eu estou a morrer agora, com pavor no olhar e em teus olhos me afundado…

O que têm feito pelos pobres, Mãe, o que têm feito pelos pobres,
os famintos no Mundo, todos os homens ricos e poderosos?
O mundo olha e não vê, será que ninguém quer ver???
Será que ninguém se importa, Mãe? se morremos ou vivemos?

No outro lado do Mundo há muitos que se rolam em ouro;
existem lá homens ricos e orgulhosos, Mãe, com maravilhosas riquezas
e o pão que dão aos seus cães chegaria para me dar vida a mim e a ti, Mãe.

Chega-te para mais perto de mim, Mãe, aconchegue-me mais,
abraça-me com o mesmo carinho com que abraçaste o meu Pai quando morreu.
Rápido! Por que já não posso ver-te, Mãe, já quase não respiro.
Mãe, querida Mãe, aqui eu morro, dá-me três grãos de milho.

Text supplied by Peter Kenny of Malden, MA
TN
oct97
Thanks to Mudcat for the Digital Tradition!

Fernanda Ferreira

Rio de Janeiro além da sua beleza

foto made by: Miguel Letra


Logo! ...aquilo que me vem á mente é que:
“O demônio ainda existe porque há gente que gosta de pecar!”
Uns pelo simples prazer do pecado, outros por consciente pacto com satanás, muitos outros por ignorância e outros tantos por serem eles mesmos demônios menores.


O Rio, cidade Maravilhosa, é um jogo de sorte e pecado. As mãos atadas de muitos, o medo das represálias pela acusação, a cobardia e a indiferença, suscitam a cobiça de outros tantos que á procura de vida fácil tentam a sua sorte de mão armada e com uma pitada de estupefaciente.
É repugnante ver gente a falar do crime e notar em suas mãos a marca do sangue.
Mauricinhos e Patricinhas, que vida boa é as festinhas privadas nas coberturas pagas pelos papás, dos vossos maravilhosos bairros, onde rola a cocaína e a maconha comprada no morro mais próximo e no infeliz que tem, certamente, os seus dias contados... mas ok, morreu, há mais quem venda! O importante é não ficar mal perante a turminha e não deixar de pagar o vício.
Benditas academias que do corpo cuidam, quantas beldades, quantos esforços, quanta necessidade de beleza e saúde, quilinho a menos, mais uma plástica, um bom arranjo nos dentinhos, tudo para enaltecer a beleza do maravilhoso carioca... lindo, lindo com só ele é! ...Certamente, corpos assim tão cuidados, de vez enquanto podem cometer uns pecadinhos contra a natureza... e um pecadinho aqui e outro ali e mais uns assim e outros assado, na semana seguinte... É carnaval e aí, ninguém leva a mal.
...que longo Carnaval!
Confesso que acho nojentos os cínicos infratores, nos seus devaneios de senhores escravagistas, protegerem-se, estupidamente, atrás do seu estatuto social, para se defenderem das suas faltas de educação, princípios e moral!
...hei... mas, alto lá, afinal os Portugueses já se foram embora há muito tempo, mas, não percebo quem são estes aqui que escravizam os mais pobres, pagando salários miseráveis como, por exemplo, a empregadas domésticas extremamente necessitadas e eles sabendo que as pobres coitadas têm que se sujeitar para poder dar de comer ao marido cachaceiro e ou á filha concebida pela ignorância?
Gente, são Brasileiros! Não são Portugueses, não são Franceses nem Ingleses nem americanos, são... Filhos da terra, compatriotas, nascidos e criados aqui, como diz o outro, “neste país brasileiro”!
Tristeza de gente medíocre! ...no Rio, no fundo existe uma luta por poder... Uns podem assim, outros podem assado! O importante é poder!
O triste é ver os mesmos, com falso fervor e nojenta devoção, baterem fortemente no peito nas missas de domingo, assumindo a culpa dos seus pequeninos pecados, comungando junto dos pobres favelados, partilhando a paz de cristo, mas na hora de levantar o rabo para sair... lá fora continua tudo na mesma
... O Rio de Janeiro de sempre.
Só me resta uma questão... no meio disto tudo, quantos mais cariocas de excelência, como, felizmente conheço alguns, irão continuar a existir nesta cidade linda e maravilhosa nos próximos anos?
...Vejam isto como um desabafo ...é aqui que vivo e isto é uma das vistas que "enchergo" da janela da minha vida.

PARA RIR ...


Um senhor de alguma idade que possuía há vários anos uma grande quinta lá para os Estados Unidos da América, decidiu criar uma zona de lazer nas traseiras da sua casa.

No meio de pessegueiros, macieiras, e muitas outras árvores de fruto, mandou também construir um lago onde pudesse naturalmente nadar. Colocou as respectivas cadeiras e mesas de piquenique e lá passou muitas tardes agradáveis.

Uma noite o senhor decidiu ir até ao lago, como já não ia lá há algum tempo e como pretendia apanhar alguns frutos, levou consigo um cesto. Contudo, foi surpreendido por vozes gritando e rindo de uma alegria contagiante…

Quando se abeirou viu então que se tratava de um bando de jovens mulheres nuas que tomavam banho na sua lagoa.

As mulheres ao tomarem consciência da sua presença fugiram e foram-se esconder atrás das árvores, um pouco por todo o lado. Uma das mulheres gritou-lhe: ‘Não sairemos daqui enquanto você aí estiver!’

Ao qual ele respondeu….'Eu não vim aqui para ver Senhoras nuas a nadar ou para as fazer sair da lagoa, eu vim sim para alimentar o crocodilo. "


Fernanda Ferreira





29/03/2009

60 mil preservativos enviados ao Papa

Desde já aviso que isto é uma opinião pessoal e que de forma alguma desejo ferir a fé seja de quem fôr, nem muito menos suas convicções religiosas.
Pergunto-me: o que irá fazer o Papa com tanto preservativo? Uma festinha decorada com balões? Eventualmente até são dos coloridos e com sabores diferentes o que daria um ar mais agradável a uma Santa Rave em pleno Vaticano (isto já sou eu a imaginar).

Bom, mas sem desviar do tema, penso que, para começar, seria bom que ele mesmo, numa atitude de humildade e de pedido de perdão sincero, os fosse distribuir, de mangas de batina arregaçadas, às infelizes vítimas da ignorância, miséria, guerra e AIDS. Pareceu-me um desesperado acto de, mais uma vez, tentar com que as nações africanas continuassem nas garras e freios do Vaticano e lamento que ainda hoje essa gente mantenha tão grande poder em tão vasto continente. Acredito que isso irá mudar, lentamente, acompanhando o crescimento cultural e no sentido da libertação intelectual.Descrevo como Negro o seu exercício de tentar obscurecer o já dramático flagelo da AIDS, espalhando ainda mais a dúvida, valendo-se da sua "autoridade" (discutível) como Sumo Pontífice. Isto é um autêntico Crime contra a Humanidade. Tomadas de posições análogas só agravam os problemas e espalham miséria e este senhor que vive lá no bem bom, que se chama Vaticano, deveria sentir vergonha de tão ignorante e mesquinha tomada de posição.Certamente que todos nos recordamos do infeliz caso Padre Frederico o qual, com a ajuda de não sei quem, fugiu para o Brasil e vive aqui na impunidade. Porque razão a igreja católica não tomou posição mais radical de entregar às autoridades tal criatura demoníaca que nada tem de ministro de Deus? Porque razão a igreja sempre protege e protegeu esses seus, que continuadamente cometem pecados horrendos de foro sexual, principalmente com vítimas ainda na infância. Vergonhoso! A propósito do caso da fuga deste sujeito, acima referido, não se admirem de um dia sair nas bancas uma sua autobiografia contando que foi ajudado pelos anjos e arcanjos no momento da sua fuga, tal e qual Pedro e Paulo no cativeiro. Seria Hilariante.Mas, alguns deverão estar a pensar: "mas por uns, não devem pagar os outros". O problema é que os outros nada fazem para que os "uns" sejam expostos, incriminados, julgados e que, severamente, recebam as penas que nem eu acho que bastem para tais crimes.Honestamente, não acredito que o caso PRESERVATIVO NÃO tenha sido sem querer, creio até que foi por maldade pura e gratuita e vindo de quem veio, só reforça a minha já tomada de posição de que a Igreja morreu com a morte de Cristo. Parece-me até coisa de espírito demoníaco tentando os Homens.Quando escrevi a frase a Igreja morreu com a morte de Cristo refiro-me à destruição daquilo que considero nunca ter existido desde o momento em que ele "transitou". Considero a criação dessa "igreja" (egrégora) no momento em que Ele chamou seus discípulos para passarem a serem pescadores de Homens, referindo-se assim a uma missão a um novo viver uma igreja já existente mas com uma nova dinâmica, força e espírito. Considerando algumas teorias e alguns textos apócrifos utilizei a frase a Igreja morreu com a morte de Cristo, impelido pelo que sucedeu após a sua morte e mesmo pelo não anunciado cisma entre Paulo e Pedro, mostrando este a já existência de conflitos.Pessoalmente considero que a instituição poderá realmente nunca ter vingado mas o espírito Cristão, com toda a certeza ainda vive flamejante em muitos corações.Graças a Deus que ainda nos deixam pensar sobre as coisas e podermos opinar e sermos senhores da nossa própria espiritualidade. O medo da excomunhão a mim não me afecta, o que temo é viver em ignorância e estupidez por falta de procurar. Por isto e como "quem procura encontra", irei continuar à procura do Deus, o Eu Supremo para que Ele me veja como um dos seus templos vivos e assim, directamente, o possa escutar no coração.Só assim o homem livre crescerá em espírito e verdade.É caso para dizer – que Deus nos ajude e livre dos Ignorantes e pobres de espírito!

A melhor religião, segundo Dalai Lama

Estamos a aproximar-nos da Páscoa e, mesmo que não sejamos crentes, não faz mal aproveitar estes momentos para meditarmos nas realidades da vida em que os vectores religiosos têm um lugar mais ou menos importante. Por isso, e para ir ao encontro da lição da amiga Maria Letra ao filho, não quero deixar de aproveitar este texto que recebi por e-mail e que trata de um breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama.

Leonardo Boff explica:

"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
- "Santidade, qual é a melhor religião?"
Esperava que ele dissesse:
"É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:
- "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor."
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
- "O que me faz melhor?"
Respondeu ele:
- "Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável

Deixo-vos este poema, com muito amor!

O que é a vida, Mãe?

Vida, meu filho,
É força,
É coragem,
É amor.
Vida ...
É uma luta constante
Entre a felicidade
E a dor.


Vida ...
É saberes olhar,
Com ternura
E compreensão,
Todo aquele
Que não é como tu,
Mas é teu irmão.
Vida ...
É saberes aceitar,
Com resignação,
Cada dia que vem,
Mesmo aquele pior.
Vida ...
É aprenderes a lição
Da diferença que existe
Entre o mal e o bem.
Sabê-la de cor.
Rejeitares os erros
Daqueles que, coitados,
Não sabem melhor.
Vida ...
É o fogo que aquece,
A neve que gela,
O quadro, a aguarela ...
É um mar que assusta,
Mas comove.
Vida ...
É a história que ouviste
Sôbre coisas passadas,
Que não viste.
Vida ...
É sentires
O que o olhar puro,
Duma criança,
Pode conseguir.
Vida ...
É saberes como
E porquê,
Podemos salvar
Tantos, dos que sofrem
E a maioria não vê.
Vida ...
É a Natureza
Que teima ajudar-te
Em cada momento que passa.
Vida ...
É o oposto à Morte,
À Guerra,
À Caça.
À Repressão,
À indiferença do mundo
Que contrai,
Que aperta,
Tanto coração.
Vida ...
É a recusa
A todas as forças
Nefastas, más,
Que não deixam sentires
O que quer dizer Amor,
O que quer dizer Paz!

Maria Letra

28/03/2009

Eficiência na comunicação

Usando do diálogo que a Internet possibilita, alinho estas frases após ter sido estimulado a «escrever bem» pela escritora Alexandra Caracol através do texto que inseriu no seu blogue e que aqui deixo entre aspas. Escrever ou falar bem é indispensável no acto da comunicação com o outros. Ao comunicar, estamos a desempenhar o papel do carteiro em relação à ideia que pretendemos levar, comunicar, ao outro. Ao transmitirmos uma ideia, não basta ficarmos satisfeitos pela forma como o fizemos, mas devemos imaginarmo-nos na pele do receptor e avaliarmos a facilidade de ele extrair do texto a ideia que com este quisemos enviar. Para a comunicação ser eficaz, sem deturpar a mensagem, há que utilizar uma linguagem comum, com palavras de significado bem conhecido tanto pelo emissor como pelo receptor. Este conceito fica bem evidente quando a comunicação é cifrada, o que obriga a que os dois intervenientes usem a mesma chave para codificar e descodificar.

Para bem escrever é preciso conhecer bem a língua utilizada, a sua gramática e a força das palavras. Mas antes de alinhar as palavras e as frases, é imprescindível clarificar a ideia, isto é, PENSAR, raciocinar, o que hoje é um luxo pertencente a muito poucos. Os próprios governantes, caiem em contradições e incoerências frequentes, por não saberem raciocinar sobre os dados por eles próprios anteriormente estabelecidos. Há que racionalizar o encadeamento das afirmações e dos considerandos que a suportam, procurando a maior clareza do pensamento e a sucessão dos argumentos para ser fácil ao receptor ficar de posse completa da ideia que lhe foi entregue. Já me aconteceu ver textos meus preparados com grande dose de ironia serem interpretados em sentido oposto ao desejado por a ironia não ter sido apercebida por alguns leitores.

Cada um de nós tem de procurar a excelência em todos os seus actos e ajudar os seus familiares e amigos a fazerem igual esforço. Não somos obrigados a morrer ignorantes nem incapazes de falar e escrever bem. Expor de forma correcta um tema, conduz-nos a um melhor conhecimento, em consequência do esforço de raciocínio para preparar a exposição, o que evidencia a interacção entre os dois momentos.

A comunicação e a escrita aprendem-se. Noutros tempos, as escolas, os professores de Português incitavam os alunos a escrever bem sobre temas, uns impostos e outros livres. Tive um professor que nos mandava fazer resumos de partes dos Lusíadas e outras obras e, todas as semanas, fazíamos uma redacção sobre «o caso da semana» e, na segunda-feira, eram chamados uns tantos para lerem o seu trabalho e todos fazíamos a seguir a crítica. Também as publicações tinham concursos de contos e outras redacções dando prémios simbólicos aos melhores. Hoje, impera o facilitismo, com a ideia de que o que é preciso é que nos façamos entender. Só que muitas vezes não se entende e faz-se uma interpretação errada, como é o caso de muitos contratos, de que resultam problemas.

Actualmente, o computador veio dar uma grande ajuda à escrita. Aquela frase que veio à mente quase no fim do texto é facilmente inserida a meio ou no início, no local onde melhor se enquadre na estrutura do texto, não havendo, por isso, desculpa para o ziguezague do percurso em que se repete um aspecto ou se avança e recua no fluir da expressão.

Saber escrever, saber comunicar, aprende-se e incrementa-se com o estudo, a experiência e a análise de bons textos. A divisão das orações (A TLEBS que me desculpe se o termo já não é este) constitui um teste essencial para verificarmos se uma frase está correcta.

Nota: este texto foi escrito em 3 de Dezembro de 2006, mas mantém-se actual, excepto na referência à TLEBS.

"Sei de..."


Sei de tudo.
sei de tudo o que não vês,
sei de tudo o que não sentes.

Sei de ontem
da fome que se desprende de ti,
Sei de hoje
a vontade que te promete auroras boreais.

Sei de mim
de tudo o que sinto
e de tudo que queria não ter.

Sei de mim
do rego cavado no peito
e do cheiro deste amor desatinado.

Sei de nós
do que somos e queremos,
do que temos e tememos
dos nacos de luz que nos iluminam,
dos fios azuis que nos atam à vida.

Sei de ti.
Sei de mim
Será que sei de nós?


“Sei de...”

Mais um poema da minha amiga.
Autor(a): Maria José Areal
Março de 2008
Fernanda Ferreira

Aprendamos com esta comovente história!


Esta é a história de uma cadela, mas bem podia ser outro animal, como mostra a imagem que consegui na Net, uma vez que as fotos originais deste texto, que me foi enviado pelos amigos Tony e Rebecca Brewer, não consegui passá-las, o que sinceramente lamento.

Em 2003, a polícia de Warwickshire, Inglaterra, abriu um jardim e encontrou uma cadela a gemer de dores. Ela estava presa e tinha sido abandonada. Esteja completamente suja e desnutrida e tinha sido claramente maltratada.
Num acto de bondade, a polícia levou a cadela para um conhecido refúgio para animais abandonadas, onde o Sr. Grewcock e os outros membros do pessoal passaram a trabalhar com dois objectivos: reabilitar a cadela para que voltasse a ter plena saúde e simultaneamente ganhasse confiança nos seres humanos.

Demorou algumas semanas, mas finalmente ambos os objectivos foram alcançados.
A cadela recebeu o nome de Jasmine, e eles começaram a pensar como lhe arranjar um lar.
Jasmine, no entanto tinha outros planos.

Ninguém sabe explicar como tudo começou, mas Jasmine começou a acolher todos os animais que chegavam ao refúgio, não se importando se era um cachorro, um filhote de raposa, um coelho, ou mesmo um jovem rinoceronte.
Jasmine transportava-os para a sua “casa” e tratava deles, fosse qual fosse o problema, como uma verdadeira mãe.

Grewcock explica como foi o primeiro caso, “Tivemos dois cachorros que tinham sido abandonados numa linha férrea nas proximidades. Eles eram pequenos quando chegaram ao centro e Jasmine abordou um deles e agarrando-lhe pelo pescoço foi colocá-lo sobre o sofá. Depois ela pegou no outro e fez o mesmo” e continua o Sr. Grewcoc "mas ela é assim com todos os nossos animais, mesmo os coelhos.
Ela traz os animais que vai adoptando a passear, sempre junto dela, no sentido de os integrar no novo ambiente. Ela faz isto mesmo com a raposa ou as crias dum texugo, ela lambe os coelhos e todos os “filhotes” e ainda permite que as aves poisem no seu nariz".

Jasmine, a tímida cadela mal tratada e abandonada, encontrada naquelas circunstâncias, tornou-se no animal do refúgio como o substituto da mãe.
A lista de jovens órfãs e abandonadas que cuidou compreende; cinco crias de raposa, quatro crias de texugo, 15 pintos, dois cachorros e 15 coelhos.
Ainda há um cervo minúsculo com 11 semanas de idade, que foi encontrado inconsciente num campo. Após a chegada ao refúgio, Jasmine abraçou-o até ele ficar quente e assumiu imediatamente o papel de mãe, hoje são inseparáveis.” diz Grewcock. "Espinheiro, nome dado ao cervo que caminha entre as suas pernas e se beijam mutuamente. É um verdadeiro prazer vê-los."

A história termina com uma adequada pergunta: não seria lindo se as pessoas fossem tão boas como os animais???

Fernanda Ferreira

Aos amigos deste Blog

Este texto é um texto de despedida, não sei por quanto tempo. A minha querida mãe, que tem 92 anos e que eu amo MUITO, merece que vá passar algum tempo com ela, bem assim como os meus filhos e os meus netos. Porque são muitos - tenho uma família muito grande, como afirmei já - eu deverei estar presente nas suas vidas durante algum tempo para compensá-los daquele grande número de dias em que não estou com eles, por viver em Londres, como sabem bem.
Deixarei, portanto, mais espaço para que os meus queridos amigos do blog possam dar o seu melhor, e publicarem os seus trabalhos, que todos nós apreciamos.

Quero que acreditem que adorei estar convosco e que não vi, em nenhum momento, a mais leve situação que pudesse provocar em mim embaraço ou desconforto. Todos souberam ser simpáticos comigo e só peço desculpa se o que escrevi não foi suficientemente bom, mas talvez pelo facto de tê-lo feito com o coração, mereça o vosso perdão.

Um grande e reconhecido abraço a todos.
Maria Letra

AMA-ME MÃE!

Imagem da net


Ama-me Mãe,
Sou ainda uma sementinha
Mas já me sinto crescer,
Sou vida da tua vida
No teu ventre a desenvolver.
Sou uma parte de ti,
E outra do meu pai,
Sou vida e por aqui
Já sinto por onde vais!

Ama-me Mãe,
Deixa-me conhecer o mundo,
Ver o Sol a despertar,
Ser fruto de um amor profundo
Testemunhado em teu olhar.
Deixa-me chamar-te Mãe,
Com orgulho de teu filho ser,
Ter a força que a vida tem
E a serenidade de te ter!


Ana Martins
Escrito a 24 de Março de 2009

27/03/2009

Gente Bem!

Gostaria de sentir que este tema não tem razão de existir na nossa sociedade, que pertence ao passado, mesmo que recente. Mas isso não acontece. Volta meia volta, aí estou eu a reflectir nesse montinho de gente medíocre, que "pretende" impôr o seu valor pelo que veste, pela maneira como fala, tipo Tia da Foz ou de Cascais, pouco importa, que vive em constante concorrência com as outras tias (ou Tios, não interessa também), que tem uma casa mais rica do que a da amiga, cujo apartamento não tem categoria para aparecer na revista Casa e Decoração ou não servirá de capa a uma revista mundana, dum show-off que faz nojo. Para esse montinho de gente, os outros são todos uma porcaria (sou educada!), ao lado deles. Sim, porque certamente os outros, não conseguiram passar da cêpa torta, seja porque motivo fôr, que até pode ter sido porque são diferentes, quem sabe.

Estou a dar demasiada importância a esse tal montinho de gente, ao escrever sôbre eles. Eu sei. Mas eu pertenço a um outro montão de gente que ainda acredita em certos valores, os quais defende com unhas e dentes, na tentativa de tornar a vida uma realidade diferente daquela que a mente dessas pessoas criou. Eu acredito na simplicidade, na pureza de sentimentos, no sorriso duma criança, na natureza que amo e ... nos bons amigos, que me fazem companhia neste montão tão cheio de força.

O dom da palavra,
Numa palavra sem dom.
Sorrisos em linha oblíqua,
Põem os cabelos em pé,
Ao povinho já sem Zé.
Discursos, com renda e laço,
Enlaçam quem não tem rendas.
Apertam,
Torturam,
Esmagam,
Vértebras de colunas tortas,
Sem vertical,
Quase mortas.
Vénias, perfumes e palmas,
Agitam as suas almas.
Eles todos juntos,
São muitos!....
Um a um, não são ninguém,
Mas chamam-se a "Gente Bem" !?!


Para ser feliz

A arte de ser feliz

Acorde todas as manhãs com um sorriso. Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz. Seja seu próprio motor de ignição. O dia de hoje jamais voltará. Não o desperdice, pois você nasceu para ser feliz!

Enumere as boas coisas que você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, você será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança!

Trace objectivos para cada dia. Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez. Seja paciente.

Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional, além disso o ajuda a manter a dignidade.

Acredite, seu valor está em você mesmo. Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente. Se nos deixarmos vencer, não haverá surpresas, nem alegrias...

Consciencialize-se que a verdadeira felicidade está dentro de você. A felicidade não é ter ou alcançar, mas sim dar. Estenda sua mão.

Compartilhe. Sorria. Abrace. A felicidade é um perfume que você não pode passar nos outros sem que o cheiro fique um pouco em suas mãos.

O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida, ter o desejo de mostrar o que tem de melhor, é que isso produz maravilhosos efeitos colaterais.

Não só cria um espaço feliz para o que estão ao seu redor, como também encoraja outras pessoas a serem mais positivas.

O tempo para ser feliz é agora.

O lugar para ser feliz é aqui!

De autor desconhecido.

O VINHO DO PORTO

Gostaria de comunicar que tenho estado a trabalhar no sentido de publicar vários textos sobre o Vinho, conforme já iniciado e prometido.

Contudo, e essencialmente porque este é um assunto que pode ocupar várias páginas, decidi começar por fazer uma leve introdução ao Vinho do Porto, só depois entrar no tema de forma mais detalhada, tentando passar a todos os meus conhecimentos, que não sendo parcos também não são os de uma especialista na matéria.

Como já aqui referi, o meu propósito é simples; levar os leitores a sentir pelo menos algum entusiasmo por um assunto que a mim me fascina, se o conseguir ficarei muito feliz.

O Vinho denominado do Porto, tem origem na região demarcada do Alto Douro, região esta situada no nordeste de Portugal com início a cerca de 150 Kms a montante da foz do Douro em Mesão Frio e estendendo-se por mais cerca de outros tantos 150 kms rio acima até à fronteira espanhola, Vila nova de Foz Coa e Freixo de Espada à Cinta.
Actualmente, a mais antiga região demarcada do Mundo em 1756 pelo célebre Marquês do Pombal, compreende uma área total de 110 mil ha., contudo somente 26 000 ha estão autorizados a produzir o afamado néctar, todo o resto produz vinhos de altíssima qualidade, além de azeite, amêndoa entre outros produtos.

A região Duriense está protegida por uma barreira natural, o Marão (1415 metros), o que faz com que a mesma tenha um microclima muito especial, do tipo Atlântico-Mediterrânico, facto que provoca fortes amplitudes térmicas na região, dizendo-se inclusive que a mesma tem nove meses de Inverno e três de Inferno, uma vez que os Invernos são rigorosíssimos e os Verões escaldantes. A outra característica única na região é a composição do seu solo, basicamente xistoso, cujas vantagens são inúmeras.

Sendo uma região montanhosa, o cultivo da vinha é feito em terraços nos socalcos, obra árdua feita toda à mão pelos Durienses. A vinha é plantada baixinha para beneficiar do calor que o xisto lhe proporciona durante a noite, e sempre de forma a beneficiar ao máximo da melhor exposição solar.
As castas predominantes são as Malvasia Fina e Rei para os brancos, e as Touriga Nacional e Francesa para os Tintos, no entanto devo acrescentar que para os tintos, os vinhos do Porto por excelência, se usam muito mais castas e que as diferenças mais notórias entre os vinhos das várias casas têm a ver com esses casamentos.

A vindima tem lugar geralmente em fins de Agosto ou início Setembro, conforme os anos. Após o desengace, as uvas são esmagadas e fermentadas. Actualmente o Douro está equipado com máquinas sofisticadas e cubas de fermentação onde é controlada a temperatura ideal durante a fermentação em conformidade com o tipo de vinho que se pretende obter.
O Vinho do Porto é um vinho adamado, quer dizer que nem todo o açúcar natural da uva durante o processo fermentativo desdobra e se transforma em álcool. A fermentação terminaria por si só quando todo o açúcar tivesse passado a álcool ou fossem atingidos dezasseis graus de álcool por volume, isto porque as leveduras naturais que se encontram na película das uvas e que são parte fundamental do processo de fermentação morrem quando este grau é conseguido. Portanto, antes que isto aconteça, é preciso adicionar aguardente vínica com cerca de 77º, numa proporção média de um litro de aguardente para cada quatro de vinho, para que a fermentação pare e assim se obtenham os tipos; doce, meio doce ou seco, neste último caso permitindo que a fermentação seja totalmente concluída.

Antigamente todos os vinhos provenientes das Quintas com benefício e consequentemente denominados por finos ou generosos, chegavam até ao entreposto de Gaia via Barcos Rabelos, depois passarem a ser transportados por camiões cisternas. Actualmente muitas das Quintas têm com as suas próprias Caves equipadas com sistemas de refrigeração, onde o vinho é mantido à temperatura ideal, baixa e constante, e aí é também amadurecido.

Os vinhos do Porto são todos sujeitos a um período de dois a três anos de estágio em cascos de carvalho, à excepção dos brancos, para que não lhe seja dado tanino da madeira, esses estão muito pouco tempo em processo de sedimentação e passam para cubas de cimento vitrificadas ou para cisternas de aço inoxidável e engarrafados com dois a três anos de idade.
Os tintos são sempre, todos eles, primeiramente deixados a sedimentar em grandes balseiros (o maior que eu conheço pessoalmente tem 110.000 litros de capacidade) e o maior que está no circuito dito turístico na Ferreira tem 72.875litros. Durante esses dois a três anos os vinhos são trasfegados de forma a sair do contacto com as borras naturais do mesmo, também para oxidarem um pouco e podem ser engarrafados com o mínimo de três anos.

Em caso de ano Vintage (ano excepcional) 5% do total da vindima pode ser engarrafado imediatamente findo o segundo ano, em garrafas pretas opacas (para evitar o contacto com a luz), com gargalo mais longo e rolha bem mais comprida, aliás as garrafas são distintas no seu formato, e levadas para a Garrafeira onde estarão pelo menos seis a oito anos antes e serem comercializados.
Todos os restantes vinhos são analisados frequentemente, o teor em álcool rectificado, e sujeitos ao chamado “blending”. Esta é a forma encontrada para que, todos os anos os diferentes tipos que cada casa comercializa sejam sempre iguais, independentemente da qualidade da vindima em si. Se forem engarrafadas com dois a três anos de idade, são denominados de Ruby Ports devida à cor que apresentam. Quando o estágio é de pelo menos quatro anos, passam a chamar-se de Tawny Ports pelo tom já mais âmbar que apresentam. Seguem-se os Old Tawny, ou denominações semelhantes, quase sempre acompanhadas da idade do vinho no rótulo. Disse a idade, tipo 10 anos ou 20 anos, não o ano da vindima, só no Vintage e outras variantes do Vintage é que são legíveis os anos da vindima. Neste último caso, a garrafa é lacrada e selada e o vinho envelhece na garrafa, isto se a mesma for guardado em condições ideias, deitado e conservada num sítio fresco. Quando aberta a garrafa (há uma série de rituais a seguir que depois explicarei) mas o principal fica já dito aqui, deve ser bebido preferencialmente todo no mesmo dia, uma vez que perde qualidade em contacto com o ar, o que não me parece nada difícil!!!

Nos outros casos, as garrafas são geralmente verde escuro, e não estão lacradas. O seu processo de envelhecimento parou quando passou para a garrafa, pode ser guardado muitos anos sem perigo, mas não melhorará. Uma vez aberta a garrafa pode ser guardada sem risco algum de perca de qualidade, uma vez que esteve anos em cascos de carvalho e consequentemente o ar não o prejudica.
Os vinhos do Porto brancos são tidos como aperitivos e devem ser servidos frescos, e os tintos são os digestivos por excelência e devem ser servidos “chambré”, aliás como todos os tintos "Un bon vin rouge se boit chambré".
http://www.youtube.com/watch?v=HHPkmW-HkUg
Fernanda Ferreira

PANORAMA - MELGAÇO


Para comemorar um aniversário, o meu marido surpreendeu-me com um jantar num restaurante, o qual se tornou imediatamente o meu favorito “O Panorama” em Melgaço. O seu nome resulta das excelentes vistas sobre a paisagem minhota e galega. Apresentando uma fachada absolutamente trivial… e mesmo a sua situação (no mercado municipal), pode levar a crer que se trata de um restaurantezito vulgar…mas não se deixem enganar pelas aparências, a simplicidade aliada a um ambiente extremamente acolhedor é o que vos espera no interior e não só, pelo contrário.

Em condições normais, só se aceitam clientes com reserva prévia; raramente encontrará um lugar disponível caso contrário, ou então correm o risco de esperar horas, o que eu pessoalmente simplesmente não faço.
Não se preocupem que eu vou deixar-vos o link do mesmo, para os possíveis contactos, ou então só para confirmarem a veracidade do que vos conto.
Isto para quem ainda não conhece, claro!!!

Todos os pratos aqui são divinais; a frescura dos alimentos aliada à sua confecção, a diversidade dos pratos tipicamente regionais, a variedade de oferta e ainda a abundância são absolutamente atributos únicos deste restaurante. Dificilmente se chega ao final da refeição, eu nunca consegui e não sendo eu gorda, considero-me um bom garfo.

A ementa como já referi é abrangente a todos os gostos, e a garrafeira é sem dúvidas das melhores de Portugal.
Os pratos principais podem ir do bacalhau, robalo, salmão, lampreia, sável (o debulho de sável aqui é do outro mundo), até ao naco de vitela, ao “Chuletão” termo galego muito usado aqui na região, que não é mais nem menos do que uma costeletona de vitela, o arroz de Cabilela, os Rojões e o respectivo Sarrabulho, um sem fim de pratos que me seria impossível enumerar aqui.
Seja qual for a sua escolha (aqui não há pão com manteiga para ninguém), começa sim uma verdadeira procissão de variadíssimos pratinhos que nos surpreendem sempre e que variam também conforme a época do ano. Petinga e/ou Jaquinsinhos, arroz malandrinho de feijão, eu sei lá… tudo o que lhe vier à cabeça não chega, será sempre surpreendido. O que eu pessoalmente acho admirável são as travessas recheadas com presunto, chouriço cru e assado, crepes recheados com autenticas iguarias, variadíssimos legumes envoltos num polme e fritos (tipo peixinhos da horta), tomates e pimentos recheados, tudo irresistivelmente apresentado. Escusado será dizer que quando finalmente o prato que escolheu finalmente chega, dificilmente há estômago para mais.

Depois vêm as sobremesas … mesmo que escolha só uma peça de fruta, é sempre colocado na mesa um queijo "Queijo Serra da Estrela”, previamente pesado a fim de se saber que quantidade foi consumida e alguns tipos de geleias e compotas, bem como licores, tudo caseiro.

O proprietário, o Sr. Lindo, um cavalheiro gordinho e muito afável, excepto se alguém se lembrar de pedir uma coca-cola ou algo do género para acompanhar as suas deliciosas refeições (aí ele escama-se e diz ‘mais vale beber água’ e com toda a razão) sempre chega à mesa do cliente para perguntar se estão satisfeitos e por vezes, ainda oferece uma prova adicional de algo que ele ache que completa o lauto repasto.

É com todo este entusiasmo que recomendo o Panorama a todos que visitem Melgaço, especialmente aos que apreciam e sabem valorizar o que é realmente comer bem. A maior vantagem é que, não sendo propriamente um restaurante barato, os preços são compatíveis com a qualidade, o serviço, e acima de tudo com a simpatia do pessoal e do patrão/chefe de cozinha e de mesa.

Publicidade à parte… trata-se de divulgar o que há de bom no nosso País.
Bom apetite!!! href="http://www.restaurantepanorama.eu/">http://www.restaurantepanorama.eu/

Fernanda Ferreira

26/03/2009

Quem escreveu «Os Lusíadas»

Nem faço comentários!

Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá quem escreveu 'Os Lusíadas'?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui.
E começa a chorar. A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai.

Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu 'Os Lusíadas' e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão...

Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...
- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas' respondeu-me que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um 'aperto', vai ver que ele confessa tudo!

Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?
- Ora, deixa-me cá ver. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas'. Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?

O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...!

Recebido por e-mail, sem indicação de autor.

Boa comida, Bom acolhimento, Bom preço

Não gosto de aqui fazer publicidade, mas depois de a colega Fernanda referir o Porto Ferreira e o Barca Velha, vou referir a impressão que me deixou o novo restaurante que hoje fui conhecer no centro de Cascais. Depois de na terça-feira ter informação sobre ele, ontem quando ia para o almoço com amigos de que são testemunho as fotos publicadas no blog Só imagens, decidi ir ver a localização e, hoje, fui experimentar.

Encontrei um ambiente com uma ornamentação simples mas apropriada a uma região costeira e muito agradável. O pessoal necessário mas não supérfluo, mostra-se atencioso e eficiente.

Para haver uma ideia,do almoço: pão e manteiga, sopa (
creme de legumes), prato de carne ou peixe (escolhi peixe), bebida (escolhi um copo de vinho tinto), sobremesa (escolhi papaia) e café. Paguei 6,40€.

Á saída apeteceu-me fazer uma exclamação sonora «WIP’S!!!»

O prato estava bem confeccionado e era abundante, quase chegando para duas pessoas de pouco alimento.

Não digo o endereço, para não fazer publicidade, mas quem o desejar saber contacte-me pelo e-mail cujo endereço consta no «meu perfil completo». Darei as informações que souber.

25/03/2009

Melancolia numa tarde cinzenta

Escrevo, volto a escrever, atiro para o papel extractos do meu eu, do que penso, do que pensava ou do que sentia um dia, no passado; do que eu era, do que eu sou e nunca do que eu gostaria de ser. Já quase não me interessa ordenar as minhas ideias. Vou escrevendo, sem um objectivo definido. Quem sabe não será melhor assim.



Tal como no meu dia-a-dia, faço o que posso, não o que gostaria de fazer. Vivo como posso, não como gostaria de viver. Mas nem quero pensar nisso. Deixo-me vaguear ao sabor do tempo e das minhas possibilidades. Para quê ordenar, organizar ideias, quando hoje somos mais vítimas dos tempos do que vencedores na nossa corrida para alcançar um determinado objectivo? Quando pensamos que estamos quase a conseguir a victória, cai-nos mais um problema em cima que, para ultrapassá-lo, é um desastre autêntico. E ficamos tão sem jeito, que perdemos a vontade de seguir a estrada das nossas vidas, dando prioridade a prioridades ou pretendendo organizarmo-nos.

É melhor ficar por aqui. Se começo à procura do fio, neste novelo todo sem jeito, acabarei por desistir e eu nunca fui mulher de desistências. Vou continuar divagando, hoje um pouco, amanhã um muito ou um belo nada. Depende do dia. Veremos o que o meu tempo livre me permitirá no meu amanhã. Tempo livre? Mas quem é que inventou esta palavra? Está tão distante que já quase não me recordava que existisse.
...................

Não sou, apenas, a mulher consciente, lutadora, com a garra com que os outros sempre me identificaram. Também tenho os meus momentos, mas vivo-os sózinha. Evito que os outros se apercebam deles, sempre que posso. Acreditem, porém, que estes momentos só me "atacam" durante umas curtas horas porque, apenas me apercebo de que este estado de espírito está a ser-me nefasto, levanto-me, encho o peito de ar e vou à rua dar uma voltinha, se fôr cedo, caso contrário ponho uma bela música a tocar. Só não danço porque teria vergonha de fazê-lo sózinha, não fôsse eu convencer-me de que estaria a endoidecer. Como sempre acontece nas minhas santas noites, quando vou para a cama durmo, consciente de que tudo vai parecer melhor no dia seguinte.

Porque não fazerem como eu, quando estão tristes? Não querem fazer como eu? Então, se fôr dia, sugiro a alternatina duma boa peça de teatro ou dum belo filme. Isso, verem um bom filme. Não estou a convencer-vos? Então, sugiro ouçam as discussões no parlamento, pela televisão. Mas cuidado: podem não querer dançar, como eu, para evitarem pensar que estão a endoidecer, mas poderão ficar tão baralhados com o que ouvirem que, ao invés de pensarem que estão a endoidecer, podem mesmo ser levados para um hospital de doentes mentais ... Vá lá, sorriam e deixem que a crise passe.

AQUECIMENTO GLOBAL

Gostamos de pensar que vivemos numa sociedade civilizada, onde as pessoas estão conscientes do facto de que todos nós precisamos de proteger o nosso precioso e tão precário meio ambiente, contudo, nada ou pouco se faz e consequentemente a degradação aumenta, o que me faz recear o pior.

O aquecimento global, como é sabido, resulta largamente das emissões de gases provocado pela actividade humana, necessariamente e intimamente ligada a factores que por sua vez estão aliados aos meios de consumo modernos, este é infelizmente um facto aparentemente inegável e hipoteticamente irreversível.

Uma das mais gravosas consequências do aquecimento global é sem sombra de dúvida o degelo dos glaciares, o que levaria indubitavelmente a um verdadeiro desastre ecológico, a uma verdadeira catástrofe. Os sinais que são já observáveis e bem evidentes traduzindo-se num número crescente de “ditas catástrofes naturais”, matando milhões de pessoas.

O outro facto inegável é que a água, bem como muitos outros recursos naturais, estão a desaparecer, o que significa que quase um quarto da humanidade não tem acesso a água potável. O consumo excessivo de água, em actividades como a agricultura, que actualmente utiliza até dois terços da água disponível, é seguramente um dos responsáveis pela sua escassez, mas não é infelizmente o único.

Para minimizar os efeitos e tentar salvar o nosso débil Planeta, temos que, entre outras coisas, parar já com a desflorestação.
As florestas ajudam a controlar o aquecimento global, absorvendo o dióxido de carbono. O abate constante de árvores e o crescente desaparecimento de florestas, em nome do desenvolvimento, são a maior força para o desequilíbrio ambiental.

Também os oceanos, que fornecem a maior parte dos recursos piscatório, que são seguramente uma das principais fontes de alimento e de proteína para milhões de pessoas que estão ameaçadas pela fome e necessitam de assistência imediata, estão poluídos pelas consecutivas descargas de petróleo, pelas lavagens dos porões dos petroleiros e do todo o tipo de lixos tóxicos que os rios lá despejam.

Adicionando a este facto estão ainda as alterações nas correntes oceânicas mundialmente aceleradas pelas actividades humanas, as quais estão directamente a pôr em risco a actual dinâmica do clima da Terra e dos ecossistemas.
Por último, mas não menos grave, a poluição química está a aumentar enormemente afectando a biodiversidade das espécies, algumas das quais já estão em vias de extinção ou mesmo extintas.

Para concluir, gostaria de sugerir uma mudança no nosso comportamento para com o ambiente para que possamos, pelo menos, tentar evitar mais danos. Já todos sabemos da falta de medidas que urgem ser tomadas a nível mundial. Do total incumprimento das tratados assinados pelas potências mundiais, EUA e China, que são curiosamente os que mais poluem e ameaçam a sobrevivência da biosfera e as futuras gerações.
Podemos dizer que também está parcialmente nas nossas mãos salvar o mundo, temos que tomar medidas, começando pela nossa própria casa, nas nossas acções diárias. Finalmente exigir mais dos nossos governantes e do mundo industrial em particular, que se cumpram os tratados assinados.
Temos que tomar consciência de que se tudo falhar também teremos responsabilidade, cada um de nós pode fazer a diferença, mesmo que mínima, ela será notória.
Fernanda Ferreira

video

Sorri!

Escrevi um texto para a minha futura página na internet, no qual abordo o facto de gostar de analizar o ar das pessoas com quem me cruzo na rua. Há pessoas que saem de casa com um semblante tão carregado que nos deixam a impressão de terem uma catrefa de letras para pagar no fim do mês, sem saberem onde irão desencantar o dinheiro para cobrir o seu valor. Sim, eu sei que até pode ser verdade. É grave, eu também sei que será grave, mas valha-me Deus! Não seria melhor sorrir, nem que fosse com cara de parvo, em vez de carregar uma expressão de tristeza que ainda atrai maior desgraça dos que as letras para pagar?

Depois há certos funcionários, quando entramos numa loja, num restaurante ou numa instituição do estado (aqui então, nem se fala!), que não nos fazem sentir clientes, ou cidadãos com direito a colher uma informação. Dá a impressão que estamos ali para cobrar as tais letras que eles terão para pagar e, se não têm, parece. Dá-nos vontade de fugir logo pela porta fora. Parece que nos estão a fazer um grande favor.
Eu sei, eu sei amigos que estarão já a pensar:
- Mas esta aqui não vê que a maioria dos portugueses está mesmo individado até às orelhas e que os portugueses têm razão de sobra para andar de semblante carregado?
Mas não será preferível distribuir um sorriso? Não pagam nada por isso! Não é por não sorrirem que as coisas vão melhorar. Será melhor sorrir e, simultaneamente, fazer como nós fazemos aqui: Uma crítica agora, um alerta depois, e ... água mole em pedra dura, tanto dá até que fura. E, entretanto ..., se não furar, toca a sorrir!

Sorri!
Enche os teus olhos de brilho
E de ternura. Semeia esperança
Em cada sepultura.
Tu és a vida,
A luz, a alegria
Da lua nova que surge,
Em cada dia.
Sê forte, serena
E confiante.
Faz do Amor
O teu grande amante.
Vive p'ra ele.
Faz-nos sentir
Que, em todo o ser,
Há uma forma de sorrir.

Maria Letra

24/03/2009

DEFINITIVAMENTE..BARCA VELHA


O Vinho, especialmente o «generoso» ou «fino» como é chamado na região Duriense, e mais conhecido por «do Porto» ou ainda mundialmente por «Port Wine», será um dos temas que abordarei com regularidade neste Blogue.

Tinha já pensado fazê-lo, era um projecto em estudo para outro dos meus Blogues, mas porque não aqui??? Só espero conseguir que se apaixonem pelo tema e o vivam tão intensamente quanto eu.
Começo por explicar porquê o Barca Velha como primeira opção. Não sendo um vinho do Porto, é contudo um vinho da região demarcada do Douro, região pródiga para a produção de vinhos de altíssima qualidade. Este vinho é indubitavelmente o melhor vinho de mesa do país, reconhecido mundialmente como tal, ocupando sempre um lugar cimeiro na cotação mundial dos “Wine Experts”.
Gostaria que soubessem antes de mais, que tive a imensa honra de trabalhar na Empresa que o produz, mas muito especialmente de ter tido o privilégio de ter contactado de perto e aprendido a amar o vinho, com o célebre criador do primeiro Barca Velha, que foi lançado no mercado em 1952, o Sr. Fernando Nicolau de Almeida, figura emblemática da A.A. Ferreira, um ser único, um perfeito gentleman. Lembro-me que inventava perguntas para poder ir ao laboratório ouvi-lo explicar-mas, a linguagem do vinho só por si é lindíssima, ouvir ou ler a descrição de um vinho é uma coisa do outro mundo, mas não há ninguém capaz de o fazer como ele, ninguém mesmo.
Apesar de ser o Sr. Director Técnico, de ter verdadeiro “sangue azul” nas veias, ele próprio conduzia o seu lindíssimo Jaguar azul-marinho, sempre rejeitou chauffeurs e foi sempre a pessoa mais carinhosa que conheci na Porto Ferreira. Com ele trabalhava o Sr. Engº. José Maria Soares Franco (de quem falarei seguramente muito noutros textos), que lá ficou após a morte do Sr. Nicolau de Almeida até muito recentemente, o Sr. Eng.º Luis Vieira, bem como mais dois ou três jovens enólogos, dos quais destaco o actual responsável técnico do Barca Velha, o Eng.º Luís Sottomayor, sendo este o terceiro que o Barca Velha tem como “pai” desde que foi criado.
Transcrevo extracto de entrevista ao “terceiro pai do Barca Velha”, quando perguntado se haveriam diferenças no vinho desde a sua criação; “Algumas, mas muito pequenas. Resumidamente, diria que o Sr. Nicolau de Almeida gostava de Barcas Velhas mais robustos, o José Maria Soares Franco privilegiava a harmonia e eu, a elegância.”

Vamos agora ao vinho em si.
Chama-se Barca Velha por ser produto da Quinta do Vale Meão, no Douro Superior (Pocinho – V.N. Foz Côa). A única Quinta inteiramente implantada por D. Antónia Adelaide Ferreira, (1811 – 1896) a célebre e ilustre “Ferreirinha”. Junto à quinta ancoravam os “rabelos”, que podiam ser maiores ou menores e daí chamarem-se “barcas” ou “barcos”. A mais velha Barca, a que já não transportava pipas rio abaixo até ao entreposto, no cais de Gaia, acabou por dar o nome ao vinho. Em 2000 a produção do Barca Velha passou para a Quinta da Leda, após a aquisição da Ferreirinha pela Sogrape, sendo actualmente a Quinta do Meão pertença do Sr. Dr. Francisco de Olazabal, genro do Sr. Fernando Nicolau de Almeida, de quem seguramente escreverei muitíssimo e dos seus fabulosos vinhos, assim eu vos consiga cativar para este tema.
Este vinho foi criado à imagem e semelhança de um Porto Vintage (mais tarde explicarei melhor, mas que é basicamente o vinho do Porto de eleição) cumprindo-se assim o sonho do Sr. Nicolau de Almeida, o de criar um tinto de mesa que se assemelhasse em tudo ao que um Vintage tem de melhor. Ao ser engarrafado jovem, corpulento, robusto e sem tratamentos, (tal qual um Vintage) fica preparado para evoluir na garrafa e atingir o auge com o tempo e com a idade., fazendo com que seja o único vinho que ousa desafiar o tempo. Todos os outros vinhos, mesmos os actuais grandes tintos do Douro, são comercializados muito jovens, com apenas dois ou três anos. Por seu lado, o Barca Velha só é comercializado oito a nove anos após a vindima, e só nos anos excepcionais e conforme a sua evolução na garrafa é que é declarado como tal ou não, assim o último colocado no mercado é do ano de 2000, e curiosamente o anterior foi 1999, mas é raríssimo acontecerem dois anos consecutivos.
Vamos agora a uma prova de um Barca Velha de 1985.
Esta foi efectuada em Novembro de 2002 por Tiago Teles.

“É sempre um desafio beber um Barca Velha. Este já tinha 17 anos e foi bebido em prova cega. O nariz começou por ser doce, com aromas a marmelo, evoluindo depois para um nariz vinoso. Ligeiro caramelo. A boca é elegante. A acidez é agradável e os aromas equilibram com a boa concentração de sabor. Os taninos estão presentes, mas envolvidos no conjunto, contribuindo para um final moderado/longo.”
Castas: Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Nacional e Touriga Francesa
Curiosidade - Na CASA FERREIRINHA existe apenas uma garrafa da primeira colheita do Barca Velha – uma magnum de 1952, cujo valor é, hoje, incalculável.
Curiosidade - Destaque especial para o Barca Velha 2000, que ganhou o prémio de melhor vinho do ano.
http://www.nicolaudealmeida.com/Historias.htm - Não percam as histórias do Sr. Nicolau de Almeida e as imagens.

Fernanda Ferreira

23/03/2009

Poema ad un sconosciuto

A internet é um meio que tem tanto de bom, quanto de mau. Não vou fazer pesar mais nenhum dos pratos da balança porque não creio seja possível conhecer-se uma estatística verdadeira. Teríamos de ir ao infinito das buscas e eu nunca acreditaria na veracidade das mesmas. Paciência, sou uma céptica em relação a muitas estatísticas.




Criei, através deste actualíssimo meio de comunicação, grandes amizades, alicerçadas em já alguns anos de convívio virtual são, tanto pela troca de tesouros culturais que vamos descobrindo e que desconhecíamos, com os quais nos presenteamos, mutuamente, como por simultânea troca de "confissões" pessoais que serviram, pelo sinceridade mútua posta nas mesmas, de alicerce a uma autêntica relação fraterna. Sim, porque não acredito num outro tipo de relação conseguida através da internet. "Regra quase geral", acaba no fracasso, talvez porque, a reacção às confidências que vamos fazendo, depois duns 2 ou 3 anos de convívio, pode gerar em nós a esperança dum ser perfeito que acaba por revelar-se mais-que-imperfeito. É assim que vejo esse tipo de relação e não creio haja alguém que possa dissuadir-me desta minha convicção, embora eu nem tenha razão nenhuma para pensar assim.

Tenho um amigo, desde 2003, com quem comunico, se não diariamente, pelo menos umas 5 vezes por semana. Trata-se duma pessoa muito culta, muito carente da amizade das pessoas com quem comunica e que merece o meu maior respeito pela forma como sempre me tratou. Ele tem um problema grave de saúde desde 1979 e é, em sua honra, que transcrevo um poema que lhe dediquei e que agora publico. Peço desculpa a quem não conheça bem a língua italiana. Eu também escrevi o poema como fui capaz e estou certa ele me perdoaria algum êrro, muito possível, se o pudesse ler.


Vorrei che le tue parole
Non fossero frutto dell'abitudine
Ma fossero, questo si,
Una verità nella mia solitudine,
Nel buio di questo mezzo
Di communicare,
Dove la realtà non vince
In questo nostro imaginario
Che, per realizzare i sogni,
Cerca degli ingredienti
Difficili da trovare
Nel più complesso boticario.

Sei lontano, ma ti sento vicino
Del mio credere, così carino,
Di saperti volermi,
Amico mio, sconosciuto,
Ma che mi sei tanto piasciuto.

Nel povero italiano, mio,
Ti ho detto quello che sento,
Al modo mio ... con verità.
Il mio cuore, arrabiato
Dalla sua sincerità,
Batte più forte
E vergognato ...
Hai avuto, ben stretto,
Un suo abracio e
Il grande privilegio,
Di averti detto
Quello che sente.
Hai avuto, anche, più sorte
Di tutti quanti a chi
Non vuole dire niente.

Maria Letra

Caminho do Céu

Queremos ir ao Céu, mas não queremos ir por onde se vai para o Céu.

Padre António Vieira
(1608-1697)

Shalom

Um cumprimento muito interessante. Vejamos o que significam as letras na nossa língua:
S – Saúde;
H - Humildade;
A - Amor;
L – Liberdade;
O – Obediência;
M – Misericórdia

Na língua hebraica, podemos traduzir por: Paz, Integridade, Calma, Tranquilidade, Saúde, Bem-estar.

Aos colegas deste blog, aos comentadores, aos seguidores e a todos os visitantes, SHALOM, com toda a minha amizade.

O Sr. Governador veio à cidade

Este poema dedico-o ao amigo João Soares, uma pessoa declaradamente dedicada à crítica política, crítica essa muito pertinente, embora não seja essa a minha tendência quando pego na caneta ou toco as teclas do meu pc:

O Senhor Governador
Está na cidade.
Bem falante,
Parece uma cassette.
O Senhor Governador
Promete ..., promete ...!
Divaga, ondulante,
Com um ar petulante.
Resiste com nervos de aço,
O homem que já não crê,
Nem luta, nem vê.
A arma que traz
Nunca disparou a favor da Paz.

É um amor de Doutor,
Este Senhor Governador ...

Maria Letra

22/03/2009

Poema a um dos meus filhos

Ser homem, meu filho,
Quanto a mim ...


É algo mais do que,
Correctamente saberes,
Como falares ou escreveres,
Teres altos cargos,
Ou ombros largos.
É algo mais do que,
Teres altura,
Ou uma barba dura,
Teres força e músculo
Num coração minúsculo.
Ser homem, meu filho,
É saberes falar
Sem ofender ou maltratar.
É pores amor
Em qualquer função,
Que tu exerças,
De alma e coração.
É não provocares um mundo pior.
É saberes lutar
Por uma vida melhor.
É seres bom e compreensivo
No momento preciso.
Ser homem, meu filho,
Quanto a mim,
É teres sempre um braço
Que passe calor
Ao ombro de alguém
Que precisa de amor.
É respeitares sempre o espaço
De quem, como tu, quer ser Homem.
É muito mais do que o que pensa
Meio mundo a morrer,
Por não saber viver.
Sinto um imenso prazer
E um orgulho sem fim
Em ter-te deixado nascer!


Esta será a última semana em que poderei enviar mensagens. Daí, a frequência. Estarei em Portugal no dia 30, mais perto, mas mais longe dos meus amigos do blog. Não terei computador porque o meu portátil ofereci-o a um dos meus filhos. Quem tem muito filho, é pobre e eu não sou rica. Mas acreditem que, sempre que puder, virei visitar-vos.

A obesidade e o emagrecimento

Recordando, ainda, o texto do amigo João Soares, sôbre as vantagens duma boa alimentação, eu gostaria de referir aqui a minha curiosidade quando vou ao supermercado e vejo membros duma família que, por um motivo ou por outro, se tornaram obesos. Não gostaria que o termo "obesos" fosse confundido com aquelas pessoas gordinhas, cheiinhas, normalmente de bom carácter e permanente boa disposição e que, por vezes, até são gordinhas porque um desiquilíbrio do seu sistema endócrino as fez assim e não porque afogam os seus desgostos e/ou complexos em "burger kings", dunkin' donuts, chocolates ou coca-cola, por exemplo. Não tenho nada contra essas pessoas, para além de suscitarem um alerta: o da necessidade de serem acompanhadas por um competente nutricionista para que, a médio prazo, não venham a sofrer de graves problemas de saúde, nomeadamente renais e da diabetes, já para não falar de artritismo ou de problemas cardíacos.

Ora eu constato que, praticamente sem excepções, os referidos trolleys de compras dessas pessoas estão cheios de produtos altamente condenáveis para a saúde e que contribuem, em elevada medida, para que a sua obesidade, mais do que diminuir, aumente.

A partir da idade escolar, pelo menos, toda a criança que foi de tal modo "atafulhada" de alimentos até essa altura, quantas vezes à força e que, consequentemente, se tornou obesa é, frequentemente, sujeita a perseguições e intimidações por parte de colegas ficando, irremediavelmente ou não, profundamente marcada para toda a vida. Sinto uma grande revolta sempre que tenho conhecimento de casos destes. Pobres crianças e, numa grande maioria dos casos, até são obesas por excesso de zelo por parte dos pais.

Gostaria, igualmente, de referir o caso das pessoas, maioritariamente mulheres, que deixam de comer para "manter a linha". Tornou-se uma obcessão, em muitas jovens, quererem imitar a silhueta duma determinada celebridade e, para o conseguirem, recorrem demasiadamente cedo a tudo, nomeadamente à redução de alimentos e à cirurgia plástica nos seios, no rosto, enfim, nas zonas a alterar. Isto está a ser preocupante e, no Reino Unido, por exemplo, há contínuas advertências aos riscos que correm estas jovens.

Há dois dias estava eu numa ervanária inglesa a tentar ser atendida para comprar cardo mariano, em sementes, para um familiar. Curiosamente, não encontrei isso, ainda, nas inúmeras lojas que percorri. Dispunha ainda de alguma esperança e de tempo e, por isso mesmo, não estava preocupada com o facto do dono da loja estar a demorar muito a atender a jovem que estava à minha frente. Estava até encantada a ouvi-lo falar de problemas de obesidade. Ele revelava profundos conhecimentos da matéria, mas o que estava a parecer-me estranho era o facto da jovem com quem ele estava a falar, ser extremamente elegante e, portanto, não compreendia porque estava ela interessada em tanta coisa para emagrecer. Devo esclarecer que o dono da loja não me parecia preocupado com o facto de estar a vender-lhe produtos para emagrecer (ou para não engordar) porque a missão dele não é a de impedir as compras na sua loja, mas sim promovê-las. A única coisa que estava a deixar-me, direi, aborrecida, era o facto dessa jovem "estar-se nas tintas" se haveria outras pessoas à espera. Ela queria conhecer tudo e mais alguma coisa sôbre o que essa ervanária vendia para emagrecimento e, portanto, não teria eu outra alternativa senão esperar. No final eu vi-a pagar £100 por 3 produtos.

Querendo imitar a sua celebridade preferida, fisicamente, há muitas jovens que nem sequer consideram o facto de muitas dessas celebridades não passarem de robots comandados por exigentes defensores da figura padrão, os quais se estão marimbando para a saúde delas. O objectivo deles é ganhar dinheiro com os robots que criam.

Quem me dera ter o físico desta jovem, ou mesmo ter uns quilinhos a mais porque, depois, eu saberia bem o que fazer! Mas, infelizmente, o meu emagrecimento deve-se ao facto de ser alérgica a determinados alimentos, como por exemplo: leite, manteiga, pão de trigo, espinafres, ervilhas, etc. Tal como acontece com certas pessoas mais gordinhas, há casos, como o meu, em que urge o tratamento adequado. O que me choca, isso sim, é ver que há pessoas elegantissimas a gastar rios de dinheiro, seja em cirurgia plástica, seja em produtos para emagrecer, alguns dos quais altamente condenáveis por bons nutricionistas e há pessoas gordinhas que não têm qualquer relutâcia em continuar a alimentar-se de verdadeiros venenos para a sua saúde.


"NÃO PENSEM QUE"


Porque amo a poesia...mas poetisa não sou, transcrevo aqui um dos muitos poemas publicados da minha amiga, Maria José Areal.

Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque os dias me açoitam
E as noites me agitam.

Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque lá fora o mundo se atropela
E agente anda aturdida.

Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque em Agosto choveu
E o mar estremeceu.

Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque os olhos do vento
Se esbugalharam contra os meus.

Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque o gaio deixou de cantar
E a seara não deu trigo maduro.

Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque ser amigo demora
E as palavras deixaram de ser sentidas.

Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque desacreditaram os poetas
E esqueceram as laranjas da madrugada.

Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque uma árvore morreu queimada
E a rosa murchou no umbral da tua casa.

Não pensem que vou desistir da vida.
Não pensem que vou desistir da vida.
Sobra-me o espanto e tanto atrevimento.

“Não pensem que...”

Autor(a): Maria José Areal

Março de 2008

21/03/2009

POÉTICAMENTE FALANDO...

Imagem da net


Fala-me da poesia
Que percorre as tuas veias,
Se derrama em prosa fina
E meticulosa enfeita as linhas
Do caderno onde versejas!

Que eu falo-te dos sentires vibrantes,
Dantescos, sublimes, pulsantes
Que em frémitos de loucura e êxtase
Projectam lampejos lestos
No meu ser quando verseja!

Fala-me da inspiração
Que te invade e cansa a mão
Quando escreves em sintonia perfeita
O amor que te deleita
E tolda o coração!

Que eu falo-te do que me encanta
Dos meus sonhos e esperança,
Do que me incomoda e não ignoro,
Do que me entristece...
E com isso choro!

E depois fala-me do que procuras,
Do que sentes e em ti perdura,
Da ansiedade secreta que rima
Nos traços que te definem
E te dão sentido à vida!!!!

Ana Martins
Escrito a 21 de Março de 2009

Para assinalar o Dia Da Poesia em Portugal

Idoso ou velho

Encontrei este texto que publiquei num post tendo-o obtido num anexo de e-mail sem referência ao autor. É dada predominância ao termo idoso em prejuízo de velho. Porém tenho encontrado casos de pessoas que preferem o termo velho sendo dito com carinho e afecto.

Um dia o actor brasileiro, falecido recentemente, Paulo Autran disse na RTP que os colegas o tratam por velho e que ele gostava e estava desejoso de vir a ser ainda mais velho, sinal de continuar a viver. O professor Jaime Nogueira Pinto, numa conferência, disse «nós os velhos» e o auditório reagiu. Então disse que velho é mais positivo do que idoso, porque idoso, é a marca do calendário, e velho é significado de concentração de sabedoria, de experiências, de distanciamento das coisas e de bom senso na avaliação dos acontecimentos e das atitudes de homens públicos.

O velho distingue com facilidade o essencial do secundário e supérfluo. O idoso, pelo contrário, usa e abusa da expressão «no meu tempo», «antigamente» e tem dificuldade em aceitar a evolução, a modernidade, a diferença.

Enfim, uma visão contrária ao texto referido que a seguir transcrevo, embora não concorde com ele, mas que pode servir de ponto de partida para a polémica que os leitores desejarem.


Você se considera uma pessoa idosa, ou velha?
E você que é jovem, como deseja chegar lá ???
Acha que é a mesma coisa?
Pois então ouça o depoimento de um idoso de oitenta anos:
Idosa é uma pessoa que tem muita idade. Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.
Você é idoso quando sonha. É velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende. É velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando pratica esportes, ou de alguma outra forma se exercita. É velho quando apenas descansa.
Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs. É velho quando seu calendário só tem ontens.
O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência.
Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro. E é no presente que os dois se encontram.
Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos, que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão.
Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado
O idoso se renova a cada dia que começa; o velho se acaba a cada noite que termina.
O idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o sol desponta e a esperança se ilumina.
O velho tem sua miopia voltada para os tempos que passaram.
O idoso tem planos. O velho tem saudades.
O idoso curte o que resta da vida. O velho sofre o que o aproxima da morte.
O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos. O velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.
O idoso leva uma vida activa, plena de projectos e de esperanças. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
O velho cochila no vazio de sua vida e suas horas se arrastam destituídas de sentido. As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso. As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.
Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade bem diferente no coração.
Se você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho.

UMA VIAGEM MEMORÁVEL

Há alguns dez anos atrás, numa tarde chuvosa e sombria de Primavera, que tardava a chegar, sentia-me extraordinariamente triste e solitária.

Eu tinha os meus motivos, o meu único filho tinha ido com a companheira viver para a Suíça e embora eu tentasse arduamente encontrar toda a minha força interior e fingir que tudo estava bem, a dor era quase insuportável, dilacerante.

Eu estava a precisar de uma pausa ou uma dramática mudança de cenário. Mas onde poderia eu ir??? O que poderia eu fazer??? A resposta para essa pergunta levou-me a embarcar numa viagem incrível.
Em 22 Junho 1999 o meu marido e eu decidimos partir. Comprámos uma auto-caravana e decidiu tentar visitar a Europa.
Viajamos por todo o norte de Espanha, que já nos era familiar e que mais uma vez muito apreciamos. Ficamos em San Vicente de la Barquera, situada na costa ocidental da Cantábrica, comemos muito peixinho fresco e muito “SALPICÓN DE RAPE Y MARISCOS”, um manjar divinal, regado com bons vinhos regionais…

Durante todo o percurso até França tomei completa consciência das enormes diferenças paisagísticas, culturais, linguísticas e comportamentais do povo Espanhol. Fomos muitas vezes julgados por Galegos…nada de estranho para quem vive aqui a dois passos de Tui, e lá vai quase diariamente fazer compras, sobretudo encher o depósito de gasolina.

Os nossos dias por lá foram, maioritariamente, passados nas praias e a visitar monumentos. O tempo melhorou substancialmente, como que para me encher o coração de alegria!!! Eu vivo pessimamente sem sol, ao ponto de entrar em depressão… lamentavelmente uma verdade que até me custa admitir!!!

Já em França, o mais caricato foi compreender o (accent du Midi), falado no sul da França, que essencialmente baralhou o meu marido… eu tinha já alguma experiência devido ao contacto com turistas locais que haviam visitado as Caves do vinho do Porto Ferreira, onde trabalhei muitos anos, mesmo assim não deixou de ser um choque. Mas foi muitíssimo divertido, muitas vezes mesmo hilariante!!!

Como estávamos tão perto, como poderíamos não visitar o nosso filho??? Impossível!!! Atravessamos túneis infinitos, vimos paisagens deslumbrantes, dormimos numa das noites apenas algumas horas, agora já na ânsia de chegar o mais brevemente possível, até que finalmente chegamos a Zurique.

Não há postais que façam plena justiça à beleza do país. A Suíça é absolutamente deslumbrante, limpíssima, organizadíssima e também caríssima…

Algumas horas depois de termos telefonando ao nosso filho, de Zurique, a cidade mais cosmopolita que eu já visitei, para Zumikon, onde ele estava a trabalhar na altura, encontram-nos finalmente. Nada mais doce para uma mãe!!! Não que o pai não estivesse feliz, claro que sim, mas só nós mães é que sabemos do que falo.


Durante dez dias, fomos as pessoas mais felizes do mundo. O nosso filho rejubilava de alegria com a nossa presença e nós nunca nos sentimos tão felizes na vida.
Visitamos várias cidades, vimos grandes lagos, as diferentes espécies de gansos, patos e cisnes que proliferam e procriam em cada lago e os campos verdes, abundantes de vacas.

Embora simples, esta foi uma jornada memorável. Quando finalmente retornamos estávamos “tesos”, mas fundamentalmente eu tinha uma nova compreensão sobre a singularidade de cada país que havia visitado, bem como do meu. Um maior respeito para com os outros ao meu redor no mundo e sobretudo, eu tinha finalmente aceitado a partida do meu filho.

Fernanda Ferreira

HISTÓRIA...UMA PONTE QUE LIGA O PASSADO AO PRESENTE.


Li recentemente dois artigos contraditórios sobre um assunto que me é particularmente querido.
Felizmente, uma das teorias de um dos autores coincide totalmente com a minha, no entanto, gostaria de manifestar a minha própria opinião sobre o assunto.

Tenho plena consciência que o editor conseguiu exactamente o que queria, duas posições completamente antagónicas, mas…há limites para tudo…leiam só….

Começo por me referir ao autor que afirma que, …prestem atenção a isto… "estudar história é um desperdício de tempo". Segundo o mesmo "o passado já não é relevante para o presente, isto porque as nossas vidas são vividas de maneira diferente hoje, daí que, segundo o mesmo, só deveríamos olhar para o futuro, onde encontraríamos todas as soluções para os nossos problemas".
Eu fiquei absolutamente perplexa, isto é no mínimo revoltante, acho que é difícil acreditar que um "escritor", ou até mesmo alguém com alguns neurónios a funcionar possa ser tão ignorante, a ponto de escrever semelhante barbaridade. Eu considero o seu artigo um verdadeiro insulto à inteligência humana.

Pelo contrário, o segundo artigo alude a uma série de ideias interessantes que mostram sabedoria. Eu, definitivamente, sinto uma enorme afinidade com todas as ideias expostas pelo segundo autor que têm muito, ou mesmo quase tudo, em comum com a minha própria visão do que a História representa para todos os povos do Mundo.

Sem dúvida que estudar história é a única maneira de descobrirmos sobre nós mesmos, não só porque ela nos ajuda a compreender como e porquê as coisas aconteceram, mas também ela nos mostra os padrões do comportamento humano.
A vida humana é traçada pela história do homem, bem como o seu progresso ao longo das diferentes civilizações.
Transporta-nos através da cultura de um passado vago e longínquo até ao presente, a história é portanto, para a raça humana o que a memória é para cada homem e ilumina o passado até ao presente.

Para concluir, gostaria de dizer que a história enriquece a nossas vidas, dando sentido aos livros que lemos, às cidades que visitamos, e em última análise a tudo o que somos. Sem passado não há futuro, a história é consequentemente a ponte que liga o passado ao presente e aponta o caminho para o futuro.


Fernanda Ferreira