31/03/2009

O NOSSO AFAMADO VINHO DO PORTO

O prometido é devido...e como pelo menos consegui uma fã incondicional, vou tentar o meu melhor para vos fazer passar este meu amor pelo nécter dos Deuses, desta vez por etapas, que é como quem diz "sip by sip".

Introdução e História

Foram encontrados vestígios arqueológicos de lagares e recipientes para vinho por toda a região duriense, evidenciando que seja possível que um vinho com características semelhantes tivesse sido feito nas encostas do rio Douro por volta do século III, ou IV da era Cristã.


No entanto, é no Século XVII, devido ao facto dos povos do norte da Europa se terem envolvido em escaramuças e invasões que se promove o Vinho do Porto. Os Ingleses que até então davam preferência aos vinhos franceses, por serem mais robustos e assim viajarem melhor durante as longas viagens dos comerciantes Ingleses, viram-se forçados a procurar um vinho semelhante e acabaram por descobrir o nosso vinho do Porto. O Tratado de Methuen (1703), que obrigava Portugal a comprar parte da produção inglesa de tecidos tendo estes em contrapartida que intensificar as importações de vinho, veio aumentar muitíssimo o comércio entre os dois países.


Definição


Conhecido pelos Durienses por “vinho fino”, por ser inicialmente só para fidalgos, gente fina e também porque sempre foi um vinho mais fino por ser obrigatoriamente “tratado”, outro termo do Douro para o definir, ou ainda “vinho generoso”, por ser tido como uma dádiva, uma generosidade de uma região agreste, escarpada, com amplitudes térmicas inacreditáveis, onde se diz que há noves meses de Inverno e três de Inferno, tornou-se famoso no mundo inteiro pelo nome da cidade que o exporta.
O Vinho do Porto sempre foi mais da recente cidade de Vila Nova Gaia do que do Porto, isto porque o entreposto se situou sempre em Gaia, pelo facto da exposição solar ser menor do lado de Gaia e o vinho beneficiar de temperaturas baixas e constantes para melhor amadurecer. Contudo, ganhou fama como vinho do Porto, nome dado pelos Ingleses, porque os mesmos o vinham buscar ao Porto de embarque do cais da Ribeira, onde muitos Ingleses acabaram por se estabelecer e inicialmente fixar residência. O nome “Port Wine “ ou “Oporto Wine” foi o nome que os pioneiros importadores Ingleses decidiram dar ao vinho. Port, cais de embarque, Oporto forma como se referem a nossa cidade.

Fernanda Ferreira

3 comentários:

Zé do Cão disse...

Estava lá no meu cantinho, cheirou-me a vinho (deve-me ter ficado na raiz, quando nas Adegas do meu pai, passava manhãs de sábados e Domingos a fazer muda em canecos. 25 Lit. Não havia máquinas era tudo à unha), voltei a página e deparo com um Porto que pelo aspecto deve ser "Vintage". Juro que é verdade, fui a uma garrafa de 50 anos e pimba, um cálice em honra da bloguista, F.F..

Beijocas

A. João Soares disse...

Cara Fernanda,
O saber nunca ocupa lugar. Obrigada por partilhar os seus conhecimentos pelos nossos visitantes.
Este é um blogue de cultura, de civismo, e de tudo o que possa contribuir para o saber e os bons comportamentos.
Sr visitante, saboreie bons vinhos e petiscos mas com moderação!!!.
E prepare-se para ter uma Páscoa Feliz, sem «acidentes»
Cumprimentos
A. João Soares

Fernanda disse...

Amigo Zé do Cão,

Adoro a forma como escreve, deve ser uma alegria estar consigo, uma permanente festa. A sua alegria é contagiante.

Depois também sabe de Vinho!!! Maravilha... espero que tenha lido os meus posts prévios sobre este mesmo assunto.

Sim, sem dúvida um "Vintage" pela cor intensa e pelo cálice usado, em forma de tulipa fechada para impedir a oxidação do vinho e simultaneamente para que o "bouquet" seja totalmente apreciado antes do vinho ser degustado. Bingo!!!

Um 50 anos??? um Very Old Tawny, em minha honra??? Fico-lhe muito honrada.

Obrigada amigo,
beba outro amanhã, só lhe faz bem.

Beijinhos.
Fernanda