20/07/2009

Números, brinquedos de que os políticos abusam

Transcrição de texto recebido por e-mail, sem identificação de autor nem da origem, mas que evidencia o à vontade com que os políticos usam e abusam dos números desde as estatísticas até aos lugares na fila de espera para os cargos desejáveis.

E querem que votem neles!...

Na negociação com António Costa, Helena Roseta conquistou o segundo lugar na lista para a Câmara de Lisboa.

Mas logo António Costa veio desfazer a conquista, afirmando que o número dois da lista não seria o número dois na Câmara, já que o número dois na Câmara seria o Arquitecto Manuel Salgado.

Todavia, o arquitecto Manuel Salgado, que não é número dois na lista, mas é o número dois na Câmara, nunca será o número um da Câmara, se António Costa bater a asa para outras paragens. Aí, o número um da Câmara, disse-o Costa, será um socialista de cartão, que não será nem o número um, nem o número dois da lista.

Portanto, temos um candidato em segundo, mas que nunca será segundo, nem sabemos se será quarto, sexto ou décimo, e temos um segundo que nunca poderá chegar a primeiro. E podemos ter um primeiro, que nem é segundo ou terceiro.

Nestes jogos florentinos, pedem o voto dos cidadãos, dizendo que querem servir Lisboa, mas vão-se servindo a si próprios. Como podem gerir Lisboa, se nem uma lista escorreita conseguem apresentar?

5 comentários:

Fernanda Ferreira disse...

Amigo João,

Devo estar muito cansada...juro-lhe que não percebi nada, não, não estou a brincar.
Então não está o Santana Lopes e os coligados António Costa e Helena Roseta???
Afinal quem é o 1º. que pode ser 2º ou 3º? o Santana Lopes???
"Que grande noia".

Grande salsada...

Beijinhos

Luis disse...

Amigos,
Claro que é uma grande salsada! Nem eles dão grandes explicações porque aquilo não passa de arranjinhos entre eles e para seu próprio benefício. Já no Porto se passa algo semelhante... É tudo uma vergonha! A política deles é governarem-se "à grande e à francesa"... e o Zé que se trame!
Abraços amigos.

A. João Soares disse...

Cara Ná e caro Luís,

Mas, infelizmente a política que se faz cá no rectângulo não passa de fumaça e poeira que se atira aos olhos do povo a fim de caçar votos que o seu principal interesse para, depois , caçaram riqueza pessoal, o tal enriquecimento ilícito de que muito se tem falado e de que eles não querem desistir.

Os partidos estiveram todos de acordo na AR ao aprovarem a vergonhosa lei do financiamento dos partidos, que acabou por ser vetada pelo PR. Essa vergonha foi denunciada na oportunidade aqui.

Há mais de três anos que João Cravinho propôs na AR o combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito e, passado todo este tempo, nada foi feito de eficaz. Ele foi corrido para um tacho no estrangeiro, que aceitou, o que não o dignificou.
Agora esta salsada na Câmara de Lisboa é mais um sinal da falta de dedicação a Portugal, do obscurantismo, da falta de sentido de Estado, da verdadeira motivação que os leva para estes lugares de responsabilidade e que devia ter como objectivo a boa gestão dos interesses gerais dos habitantes.
Realmente, só merecem o VOTO EM BRANCO,
referido aqui.

Abraços
João

Maria Letra disse...

Não se preocupe, Ná. Também não interessa perceber muito. Estão todos metidos numa salada muito bem temperada.
Eu pergunto a mim mesma: Haverá algum Português honesto que queira ainda entrar no jogo político, sabendo o que vai encontrar? Eu não creio, portanto, temos de ir assistindo ao cortejo a passar e devagar, devagarinho, ir acordando os adormecidos. E que não se lembrem alguns de os acordar à força, senão teremos de assistir a um grande festival!
Bom dia.
Maria Letra

A. João Soares disse...

Querida Mizita,
O festival irá aparecer, mais tarde ou mais cedo. E quanto mais tardar mais espectacular será. Era bom que os políticos actuais pensassem nisso e se dedicassem mais a Governar a vida dos portugueses, de maneira séria e dedicada, imbuída de patriotismo, de sentido de Estado.

Abraço
João