13/07/2009

Macacos em dieta de baixas calorias vivem mais



Experiências revelam que macacos em dieta de baixas calorias vivem mais
Público. 090710, por Andrea Cunha Fresitas

Se colocarmos um grupo de macacos em regime alimentar (com restrição de calorias) e deixarmos outro grupo comer o que quiser, o que pode acontecer? Passados 20 anos, oitenta por cento dos macacos em dieta podem estar vivos e apenas 50 por cento dos que não tiveram restrições lhes farão companhia.

Isto foi o que aconteceu nos laboratórios do Centro Nacional de Investigação de Primatas em Wisconsin, nos EUA. Com a dieta, aumentou-se a longevidade e diminuiu-se a incidência de várias patologias. Outro estudo recente feito em ratos conseguiu provar uma associação entre a administração de uma determinada substância e a longevidade. O objectivo é o mesmo: Identificar mecanismos que possam ajudar a prolongar a vida.

Apresentamos-lhe Owen e Canto. Owen tem 27 anos e foi forçado a seguir uma dieta alimentar normal, mas com restrição de 30 por cento das calorias, embora com direito a alguns suplementos e vitaminas. Canto tem 29 anos e foi autorizado a comer o que quisesse. Os dois macacos estão vivos mas fazem parte de grupos bem diferentes.

Os resultados do estudo liderado por uma equipa da Universidade de Wisconsin mostram os efeitos em macacos da dieta. Revelaram que além de viverem mais tempo, os primatas em dieta sofrem menos doenças como cancro, diabetes, perturbações cardiovasculares e atrofia do cérebro. “Conseguimos demonstrar que a restrição de calorias abranda o processo de envelhecimento nos primatas”, anuncia Richard Weindruch, um dos autores deste artigo, sublinhando a redução de doenças associadas ao envelhecimento.

Mas críticos em vários sites argumentavam ontem que era demasiado prematuro extrapolar estes dados para os humanos.

NOTA: Esta é apenas a parte inicial do artigo. Para ler tudo, basta clicar no título do artigo

14 comentários:

Luis disse...

Caro João,
Obrigado pelo post pois fiquei a pensar que os nossos (des)governantes "comendo" como comem morrerão mais cedo e talvez assim nós que andamos "comendo sóbriamente" como nos deixam viveremos mais e dessa forma poderemos vir a endireitar Portugal! ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA... COMAM ATÉ FARTAR, MAS MORRAM DEPRESSA!!!!!
Um abraço amigo e desculpa a brincadeira, só tenho pena que não seja verdade...

A. João Soares disse...

Amigo Luís,

Não percas as esperanças. Até às eleições eles estão protegidos com a máscara. Depois, tiram-na e basta um deles apanhar a suína, para se abater toda a vara, por conselho de uma comissão de veterinários competentes e isentos.
Se não quiseres diZer vara diz rebanho que foi o que mostraram ser no voto por unanimidade da lei de financiamento dos partidos.
É como as cerejas, há tanta venalidade que surgem de enfiada. É difícil escolher de entre todas as notícias que chegam diariamente. Parece uma «campanha negra»!!!

Um abraço
João

Fernanda Ferreira disse...

Amigo João,

Para variar um pouco o tema que estava a ficar cansativo, adorei o seu texto.

Bela lição de como os excessos são nocivos.
Basta para tanto ver o que os nossos pais comiam, bebiam, tinham como dito conforto fundamental para a vida...e comparemos a saúde que eles tinham /têm, com a nossa e a dos nossos filhos.

O meu pai, filho de uma família considerada "abastada", essencialmente porque tinham muitas propriedades,dizia-me muitas vezes que como eram seis, quatro homens e duas raparigas, não faltava nunca trabalho árduo no campo, nem sopa na mesa e pão na masseira (essencialmente broa de milho, expressamente azedada para durar).

Quando para além da sopa (feita com produtos da quinta) havia na mesa, peixe ou carne , era dia de festa.
Os animais que abundavam na Quinta eram para vender semanalmente na feira, para que não lhes faltassem sapatos, roupa e o fato domingueiro, para ir à missa ou namorar.

Eu conheci a Quinta dos Sto. Amaro em Reborêda-Vila Nova de Cerveira, quando era criança, mas nunca mais esquecerei o ar saudável que ali se respirava, o sabor daquela comida simples, o amor que transbordava e emanava de todos sem excepção.

Em criança muito jovem, tive tosse convulsa, e por ser muito frágil por natureza, fiquei seriamente doente, a ponto do médico de família aconselhar os meus pais, já a viverem no Porto, a enviarem-me para o campo.
Pois em dois meses fiquei irreconhecível, não só curei a doença como ganhei peso.
Já que falo neste assunto, lembro-me da minha querida tia Júlia, com quem eu dormia, que me deu a mim, nessa ocasião em especial, a melhor porção de comida e principalmente me acarinhava e cuidava, dia e noite, com mais carinho do que aos seus dois próprios dois filhos.
Com 82 anos de idade ela continua entre nós e depois de sobreviver a um cancro da mama, continua linda, sorridente e feliz.

Desculpem se me alonguei no comentário, deixei-me empolgar.

Beijinhos

Luis disse...

Amigos,
A NÁ fez-me sentir pequenino ao recordar a sua infância e como nós eramos bem mais felizes que esta infância de agora...
Abraços amigos.

A. João Soares disse...

Querida Ná e amigo Luís,

A saúde física e o bem-estar espiritual beneficiam muito com uma vida natural, com alimentação sem estranhos temperos e condimentos. A felicidade depende de coisas simples.
Penso que uma pessoa com saúde média a meio da vida, seguindo os conselhos que constam em vários pontos deste blogue, chegaria aos cento e muitos anos em bom estado de saúde.
Este post insere-se nessa minha filosofia, embora esteja sujeito ao que me colocam na mesa, por não saber preparar as minhas refeições.

Abraços
João

Maria Letra disse...

Amigos,
Como já todos disseram "que nós somos, essencialmente, o que comemos", fiquei sem mais nada para dizer pois os comentários estão ricos, cheios de poesia natural e muito sábios.
Quem me dera reviver o cheirinho a maçãs da casa que tivemos em Paço de Sousa (terra da Casa do Gaiato) e os figos de pingo de mel.
Beijinhos e um resto de dia feliz.
Maria Letra

A. João Soares disse...

Querida Mizita,
Também tenho recordações assim. Coisas hoje impossíveis. Tudo muda.
Beijos
João

Fernanda Ferreira disse...

Queridos amigos,

Apetece-me dizer...olhem que não, olhem que não!!!

Tenho cá na Quintinha, neste momento, uma ameixas divinas, aqui chamam-lhe "fatões". Grandes, amarelas/alaranjadas, alongadas e com um sabor único. Já mandei uma foto à Milai a ver se a convenço a vir cá...
Daqui a um mês tenho abrunhos, roxos por fora e verdes por dentro, outro sabor divinal.
Há algumas framboesas, poucas, os pássaros comem-nas.
Pereiras e macieiras temos poucas agora, foram na última parcela de terreno vendido, e a figueira teve de ser arrancada e no transplante morreu, mas o vizinho dá-nos o que não temos e nós retribuímos com outros produtos e com alguns favores.
Mais tarde, mais no fim do Verão, haverão feijoas e araçãs.

Depois, comem-se aqui nesta altura muitas sardinhas assadas com broa de milho e caldo verde, que tanto adoramos.

Não é exactamente como antigamente, mas é o mais próximo possível.
Então??? já estão com alguma inveja??? ainda falta dizer que aqui em casa, ambos cozinhamos bem!!!

Terei muito gosto em recebê-los e presenteá-los com uma Bola de Sardinha feita em Broa de Milho num forno de lenha, por exemplo.

E tudo isto por causa da dieta dos macacos e dos estudos feitos na América do Norte... este assunto é mais um dos infindáveis.

Beijinhos a todos,

Maria Letra disse...

Ná, mas isto é a sério ou é ficção? Como dizia o Tim Tim: Raios e Coriscos! Isto mata um emigrante sedento de coisinhas bem fresquinhas, colhidinhas na altura ... E este ano, que não poderei ir a Portugal e, portanto, estou mesmo "augadinha", este tipo de comentários só agrava a situação. Bem, mas como sou muito positiva, vou tentar ficar por um bom pastel de nata fresquinho, feito aqui por um bom grupo de portugueses. Quem sabe irá aliviar a minha dor ....
Beijinhos e um bom dia para Si, e para a Sua família, entre as delícias da Sua quintazinha ...
Maria Letra

Fernanda Ferreira disse...

Amiga Mizita,

Verdade mesmo. Eu faço prova, só espero não agudizar esse sentimento, depois não me faça sentir culpada,ahahaha!

beijinhos

Maria Letra disse...

Cara amiga Ná,
Vou tornar aqui público que V. Ex.ª está a ser muito mázinha em mandar para mim certos e:mails de fazer crescer a água na boca, o que não é justo para uma pobre e triste cidadã portuguesa a viver numa cidade onde essas coisas que me envia não são fáceis de colher à mão, a saírem fresquinhas da árvore. Estou longe de tudo, mesmo dos mais simples ramos de alecrim campestre ... Os seus apetitosos e 'brilhantes' frutos são fruto duma atitude muito malandra, que não devia ter acontecido porque aguçou a minha vontade e fui logo a uma loja de turcos, aqui próxima, comprar uma boas fatias de melancia muito vermelhinha, já que o que me mandou não tinha a frescura e o brilho de boa saúde do que encontrei por lá ... Raios e Coriscos! Fiquei tão deliciosamente chocada que, em vez de responder ao seu e:mail, corri para os tais turcos.
Perdoem-me a extensão do comentário, mas estas atitudes têm de ser denunciadas. Não se faz isso. Não acham? Houve mais alguma vítima das tentações da Ná?
Maria Letra

Maria Letra disse...

Tanto para esclarecer uma frase do meu comentário anterior:
"já que o que me mandou não tinha a frescura e o brilho de boa saúde do que encontrei por lá ... Raios e Coriscos!"
Sim, porque o problema é que os frutos que recebi da Ná, virtualmente, eram qualquer coisa acabadinha de saír dum paraíso ... algures numa terra desconhecida ...
Há quem diga "o meu negócio é, por exemplo, números". O meu, amigos, é fruta, daí a Ná estar a contas comigo ...
Um abração para todos.
Maria Letra

Fernanda Ferreira disse...

Amiga Miziata,
Só agora li o seu comentário...peço desculpa.
Se o seu negócio é fruta, venha por cá quando vier a Portugal, preferencialmente na Estação das frutas que mais preferir, mas aqui há fruta nas árvores todo o ano. Garanto-lhe.

Beijinhos

Maria Letra disse...

Também só agora li o seu comentário, Ná.
Eu agradeço muito o convite. Pode ser que um dia isso aconteça mas, para já, não vejo como. Com o que me aconteceu no pé, que ainda não está bem, não pude acompanhar a minha neta para fazer férias em Portugal ao mesmo tempo que ela. Portanto, com o regresso dela no próximo dia 07, acaba-se a ideia de ainda poder ir a Portugal. Paciência. As aulas começam no dia 11 de Setembro e eu terei de levá-la ao colégio e, depois ir buscá-la. Ela pediu-me essa tarefa e eu prometi cumpri-la ...
Beijinhos.
Maria Letra