16/09/2009

Talvez um adeus

Amigas/os, no ano passado exactamente por esta altura, estava em Monte Gordo-Algarve, e que bem que se lá estava… tempo bom, os bons petiscos do restaurante Barriga Cheia, boas instalações...maravilha!

Há anos que vou uma ou duas vezes por ano ao Algarve, sempre fora da confusão e a preços inacreditáveis porque o José foi bancário. Época baixa é para aproveitar.
Este ano não fui, um dia dir-vos-ei porquê…e tenho andado angustiada pelas razões que nos impediram de o fazer…mas…sem mais palavras.


Ontem fui à minha praia aqui no Norte, dei só uma pequena volta, a maré estava muito vaza e a água muito gelada.
Sentei-me então na areia, abraçando as pernas, coloquei a cabeça sobre os joelhos e fiquei assim a mirar o mar, bem no horizonte, tudo ao meu redor, como que a dizer adeus. Que pensamentos, sentimentos me trouxeram aquele momento só eu sei.

Deixo-vos o link da canção que ontem cantava em mim, Sei de Cor e a última quadra que também sei de cor.

"Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar"



5 comentários:

Vitor Chuva disse...

Olá Fernanda!

É verdade, há dias em que ficamos assim, às vezes sem saber porquê, outras até saberemos, mas guardamos só para nós.Tu, ao teu jeito, decidiste aqui partilhar um pouco do teu estado de espírito, e certamente ter-te-às sentido melhor após tê-lo feito ; espero que sim!

Um abraço.

Vitor Chuva

Meri Pellens disse...

Que letra bonita! "Só chega quem não tem medo de naufragar"... Sim, viver é um risco, não podemos ceder ao medo. Bendita sejas!

Solange Belém disse...

É mesmo...a música possui a magia de nos transportar virtualmente a lugares e momentos preciosos para nossa alma.
Abraço

Sol

Luis disse...

Querida Ná,
Como a compreendo! Todos nós temos momentos de reflexão que nos permitem tentar ver as coisas de molde a podermos entende-las melhor!
Com disse o Vitor Chuva desejo que tenha conseguido esse efeito...
Beijinhos.
Luís

Fernanda disse...

Amigos,

Vitor - Efectivamente são estados de alma e às vezes é melhor deixá-los sair, expô-los. Afinal todos passamos por momentos de alguma forma idênticos. Eu sinto-me bem sim em deitá-los cá para fora.
Obrigada pelo comentário.
Beijinho
Fernanda

Olá Meri,

Também adoro esta música, tudo nela, mesmo tudo.
Obrigada
Beijos


Amiga Solange,
Creio ser a primeira vez que comenta, pelo menos algo da minha autoria.
Muito obrigada e volte sempre,
Beijinho


Amigo Luís,

Acredite que fez mesmo, aliás sem estes períodos de reflexão que muitas vezes nos deixam melancólicos, pelo menos aparentemente, eu acho que a vida seria bem mais complicada.

Beijo