12/09/2009

"À descoberta de Nova York". (post 2 de 4)

(Sábado, o 2º de quatro dias)

Terminado o almoço, e sem tempo a perder, de novo nos lançámos à descoberta do muito que tínhamos pela frente: Central Park , pequeno enclave verde naquela selva de betão, qual acolhedor oásis no meio de um deserto, era um daqueles locais a não perder - um must- e lá rumámos a Norte. O dia estava quente e abafado e o lugar apinhado de gente. A caminhada até lá tinha sido longa ( nunca utilizámos o metro – subway para os Americanos - durante todo o tempo em que lá estivemos; caminhar é ainda a melhor forma para descobrir um lugar, em particular Manhattan, onde a descoberta dos muitos símbolos e locais famosos da cidade é feita palmo a palmo) e soube-nos muito bem sentar na relva durante um bocado, a recuperar o fôlego, antes de prosseguirmos com o passeio.
Muita gente a praticar desporto: alguns soccer, outros futebol Americano, numa clara divisão de preferências entre aqueles que (ainda) se sentiam ligados à Europa e os outros já enraizados na cultura Americana. Andando nós às voltas por ali, e como que para provar que o mundo é, de facto, um lugar pequeno, uma situação curiosa aconteceu: Caminhando em sentidos opostos, “esbarrámos” com a Miss Portugal então reinante (Ana Maria Lucas), mais a comitiva que a acompanhava. Por o mais fortuito dos acasos tínhamo-nos ouvido mutuamente a falar Português ali em Nova York e, naturalmente, todos parámos e ali ficámos uns bons minutos na conversa. Ficámos a saber que ela ia tomar parte no concurso para eleição de “Miss Universe” , e nós explicámos o que por ali andávamos a fazer, aproveitando ainda para saber algumas notícias frescas lá da terra - e cada grupo seguiu o seu caminho. O nosso levou-nos ainda mais para Norte, até perto do reservatório de água da cidade - área menos apelativa para o visitante - aí invertendo o rumo de regresso ao navio, ainda longe, em busca do jantarinho.

Terminado o repasto e após algum descanso - que vida de turista é cansativa, embora às vezes o não pareça – rumámos a Sul, ao coração da cidade. Times Square, àquela hora da noite, com uma temperatura amena, era como que um pequeno cosmos, cheio como um ovo, fervilhante de vida e animação; todo o mundo ali parecia estar representado, predominantemente por jovens. Gente com os mais variados aspectos e formas de vestir davam ao lugar o aspecto dum autêntico mostruário ambulante de raças humanas - autêntica torre de Babel - ; a atmosfera era extraordinária , com toda aquela animação a prolongar-se até altas horas. Com uma enorme concentração de lugares de diversão numa área tão reduzida - com predominância de bares e casas de cinema a piscar o olho à clientela adulta masculina - , não eram necessárias grandes deslocações para se conseguir ver muito. Ainda assim, não deixámos de chegar a bordo já quase de madrugada, cansados mas satisfeitos depois de algumas milhas palmilhadas: tínhamos acabado de estar no coração do mundo, como por muitos esta praça é considerada, e isso era uma sensação simplesmente extraordinária!
Vitor Chuva
12-09-2009
Vitor Chuva

4 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Deve dar esta sensação de grandiosidade...Gosto de ler histórias, passeios, acho que passeio um pouco junto!
abraço, feliz domingo

Fernanda disse...

Olá Vitor!

Penso que achaste a forma perfeita de nos contares as tuas longas histórias...longas mas perfeitas; pelos detalhes, pelas emoções vividas e que tão bem nos transmites, como se realmente nos transportasses até ao momento e aos lugares.
Sabes que conheço muitas das tuas histórias do teu excelente Blogue
Vitor Chuva-Shortstories , mas é sempre uma emoção renovada reler e verificar que fizeste um trabalho de tradução perfeito.

Parabéns.
Beijinho
Fernanda Ferreira

Vitor Chuva disse...

Olá Sonia!

Obrigado pelo simpático comentário que deixou.
É verdade; nem só passeando se consegue visitar outos lugares. Também lá conseguimos chegar lendo o que sobre os mesmos outros escrevem - às vezes com vantagem - de modo algum querendo com isto sugerir que seja este o caso...

Bom Domingo para si também!

Um abraço.

Vitor Chuva

Vitor Chuva disse...

Olá Fernanda!

Obrigado por teres comigo participado do passeio virtual por Manhattan. Nos dias de hoje até seria "possível", dado que as mulheres já entraram na Marinha, coisa que na altura era tabu.
Obrigado pelo teu bonito comentário; eu acho que não mereço tanto mas, ainda assim, sabe muito bem!

Obrigado.

Beijinho.

Vitor Chuva