02/08/2009

Fartos de Violência





O blogue sustentabilidadenaoepalavraeaccao, lançou-nos o repto para dar continuidade à iniciativa designada Fartos.net.Desde já agradecemos o voto de confiança da amiga Manuela Araújo, que em nós deposita a função de divulgação.

A origem desta iniciativa partiu da ATTAC, organização internacional existente desde 1998, que abrange mais de 40 países, e que tem como fim "promover e realizar todo o tipo de acção para a reconquista, pelos cidadãos, do poder que a esfera financeira exerce sobre todos os aspectos da vida política, económica, social e cultural do mundo, de entre estes meios figura a taxação das transacções sobre os mercados de câmbio (taxa Tobin)".

Porque também estamos fartos de violência, de falta de respeito pela liberdade e pela vida humana, de falta de democracia e de falsas democracias, aqui fica o texto base da iniciativa e o filme:

No Irão morreram mais de 20 pessoas em protesto contra os resultados eleitorais e exigindo mais democracia. As liberdades fundamentais foram suspensas. Nas Honduras, militares golpistas extraditaram o presidente democraticamente eleito. Os protestos já geraram duas vítimas mortais. As liberdades fundamentais foram suspensas. Na China, 140 pessoas morreram em protestos contra a suposta hegemonia de uma etnia. 1400 pessoas foram presas e as liberdades fundamentais foram suspensas.

Estamos fartos disto! Estamos fartos de repressões e ditadurices. Estamos fartos de desrespeitos claros aos mais básicos direitos fundamentais. Estamos fartos de ver a liberdade ser suspensa. Estamos fartos de ver a democracia ser adiada em tantos países. Estamos fartos da paz ser constantemente hipotecada. Não pode ser! Estamos fartos e, dentro das possibilidades de cada um, vamos fazer barulho por isso! Temos dito!



Do Blogue sustentabilidadenaoepalavraeaccao

Fernanda Ferreira

7 comentários:

Ferreiras disse...

Depois de algumas dificuldades que ambos superamos, sobretudo na colocação do vídeo (teve que ser reduzido no seu tamanho) o trabalho de divulgação está aqui presente, felizmente.
Porque a violência e a repressão sobre manifestantes pacíficos é um facto ao qual assistimos diariamente, através da TV a da imprensa, e fundamentalmente porque estou de acordo, digo presente e não à violência sobre quem pacificamente se manifeste, afinal é um direito que nos assiste a todos.

Parabéns mais uma vez pela tua dedicação às causas justas.
Beijo
José

Maria Letra disse...

Este seu artigo, Ná, levanta pontos de discussão muito, mas muito importantes, que ocupariam longos espaços deste blogue. Se bem que muito pertinente, uma vez que estas manifestações originam perdas de vidas humanas (e não só, muitas vezes), eu continuo a defender tomadas de posição que não ponham 'tanto' a vida das pessoas em risco. Naturalmente que, uma grande correlação de tomadas de posição, como por exemplo, deixarmos TODOS de comprar produtos com sprays, tão prejudiciais à Natureza (isto é só um ínfimo exemplo), talvez que os laboratórios fossem obrigados a optar pelo não recurso a aerosóis. Tomadas de posição deste tipo, na política, dariam os seus frutos, igualmente. Se deixarmos de dar água a uma planta, ela morre e se deixarmos de alimentar as motivações de certos políticos, essas motivações morrerão também. O problema está nessa tal correlação a qual, não existindo, leva aqueles que já não aguentam mais a dar o corpo à luta. Isso entristece-me muitíssimo.
Um grande abraço.
Maria Letra

Táxi Pluvioso disse...

Esta mistura de situações não sei se será a melhor forma de analisar a situação.

A violência no Irão continuará enquanto não houver um Governo submisso ao Ocidente. A contestação foi montada muito antes das eleições pois era óbvio que iria ganhar... e não interessava ao Ocidente. O dinheiro inglês e americano para fomentar "revoluções" no país tem um preço em mortes, que são bom marketing para mover "ideais" nas pessoas nos países ocidentais.

As Honduras é outra questão. O futuro dirá se não há mãozinha dos amigos americanos que querem limpar esquerdas do seu quintal. Ou se trata de uma coisa latina.

Vitor Chuva disse...

Olá Fernanda!

Não querendo entrar em confronto de ideias com ninguém, ainda assim vou dizer o que penso, em termos abstractos, que será a melhor mneira de abordar a questão suscitada pelo vídeo aqui presente, e vou socorrer-me de uma expressão popular para o fazer:
-Nem sempre aquilo que parece, é!
E, nos dias de hoje, conseguir fazer a destrinça entre propaganda e informção é-o ainda mais difícel, se não impossível.
A noção de que possa haver informação isenta, é, para mim, uma ideia romântica, que nós gostaríamos que fosse realidade, mas é apenas a minha opinião .

Um abraço.
Vitor Chuva.

Fernanda disse...

Meus bons e caros amigos,

Cada qual tem direito à sua opinião, naturalmente.

Não digo que muitas destas lutas não sejam fomentadas... infelizmente, o mais provável é que o sejam mesmo.
Contudo, o que está aqui em causa, é a forma como ultimamente estão a ser tratadas as pessoas que se manifestam nas ruas, nas suas cidades, nas suas terras, com todo o direito que lhes assiste.

Onde estão os direitos básicos dos cidadãos??? espancam-se até à morte manifestantes???

Eu pessoalmente, tenho vergonha de dizer que pertenço a este mundo, onde os direitos mais elementares são negados ao povo e se maltratam manifestantes pacíficos.

Estas notícias são reais, não são fruto da nossa imaginação, não são uma montagem. Nós assistimos, todos os dias, em directo na TV a cenas de horror a que ninguém pode ficar indiferente.
Ninguém.

Beijos,

Pedro Ferreira disse...

Querida mãe,

Já vi o filme no teu Blogue, e é com muito orgulho que te digo que é bom ter uma mãe assim, que se preocupa com as causas da Humanidade e as defende.
Tu sabes o orgulho que tenho por ti.

Parabéns também pelo prémio.

Beijão cheio de carinho.
Pedro

Fernanda disse...

Pedro, o orgulho é todo meu, em ter um filho como tu.

Que bom mesmo, que tenhas visto e comentado em ambos os Blogues.
És um doce.

Está aqui, no meu Blogue e no Facebook.
É imperioso que se tome consciência do que se passa por este mundo fora.

Beijos mil.
Mãe