23/06/2009

Tempo de recomeçar...

É sempre tempo de recomeçar. Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas e ter outros sonhos.

Renovar o nosso compromisso com a vida e assim… renascer para a vida e alcançar a felicidade.
Não importa quem te feriu, o importante é que tu ficaste. Não interessa o que te falta, tudo pode ser novamente conquistado.
Não lamentes por quem se foi, cada um tem seu tempo. Não reclames da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho.
Não te espantes com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...

O mundo está cheio de oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Vê quantas plantinhas estão a surgir, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade.
As portas abrem-se para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram mas que se levantam com o brilho de vitória nos olhos.

Todos os caminhos têm duas saídas; um é o que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente. A outra é a que já conhecemos o que tem no caminho.
Quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, os nossos passos são agora mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu sei isso, tu sabes isso, só falta mesmo recomeçar…O caminho está a tua espera, faz-te a ele…sê feliz!
Fernanda Ferreira

5 comentários:

A. João Soares disse...

Querida Ná,
Lindos ensinamentos. Para viajar devemos olhar essencialmente pelo pára-brisas e só o indispensável e de fugida pelo retrovisor. Olhos no objectivo e ânimo para chegarmos nas melhores condições.
O passado não precisa de muitas atenções nossas, a não ser para consolidarmos as lições da experiência.
Somos (ou não somos) FELIZES agora, no presente. Devemos aproveitar todas as possibilidades lícitas para delas tirarmos o máximo proveito. Mesmo que se perca tudo, é preciso utilizar as últimas forças da forma mais positiva, construindo o amanhã com fé e esperança.
Embora não costume falar de pormenores da minha vida, apetece-me agora recordar que em 18 de Novembro de 1955 fiquei gravemente ferido com uma fractura exposta do úmero esquerdo e um estilhaço junto da femural. Este não foi extraído e ainda está alojado no mesmo local, porque os cirurgiões não quiseram arriscar mais perda de sangue. Correu a notícia por todos os locais do país onde havia colegas que tinha morrido. E pouco faltou. Nos poucos momentos de consciência que tinha de vez em quando pensei que não sobreviveria, passados mais uns desmaios pensei que talvez não morresse mas ficaria sem o braço esquerdo, depois da operação, às tantas da noite, ao acordar, perguntei «quando é que sou operado», como fazia sempre porque tinha esperança numa solução positiva. Dessa vez disseram que já tinha sido operado e que fiquei com o braço.
Depois de uma infecção que atrasou a recuperação, após sete meses já mexia quase normalmente o braço. E, embora com falta de grande parte do músculo deltóide, e uma cicatriz medonha, cá estou a fazer uma vida normal sem restrições. Nunca me faltou a força de vontade para utilizar da forma mais adequada as minhas capacidades.
Portanto, quando apoio lições como as deste post sei, por experiência, do que estou a falar.
E sempre ajudei muita gente a encarar as dificuldades com optimismo e com os olhos no meu caso.

Um abraço
João

Fernanda Ferreira disse...

Querido amigo João,

Foi com muita emoção que li o seu soberbo comentário.
Falar na primeira pessoa do singular exige muita coragem, muito altruísmo.
Obrigada... por partilhar connosco a sua terrível experiência, a qual veio enriquecer substancialmente o meu humilde texto e simultaneamente dar coragem a quem precisa.

Beijinhos
Fernanda Ferreira

Luis disse...

Caríssimos Amigos,
Este tema deu para conhecer mais uma faceta do João que pouco ou nada fala de si. O caso dele também me fez recordar o grande exemplo do Caçorino Dias e da sua mulher que na adversidade da vida deram e continuam a dar um exemplo de tenacidade e de força de viver! A propósito transcrevo uma quadra que me parece de acordo com o post:

"Se alguém diz que a vida acaba
Digo-lhe eu que nunca amou
Quem vai e deixa saudade
Nunca a vida abandonou."

de Domingos Guimarâes Marques
Um abraço e um beijinho

Maria Letra disse...

Quando nascemos, carregamos logo um saco às costas. Nesse saco, armazenamos experiências. Quanto mais pesado, mais curvamos, com a idade. Se virmos um velho(ou idoso), curvado, não pretendam ajudá-lo a carregá-lo. Ele sabe que o saco é seu e que, com maior ou menor (ou nenhum) orgulho, tem de ser ele a levá-lo consigo para o cemitério.
Um abraço.
Maria Letra

Pedro Ferreira disse...

A quem o dizes!!!
Sendo eu um "jovem" já recomecei tantas vezes, que até a mim mesmo me surpreendo.

Errar, cair e levantar é viver e contruir a felicidade, que mesmo que teime a surgir sempre acontecerá.

Beijão,
Pedro