07/04/2010

Francesinhas

ORIGEM E TRADIÇÃO
As francesinhas nasceram no Porto no restaurante “A Regaleira”, na Rua do Bonjardim, na década de sessenta, pela mão de um emigrante, o Sr. Daniel David Silva, regressado de França.
A partir do croque-monsieur (especialidade típica nos cafés franceses), inventou esta fantástica iguaria.

Este iluminado homem teve a feliz ideia de improvisar e adaptar este prato aos nossos ingredientes e à nossa cultura, adicionando ao nosso paladar a magia de um molho que é a alma da receita.

Transformou um “simples” "croque-monsieur" em algo com mais alma, a transbordar de vida e de substância. Algo que qualquer português ou portuense nunca teria imaginado ser possível comer até à altura.

Depois do caldo verde, das tripas, da broa e do bacalhau à Gomes de Sá, eis então que nasce a única receita gastronómica original portuense do século XX. A Francesinha.

Este “estrondoso” prato é hoje em dia uma das mais apreciadas iguarias da cidade, e é a especialidade de vários restaurantes locais dos mais chiques aos mais populistas.
A francesinha é portanto um prato do povo, para o povo comer, e presentemente com imensas variantes de receitas.

Veja como preparar, bem como o famoso segredo na preparação do molho, não esquecendo as suas actuais variantes, no Blog que vivamente recomendo, Saúde e Alimentação.
Fernanda Ferreira (Ná)

12 comentários:

A. João Soares disse...

Querida Ná,

Mais uma gentileza sua para os nossos visitantes experinmentarem sabores especiais.
Uma especialidade do Porto que conheço apenas de nome. Quando lá for, não deixarei de a saborear, principalmente de a conhecer mais em pormenor a partir deste post da Amiga Ná.
Muito obrigado.

Beijos
João

Canduxa disse...

Querida Ná,

directamente do Porto posso afirmar que a francesinha é de facto um prato procurado por toda a gente.
Já provaste a francesinha vegetariana?
Começa agora a ser também muito procurada....não tarda vou dar a receita...é só ter tempo de a preparar.

Vou passar pelo blog da alimentação para apanhar a receita do molho, a que faço é muito simples e sem segredos....

beijinhos

Pérola disse...

Amiga,muito interessante a sua postagem. Nunca experimentei esse prato,me deu água na boca.
Delícia de postagem amada.
Beijokas.

Fernanda disse...

Meu querido amigo João,

É de comer e chorar por mais...
Tem que ser atenção à quantidade de picante usado, em alguns sítios é demais.

O José faz de vez em quando, ele é o expert nas francesinhas cá em casa.
No Porto havia um restaurante apenas onde ele achava que eram divinais, agora não me lembro o nome.

Mas venha ao Norte que o José prepara-nos umas francesinhas muito especiais, com todo o gosto.

Beijinhos

Fernanda disse...

Querida Canduxa,

Li hoje sobre as vegetarianas, ainda não provei.

Depois copio a tua receita.
Somos do Porto, só podíamos adorar fancesinhas.

Beijinhos

Fernanda disse...

Amiga Ângela,

Passo no Saúde e Alimentação, experimenta a receita e depois diz-me se não é bom.

Beijinhos doces,

J.Ferreira disse...

Boa noite,

Embora muito divulgada esta maravilha, é daquelas coisas que se aprende a gostar.Não fiquei muito cliente na primeira prova.
Com alguma insistência, cheguei ao cumulo de estar já deitado e levantar-me para me ir empanturrar com uma das ditas.
No Porto nesses tempos,eram célebres além das da "Regaleira" as do "Convívio".Em Gaia as do "Mucaba" e "Mon Ami", este último com um molho à base de tomate, verdadeira iguaria.
Agora quem nunca provou, pode não considerar nada de extraordinário.
Bom apetite.
Agradeço reconhecido a receita completa deste petisco.
Um abraço
JF

Ana Martins disse...

Querida amiga,
cá em casa todos gostamos, faço-as de longe a longe porque têm muitas calorias e ficam muito boas, mas espevitaste a minha curiosidade e vou daqui ao SAÚDE E ALIMENTAÇÃO ver quais as diferenças que há entre as duas receitas.

Beijinhos,
Ana Martins

Celle disse...

Ná, me pareceu gostozinho e deu-me vontade de experimentar. Seguirei a receita e depois lhe conto.
Deixei o mesmo comentário no "Saúde e Alimentação".
Beijos
Celle

A. João Soares disse...

Querida Ná,

Parece que a francesinha encanta toda a gente, mesmo as senhoras. Recordo que só o nome já me faz lembrar as horas: a melhor é uma e um quarto!!!
E esta heim???

Beijos
João

Luis disse...

Querida Ná,
Conheço as "francesinhas" e aprecio-as muito. Este post fez-me lembrar as vezes que visitei o Porto e o regalo que tive ao te-las comido.
Boa ideia e lindo post bem acompanhado pela imagem que nos pôs água na boca...
Um beijinho amigo.

Anónimo disse...

Restaurante A Regaleira:

Após alguns anos de interregno, novamente fui ao dito restaurante para pedir, naturalmente, o prato que o caracterizou através dos anos- A francesinha.

Maior decepção, revolta mesmo, acometeu-me ao observar o que me foi servido, e inclusive a desfaçatez dos empregados, que com olhares de desdèm reagiam as observações quanto ao que foi servido:
-Duas fatias de pão antigo, duro e requentado na chapa,
- No interior, apenas dois pedaços de bacon ou similar, e parte de uma salsicha tostada de tanto estar em óleo de fritura antigo. Junto duas fatias de queijo tipo supermercado econômico e um molho ralo: Nove euros e cinquenta centimos por cabeça,.
Como éramos quatro pessoas, seguiu uma porção de batatas de saco de supermercado, do tipo estriado,,, E eram as francesinnhas do dito restaurante.
Indignados, tentamos comer os duros pães, e nem com uma porção do molho extra os tais ficaram com algum gosto...
Mas o melhor foi a conta. Por um saco de batatas do supermercado, cobraram-nos quatorze euros! Sim, o equivalente a quatro porções de batatas fritas!
Um pobre vinho de mesa, seis euros e cinquenta!

E os incautos ainda pediram uísque, para rebater o café e as más recordações- tres euros e cinquenta a dose,,,,,
O BOM CLIENTE NAO RECLAMA , SIMPLESMENTE NÃO VOLTA MAIS.

Mas acontece que a maioria dos infelizes clientes eram turistas, iludidos pela fama do local,,,,
Assim, pagamos, noventa e tres euros por quatro pessoas, com mais uma experiencia de vida e a promessa de nunca, nunca mais em vida entrar no dito local.
Triste mentalidade do empresário portuguès, o qual por ganância sacrifica o futuro por um lucro imediato.
Que sirva esta de aviso a todos que de alguma maneira almejam vir á bela cidade do Porto e experimentar tal prato típico.