24/11/2009

Três mulheres cientistas premiadas

Para levantar os olhos do pântano de lamúrias em que os portugueses andam atolados, costumo aqui trazer notícias de jovens de valor em diversos sectores que devem ser apontados como exemplo para quem deseja ter um futuro melhor e engrandecer Portugal.

Agora é a vez da notícia Três cientistas recebem prémio que as ajudará a saber mais sobre cancro, obesidade, diabetes e hipertensão referente a três investigadoras que receberam, na Academia de Ciências de Lisboa, um estímulo de milhares de euros com a atribuição das Medalhas de Honra L"Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência.

Desde o desenvolvimento de estratégias para combater possíveis aliados do processo de metastização de um cancro até à pesquisa de formas de impedir que as células que acumulam gordura cresçam e se multipliquem, passando pelo estudo de um pequeno órgão que parece funcionar como um sensor de insulina capaz de desencadear doenças como hipertensão e diabetes do tipo II.

Maria José Oliveira: Os aliados do cancro. A investigadora do Instituto de Engenharia Biomédica (INEB), no Porto, vai dedicar-se ao estudo do papel das células do sistema imune (macrófagos) no processo de metastização de um cancro. Durante os próximos três anos, num trabalho em parceria com o Ipatimup (Instituto de Patologia e Imunologia da Universidade do Porto), a cientista vai perseguir os macrófagos para perceber como é que estes se tornam aliados de um tumor, ajudando-o a espalhar-se para outros órgãos do corpo.

Joana Salgado: Controlar os adipócitos. Esta investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Molecular da Universidade de Coimbra, é mais uma das guerreiras na batalha contra a obesidade, uma doença que afectará mais de um bilião de pessoas no mundo. E nada como conhecer melhor o "inimigo" para o combater. Assim, a investigadora vai tentar conhecer melhor o funcionamento das células que acumulam gordura (os adipócitos) e testar novas estratégias para impedir que aumentem, em número e tamanho.

Sílvia Conde: O sensor de insulina. A pesquisa da investigadora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa quer contribuir para o desenvolvimento de novas terapias para duas das mais frequentes doenças actualmente: a hipertensão arterial e a diabetes II. Nos próximos dois anos, o alvo de Sílvia Conde será o corpo carotídeo, um pequeno órgão situado na bifurcação das artérias carótidas que funciona como sensor de oxigénio. Quando subimos uma montanha, por exemplo, este sensor é activado e, entre outras reacções, a frequência respiratória aumenta.

Para saber mais, clique no título da notícia.

6 comentários:

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Estas são boas notícias e merecem todo o destaque possível.
As nossas cientístas estão de parabéns e no caminho certo. Ainda bem que foram agora apoiadas, é um bom sinal.
Quantos e quantas estão em países diversos por falta de apoio que nunca surgiu no seu país natal.
O país só tem a lucrar com estas medidas.
Bem-haja por este texto.

Beijinhos

Celle disse...

Olá, meu caro João!
Boa tarde!
Justifico minha ausencia, estamos com reformas em casa e defeitos no computador, ainda não achei tempo de envia-lo ao conserto.rsrs
Sua publicação demonstra a nossa capacidade feminina de atuarmos em todas as áreas em igualdade de condições com os homens. Desejo muito exito às cientistas, suas conterrâneas premiadas, para que com maior apoio, seus estudos e conhecimentos sejam concluidos satisfatoriamente...
Oxalá isso aconteça dentro em breve!
Beijinhos
Celle

A. João Soares disse...

Queridas Ná e Celle,

Este caso é mais um que demonstra que Portugal não morreu, pois há cérebros de muito valor, dedicação ao estudo, ao trabalho com persistência para estar na crista da onda.
É pena que a nível superior da gestão dos interesses nacionais não haja quem apresente iguais qualidades para deixarmos de ver na arena uns míseros lutadores por poleiros esgotando a seiva dos portugueses para gozo próprio e desgraça de Portugal.
Gastam sem regras, nem senso e, para equilibrar o orçamento, pensam em aumentar ainda mais os impostos sem, pelo contrário, decidirem reduzir as despesas, as mordomias ao mínimo.

Por este caminho vamos parar num poço, numa situação de suicídio colectivo.

Beijos
João

J.Ferreira disse...

Caro amigo João,

Estes são alguns dos exemplos bem sucedidos.
Parece que Portugal, pelo menos neste campo começa a abrir novos horizontes e a dar oportunidades aos nossos brilhantes cientistas.
Não era sem tempo.

Abraço
J.Ferreira

Luis disse...

Meus bons amigos,
Começam a aparecer cientistas (homens e mulheres) portugueses trabalhando em Portugaal com renome a nível internaconal. Neste caso três portuguesas!Pena é que muitos deles acabam por sair do País para continuarem as suas pesquizas. Convinha que tal deixasse de acontecer!
Um abraço amigo

A. João Soares disse...

Caros Amigos,

Uma forma de lutarmos pacificamente por um mundo melhor, como é lema de toda a gente com boa formação cívica consiste em alertar para o que necessita de ser melhorado e enfatizar, apontando como exemplo, aquilo que está bem encaminhado, o que deve ser apontado como exemplo de dedicação a uma boa causa, trabalho sério e honesto visando grandes objectivos, bons para a humanidade.
Os blogs podem fazer muito nesse sentido: já foram apontados muitos estudantes exemplares com a sua vocação para a investigação, já se falou de futebolistas generosos e honestos, já se falou de um empresário da Beira Interior que coloca a vida e o bem-estar dos seus trabalhadores acima da sua ambição pelo lucro, etc.
Gostamos que surjam mais exemplos deste género, temos espaço para lhes dedicar.

Abraços
João