24/11/2009

Testamento vital e eutanásia

Depois do post Nova Ordem Regulatória Mundial com o texto bem elaborado de Helena Alves Da democracia ao totalitarismo, surgem hoje nas notícias títulos que merecem ser lidos e meditados. Não vou analisar para não pressionar em qualquer sentido ou tendência.

Convém estar atento, relacionar as peças do puzzle muito complexo que afecta a humanidade. Para onde nos estão a querer levar? Quem irá beneficiar com isso? Porque pretendem impor esse caminho? Que noção têm os responsáveis políticos dos tão falados, quando oportuno, Direitos Humanos?

Há dias um médico foi chamado a um lar para ver uma idosa com 81 anos solteira sem família que sempre tinha tido boa saúde e vivendo sozinha, que tinha sofrido um AVC de que resultou hemiplagia do lado direito, ficando sem voz, mas reagindo por sinais às perguntas . No Hospital Amadora-Sintra onde recebeu os primeiros socorros, depois dos exames convenientes, deram-lha alta, porque, «como já tem mais de 80 anos não pode ficar cá a ocupar uma cama».

Estão a perceber?

Eis os títulos que numa primeira busca encontrei.

- Regular testamento vital é prioritário face à eutanásia
- PS adia diploma sobre testamento vital e consentimento informado
- Gritou 23 anos e ninguém ouviu
- História para nos ligar à terra
- Um terço da população mundial vive sem energia eléctrica

2 comentários:

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Ora aqui está um tema daqueles que todos nós devemos ler e reflectir.
Está muita coisa em jogo, se por um lado temos os doentes idosos, que são mais um fardo para o Estado, de quem naturalmente se querem ver livres a qualquer custo, por outro temos os que estão em estado terminal e que têm direito a uma morte digna, sem sofrimento prolongado e completamente desnecessário, que destrói sobretudo a família mais chegada que os vê definhar, diariamente, num sofrimento atroz.

Mais, estes doentes não têm centros de cuidados paliativos, há pouquíssimas camas disponíveis e os hospitais que as têm contam-se pelos dedos.
O meu pai, esteve numa clínica privada, cerca de dois meses em estado terminal, porque felizmente tinha recursos, mas e ou outros???

Concordo consigo, é preciso primeiro legislar, com muita seriedade, afinal cada caso é um caso, e o caso da senhora que focou, nunca seria mandá-la embora para uma morte prematura...
Depois sim discutir a eutanásia, mas todas estas medidas devem ser urgentemente tomadas, não de forma precipitada e atabalhoada, mas tida como algo que deve ser tratado já...

Beijinho

A. João Soares disse...

Querida Ná,

Pessoalmente agradeço que quando chegar ao ponto de não retorno me dêem apenas medicamentos para não sentir dores, mas nada que prolongue a vida.
Mas reconheço que é um perigo de assassínio encoberto por parte de órgãos governamentais para aliviar o Estado de encargos com reforma e saúde, e por parte de herdeiros para antecipar o pouco que lhes for destinado.
Num mundo materialista e egoísta a pensar apenas nos euros, tudo pode acontecer!

Beijos
João