13/05/2009

A Felicidade é um trajecto, não é um destino!

O Pescador e o banqueiro…
Um banqueiro de investimentos americano estava no cais e uma povoação das Caraíbas, quando chegou um barco com um único pescador.
Dentro do barco, havia vários atuns amarelos de bom tamanho.
O americano elogiou o pescador pela qualidade do pescado e perguntou-lhe:
“Quanto tempo gastou a pescá-los?”O pescador respondeu que pouco tempo.
O americano perguntou-lhe logo: “Porque não gasta mais tempo e tira mais pescado?”

O pescador disse que tinha o suficiente para satisfazer as necessidades imediatas da sua família.
Volveu o americano: “Mas que faz você com o resto do seu tempo?”
O pescador disse: “Depois de pescar, descanso um pouco, brinco com os meus filhos, durmo a sesta com a minha mulher, vou ao povoado à noite, onde tomo vinho e toco guitarra com os meus amigos. Tenho uma vida prazenteira e ocupada"…
O americano replicou: "Sou um especialista em gestão e poderia ajudá-lo. Você deveria investir mais do seu tempo na pesca e adquirir um barco maior.
Depois, com os ganhos, poderia comprar vários barcos e eventualmente até uma frota de barcos pesqueiros.
Em vez de vender o pescado a um intermediário, poderia fazê-lo directamente a um processador e eventualmente até abrir a sua própria processadora.

Poderia assim controlar a produção, o processamento e a distribuição.

Deveria sair deste pequeno povoado e ir para a capital, donde geriria a sua empresa em expansão".
O pescador perguntou: “Mas, quanto tempo demoraria isso?” O americano respondeu: “Entre 15 e 20 anos".
“E depois?“, perguntou o pescador. O americano riu-se e disse que essa era a melhor parte.
“Quando chegar a hora, deveria anunciar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) e vender as acções da sua empresa ao público. Ficará rico, terá milhões!

"Milhões ... E depois?“, tornou o pescador
Diz o americano: “Poderá então retirar-se. Vai para uma povoação da costa, onde pode dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os seus filhos, dormir a sesta com a sua mulher, ir todas as noites ao povoado tomar um vinho e tocar guitarra com os seus amigos".
Responde o pescador: “Por acaso isso não é o que já tenho?"
Moral da História:
Quantas vidas se desperdiçam buscando alcançar uma felicidade que já se tem, mas que muitas vezes não vemos.
A verdadeira felicidade consiste em apreciar o que temos e não em sentirmo-nos mal por aquilo que não temos.
"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas“
Fernanda Ferreira

7 comentários:

Ana Martins disse...

Grande texto este Fernanda, com um ensinamento profundo e belo.

Beijinhos,
Ana Martins

Fernanda Ferreira disse...

Obrigada amiga Ana...quase sempre temos tudo para sermos felizes, mas estamos cegos.

Bjs.
Fernanda(NÁ)

A. João Soares disse...

Querida Ná,
Já conhecia a história, que deve ser recordada muitas vezes as pessoas. Talvez venham a aprender algo.
Perdem a saúde para ganhar dinheiro e depois gastam o dinheiro para tratar da saúde, sem evitarem o sofrimento entretanto advindo.
Como seria bom que as pessoas apreciassem a vida simples, por exemplo, como a descrita no post Quem sou?A felicidae está em nós, à nossa volta, ao nosso alcance, bastando querer tê-la, a sério.
Abraços
João

Dulce disse...

Fernanda

Quantas pessoas abandonam a paz de uma vida em busca de uma estrela perdida que, se alcançada, certamente não será como sonhada...
Que sábio foi o barqueiro que entendeu que, em sua simplicidade, já tinha tudo o que precisava para ser feliz... Um exemplo nem sempre seguido, neste mundo de falsos valores e ganância em que vivemos...

Beijinhos

Fernanda Ferreira disse...

Sim Dulce, sem dúvida...

Quem não se contenta com a felicidade que tem corre o risco de nunca a alcançar.
Um dos primeiros textos que li e nunca mais esqueci...há anos luz... foi a história do cão que tinha apanhado um belo osso e estava felicíssimo, até que na sua correria para casa atravessou uma ponte.
Ao ver a sua imagem reflectida na água do rio, pensou ver outro cão com um osso ainda maior do que o dele na boca...e sem pensar duas vezes atirou-se à água para apanhar aquele osso bem maior...perdendo obviamente ambos.

Bjs
Fernanda (NÁ)

José Manuel Coata Ferreira disse...

Texto que diz verdades absolutas.

Está óptimo.

Beijo,
J.Ferreira

Luis disse...

Querida NÁ,
Moral da História: Não corras atrás do que já tens e a que não dás valor porque estás cego com o TER e te esqueces do que ÉS!
um Xi muito amigo