17/05/2009

ESTRANHAMENTE CONFUSA

Imagem da net


É nesta lágrima que a ti espanta
Que rapidamente desbotadas as letras
Aumentam o nó que na garganta
Me sufoca, confunde e aperta.

E sinto no peito a triste mágoa
Do que em vão tentei passar para o papel,
E nos rabiscos que hoje não são nada,
Há lágrimas com gosto e cheiro a fel.

Arabesco e inquieto o pensamento
Procura decifrar onde errei,
E estranhamente acredita que me contendo,
Assim confusa só de momento... E mais não sei!


Ana Martins
Escrito a 5 de Maio de 2009

4 comentários:

Luis disse...

Oh ANA,
O poema é lindo mas é triste e amargurado.
Pelos vistos acordamos hoje em dia não.....
Gostava de a ver mais alegre!
Beijinhos

Mara disse...

Querida Amiga Ana,

Muito lindo este seu poema! Como todos os outros afinal. Obrigada por mais um tesouro para eu guardar no cantinho da alma onde guardo a minha caixa dos tesouros.

Um beijinho carinhoso e um bom domingo.

Milai / Mara

Fernanda Ferreira disse...

Querida Amiga Ana,

Realmente mais triste que o normal, mas lindíssimo!!!

Obrigada por este momento.

Beijinhos,

A. João Soares disse...

A versatilidade poética que sonda o íntimo do ser humano e nos traz o resultado da radiografia mostrando o que está perfeito e o que precisa de uns retoques. Hoje predomina a zona que precisa de terapia. Fico à espera da faceta mais animada.
Beijo
João