14/01/2010

Tragédia no Haiti

Decidi transcrever um texto de um amigo muito querido desta nossa Casa e da Casa do Rau, uma pessoa que eu muito admiro e estimo, o amigo Carlos Albuquerque do Blogue
Conversas daqui e dali.
Na sua revolta e agonia, bem patente neste texto, ele culpa os deuses sobre o terramoto que devastou o Haiti.
Muitas vezes perante situações deste género dizemos ou pensamos que não há Deus ou Deuses, porque parece inconcebível tanta dor, tanta desgraça.

Conforme o meu comentário deixado no seu Blog, penso que apesar de saber que ninguém pode ter ficado insensível ao que se passou, a tragédia é inumana, tudo o que se vê nos meios de comunicação é demasiado doloroso e dantesco, no entanto, eu pessoalmente acho que é a mãe natureza a queixar-se e a dar sinais dos maus tratos que lhes temos infligido...pena é que sejam sempre os que menos merecem que sofrem as terríveis consequências.

Os "Deuses" os pretensos "Donos do Mundo", são os verdadeiros responsáveis e sobre eles cairá a maior das tormentas, pelo menos assim espero.
Em nome destes pobres infelizes, no meio daquela tragédia, é preciso unidade, ajuda.
A AMI está a canalizar ajudas. Eu confio na AMI.
É urgente que cheguem mais médicos, medicamentos, água potável, pão e abrigo para estes desamparados à míngua e salvar quem ainda corre todos os risco de vida.
Pelos mortos, resta-nos chorar e pedir por eles. Acendam velas e chorem...eles merecem.


"Deuses cobardes

Passei já por três guerras. Andei por campos da morte. Vi a tragédia, a dor e o sofrimento a meu lado. Tudo o que de pior o homem é capaz. Por anos e anos assim foi. Julgava estar blindado.
Mas não!
Terramoto no Haiti.
As imagens que a TV me mostrou, e as notícias que as acompanharam são aterradoras.
Centenas de milhar de mortos, três milhões de pessoas afectadas. Sangue e destruição por toda a parte. Sei, sei que a solidariedade internacional está já a movimentar-se (em Portugal a AMI – sempre ela – está de partida para o campo necessitado de ajuda), mas a minha consternação é profunda. Apegou-se uma dor.
Que mão poderosa, grosseira e inumana se mexeu no fundo do mar do Haiti?
É a força da Mãe-Natureza a mostrar-nos o quão pequenos e frágeis somos, dir-me-ão. Sim, mas isso não anula a minha dor e revolta. Que mãe-deus é esta que mata e destrói para que lhe vejamos o poder!? Estou, do mesmo modo, furioso com os deuses que, cobardemente, continuam a abandonar o povo do Haiti. Povo sofredor, onde as crianças comem terra para enganar a fome!"

Quando pedi autorização ao nosso amigo para esta publicação, a sua resposta foi esta "basta-me que amplie o meu grito de dor, que sei ser também o seu.
Abraço do amigo ao dispor.
Bem haja!
Carlos Albuquerque"

Fernanda Ferreira (Ná)

23 comentários:

Ana Martins disse...

Querida Ná,
esta foi uma tragédia que a todos consternou e sensibilizou. Compreendo muito bem a revolta de Carlos Albuquerque, o povo do Haiti tem sido vitima de inúmeras tragédias, todos conhecemos a sua pobreza e o quão será difícil este povo voltar a ter uma vida normal. Toda a ajuda é necessária e bem vinda nesta hora em que dor se torna insuportável.

Beijinhos,
Ana Martins

Luis disse...

Querida NÁ,
Haiti já era um sofrimento antes mesmo deste sismo! Agora é um Inferno!
Concordo consigo quando diz que tudo isto resulta das agressões permanentes que o Homem faz à Natureza mas a verdade é que são os povos mais sacrificados que mais sofrem quando isso acontece! Está lá um primo do meu genro que faz parte de uma Organização de ajuda às populações e que foi apanhado neste desastre. Ainda há pouco tempo estivemos juntos e por ele soubemos as dificuldades que o povo Haitiano sofria. Agora então nem faço ideia!!!
Um beijinho solidário e muito amigo.

direitinho disse...

Gostaria de ter as palavras certas e poder dar conforto ao povo do Haiti, assim como a todos os que acompanham e vivem esta tragédia.
Por mais belas e sábias que elas fossem nunca apagariam tanta dor.
Nunca mais trariam de volta o sorriso de tantas crianças que ficaram sem nada e que agora deambulam num mundo vazio de esperança e amor.
Que a força de todos os homens de boa vontade seja um motor de amor e ajuda

A. João Soares disse...

Querida Amiga Ná,

As suas palavras merecem muita reflexão.

Se o Marquês de Pombal disse que era preciso enterrar os mortos e cuidar dos vivos e, depois iniciou a reconstrução de uma nova cidade de Lisboa - abaixa pombalina - agora eu acrescentaria que deve ser pensada a relação dos homens com o Planeta..

É criminoso que os lacaios políticos que estiveram em Copenhaga a soldo de poderes económicos sem escrúpulos, ávidos de lucros, não tivessem a coragem de enfrentar honestamente o problema do ambiente, da conservação da Natureza, do clima.

Nessa altura, a comunicação social devia dar voz a geógrafos, cientistas, geólogos, meteorologistas, etc, para consciencializar as pessoas sobre as fragilidades do planeta, que não suporta tantos desgastes, desde as grandes urbanizações concentradas, as grandes e pesadas massas de água das barragens a aumentar o peso nas placas, na frágil crosta da Terra que é uma bola de líquido envolvida em fina camada mais dura, como a nata que cobre o leite.

A estupidez dos políticos governamentais e das autarquias que são ignorantes e sem boas intenções leva-os a decidir e autorizar imensos desmandos que, depois de acumulados, ocasionam rupturas que vão prejudicar quem se encontra nas linhas mais vulneráveis da crosta, como aconteceu agora no Haiti, como já aconteceu nas proximidades do Mediterrâneo, no Sul da Ásia e Oceania , ao longo do «cordão de fogo que envolve a Terra.

Culpar os Deuses é ocultar a verdade, isto é a inconsciência do Homem, daqueles que têm poder de regular as actividades das populações e que não têm competência nem vontade de decidir bem.

Beijos
João

Carlos Albuquerque disse...

Amiga Fernanda
Agradeço, sensibilizado, a publicação do meu texto neste espaço sempre jovem. Não eram necessários os créditos, como lhe tinha já dito.
--
Agora, se me permite, gostaria de dar uma palavrinha ao nosso amigo João Soares. Não culpei os deuses, enquanto entidades divinas, não creio, sequer, que tais entes existam. Referia-me, tão só, a quantos dominam os destinos da Humanidade, aos que se arvoram em "Donos do Mundo", como muito bem interpretou a amiga Fernanda. Aos que, sistemática e cobardemente, abandonam os que precisam e os violentam. Desculpe, amigo João, mas não ocultei a verdade, pelo contrário, o sentido do que escrevi vai de encontro ao seu comentário, com o qual estou de acordo.
Quando acontece uma catástrofe como a do Haiti, sinto uma revolta muito grande contra a mãe-deus Natureza. As falhas geológicas e as placas tectónicas estão onde estão desde há muitos milhares de anos, não por vontade do homem...Já reparou que a fúria da Natureza parece virar-se quase sempre para os mais pobres e desprotegidos?
Tendo sido o primeiro povo independente das Américas, depois do dos Estados Unidos, os haitianos nunca conseguiram formar um estado soberano e a caminho da prosperidade, como vizinhos seus das Caraíbas, Jamaica, Martinica e República Dominicana. Escravos eram, escravos continuaram a ser de poderes corruptos e sanguinários que os dominaram, perante o silêncio cúmplice do Mundo. É triste dizê-lo, mas nunca conseguiram ser um país, ou provavelmente os deuses ("Donos do Mundo")nunca quiseram que o fossem. A OEA e os EUA consideraram o Haiti uma ameaça à paz, decretando sanções. Por o entenderem ingovernável, as Nações Unidas lá colocaram, desde 1991, uma Força Internacional de Segurança, estando marcadas eleições presidenciais para 2011. Duvido que tal venha a acontecer. Pilhagens e violência estão a seguir-se ao terramoto. Os americanos vão enviar milhares de soldados para garantirem o "encaminhamento da ajuda internacional". Depois, dou como certo que por lá ficarão, tornando, uma vez mais, o Haiti inviável. Poderei estar a ser pessimista, admito, mas é o que retiro dos ensinamentos da História.
Entretanto, o povo haitiano continua a sofrer, e eu não consigo calar o meu grito de revolta! Vou mitigando a fúria porque sei que a solidariedade internacional, apesar de tudo, existe e a nossa AMI está no terreno.
Um grande abraço, Amigo João.
Outro para si, Fernanda. Desculpe a extensão abusiva do comentário.

Pelos caminhos da vida. disse...

Uma gde tragédia, não deixa de ser revoltante, porque? quem é culpado?
Não devo questionar coisas que vão além da natureza, da vida.

Que Deus tenha piedade dos que sobreviveram e misericórdia dos que se foram.

beijooo.

Fernanda disse...

Amiga querida, Ana!

É muito difícil não pensar em todo aquele sofrimento, aquele terror.

Povo martirizado quer por flagelos constantes quer por interesses económicos de super potências.
Pobres e espezinhados, explorados até à medula, a viver em casas sem condições algumas, obviamente ruiu tudo como um baralho de cartas.

Resta-nos agora a solidariedade.
Beijinhos

Fernanda disse...

Querido amigo Luís,

Não consigo deixar de pensar naquelas imagens terríveis que vi na TV.
Desgraçados os que são assim vítimas de semelhante horror. São nossos irmãos!

Luís, amigo, ainda não percebi se esse seu parente sobreviveu e estou preocupada.

Beijinhos

Fernanda disse...

Amigo Luís Coelho,

Não há mesmo palavras...é um sentimento de impotência quase total e uma dor de aflição que não tem fim.

Agora, apesar da distância, a forma de ajudar é através da Ami e outras organizações que já estão no terreno, tentemos salvar os feridos e os que estão sem alimentos e abrigo.
Tentemos todos ajudar todos estes povos que são tão ignorados e abandonados.

Abraço amigo,

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Sei perfeitamente como pensa, e que tudo o que nos diz aqui é absolutamente verdade.

Ainda bem que o amigo Carlos já clarificou completamente a origem das suas palavras, que afinal são totalmente convergentes.

Obrigada pela sua explicação mais elaborada, teremos todos melhor compreensão do que se terá passado e porquê.
É no PORQUÊ que reside o busílis das grandes catástrofes que se seguem a um ritmo alucinante.

Reflexão é a palavra de ordem.
Não se pode destruir, alterar e agredir a natureza sem pagarmos por isso.

Beijinhos

A. João Soares disse...

Querida Fernanda,

Não é meu feitio alimentar polémicas estéreis e, neste caso, inoportunas.
Do que foi dito em resposta ao meu comentário, acho que há uma mistura de culpas atribuídas à Natureza e aos exploradores do povo local.
Do que foi dito e com referências à história, parece que o Haiti, depois do socorro às vítimas e da reconstrução do País, precisa de uma grande ajuda tutelar, por forma a transformar a população em pessoas instruídas, com formação suficiente para gerir os seus problemas e não se deixar lesar pela alegada exploração. Será uma oportunidade para a ONU mostrar o que vale. Pergunto qual será a razão para o Haiti ser o país mais pobre da América Central? Curiosamente, nem a geografia serve para explicar, porque do outro lado da ilha tudo é diferente.

Beijos
João

Carlos Albuquerque disse...

Retiro-me, humildemente.
Longe de mim mastigar polémicas estéreis e inoportunas! Muito menos dar resposta ao óbvio.
Abraço fraterno

Fernanda disse...

Meu querido amigo Carlos,

Infelizmente tive que parar antes de lhe dar uma resposta, a vida assim o exige.

Quero que saiba que sempre o compreendi desde o primeiro momento, por isso lhe pedi autorização para publicar o seu texto aqui. Foi de todos os que li sobre o tema o que mais me disse, tanto em termos de emoção e dor como o de ser humano que já conheço bem.

Talvez porque já conheça bem a forma linda como escreve, o tenha entendido tão bem.

Aqui não há polémicas estéreis, há opiniões, que como disse ao amigo João, no fundo são convergentes.

Acredite, a honra foi completamente minha ao permitir-me a publicação do seu grito de raiva e dor aqui, nesta Casa de Sempre Jovens, que será sempre sua.

Abraço forte,

Fernanda disse...

Amiga Ana,

Não nos resta outra alternativa agora.
É só mesmo isso, tentar ajudar os sobreviventes e esperar que os que morreram estejam todos em paz.

Beijinho

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Na minha opinião essa mistura de que fala é a base de toda a questão.

Naturalmente que a natureza reagiu por causas que se prendem com as placas tectónicas, porquê???
Quanto a mim pelas razões que aponta.
Lembro-me do livro que li há pouco mais de um ano, "Stolen beach" de Joanne Harris, onde numa mesma ilha, de um lado havia prosperidade e turismo porque havia areal, praia, e no outro reinava a mais profunda pobreza e as águas do mar galgavam a terra todos os anos, até levavam lápides do cemitério.Um lado próspero e rico, o outro inóspito e paupérrimo.
Até ao dia em que um estrangeiro e uma filha da terra que se fora formar fora voltarem. Ao aperceberem-se do problema começaram a estudá-lo.
Chegaram ambos à conclusão que bastaria construírem uma barreira, um pontão, o que fizeram...com o tempo o areal começou a formar-se no seu lado da ilha e a desaparecer do outro, de tal forma que sem praia a parte rica ficou pobre, sem turismo e a parte pobre prosperou.

Esta é uma história que elucida como não se deve mexer com a natureza sem que ela reaja.

Quanto à política que tem feito do Haiti um país escravizado, com parquíssimos recursos, tem feito o resto. Um país que vive em barracas, com estruturas tão débeis só pode ser destruído como foi. Veja-se que só as boas casas do governo local ficaram de pé.

Enfim, não vale a pena estarmos a falar do óbvio, do que toda a gente sabe já.

Neste momento resta-nos a dor. Não há nada que façamos que traga de volta as vidas que se perderam.

Como disse, choremos os mortos e ajudemos os vivos.
Tenhamos contudo a certeza que mais cataclismos aí virão e que a responsabilidade maior advém da intervenção humana.

Beijinhos

Agulheta disse...

Querida Ná.Depois da tragédia que se abateu sobre o Haiti! Devem sepultar os mortos e olhar pelos vivos que tem necessidade de tanta coisa,saúde educação,e ter políticos competentespara gerir seus destinos.
Beijinho de amizade bfs Lisa

Esta foi uma opinião!

Luis disse...

Meus Amigos,
Neste momento, infelizmente, já estão contabilizados 50.000 mortos, 250.000 feridos e cerca de 1.000.000 desalojados!
Dos edificios só restam os de boa construção e esses a maioria são do Governo ou ligados ao turismo.
Está a ser uma grande miséria para um povo que já era muito desgraçado!
Deus os ajude neste momento dramático!
Um beijinho solidário

Fernanda disse...

Querida Lisa,

As tuas opiniões, bem como as de toda a gente que por aqui passa, são sempre bem vindas.
Que ninguém se sinta constrangido em fazê-lo, muito menos tu!
Qualquer Blogue vive e só está realmente VIVO, se tiver quem comente, mesmo que as opiniões sejam divergentes...da discussão sai a luz!

Amiga, o essencial que focaste já começou a ser feito, mas a ajuda internacional tarda em chegar ao seu destino.
Oxalá se consiga ainda salvar muita gente de entre os sobreviventes.
Beijinhos

Fernanda disse...

Querido amigo Luís,

Esses números são já assustadores, mas tenhamos consciência que não são definitivos.
A verdade é terrífica e doí muito, demais.
Só peço que a ajude chegue efectivamente aos que precisam dela, a cada minuto que passa mais gente morre à míngua de cuidados, elementares.

Beijinhos

Pedro Ferreira disse...

Olá Mãe!

Acabei de comentar que sabia que terias que estar envolvida nesta tragédia.

Já vi o que tens no facebook.
Aqui o principal mérito não é teu, é do autor do texto que está de parabéns.

No entanto tu foste buscar este texto porque o sentes como teu, a mesma dor, o mesmo horror a mesma raiva e desolação.

Eu nem sei dizer-te o que sinto.
Quando sabíamos de tragédias mas não tínhamos imagens em loco, parecia menos dramático. Agora é impossível não nos sentirmos na pele daqueles desgraçados. Doí muito mais.
Uma verdadeira calamidade.
Tens razão, choremos os mortos, acendamos uma vela e esperemos que se salvem os sobreviventes e que sejam ajudados.

Beijos e um abração ao pai.
Pedro Ferreira

Irene Moreira disse...



Essa tragédia está sendo comentada em cada cantinho desse mundo. Por quantos blogs já passei e li e vi tantas tristezas que não saberia como externar o que sinto...

Ainda encontramos aqueles que se aproveitam da tragédia para fazer notícia, dar Ibope... Como li uma vez um artigo no blog Bitola Humana que se intitulava o "Marketing da Morte" e foi feito em virtude do acidente com o avião da Air France.
Imaginas agora o que já não li.

Paz e taqnuilidade a todos.

Beijos

Fernanda disse...

Olá Pedro,

Tinha-me esquecido de ti aqui, desculpa!

Sabes querido, eu nem discuto méritos de textos, este do amigo Carlos tocou-me, foi mesmo o que mais me tocou pela raiva que transpirava... como eu o entendo.
É exactamente como dizes...se por um lado temos notícias e imagens na hora, o que é bom, por outro sofremos muito mais ao ver a dor dos nossos irmãos e não poder fazer nada para ajudar.

Temos agora que ser solidários e ajudar como pudermos para tentar salvar os sobreviventes.

Beijinhos mil.
Boa semana.

Fernanda disse...

Querida Irene,

Minha boa amiga, vim agora da tua Casa, sempre linda.
Adorei o teu post. É louvável o teu esforço e eu dou-te todo o meu apoio.
Vais conseguir!
Pregaste-me uma partida inesperada, que me deixou com a lágrima no canto do olho.
Imerecidamente na parte que me toca, mencionaste o nosso Blogue como sendo um dos que mais visitas, porque aqui se aprende.

"Neste comentário ressalto o blog SEMPRE JOVENS onde minha amiga Fernanda Ferreira participa ......... e vale a pena vocês conhecerem pois é um mundo de informações , de campanhas, de apoio , de doação, de vida."

A parte que retirei ao teu texto, tem a ver com o facto de não ser realmente verdade. O que eu faço para e pelo o Sempre Jovens, faço-o por dedicação e com muito amor.
Muito obrigada amiga, do coração.

Quanto ao teu comentário, amiga Irene, ninguém sabe como exteriorizar o que sente, não há palavras. Só uma dor imensa.

Beijinhos