30/06/2010

EUROPA, ao que chegámos…


Jovem perde direito ao Subsídio de Desemprego por recusar ser prostituta

Na Alemanha, onde a prostituição foi legalizada em 2002, Clare Chapman, de 25 anos, formada em tecnologias de Informação, pode ficar sem subsídio de desemprego depois de ter recusado um emprego que requeria prestação de “serviços sexuais” num bordel de Berlim.
O caso tornou-se publico através da edição online do Jornal Daily Telegraph, que explicou que com a legalização da prostituição, os donos dos bordéis - que são obrigados a pagar descontos e o seguro de saúde dos seus empregados - têm acesso às bases de dados oficiais das pessoas que andam à procura de trabalho.
Segundo a publicação britânica, Clare Chapman recebeu uma carta do Centro de Emprego a informar que havia um empregador com interesse no seu currículo, onde referenciava que já tinha trabalhado num Café e disponibilidade para trabalhar à noite.
A jovem alemã veio a descobrir que era para trabalhar num bordel. E como “não há nada, agora, na lei que evite que as mulheres sejam enviadas para a "indústria do sexo”, afirmação de Merchthild Garweg, um advogado de Hamburgo, este explicou ao Daily Telegraph que os “novos regulamentos” afirmam que trabalhar na “indústria do sexo” já não é imoral, e, portanto esses empregos não podem ser recusados sem que se perca o direito ao subsídio de desemprego.


Nota:
Era bem feito que tal tivesse acontecido com a filha ou com a mulher do legislador de tal enormidade!!!

8 comentários:

Fernanda disse...

Querido amigo Luís,

Inacreditável! Inconcebível! Custa a acreditar que possa ser verdade!!!
Desculpe, mas para que se possa debater claramente esta repugnante "lei", e apesar de ter citado o Daily Telegraph, eu fui procurar.
Encontrei a mesma notícia em várioss Blogs, um deles - http://fbm-clan.warsforum.com/sociedade-f35/jovem-perde-subsidio-por-recusar-ser-prostituta-t523.htm, tem um recorte da notícia de um jornal mas não se vê o nome do mesmo.
Diz apenas, in Destak - Edição de Lisboa.

A ser verdade, como tudo indica, estamos(e são sempre as mulheres as principais vítimas) a regredir, de forma escabrosa, nos mais elementares direitos como seres humanos com direitos e deveres iguais.
Este tipo de notícias deixa-me completamente fora de mim.

Beijinhos

Celle disse...

Luis,
Infelizmente cresce a legalização da industria do sexo, ouve-se muito de como manter as mulheres na prostituição, mas pouco sobre como tirá-las de lá.
Lamentável e vergonhoso!
bjus Celle

António Gallobar disse...

Olá

Ao que o mundo chegou, é preciso estar sempre alerta e denunciar estas autenticas vergonhas, verdadeiras atrocidades pouco dignificantes da condiçao Humana.

è uma tristeza...

Parabens amigo Luis vou voltar...

Ana Martins disse...

Boa tarde Luís,
acredite que nem sei o que dizer, o mundo chegou ao desencantamento total, parece que a dignidade já não tem valor e que o homem se despiu da sua maior riqueza, o respeito pelo seu semelhante!

Estou estupefacta, nem em sonhos seria possível assistir a tal.

Beijinhos,
Ana Martins
Ave Sem Asas

Luis disse...

Minhas Amigas e meu Amigo,
Quando tive conhecimento desta noticia fiquei perplexo e horrorizado. Sabemos que os principos e valores que nos regeram estão-se perdendo só que nunca pensei quee se chegasse a este extremo!!! Mas, não nos podemos eximir pois somos corresponsáveis nesta miserável sociedade em que vivemos, pelo menos por omissão!!!
Um abraço amigo.

A. João Soares disse...

Caro Luís,
Tenho evitado comentar este post, porque trata de um assunto muito sensível e que normalmente é abordado parcialmente sem se procurar enquadrá-lo na sua real dimensão. O facto referido tem lógica e é legal. Uma Instituição de Emprego que defende os interesses do Estado, cumpre a lei e, portanto retira o subsídio de desemprego a um beneficiário que recusa uma oportunidade que lhe é dada para iniciar novo trabalho e para a qual tem capacidade. E a prostituição tendo sido legalizada passou a ser uma actividade como qualquer outra das normais ou tradicionais.
Mas ninguém é obrigado a aceitar um emprego de que não gosta e esse é daqueles de que nem todas as senhoras gostam ou poucas gostarão ou outras aceitarão como último recurso.
Mas a lei desconhece a moralidade e a ética e não é flexível para atender a casos que exigem mais sensibilidade. Quanto á frieza da lei, há agora uma situação em Portugal em que homens e senhoras casados(as) estão decididos a, quando tiverem de declarar o seu estado civil, escreverem ou dizerem com uma mulher (eles) ou com um homem (elas), para não haver confusões.
Com isto nada oponho ao que os anteriores comentadores escreveram, mas coloco o assunto numa visão mais completa, da frieza e dureza da lei que, para pior, nem sempre é interpretada com flexibilidade pelos funcionários. Este é mais um sinal da degradação da sociedade em que vivemos. O ser humano tem-se degradado no seu relacionamento social.
Um abraço
João

Luis disse...

Caro João,
O que eu discuto é a lei! Lei que nunca deveria ter existido! A prostituição não é uma profissão!
Um abraço amigo.

Susana disse...

Olá Luís!

Vim cá dar uma espreitadela e não podia deixar de comentar o seu post. A que ponto chega uma lei, que coloca em causa a própria dignidade humana... Espero que tal coisa não chegue cá a Portugal...senão que que seja quando já não andar por cá...

Aproveito para fazer um convite
a si e a todos os amigos do Sempre Jovens:

No próximo dia 19 de Julho vou estar em Lisboa, mais precisamente na Fnac do Colombo a apresentar o Livro "Aldeias Históricas de Portugal-Guia Turístico". O evento terá início a partir das 21.30H. Será uma boa oportunidade para nos conhecermos pessolamente.

Conto com a vossa presença!

Abraço,

Susana