02/06/2010

Instrumentos de Poder

O jornalista Luís Portela, na sua crónica do Jornal de Notícias, Força Universal, apresenta um tema que merece atenta reflexão e ao qual vou dedicar umas linhas para chamar a tenção dos leitores para o artigo completo (basta fazer clique sobre o seu título) e para lembrar aos meus visitantes assíduos deste que o tema foi aqui focado em vários posts linkados no fim deste texto.

Luís Portela começa por referir que «parece que os homens primitivos procuravam impor as suas ideias e dominar os outros pela força física. Algumas pessoas ainda hoje utilizam esses métodos.» Depois a casta dava poder aos privilegiados. Veio também a valorização de factores como «a linhagem, a raça, a classe social, o nível de acumulação de bens materiais, …

Depois o valor pessoal passou a assentar nas capacidades demonstradas «na ciência, nas artes, na economia, no desporto… Não precisavam de impor, antes iam conquistando.» Foram percebendo que «a sua capacidade de realização, crescendo com a sua vontade, a sua paciência, a sua persistência, a sua coragem, a sua determinação, seria tanto maior quanto maior fosse o seu respeito pelas leis universais.»

«A actuação de seres como Einstein, Gandhi, Teresa de Calcutá ou Nelson Mandela faz-nos ponderar que a verdadeira força não é a física ou das armas, não é a da classe social ou política, não é a económica ou do conhecimento meramente científico. Leva-nos a pensar que a verdadeira força pode abarcar tudo isso, mas está para além de tudo isso.»

«Faz-nos ponderar que a verdadeira força vibra em cada um de nós, como partículas da Força Universal. Faz-nos sentir como parte integrante dessa Força Universal, embora por vezes, ou muitas vezes, esquecidos dessa realidade. Faz-nos sentir que essa Força Universal está espelhada em cada um de nós, ou seja, que cada um tem em si todo o seu potencial. A explorar de si para consigo, de si para com o Todo. Sem necessidade de impor seja o que for, seja a quem for. Em harmonia, serenamente, com Amor.»

Esta explicação vem reforçar, por palavras diferentes os temas abordados nos posts seguintes:

6 comentários:

Luis disse...

Caro João,
Mais um tema para muita reflexão. O post está muito bem concebido e indica-nos que "QUERER É PODER" haja Vontade, Conhecimentos e Valores pois a Força de Mudança está em nós próprios.
Um abraço amigo.

direitinho disse...

Hoje a força está na persistência nos ideais propostos e na razão que os assiste.

«...a razão mesmo vencida não deixa de ser razão...»

A. João Soares disse...

Caros Luís e Direitinho,

«A Força de mudança está realmente em nós próprios», em cada um de nós, e nenhum tem o direito de cruzar os braços e ficar à espera que os outros resolvam o nosso problema e nos tragam, numa bandeja, tudo resolvido.
O futuro é o resultado das pequenas acções diárias de cada um de nós.

Abraços
João
Do Miradouro

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Parabéns por mais este maravilhoso texto.

Efectivamente todos nós temos o nosso potencial e não precisamos de provar quem somos a ninguém a não ser a nós próprios.
Quando o conseguimos, tudo corre bem, de forma harmoniosa e sem esforço algum.

Lembro-me de estar completamente apaixonada pelo que fazia durante os anos a fio que trabalhei como guia. Basta que saibamos o nosso real valor, que amemos o que fazemos e tudo se faz...e sem esforço.

No meu dia a dia, tudo, mas tudo mesmo o que faço, tem paixão... o saber é a consequência e nunca a razão para se iniciar seja o que for.

Beijinhos

A. João Soares disse...

Querida Ná,

Com as suas palavras confirma aquilo que já sabemos, uma pessoa que procura a excelência em tudo o que faz. Mas este post tem a intenção de apelar à participação de cada um na melhoria daquilo que é comum, tal como a Ná fez com o seu entusiasmo na campanha «LIMPAR PORTUGAL». Com tal atitude granjeou direito a criticar os actos lesivos ao ambiente. Mas infelizmente há muita gente a criticar, a dizer mal, sem fazer a mínima coisas para que a situação melhore.

Sugiro a leitura deste artigo que quis referir no post mas não o encontrei a tempo Generosidade e cidadania

Beijos
João
Do Miradouro

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Ainda não li, mas lerei.
Estive ocupada como pode reparar.

Entendo claramente o que me diz, mas voltarei a este assunto amanhã.
Beijinhos