26/06/2010

O QUE EU SEI...

Imagem da net


O que eu sei,
É da tez descuidada
Que esconde a maciez do sonho,
Do olhar fecundo
Que não entende e é surdo,
Da esperança calcorreada
Que segundo a segundo
Se dilui entre o nada
Perante o olhar do mundo.

O que eu sei,
É da vida e sobre a vida
Que no limiar da pobreza
Adormece cativa
Da dignidade que alberga.
E da parte da história
Que vejo não consigo
Alterar-lhe a trajectória...
Desenhar-lhe o sentido!



24/06/2010

11 comentários:

Celle disse...

Querida Ana, seu dom embeleza até nossas impotências e incompetencias!
Celle

Rogério Pereira disse...

Ana,

Também eu não consigo
Alterar-lhe a trajectória...
Desenhar-lhe o sentido!
Transformar a derrota em vitória

Então, troquemos de estojo
Mudemos o esquadro,
o compasso e a régua,
e lutemos!
Lutemos sem qualquer trégua!

Hoje assino-me:
"Um mensageiro da esperança"

Luis disse...

Querida Ana,
Felizmente voltou com lindos poemas!
São poemas de luta que muito aprecio!
Para quando fazemos um livro?
Um beijinho amigo.

Milai disse...

Olá Ana!
Quanto mais leio, mais gosto da sua poesia. Continue sempre assim pois vai chegar onde quer!
Beijinhos

A. João Soares disse...

Querida Ana,

Admiro a sua capacidade de traduzir em lindas palavras, belamente ordenadas, ideias de coisas simples que normalmente nos passam despercebidas.
Este ver ... nada, faz recordar a frase de um sábio: «só sei que nada sei».
Hoje, efectivamente, por mais que queiramos ver e perceber ficamos cada vez mais obscurecidos pela fumaça que tudo envolve com as manhas da propaganda e os desvios das atenções para o futebol, os «casos» e as novelas.

Parabéns pelo poema e a mensagem que incentiva a reflexão.

Beijos
João

victor simoes disse...

Lindo poema Ana, consegues em palavras bonitas e bem colocadas transmitir em pleno uma mensagem de alerta e lembrança. O mundo nem sempre é visto a cores, e este é um tema recorrente, discutido falado, mas que continua sem solução. A impotência que sentimos perante o flagelo da pobreza, que teima em não ser erradicada por inoperacionalidade política e por egoísmo de quem pode.
Os actuais números sobre a pobreza em Portugal colocam o país entre os países da União Europeia onde existe um maior fosso entre pobres e ricos. Em 2005, um terço da população activa portuguesa (entre os 16 e os 64 anos) vivia com um rendimento de cerca de 360 euros por mês, ou seja, no limiar da pobreza.

Mana tem um bom fim de semana, beijos para todos, um abraço ao Mário.

Kyria disse...

Ana.
mais uma vez me curvo diante das suas palavras que são de rara lucidez e verdade.
Tão belo poema retratando tão dura realidade. Pobrezas da vida, pobreza material e/ou espiritual!
Beijos meus

Luís Coelho disse...

Estes últimos poemas são lindíssimos e enchem-nos de magia pura.
Parabéns por estas obras que aqui partilhou.

Saozita disse...

Querida cunhada, já não sei qual o meu preferido dos seus poemas. Parece que cada novo poema, é meu preferido, rsrsssss.
Gostei imenso deste, sobretudo pelo conteúdo da mensagem. A riqueza está mal distribuida, uns com tudo outros sem nada. O fechar os olhos à pobreza, é contribuir para o aumento da exlusão e perpectuar a pobreza nas gerações vindouras.

Tenha um bom fim de semana.
Beijinho

Fernanda disse...

Querida Ana,

A opinião é unânime. Estás a crescer muito como poetisa e a tornares-te num caso sério.
Cada vez mais merecedor de um editor atento que abrace a ideia de publicar os teus livros.

Beijinhos

Ana Martins disse...

Caros amigos e comentadores,
muito obrigada pelas palavras sempre tão calorosas.

Beijinhos,
Ana Martins
Ave Sem Asas