26/02/2010

Respeitar a Natureza é preciso


Infelizmente, há muitos casos como estes. Será necessário aprender a lição da Madeira e rever todo o urbanismo passando a respeitar as linhas de água e os seus leitos de cheia, além de outras normas de segurança e prevenção.
Sugiro a leitura do post Tragédia que faz pensar que alerta para perigos semelhantes noutros locais do País, em que a cupidez dos construtores e a incompetência dos autarcas colocam em perigo a vida dos cidadãos.

4 comentários:

direitinho disse...

Bom dia
Quem será superior às forças da natureza....?
Claro que deveremos todos respeitar os cursos de água e mantê-los limpos.
As Câmaras são as primeiras responsáveis por cumprir e fazer cumprir as leis, mas infelizmente esquecem as suas obrigações primeiras e ficam-se nas outras....
Quando a chuva é muita maior ainda será o perigo e quando a água arrasta as pedras e as árvores então ninguém conseguirá resistir à força da natureza.
Parece-me que esta última situação terá sido a causa e a consequência das fortes chuvadas na Madeira. Por maiores que fossem os ribeiros as pedras conseguiriam sempre entupir tudo e fazê-los transbordar.

A. João Soares disse...

Caro Direitinho,

Manda a prudência que os cuidados de prevenção não se limitem ao leito normal da ribeiras, mas abranja o denominado «leito de cheia» que é constituído pelas áreas marginais até onde as águas das cheias poderão alastrar. Ora o que se vê nas imagens é que na Madeira não foi respeitado o leito de cheia, havendo incapacidade de previsão das pessoas para cheias um pouco mais volumosas. As recentes foram de uma intensidade rara e nem tudo podia ter sido evitado. A referência que fiz ao caso de Cascais, faz prever que uma cheia como a de 1968 causará efeitos nada inferiores aos dessa altura, com a agravante de a Câmara ter montado uma biblioteca em pleno leito de cheia.
Ou estamos num País de loucos ou de fanáticos que delegam tudo na Nª Senhora de Fátima!

Um abraço
João

Fê-blue bird disse...

Acho que se aproveitam de tudo, da natureza e da desgraça.
Ontem a entrevista do Alberto João mostrou-nos isso tudo.
Lamentável!
Abraços

A. João Soares disse...

Querida Amiga Fê,

Não é fácil aproveitarem-se da Natureza, contrariando-a. Ela é poderosa e vence sempre.
Dizia há poucos anos o padre Feytor Pinto que: «Deus perdoa sempre, o homem perdoa às vezes mas a Natureza nunca perdoa.»

Esta catástrofe da Madeira foi em grande parte uma reacção da toda poderosa Natureza. Quando a ilha foi descoberta estava toda ornada de densa floresta que ao ser desbastada foi tornando o solo árido, com pouco poder de absorção das chuvas e as encostas mais propensas à erosão. As construções não respeitaram o solo nem as linhas de água, e muito menos o denominado «leito de cheia».
É certo que esta chuva foi mais intensa do que aquilo que era habitual. Mas os estragos teriam sido menores se tivesse havido respeito pelas exigências lógicas.
Portanto, os políticos podem abusar de nós, mas não o podem fazer impunemente da Natureza.

Há por á muitos casos gritantes que precisam ser revistos e remediados enquanto é tempo.

Beijos
João