21/02/2010

MANIFESTAÇÃO



20 de Fevereiro - DIA DE MANIFESTAÇÕES!
Uma manifestação pela liberdade de opção

Ontem tive oportunidade de estar presente na Manifestação pró FAMILIA e contra o “casamento de gays”, na Avenida da Liberdade, onde mais de 5.000 pessoas, de todos os cantos de Portugal, estiveram presentes. Enquanto a marcha descia a Avenida, ouviam-se os mais variados sotaques. De norte a sul, muitos quiseram participar.
Foi uma Manifestação ordeira e muito concorrida pois a multidão que apareceu ocupou, muito compacta, toda a Avenida e depois quando terminou nos Restauradores, ficou ainda muita gente na Avenida por não haver mais espaço na Praça.
“Bandeiras, cartazes e balões deram cor, este sábado, a uma das praças mais conhecidas de Lisboa. O Marquês de Pombal encheu-se de gente para celebrar a festa da família, uma iniciativa da plataforma cidadania e casamento, a favor do referendo ao casamento gay, que juntou na capital cerca de cinco mil pessoas, vindas de norte a sul do país.”
Era uma mole de gente de todas as idades, sexos, e áreas políticas predominando, no entanto, a Juventude! É nela, aliás, em que acredito que está o futuro do nosso País!
A alegria desta gente contrastou com um pequeno grupo de gays, não mais de uns 35/40 elementos, que a meio da Avenida pretenderam fazer ma contra-manifestação. Rapidamente a contra-manifestação desmobilizou-se e a marcha prosseguiu rumo aos Restauradores
A bem da verdade ninguém os discriminou nem aí, nem durante as palavras de ordem durante o desfile, nem tão pouco durante os discursos feitos pelos diversos oradores que se fizeram ouvir.
Fez-se a apologia da FAMILIA e mostrou-se que se era contra o “casamento dos gays” mas respeitando-se a sua escolha e vocação sexual.
Uma coisa que se fez sentir por todos os oradores e presentes foi a solidariedade demonstrada pelas famílias enlutadas e pela situação de catástrofe que se estava a viver na Madeira!
Foi realmente uma jornada de luta a mostrar ao País a não razão de se não ter feito o referendo solicitado pela Petição apresentada na AR assinada por mais de 92.000 pessoas!
As pessoas presentes nesta jornada estão com os olhos postos em quem tem que decidir sobre tal lei, esperando que o bom senso prevaleça sobre esta teimosia bacoca de se não ouvir o Povo deste País! Nem o frio, nem os ares de chuva, fizeram desmobilizar os cinco mil portugueses, que vieram até à capital celebrar a família e o casamento, instituições milenares, que os tempos querem mudar.

Manifestação de apoio a Sócrates na fonte Luminosa

A outra manifestação convocada por sms para a Fonte Luminosa em apoio a Sócrates redundou num fracasso total pois não apareceu aí ninguém e as imagens apresentadas nas televisões mostraram exactamente isso mesmo: nem uma pessoa lá estava!
Como previ isso aconteceu porque a maioria do Povo não está com ele nem votou nele, pois se tivermos em atenção a percentagem de abstenção e as percentagens de quem votou noutros partidos chega-se à conclusão que foi uma escassa minoria do Povo Português que o elegeu e muitos desses já estão desconsolados com as atitudes por ele tomadas entretanto.
Era bom que com humildade ele arrepiasse caminho e promovesse melhores condições para Portugal e para os Portugueses! Saiba ouvir o Povo e que se deixe de arrogâncias e de tiques ditatoriais que a nada levam de bom para uma governação sadia necessária para melhorar as condições de todos nós e de Portugal!

9 comentários:

direitinho disse...

Do meu canto envio um abraço a todos os participantes.
Respeito a diferença e a todos os que pretendem seguir rumos diferentes.
Chamem-lhe tudo menos casamento.
Não nos penalizem ainda mais e queiram ser iguais sendo tão diferentes.
Sócrates e as suas ideias absurdas é tudo o que vemos e como sabia que ia perder não fez o referendo impôs mais uma vez as sua aberrações.
O homem que rouba é ladrão....
Não inventem nomes......

Ana Martins disse...

Caro Luís,
estou tal e qual como o Direitinho. Chamem-lhe tudo menos casamento. Ainda há uns dias num outro blogue comentei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é lógico que houveram logo respostas ao meu comentário, mas tal como disse, continuo a afirmar, nunca serão um casal, casal é sempre entre dois seres de sexo oposto, quando muito serão um par.
Respeito toda a gente, respeito as diferenças, seria incapaz de os marginalizar ou maltratar, mas casamento isso não.

Como sabem sou casada e tenho dois filhos, aceita-los-ei mesmo que a sua orientação sexual não seja a minha, mas não será por isso que vou mudar a minha opinião.

Beijinhos,
Ana Martins

Beta disse...

Independente do tipo de manifestação, com ordem tudo é válido né??

bj

Luis disse...

Meus Queridos Amigos,
Penso de igual modo PAR sim CASAL não!!!! Mas aceito que cada um tenha a sua orientação sexual e que por isso não sejam discriminados. A verdade é que há muitos homosexuais que não aderiram ao "casamento" e estão contra tal ideia.
A manifestão foi linda e muito ordeira representando bem o nosso Povo de Norte a Sul e de Leste a Oeste: Gostei de lá ter estado.
Um beijinho amigo

A. João Soares disse...

Caro Luís,

Fazes bem em expressares as tuas convicções, usando os direito, liberdades e garantias da democracia. Estou com comentadores anteriores que são contra a palavra casamento. A relação pode ter um outro nome e a lei pode dar, no caso de falecimento, direitos especiais ao sobrevivente, para não ficar um «bicha solitária» desprovido de meios de vida.

Um abraço
João

Fernanda disse...

Querido amigo Luís,

Estou como o outro "Para esse peditório já dei" ahahahahah!

Casamento já há! Ponto final!o que é que eles querem mais???
Cada qual é como cada um...dito assim, mas se querem filhos e se acham que são capazes de os criar numa sociedade que não está preparada para tal, que vai discriminar as crianças, que as vai magoar... então são totalmente inconscientes.

Beijinhos

A. João Soares disse...

Caro Amigo Luís,

Esta manhã enquanto esperava num consultório a minha vez de ser atendido, dei comigo a delirar o seguinte que deixo aqui em primeira mão:

Líder confia muito em si próprio!!!

Uma pessoa que se considera líder, que afirma sê-lo, não exprme uma mensagem credível ao dizer com ar convicto e solene que «confia muito em si próprio». Isso pode ser interpretado como tratando-se de um vaidoso, deslumbrado, autoritário, ditador, etc.

O verdadeiro líder deve ser sentir que os seus liderados confiem nele, que estão dispostos a todos os sacrifícios por ele. Mas não deve ser ele a dizê-lo, não deve gabar-se disso.

Isto recorda palavras do nosso PM, mas ele não pode sentir nem afirmar com verdade que os portugueses confiam nele, nas suas ideias, nas suas palavras, nas suas qualidades. Não o consideram líder.

Basta ver a mensagem transmitida pelos resultados das últimas legislativas, em que obteve apenas os votos de cerca de 20% dos cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais. Para quem está menos familiarizado com números, isso representa que em 100 eleitores, apenas 20 lhe demonstraram confiança, isto é apenas UM QUINTO deles o escolheu. Isto é, de CINCO eleitores houve QUATRO que o recusaram, numa família de 5 eleitores apenas um lhe deu o voto.

Mas, legalmente, juridicamente, como agora usa argumentar-se,ele é o líder, foi o escolhido, mas moralmente, na realidade, não se pode intitular líder dos portugueses. E o mais greave é que dos tais 20% nem todos ainsda o consideram como tal, pois já há declarações públicas de figuras notáveis do seu partido que não o seguiriam «até à morte». E quantos aos que não são notáveis, o panorama é capaz de ser de menos optimismo.

Mas isto é um aspecto do regime, das disposições constitucionais, legislativas, jurídicas!!!

O que interessa sublinhar e reter é que qualquer pessoa, antes de falar, deve avaliar se a mensagem que pensa transmitir terá mais valor do que o silêncio, se vale mais falar do que ficar calado. E uma entidade com elevadas responsabilidades deve estar consciente de que qualquer coisa que diga, tem o peso de um recado, uma directiva, uma instrução e nunca será esquecida ou menos prezada, pelos que nela estão interessados. Convém por isso alinhar bem as ideias, medir as palavras com que as expressa, seja qual for o local e a qualidade da audiência. Uma pessoa inteligente deve demonstrar a todo o momento que o é.

Caro Luís, espero que desculpes a extensão destas cogitações, mas a profundidade do teu post merece este aparte sério!!!

Abraço
João

Luis disse...

Caríssimo João,
São os comentários que dão vida aos post's e aos blogues , por isso não te "acanhes"! Ainda por cima coment+arios como este são necessários para acordar a "malta".
Obrigado pelas tuas sábias palavras e recebe um forte e amigo abraço.

Anónimo disse...

As palavras de um orador:
"Estou aqui por uma questão de consciência, representando a CNAF e também como Militar de Abril e de Novembro.
No primeiro caso, porque a CNAF, como Parceiro Social, nunca foi ouvida na preparação desta Lei; no segundo, por que muitos civis nos foram perguntando se não havia uma tomada de posição daqueles que em momentos cruciais de nossa História recente sempre estiveram ao lado da Liberdades e da Sociedade. Aqueles militares que vieram a apoiar a carta divulgada fizeram-no a título pessoal pelas mesmas razões a que eu me senti vinculado.
Nada existe da nossa parte contra a União Civil de Pessoas do Mesmo Sexo, devem ter os seus direitos individuais e sociais devidamente salvaguardados e protegidos, como qualquer outra minoria; mas são uma minoria.
O Referendo seria clarificador da posição da população portuguesa; mas se não o quiserem fazer não podem chamar “Casamento” a algo que é diferente.
Casamento tem histórica, cultural, social e familiarmente um significado próprio que está relacionado com a vida em comum de casais heterossexuais; isto não pode ser abalado por uma decisão politico-partidária de esquerda versus direita. Não se trata de um problema político e partidário, mas social que atravessa transversalmente toda a sociedade; socialistas e comunistas conheço que não se revêm nesta Lei.
Ao igualizar, nesta Lei, a união Heterossexual e a Homossexual com o nome da Casamento, o Parlamento está a dar a mesma designação a situações diferentes e a retirar direitos individuais e sociais à maioria da população, o que é um atentado à Liberdade; se lhe tivessem dado outra designação nada haveria a opor e eu não estaria aqui. Estão também os responsáveis pela Lei a promover uma cultura homossexual.
Acresce que a questão não foi completamente estudada nas suas implicações educativas; passaremos a dizer aos nossos jovens que a União Homossexual é igual à Heterossexual? Obviamente que isto não pode ter o acordo da maioria da nossa sociedade e do Parlamento.
Embora o Casamento Heterossexual não se destine só à procriação, é de qualquer União entre pessoas aquele que a permite, e isto faz toda a diferença.
Socialmente, trata-se de questão tão grave que merecia maior reflexão.
Outros Países Europeus têm caminhado no sentido que tenho vindo a defender; também nos EUA as soluções variam de Estado para Estado."
General Garcia Leandro