13/05/2010

PERGUNTEI AO VENTO!...

Imagem da net


Perguntei ao vento
Porquê tanta pressa, q
ual o destino,
Porque sua força atravessa
E rasga caminhos.
Respondeu-me na sua mudez
E sem lamento,
Que a natureza precisa
De si como vento!

Perguntei ao vento
A que horas chegas...
Um silencio rasgado
Foi a resposta.
Observo inquieta a calma alameda,
Que em tempos de outrora
Já foi encosta!

Perguntei ao vento
Porque destroí tudo à sua volta,
Se o verde esperança já foi
O cinza que carrega agora...
Respondeu-me já com ar zangado,
Que o Planeta se sente
Pelo Homem violado...

Perguntei ao vento
Que tipo de alento no ultraje à vida
Se liberta no tempo...
Respondeu-me que inocentes são
Os que não viveram
Até então!


Ana Martins
Escrito a 10 de Maio de 2010

6 comentários:

ONG ALERTA disse...

O vento sopra e nos leva para frente...paz.

direitinho disse...

Rica menina que belas perguntas ao vento que passa.
Todas as manhãs lhe pergunto porquê tanta pressa se na força com que se mostra não arrasta a miséria que continuamos a ver nas ruas da nossas cidades.
Porque tanta pressa se as coisas diariamente se transformam para pior,
e os homens abandonam o casamento para se conjugarem em uniões de prazer e de pronografia.
Porquê tanta pressa se as crianças no mundo continuam a morrer de abandono e fome.
Porquê tanta pressa se não segura a paz no meio das famílias o respeito pelos mais velhos.
Porquê tanta pressa se as nações continuam a fazer as guerras e a destruir, os políticos são egoístas e não querem promover o bem estar social nem a justiça e a paz....
Tantos porquês .....

A. João Soares disse...

Querida Ana,

Parabéns por este diálogo muito interessante, que aproveita para nos mostrar que os homens são causa e efeito, autores e vítimas dos males da Natureza.
O vento é o respirar da Natureza, o sopro de um momento de má disposição, um deixa-me passar e sair daqui.
Tudo na Natureza nos dá lições, avisos, profecias, mas nós, obcecados com os bens materiais, com a fúria do consumismo de ostentação e imitação, temos falta de vista e de audição para os receber e descodificar. Vivemos cegos e surdos para as realidades mais importantes e determinantes da nossa vida e da vida dos vindouros.

Beijos
João
Do Miradouro

Fernanda disse...

Querida amiga Ana,

Os teus poemas reflectem o que te vai na alma, por isso são tão lindos.
Sabem a Ana doçura.

Beijinhos

Luis disse...

Querida Ana,
Poema belo e profundo na sua simplicidade!
Nos porquês estão implicitas as respostas - é o homem o causador de tanta desgraça...
A imagem escolhida é igualmente bela e a propósito.
Parabéns uma vez mais e muitos beijinhos amigos.

Celle disse...

Querida Ana!
Quantas perguntas sem respostas!
Que bom seria, se ao passar levasse junto os males e mazelas, deixando atrás de si só harmonia e felicidade!
Utopia...
Celle