21/05/2010

POLÍTICA É PARA QUEM SABE...



Quando um primeiro-ministro coloca um imposto ao nível de um refrigerante, torna-se ele próprio um detergente. Mas há dislates que são como nódoas: não se limpam. Quando se equipara um refrigerante ao leite e ao pão, para defender o indefensável (o aumento da taxa do IVA de 5% para 6%), Sócrates mostrou que já não diferencia a realidade da ficção. Para ele "Avatar" é a realidade e a sopa dos pobres a ficção.

Esta crise necessita de sacrifícios. Mas precisa também de políticos crescidos. A trapalhada em que se encontra Portugal deve muito ao que Sócrates fez nos últimos anos. A desculpa para os seus erros não pode ser um refrigerante com borbulhas. Na primeira legislatura Sócrates teve tudo para reformar o Estado e para definir um modelo económico para Portugal. Agora é tarde. Esta crise é de identidade. Porque é uma crise de quem nunca cresceu politicamente e que faz da política um jogo do Ken e da Barbie.

Esta crise tem a ver com a reforma do Estado. Aumenta-se o IVA de produtos essenciais, mas não se tem a coragem de acabar com uma figura jurássica do Estado: os Governos Civis. Para que servem, para além de serem clubes de empregos políticos? Os Governos Civis ocupam-se de funções que qualquer serviço do Estado faria.

Mas esta é a riqueza oculta de um Estado que diz para poupar e que lança impostos sobre o pão e o leite.

Os Governos Civis são glutões da riqueza dos contribuintes. Sócrates, quando pôde, não promoveu a verdadeira reforma: a do Estado. Agora, feito em fanicos, afaga as suas mágoas em refrigerantes com gás.

(autor desconhecido)

3 comentários:

direitinho disse...

Acredita que eu já não consigo ouvir este homem falar. Quer pelas mentiras quer também pela arrogância.
Luís estamos todos entregues aos bichos e quando isto der para o torto eles fogem e quem se lixa somos todos nós

A. João Soares disse...

Caro Luís,

Sacar 1,5% aos pobres é tirar um pão da mesa da família que já anda a alimentar-se mal. Tirar 5% a um milionário que recebe mensalmente muitas dezenas de milhar do equivalente a salários mínimos é fazer que invista mensalmente menos numas poucas acções ou outras aplicações financeiras o que nada o perturba na sua faustosa vida de opulência, ostentação e luxo faraónico.

A injustiça social torna-se mais gritante. Mantêm-se a acumulação de reformas, os prémios sem razão de ser, os salários de nababo.

Ao contrário de cá, o PM grego já mostrou compreensão pelo sacrifício exigido ao povo que não teve culpa do aparecimento da crise,Primeiro-ministro grego reconhece injustiça das medidas austeras.

Um abraço
João
Do Miradouro

Luis disse...

Meus Bons Amigos,
Belmiro de Azevedo já disse"Povo que tem fome tem direito a roubar"!
Será isso que Sócrates pretende que aconteça? Ele está a criar um movimento de revolta que pode vir a ser imparável! Temo sinceramente as consequências do seu "Faz-de-Conta" em que vive!
Um abraço amigo.