15/05/2010

A Balança



Este é um dos muitos textos que nos levam à reflexão e a considerar variadíssimos factores, mas deixo que tirem as vossas próprias conclusões e tecem os vossos comentários.

Lamento não ter sido capaz de ter produzido um texto da minha autoria, mas como alguns sabem, os mais próximos, a minha disposição/frustração assim não permitiu.
Realmente há que saber gerir o equilíbrio psíquico, eu tento... mas nem sempre é fácil.

"O equilíbrio psíquico é uma das qualidades mais preciosas e difíceis de adquirir, pois é o resultado de dois movimentos contraditórios. Há pessoas que nós vemos falar, caminhar e ocupar-se disto e daquilo como se nada lhes exigisse esforço.
Poder-se-ia dizer que elas são equilibradas, mas não; na realidade, estão estagnadas. Dia após dia, vemos-las sempre iguais a si próprias: têm o mesmo rosto impassível, repetem os gestos da véspera, as palavras da véspera, etc. Não é esse equilíbrio que as fará evoluir.

É necessário um certo desequilíbrio para o nosso avanço, mas na condição de estarmos vigilantes e podermos remediar a situação quando os pratos da balança começarem a acusar uma diferença de nível demasiado grande. O equilíbrio consiste, pois, em manter, interiormente, certas oscilações. No dia em que os dois pratos estiverem perfeitamente equilibrados, já não se poderá falar de equilíbrio, mas de morte. A vida está na oscilação da balança dentro de certos limites."

In: Omraam Mickail Ivanhov

Fernanda Ferreira (Ná)

12 comentários:

direitinho disse...

Preocupação de todos os dias. Querer viver em perfeito equilíbrio do corpo e da mente, das palavras e dos gestos, das vestes interiores e exteriores.
A meditação diária e bem feita é uma caminhada para esse equilíbrio.

A. João Soares disse...

Querida Amiga Ná,

Fez bem em colocar este post. Não pare, para recuperar o equilíbrio, depois do seu desgosto. Mexa-se, um pouco mais do que de costume para ultrapassar.

Sobre o equilíbrio, poderia ficar aqui a escrever até à noite! Há dias em, conversa com uma pessoa que se gabava de ser equilibrada sempre igual a si própria, tive a coragem de a comparar a uma peça de olaria que, sem flexibilidade, continuará sempre igual até ser destruída, até ser transformada em cacos.

A vida não é estagnação, é movimento, flexibilidade, jogo de cintura, adaptação ao ambiente, às circunstâncias, movimento com curvas, subidas e descidas, travagens e acelerações.

Viver em equilíbrio é atravessar o obstáculo em cima do arame, sem parar, é andar de bicicleta em que não se pode parar e o desvio do volante é que nos dá o equilíbrio e este depende da velocidade.

Por vezes, temos a tentação de elogiar o equilíbrio a estabilidade, quando apenas se trata da estagnação, do pântano, da putrefacção, do «cada vez mais do mesmo».

Tal como o equilibrista do circo é preciso ter um objectivo bem determinado, com valores éticos, e depois orientar todos os passos, de forma a conduzir para lá, sem cair dramaticamente pelo caminho, sem se deixar derrotar pelas pequenas contrariedades.

Na busca do equilíbrio, é verdadeira a frase «parar é morrer».

Minha querida amiga, não me alongo mais, até porque poucos visitantes lêem os meus comentários!!! Ninguém é perfeito!

Beijos
João
Do Miradouro

Fernanda disse...

Amigo Luís,

É verdade que lutamos sim, por um equilíbrio constantemente, mas é nessa luta que está todo o valor de viver, de ser.
É no reconhecer, descobrir, aperfeiçoar, em praticar o bem, porque o mal está do outro lado sempre a pressionar, em sermos realmente o que desejamos ser.
É nesta luta entre os pratos da balança que está o ser equilibrado.

Quando julgamos e afirmamos que somos completamente equilibrados, então estamos "em ponto morto", nem para a frente nem para trás.
Vegetamos!!!

Tenha um excelente fim de semana.
Beijinhos

Fernanda disse...

Meu querido amigo João,

Muito obrigada pelo apoio, passei a prova e a provação, assim se vive!
Por alguma razão estive aqui até tão tarde, sem saber muito bem o que fazer, sem ideias nem vontade de escrever.
Hoje já é outro dia e está ultrapassada a questão, não deu, não foi possível, tenho que aceitar e ter esperança que ele virá sem falta...porque esta ausência física também nos mata a ambos.

Meu querido amigo, eu não acrescento nem uma só vírgula ao que diz.
Perfeito, como sempre, um comentário que devia ser um apenso ao próprio texto.
Assim pensamos,exactamente de igual modo.

Beijinhos,

Maria Beatriz Ferreira disse...

Querida Ná!

Gosto muito de ler tudo o que publicas, passou a ser leitura obrigatória.

Belíssima escolha, para reflexão.
Já falamos hoje do texto que publicaste aqui em casa, ao almoço.

Beijos
Beatriz

Carmo disse...

Olá Ná fico sempre encantada com os seus textos, e aqui está mais um belo texto.

bom fim de semana

Luis disse...

Querida Amiga Ná,
A imagem que o João trouxe do equilibrio na bicicleta é o que mais se coaduna com o seu post.Há necessidade de movimento caso contrário perde-se o tal equilibrio obtido!
Espero que que com uns movimentos mais se reequilibre!!!
Beijinhos amigos.

A. João Soares disse...

Querida Ná e caro Luís,

As vossas palavras de compreensão da imagem deram-me coragem para a publicar em
Equilíbrio e acção

Beijos para a Ná e um abraço para o Luís
João
Do Mirante

Fernanda disse...

Querida Betriz,
Ora agora passo a ser motivo de conversa ao almoço...
Se tiver sido só por esta razão, estão perdoados :))))
Nada de dizer mal da cunhada...

Beijinhos

Fernanda disse...

Querida amigo Carmo,

Muito obrigada pelo comentário tão simpático.

Fico muito feliz que tenha gostado, embora o texto não seja meu, antes fosse, mas de um grande pensador.

Beijinhos

Fernanda disse...

Querido amigo Luís,

Só agora é que percebi!
Fui ao Blog do João e achei maravilhoso o que ele fez.
Muito bem mesmo.
Beijinhos

Fernanda disse...

Amigo João, meu querido amigo!

Estou sempre a dizer que há comentários, sobretudo seus que merecem ser publicados, este era sem dúvida um deles,
Adorei!

Beijinhos