17/08/2010

Montra da Vaidade



Montra da Vaidade


Num mundo de egoísmo,
milhões morrem de fome.
Em período Natalício,
passam pela montra do cinismo,
todos os caciques, com nome.
Boys, girls e outros eleitos,
que se mostram solidários,
com a pobreza e a desgraça.
Na vitrina da tristeza,
de muitos , que nada têm à mesa!
Enquanto outros, têm demais.
É na montra do cinismo,
que se vêm, os figurões.
Na tentativa de mostrar ao mundo,
a sua solidariedade.
Falsa, mas aparente!
Porque é ilusória!
Sendo na verdade,
um reflexo de ilusões...
um disfarce de emoções!
Tudo pela notariedade,
reflectida, na montra da vaidade!

poema: Victor Simões

in " A Voz do Povo " 1 de Janeiro de 2007

4 comentários:

Ana Martins disse...

Boa noite Sãozita,
na montra da vaidade esquecem-se os mais nobres valores e atropelam-se todas as virtudes em nome de um lugar ao Sol!

Não conhecia este poema do meu irmão.

Beijinhos,
Ana Martins
Ave Sem Asas

Rogério Pereira disse...

Olha poeta
tens razão
mas não esqueças:
O poder é uma loja
Onde, para além da montra
Existe balcão
para efeitos de corrupção
Existe um armazém
Convém
Fora do olhar dos eleitores
fazem-se trocas de favores
Guarda-se o lixo
Protege-se a canalha
Prepara-se ao povo a mortalha
e outras enormidades
tudo isso por detrás
dessa montra de vaidades

A. João Soares disse...

Amiga Sãozita,

Um texto para reflectir nas desigualdades sociais. Somos todos diferentes, sendo impossível a igualdade. Porém todos devem, em iguais condições, poder ter acesso a melhores oportunidades. E as desigualdades, para que a sociedade funcione sem conflitos, devem ser o mais pequenas possível. Não é justo que entre a remuneração mais elevada e a mais baixa num empresa ou instituição seja abissal. Deve ser apenas o que seja justificado para estimular o mérito e a perfeição no desempenho. E isso pode em muitos casos ser apenas simbólico.

Beijos
João
Do Miradouro

Fernanda disse...

Sãozita e Victor, amigos!

Sem dúvida que aqui temos um poema que fala abertamente das fortes desigualdades, das falsas solidariedades, e outras injustiças socais.

No entanto, tal como diz o Rogério, há sim um "balcão de reclamações"
Há mesmo muito mais!!!
Retire-se o poder a quem o tem! Afinal é ou não o povo quem mais ordena???

Beijinhos