31/08/2010

VIDA

Imagem do blogue Natureza Lindaaaaa!



Finjo-me em teus braços velada
Na incoerência deste meu jeito de ser
E sorridente nego-me à frieza sepultada
Na redundância de quem não quer ver...

E passam os dias desatentadamente coloridos,
Como bandos de aves em tempo de emigrar,
Nas árvores elas têm seus fieis abrigos
E cantam à vida o que ainda ouso cantar.

Não peço essas asas, sinónimo de liberdade,
Porque nem com o tempo as saberia usar,
Convertem-me os pensamentos no nó da cumplicidade
Do amor que consigno e quero acreditar.


14/08/2010

4 comentários:

Rogério Pereira disse...

Não precisas pedir-me essas asas, sinónimo de liberdade,
Com tempo as saberás usar,
Sou mestre de poetas
ensino-os a voar
e, lá do alto, verás
ao usá-las
o Amor de que tanto falas

A. João Soares disse...

Amiga Ana,

A vida é assim, mais emoção do que razão, mais aquilo que se quer acreditar, do que a realidade. Daí muita desilusão, resultante da incoerência entre a liberdade desejada e as amarras que se constroem ao andar.

Como sempre, um poema que nos conduz a meditações tão profundas quanto a capacidade do leitor.

Beijos
João
Do Miradouro

Luís Coelho disse...

"Finjo-me em teus braços velada
Na incoerência deste meu jeito de ser"

Copiei estes versos que iniciam e resumem o poema.
Felizes aqueles que assim se podem abandonar como as aves que voam em liberdade.

Fernanda disse...

Querida Ana, amiga!

Li e reli...
Acho que me apaixonei por este teu poema!
É dos mais belos que escreveste até hoje, sem dúvida!
"Ainda vais ser poeta Ana" ... ou já és e das melhores que conheço!

Parabéns!

Beijinhos
Ná- Na casa do Rau