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25/07/2018

NATUREZA POUCO CONHECIDA

Coisas que não podemos ver. A ciência e a tecnologia revelam grandes mistérios da Natureza.

09/03/2013

Imagens que fazem pensar




A Natureza em muita força. Ouvi há anos que «Deus perdoa sempre, o homem perdoa às vezes, mas a Natureza nunca perdoa».
Estas imagens colhidas no Jornal de Notícias fazem pensar que devemos evitar a repressão da B*Natureza, não a ofendendo com a poluição na Terra, no Ar ou na Água.
Devemos assumir o dever de poupar a Natureza. Devemos, assim, evitar os temporais e outros desastres naturais e tomar medidas para reduzir as destruições e outros prejuízos, com a escolha do local e do tipo das construções mais adequado e que torna mais rápidas e baratas as obras de reparação.

20/01/2013

Um dia, ao olhar para trás...

... o homem verá o rastro de destruição que ele deixou na natureza.E nesse dia, haverá apenas a dor da sua própria consciência...



19/12/2012

Eu e os Outros. Nós e a Natureza

Nesta quadra natalícia, e obedecendo à tradicional frase de que «o espírito de Natal deve estar presente todo o ano», convém fazer uma análise do ano findo, rever comportamentos e aperfeiçoar a conduta a fim de o próximo ano ser melhor e iniciarmos um futuro construtivo seguindo os melhores valores de convivência com os outros e com a Natureza.

Não é preciso inventar nada. Desde há séculos que se recita a ideia de que deveis «amar os outros como a vós mesmos» ou de que «não devemos fazer aos outros o que não desejamos que nos façam». Neste conceito, os outros são todos os que estiverem para além da nossa pele, sejam familiares ou amigos, do nosso clube ou de outros, independentemente da cor da pele, da nacionalidade, das convicções, etc.

É nosso dever não hostilizar os outros e respeitar seriamente os seus legítimos direitos. Nos anos mais recentes instalou-se o fanatismo dos direitos, toda a gente fala nos seus variados direitos, mas ao pronunciar a palavra esquecem que deve haver deveres para que os dois pratos da balança – direitos e deveres - estejam em equilíbrio. E o principal dever é respeitar os outros, não os prejudicar no exercício dos seus legítimos direitos.

Este dever de respeitar os direitos dos outros é muitas vezes esquecido e muitas autoridades esmagam, sem a mínima consideração, os que dependem de si e que, por isso, ficam mais desprotegidos. É dever também desempenhar as suas tarefas honestamente com permanente vontade de ser eficiente, excelente. Os que têm o dever de zelar pelo bem-estar da população, devem ser escrupulosos e não viver acima das possibilidades dos contribuintes, isto é, devem fazer escrupulosa utilização do dinheiro público. Para isso, a estrutura deve ter apenas o peso e o volume indispensável à finalidade de governar bem o país, sem burocracias excessivas, sem instituições desnecessárias, sem mordomias desproporcionais às possibilidades dos contribuintes. As tarefas de cada órgão devem ser claramente definidas, com rigorosa atenção ao interesse dos cidadãos. O controlo das actuações deve ser isento e imparcial e a aplicação da Justiça deve ser geral sem criar excepções de imunidades e impunidades injustificáveis.

Mas além do nosso respeito pelos outros, há um outro dever que costuma ser esquecido é aquele que se refere à casa de todos nós, à Natureza. A nossa vida depende do ambiente, não apenas daquele que fica ao alcance da nossa mão, da nossa visão, mas de todo o planeta. Cada gesto nosso tem influência na saúde ambiental: a água que consumimos, o lixo que produzimos, os gases e vapores que enviamos para a atmosfera, o excesso de consumo e, principalmente, o desperdício, empobrece o património colectivo, os recursos que escasseiam e nos farão falta e aos vindouros.

E além da Natureza como nosso habitáculo, devemos respeitar os seus habitantes, animais e vegetais. Quanto aos animais, não posso deixar de sublinhar o egocentrismo e a arrogância que levou os humanos a considerarem-se «racionais» em oposição aos restantes habitantes da terra que qualificou de «irracionais». Tal classificação foi devida a ignorância e presunção dos humanos, pois, os animais não humanos raciocinam de forma mais coerente e pragmática do que muitos humanos e, frequentemente, dão lições de convivência, de afecto entre os familiares, os do mesmo bando e, o que é impressionante, em relação a tipos de outras espécies e raças. Nisto aparecem exemplos que devem envergonhar os humanos racistas, xenófobos, com aversão aos que seguem religião diferente ou são adeptos de outros clubes ou de outros partidos.

O espírito de Natal deve ser aproveitado para reflectir nestes problemas, de forma simples e sem preconceitos e, depois, procurar rever os comportamentos habituais de maneira a contribuir para maior harmonia e paz em relação aos outros e à Natureza em todas as suas facetas. «Amai os outros como a vós mesmos».

Imagem de arquivo

21/06/2012

Ecologia, mais uma reflexão

Na fila do supermercado, o empregado da caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer os seus próprios sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não eram amigos do meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
"Não havia essa onda verde no meu tempo."

O empregado respondeu:
"Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente."

"Você está certo", responde a velha senhora. A nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
- Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerantes e cervejas eram devolvidas ao armazém. Este por sua vez mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada uso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam-nas, umas tantas vezes.
- Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de utilizarmos o nosso carro de 300 cavalos de potência cada vez que precisamos de ir a dois quarteirões de distância.
- Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. As energias solares e eólicas é que realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
- Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos só uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não uma tela do tamanho de um estádio; que depois será descartado, como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.
Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou "paletes" de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos, não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva, que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisávamos de ir a um ginásio e usar passadeiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora enchem os oceanos.
Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes, em vez de comprar uma outra.
Não abandonámos as navalhas, ao invés de deitar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes, só porque a lâmina ficou sem corte.
- Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas apanhavam o autocarro e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizaria mais próxima.

Então, não dá vontade de rir que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pense em viver um pouco como na minha época?

Como seria uma óptima solução regressar sustentadamente à forma de viver de há um século ou mais atrás!!!

Imagem de arquivo

07/02/2012

17/12/2011

O MUNDO AINDA É MARAVILHOSO



“What a Wonderful World” por David Attenborough - cenas da série de documentários “Life” da BBC

Realmente David Attenborough tem razão, vivemos num mundo fantástico e de uma beleza extrema.

03/09/2010

SEMPRE VIVAS

Flores do Serrado brasileiro
SEMPRE VIVAS

Observado com atenção, o Cerrado possui uma beleza singular.
Não foi à toa que em 1818 naturalistas europeus, como Martius e Spix, ao conhecerem a região do Cerrado, escreveram que era extraordinária a variedade de flores que aqui encontraram.
Como mencionou o poeta Nikolaus Von Behr, o "Cerrado é um milagre, como toda a vida, e merece ser preservado com todo o carinho."
A flora do Cerrado é considerada a mais rica dentre as savanas do mundo, estimando-se que possa alcançar entre 4 e 10 mil espécies de plantas. Também a fauna de vertebrados é muito variada, conhecendo-se mais de 400 espécies de aves.

08/02/2010

Dinâmica em favor da Natureza

Está gerado um movimento que importa manter sem abrandamentos e, na medida do possível, acelerar com mais iniciativas.

A operação LIMPAR PORTUGAL está a movimentar muitos cidadãos, especialmente jovens, e convém que seja imparável adaptando as tácticas às várias circunstâncias que irão surgir local e e nacionalmente.

Agora o Jornal de Notícias traz a público o concurso para escolher as "7 Maravilhas Naturais de Portugal", já estando escolhidas 77 pré-finalistas. É interessante que os leitores abram o link para ler toda a notícia, onde é descrita a forma como a escolha está a decorrer.

Limito-me a transcrever as opiniões de especialistas em questões de ambiente, constantes do artigo:

Opiniões dos interessados:

Para Francisco Ferreira, dirigente da Quercus, esta iniciativa "é uma forma de aproximar as pessoas do território".

Carlos Teixeira
, da Liga para a Protecção da Natureza, considera o concurso "uma oportunidade para dar a conhecer que Portugal é um país particularmente rico em biodiversidade, no contexto Europeu".


Tito Rosa, do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, destaca a "oportunidade de sensibilizar os portugueses para a necessidade de preservar o património natural".

Nuno Domingues, do Geota-Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, diz que "as '7 Maravilhas' criam no público a percepção de que a Natureza merece ser protegida".

Fotografia de José Ferreira retirada do blogue Só Imagens

05/02/2010

A última fotografia


Há quem acredite em Deus, e há quem seja incrédulo; De qualquer maneira, devemos pensar na nossa pequenez perante as forças da Natureza…

Ilha de Sumatra (Indonésia) Tsunami - 26 de Dezembro de 2004

É Impressionante!!!
Esta fotografia foi tirada na ilha de Sumatra (a onda mede 32 m!) e foi encontrada numa câmara digital, mês e meio depois do Tsunami.
Provavelmente, quem tirou esta fotografia, deixou de existir segundos depois de ter accionado o disparador da máquina!...

Recebido por e-mail

22/10/2009

Por uma pesca mais sustentável

Todos nós precisamos ter consciência de que não temos o direito de esgotar todos os recursos naturais, sejam eles quais forem.
Hoje chegou-me, novamente pela mão da nossa amiga Manuela, do Blogue Sustentabilidade não é Palavra é Acção, mais um alerta que não podemos ignorar.
Pensemos nas gerações vindouras e façamos algo já. É urgente.

A Greenpeace está a fazer uma petição aos supermercados portugueses a pedir que deixem de comercializar espécies capturadas nas grandes profundidades em alto mar. Estes ecossistemas estão ameaçados pela pesca de arrasto e por outras técnicas, e é urgente que os supermercados pressionem a indústria, deixando de vender espécies capturadas a grande profundidade. Podem obter alguns factos sobre o estado dos oceanos a grande profundidade no slideshow na primeira página do site da Greenpeace.

Com a ajuda do todos os blogues podemos ajudar a promover esta petição e a pressionar os grandes supermercados, responsáveis por 70% do peixe comercializado em Portugal. Embora tenha sido lançada há apenas alguns dias, a petição já tem várias centenas de assinaturas e continua a crescer a bom ritmo.
Participe Proteger o fundo do mar.

A alteração do comportamento dos supermercados já está a acontecer em vários outros países europeus e duas das cinco cadeias de supermercados portugueses efectuaram melhorias entre o primeiro e o segundo ranking (2008 e 2009, respectivamente).

Eu já assinei a petição. Ajude também a proteger a biodiversidade dos nossos oceanos. Por uma pesca mais sustentável, assine a petição e divulgue.




Fernanda Ferreira

30/08/2009

Um dos meus encontros com a natureza!

Há muito que digo aos meus amigos que sou um privilegiado, isto por poder usufruir livremente, não só das paisagens idílicas deste Minho, bem como por tudo que o compõe; rio, mar, montanha, aromas, flora, com as mais diversas cores ao longo das estações e fauna. Uma maravilha!
É desta última que vou particularizar.
Como nos meus giros de BTT procuro desfrutar disto tudo, fui fazer um trilho pelo monte, entre a Gávea e Candemil, freguesia de Reborêda, concelho de Vila Nova se Cerveira, uma vez que já há algum tempo que não o percorria.

Assim, logo que entrei no estradão de terra na zona dos moinhos da Gávea, verifiquei que a vegetação estava crescida e que não haviam grandes sinais de pegadas no chão. Isto era sinal que aquele local estava a ser menos utilizado que o normal.
Fui subindo até avistar a figura do emblemático Cervo. Aquela imponente imagem transmite não só uma agressividade particular, como ao mesmo tempo uma segurança quase feudal. Parece dizer “eu domino tudo, quem estiver comigo está protegido”.

Normalmente “giro” sozinho, quando aparecem aqueles obstáculos chamados “técnicos”, ou sofredores, tem-se tempo para tudo… até para filosofar. (Há quem reze).
Nessa altura, no solo, aparecem bastantes vestígios de cascos para além dos fecais. Pensei que alguém a cavalo teria utilizado aquele caminho. Bom gosto, pensei com os meus botões.
Alguns metros acima, avisto ao longe um potro deitado no estradão e logo acima um garrano.
Foi para mim uma enorme surpresa, pois não era habitual nesta zona ver aqueles animais. Continuei a subir, uma vez que, entretanto os dois animais seguiam à frente pelo mesmo trilho. Passados dois ou três minutos, oiço atrás de mim um barulho fora do normal. Poeirada e barulho… de repente, aparece aquele que seria o pai da “criança”.
Foi um flash... na minha memória apareceu o manual de sobrevivência, aquela era uma situação já passada por um companheiro de aventuras, que tinha sido agredido por um animal nas mesmas circunstâncias, felizmente tudo passou pela minha mente numa fracção de segundos. Os casais com filhotes tornam-se agressivos em circunstâncias semelhantes.

Assim para quem passar pela mesma situação, eis as minhas sugestões:
1º Desligar o botão da adrenalina. Os animais pressentem o nosso medo e reagem.
2º Encostar a um dos lados do estradão. Escolher o que tiver menos silvas, para o caso de ter que saltar.
3º Desmontar da” bicla” e colocá-la entre nós e o restante caminho. Se o animal atacar, a “bicla” protege.
4º Esperar a reacção do bicho.

Resultou,felizmente o potro ajudou imenso...deixou que a mãe passasse na frente, passou por mim e foi ter com o pai.
Seguimos, a mãe na frente eu no meio o potro e o pai atrás. Logo que a fêmea virou para uma transversal eu montei a “bicla” e segui o meu caminho.

Foi uma experiência única. Mais um daqueles privilégios.
Para a semana vou novamente.
Estes garranos são uma mais-valia para esta já tão paradisíaca paisagem.
É só vir vê-los, eles estão cá. Desfrutem.




José Ferreira

Nota: para mais imagens ver aqui
Fernanda Ferreira

23/05/2009

Aqui pelo campo

O Amigo João, no soberbo post Um dia como os outros falava entre outras coisas, da extensa produção industrial de alfazema lá na sua bela herdade no Alentejo. Por ter ainda bem presente na memória, a imagem dos imensos campos cobertos de alfazema, isto para não mencionar o seu aroma inesquecível, quando lá estive de visita acompanhada pelo meu marido e filho nas últimas férias, aproveitei uma das muitas fotos que sempre faço para ilustrar o meu post Amizade é que ficou lindíssimo.

Na sequência desse mesmo post e porque trocamos impressões sobre outras plantas aromáticas e a sua utilidade, decidi falar-vos aqui um pouco sobre meu pequeno jardim, cujas dimensões têm vindo a diminuir consideravelmente, por interesses mútuos entre o nosso vizinho e nós próprios.

Foto de Fernanda Ferreira

Actualmente temos um pequeno jardim aromático (a precisar urgentemente de uma mãozinha) e de mais uns pés de várias espécies, que foram lamentável e inadvertidamente destruídas pelo mesmo vizinho ao refazer o muro de vedação, após a aquisição de mais uma pequena parcela do nosso jardim. Assim, neste momento só tenho salva, cebolinho, alecrim, orégãos de dois tipos, cidreira, hortelã, faltando-me o tomilho (que não dispenso sobretudo no coelho), os coentros, a salsa (só tenho um pé ou dois) e o caril, pelo menos…mas a minha amiga, Jackie Hallem, já prometeu trazer-me mais uns pés brevemente.

Saliento que o uso das ervas aromáticas substitui por exemplo o sal, se usado em doses correctas, é não só agradável como benéfico, essencialmente no nosso país onde se abusa do consumo do sal.

Conforme poderão ver aqui,Casa e Jardim, eu adoro flores, e há uma verdadeira profusão de aromas e cores incríveis no meu jardim, além das roseiras, das glicínias, do jasmim, das madressilvas, da esteva, há o cheiro maravilhoso das laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e toranjeiras em flor. Também não podiam faltar naturalmente no meu jardim as árvores decorativas, algumas das quais em certas épocas têm também flores lindas bem como aromas delicados, como a magnólia, as cerejeiras e ameixeiras cujos frutos são mais pequeninos e conjuntamente com as folhas dão um tom púrpura divinal que combinam magnificamente com os verdes cítricos das magnólias e os verdes fortes das sebes, ver My garden .

As fruteiras são imprescindíveis e já tivemos mais, mas desde a banal macieira, cerejeira até às exóticas feijoa, araçã e até pitangueira (que ainda não produziu um só fruto) mas que contudo tem sobrevivido, tendo o mesmo acontecido aos medronheiros que aqui ainda não acertaram o seu ciclo e embora consigam florir, o seu fruto não consegue infelizmente vingar, posso dizer-vos que há quase de tudo… até um arbusto de lúcia-lima (o meu chá favorito) e o que não há tem o vizinho com o qual fazemos permuta de bens essenciais.

Como naturalmente se colhe muita fruta e nada se pode estragar, para além de oferecer, faço compotas deliciosas e licores divinais... quem não acreditar pode vir fazer a prova.

Como diz o nosso amigo João, aqui como no seu "canto idílico", acorda-se com os passarinhos, vive-se com as diversas fragrâncias florais, com o cheiro intenso de terra quando arada, ou da relva fresca quando cortada, sentem-se a vegetação viver e adormece-se quando cantam grilos à noite, deixando um som profundo na erva mansa. Cantam grilos na noite conversas de um mundo onde se descansa...
Fernanda Ferreira

11/11/2008

O CONDOMÍNIO DOS PÁSSAROS

Gosta de pássaros? Eu gosto muito. São tão lindos! São uma dádiva da Natureza.
Se gosta, continue a ler. Se não gosta…continue a ler, para aprender a gostar…

Certamente que aquele beija-flor tinha perdido a rota, quando veio acariciar a rosa solitária que enfeitava a janela do meu apartamento. Era uma rosa rubra.
Talvez pelo colorido chamativo, o beija-flor se afeiçoou a ela, primeiro pela beleza, depois, pelo néctar de suas pétalas.

No primeiro dia chegou timidamente, assustado. Queria naturalmente saber se o ambiente era amigo: Encontrou um coração aberto, e foi voltando a cada hora, no decorrer das necessidades ou por misteriosa saudade.

Trazia a alegria...trinava... e no belo dia de chuva, fez uma imensa festa no fio de energia, tomando banho, abrindo as asas, num intenso louvor
à vda.

No quarto dia, quando eu já estava acostumado à sua presença única, apareceu com uma amiga, e pelo olhar pude deduzir que seria um novo amor.

Na semana que se iniciava, comecei a notar, e com desespero, que a única rosa do meu jardim suspenso, estava murchando. Mas me lembrei que havia ainda uma possibilidade de cativar por mais algum tempo o meu amiguinho marrom - clarinho, de bico longo.

Pronto! Lá estava o suporte cheio de água com açúcar e algumas flores desconhecidas, aliás, flores indicativas como a mostrar que se poderia experimentar, embora sem perfume algum.
Uma bicada e aconteceu o milagre!
Foi um sucesso o meu ventre de plástico transparente e flores artificiais!

Encantei-me com a idéia de que, com quatro rosas e muito doce, eu poderia alegrar a vida de mais alguns beija-flores da redondeza, que estavam perdidos, com falta de flores, ou famintos.

Lavava e cuidava das minhas rosas artificiais; elas eram a garantia dos meus amigos, e a cada dia aparecia um diferente.

Foram se convidando... fazendo uma corrente....
Comprei mais rosas, e o meu jardim suspenso de rosas artificiais promovia um balé de pássaros que voavam para a frente e para trás, numa coreografia de anjos de todas as cores, todos os tamanhos e uma crença: A felicidade!

Cheguei a ficar feliz quando o vizinho da direita, e o da esquerda, começaram a imitar a idéia.

A principio fiquei preocupado pelo fato deles estarem "roubando" o carinho dos meus convidados, mas depois verifiquei que eram tantos, e o meu vizinho estava usando um açúcar diferente, próprio para eles e com vitaminas e sais minerais.

Que bom saber, comprei a idéia! Se era para a saúde e felicidade deles, porque não?

Então, as crianças taciturnas dos apartamentos aprenderam a sorrir!

As mulheres idosas plantaram amoreiras, e começaram a aparecer o assanhaço e as saíras!











Um casal de namorados jogava canjiquinha no banquinho onde costumavam trocar beijos, e apareceram as rolinhas, e o condomínio foi se transformando em uma grande festa!

Até "João-de-mal", que vivia se confrontando com a vida, se rendeu, e se tornou o xerife da passarada. Plantou no jardim as Madalenas, as Namoradeiras e a flor Morena. Provia a todos e voltou a ser feliz!

O prefeito inventou uma condecoração para homenagear os habitantes do condomínio.

O padre rezou missa campal e abençoou com muita água benta!

A saudade me pegou pela mão e eu voltei lá outro dia, e fiquei imensamente feliz, por ter produzido, com grande simplicidade, um sentimento!

A vida prospera, borbulhante de flores e de pássaros!

Fulgurante, como nos tempos primeiros!



Autor: João das Flores – Escritor amador
Vitória, Espírito Santo, Brasil

19/07/2008

A água vai acabar

Carta Escrita no ano 2070
(Texto publicado na revista «Cónicas de los Tiempos», Abril 2002)

Ano 2070.
Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água.
Creio que me resta pouco tempo.
Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos.

Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques. As casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por aproximadamente uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.

Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras.
Agora, raspamos a cabeça para mantê-la limpa sem água.

Antes, meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.
Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção. Pensávamos que a água jamais poderia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.

A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam os empregados com água potável em vez de salário.

Os assaltos por um litro de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética.

Antes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era oito copos por dia, por pessoa adulta.
Hoje só posso beber meio copo.

A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo. Tivemos que voltar a usar as fossas sépticas como no século passado porque a rede de esgoto não funciona mais por falta de água.
A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a camada de ozónio que os filtrava na atmosfera.
Com o ressecamento da pele, uma jovem de 20 anos parece ter 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível.

Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o quociente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos gametas de muitos indivíduos.
Como conseqüência, há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3 por dia por habitante adulto.
Quem não pode pagar é retirado das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar.
Não são de boa qualidade, mas pode-se respirar.

A idade média é de 35 anos.
Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército.
A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação, é de chuva ácida.
As estações do ano foram severamente transformadas pelas provas atómicas e pela poluição das indústria do século XX.

Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente, mas ninguém fez caso.

Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques.
Falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse.
O quanto nós éramos saudáveis!

Ela pergunta-me:
- Papai! Por que a água acabou?
Então, sinto um nó na garganta!

Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos.
Agora, nossos filhos pagam um alto preço...

Sinceramente, creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto...
...enquanto ainda era possível fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!

Faça esta mensagem chegar aos seus conhecidos.
Por cada pessoa que a ler você estará criando um pouco de consciência para cuidar do ambiente à sua volta.