08/09/2010

POESIA

Imagem do blogue Eu, Aquário



Escrevo-te
Nas manhãs acorrentadas
Pela profusão do Sol quando nasce
Ao sabor do verbo e das palavras
Que cintilam docemente na minha paz...

Escrevo-te
No chão da vida
Entre arquitectónicos traços de giz,
Na ponte entre o sonho e a despedida
Do que ao sonho não condiz.

Escrevo-te
A tentar poetizar-me
Na fluidez de versos compilados,
Poesia que extravaso sem renegar-me
Nos poemas que me cantam como um fado!




31/08/2010

5 comentários:

Suziley disse...

Belo poetar, Ana. Com certeza, no fado muita poesia há. Parabéns!! Boa noite :)

Sonhadora disse...

Minha querida Ana
Em qualquer lado que te leia a tua poesia me encanta.

Deixo beijinhos
Sonhadora

Luís Coelho disse...

Escrevo-te e escrevo-me nas letras que pinto no chão onde vivo, nas saudades que me fazem amar a poesia.
Como sempre nos apresenta poemas de primeira qualidade. Parabéns.

A. João Soares disse...

Amiga Ana Martins,

«Na ponte entre o sonho e a despedida
Do que ao sonho não condiz.» É nesse «ponto intermédio, pilar da ponte do tédio que vai de mim para o outro», como escreveu Mário Sá Carneiro que se desenrolam os passos da nossa vida. O filósofo José Gil também se refere ao ponto de equilíbrio quando diz que as reacções entre as pessoas e os Estados se desenrolam condicionadas por duas bermas, de um lado o amor e do outro o medo. E se o amor pode por vezes trazer desilusão, o medo traz violência e guerra.
Viva quem sabe «poetizar» e ir ao âmago da mente e do coração dos humanos, em palavras que cintilam docemente.

Beijos
João
Só imagens

Saozita disse...

Querida cunhada, e todos os momentos e sitios, são adequados e apropriados para escrever, especialmente ao nosso amor. Lindo este poema, fluido, melódico! lindo para ser cantado em fado, claro com os devidos ajustes.
O teu irmão Victor, já ensaiou e sai bem! A opinião condiz com a minha.

Muito bom mesmo. Alma de poeta é assim mesmo a poesia flui e discorre sempre com encanto.

Bjs c carinho e amizade.

Sãozita