20/09/2010

LÁGRIMA




Uma lágrima despida
A rolar em tenros anos
tem nuanças da jovem vida
com reflexos de desencanto...
Cristalina e evasiva
morre nos lábios que inseguros
Amordaçam a inconclusiva
Decisão dos olhos mudos!


10/09/2010

6 comentários:

Rogério Pereira disse...

RÉPLICA I

Olhos mudos
Lábios surdos
Que em surdina me dizem
Se mais chorar
Mais cristalino será
Meu olhar
Seu olhar
Até crescer
e jovem deixar de ser

RÉPLICA II

Quem vê uma lágrima, não importa por que dor
Junta outra sua, se necessário for,
pois de ser solidário nunca se esqueceu?
Eu!

A. João Soares disse...

Amiga Ana

Poema contido na dimensão, mas pleno de psicologia, de sensibilidade, de coração. Desencanto e insegurança viaja evasiva entre os olhos e os lábios. Viagem curta entre dois pontos fulcrais do rosto, imagem da vida, mas longa nas sensações, tristezas e alegrias expressam-se nesse espaço facial.

Parabéns por esta jóia maravilhosa.

Beijos
João
Do Miradouro

Luís Coelho disse...

Bom dia Ana
Nunca me tinha lembrado de uma lágrima despida..................
É uma imagem com muita força e sempre maior quando se é jovem e nasce do desencanto.
Lindos os teus olhos mudos.

Celle disse...

Ana, não sei vercejar nem inspiração possuo, mas sei apreciar.
Muito lindo seu poema!
Parabens!
Celle

Saozita disse...

Querida Cunhada, sem dúvida lindo este teu poema.
Já Santo Agostinho dizia "As lágrimas são o sangue da alma" e Balzac as definira como "As lágrimas dos velhos são tão terríveis como as das crianças são naturais".

tem uma boa e linda semana.

Bjs

Sãozita

Luis disse...

Querida Amiga Ana Martins,
Lindo poema como sempre! As Lágrimas lavam-nos a Alma purificando-nos!
Espero que continue povoando este blogue com a sua graça e sentir.
Um beijinho muito amigo.