29/04/2011

Estranha forma de vida.

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Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda minha a saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
Tem este meu coração:
Vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
Coração que não comando:
Vive perdido entre a gente,
Teimosamente sangrando,
Coração independente.
Eu não te acompanho mais:
Pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
Porque teimas em correr,
Eu não te acompanho mais.

 Alfredo Duarte Marceneiro


Bom fim de semana para todos.
Beijinhos

2 comentários:

Luís Coelho disse...

O poema é muito bonito, mas não o consigo separar da música da Amália Rodrigues que lhe confere vida e movimento.

Luis disse...

Minha Querida Amiga Fê,
Penso de igual forma. Amália ao cantá-lo dá-lhe Vida e Movimento!
Um beijinho amigo.