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27/04/2010

MENSAGEM - Fernando Pessoa


O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!"

Fernando Pessoa

03/11/2009

GRITOS DO PASSADO!

A nau navegava
por mares sorridentes
com a âncora do amor
em demanda de heróis
de tempos com sua ousadia

As estrelas iluminavam o caminho
na esperança de um passado
por muitos esquecidos
por entre o areal infindo
com lágrimas perdidas

Mas a lama e a podridão
reinava com a morte
de um país outrora grandioso
no sepulcro de heróis
na traição de uma Pátria

Nesse pobre país
sons estranhos desesperados
alargavam seus tentáculos
rodeados pelo medo
de um governo corrupto...

Pedro Valdoy

Publicado por Evónio de Vasconcelos no Blogue Varanda das Estrelícias

06/10/2009

"UM POLIGROTA"


Vá lá uma pastilha de boa disposição...

É verdade matemática que ninguém pódi negá,
que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.
Meió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.

Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro, se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.

Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
''Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió'...

Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!

Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá o que tem lugar certêro.

No Chile cueca é dança de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.

Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!

Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota...

(Autor desconhecido)

06/05/2009

MÃE

Quando sinto que vivi
Estes anos para meu bem
Sempre ao lado de ti
Nesse regaço de Mãe

Sinto que foste para mim
O esteio do meu Futuro
Com o teu amor sem fim

Vivi sempre bem seguro.

Por mais velho que eu seja.
Serás jovem para mim
És a Mãe, de quem almeja
Viver a vida por ti.

Miguel Roza

Queria

Queria viver dos teus beijos.
Queria viver do teu ar.
Queria sentir teus desejos.
Queria sentir teu amar.

Queria, queria, ó se queria,
Saber o que sentes por mim.
Para sentir que sentiria,
Que o Amor não terá fim.

Miguel Roza

20/04/2009


A Vida é demasiado curta,
Quebra s as Regras, Perdoa Depressa,
Beija Devagar, Ama Verdadeiramente,
Ri-te Incontrolavelmente,
E nunca lamentes Nada
Que te tenha feito Sorrir.
A Vida pode não ser a Festa
Que nós esperávamos,
Nas enquanto cá estivermos, Devíamos Dançar…


Poema recebido da minha amiga Phoebe da Malásia


Fernanda Ferreira

13/12/2007

O meu mar

As águas verdes
tranquilas ou ondulantes
que os meus olhos enxergam
admiram sem descanso,
pertencem ao meu mar
porque nele me molho se quero
ou não molho e só o olho.

As areias lisas
ou já calcadas,
pertencem ao mar verde
que as alisa quando quer.
Porque uma areia lisa
lembra uma seda
quase brilhante
quase ondulante
se houver uma brisa.

Estendo-me nessa areia seda,
sinto o calor que me aconchega.
Cobre-me o azul do céu
que me encanta, me enleva
e acalma os meus turbilhões.
Medito, relembro o que já passou
mas esqueço, lembrar para quê?

De: Adelaide Quintas
posted by maqira

21/09/2007

POEMA DE OUTONO

O OUTONO chegou

que lindo dia!

Vem, amor,

vem passear comigo pela rua,

que bom vai ser

sentir a minha mão na tua.

Olharemos o céu

com o mesmo olhar extasiado,

que bom vai ser

pisar as folhas a teu lado.

Ouvir o pássaro cantar

por sobre o ramo despido

e o sussurrar do teu amor

no meu ouvido.

Gente irá passando

alheada junto a nós,

que bom vai ser

sentir o mundo

e estarmos sós.

Num banco de jardim

soprado por fresca brisa

falar-te-ei de mim

serei poetisa.

Mas, se a brisa soprar

mais fresca e mais agreste,

irei buscar

o xaile que me deste.

E o brilho do nosso olhar

que em ternura se reflecte

será poesia, canção,

magia que se repete.

Poema oferecido por Brizíssima http://brizissima.blogs.sapo.pt/