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04/10/2009

Polos Opostos



Seguro a mão que me foge,
Fujo à mão que me procura.
Trato a f 'rida que tu sentes,
Quando a minha não tem cura.
Tu és a fonte que busco,
És a maré que arrefece.
És a lenha que crepita
Em fogo que não aquece.
Eu sou a raiva, o tormento,
Sou a rocha, a solidão.
Sou areia que pisaste
Deixando marcas no chão.
Eu sou a cal que branqueia,
Sou o fumo que se esvai.
Sou uma onda que vem,
Enquanto uma outra vai.

Maria Letra
Foto de album pessoal
Labruge-Vila do Conde

13/12/2007

O meu mar

As águas verdes
tranquilas ou ondulantes
que os meus olhos enxergam
admiram sem descanso,
pertencem ao meu mar
porque nele me molho se quero
ou não molho e só o olho.

As areias lisas
ou já calcadas,
pertencem ao mar verde
que as alisa quando quer.
Porque uma areia lisa
lembra uma seda
quase brilhante
quase ondulante
se houver uma brisa.

Estendo-me nessa areia seda,
sinto o calor que me aconchega.
Cobre-me o azul do céu
que me encanta, me enleva
e acalma os meus turbilhões.
Medito, relembro o que já passou
mas esqueço, lembrar para quê?

De: Adelaide Quintas
posted by maqira

25/10/2007

Amor e Mar - Soneto

AMOR E MAR - Soneto, extraído do blog Brizíssima, onde os apreciadores de poesia podem navegar ao encontro de mares bonançosos

Mordemos o tempo em beijos de vento
Sorvemos as horas em sal diluídas
Trocámos promessas num mar sem alento
Despidos do mundo, gaivotas perdidas

A brisa soprou doçura e ciúme
A chuva caíu sobre nós, indiferente,
E os dois abraçados bem alto, no cume,
Vivemos a sós este amor imprudente

De corpos unidos, corais em paixão,
Gritámos saudade, amor, solidão,
Num marulhar sem mácula nem vício

Na noite escura de estrelas sombrias
Acendeu o nosso amor mil fantasias
Rasgando o céu em fogos de artifício!!!

publicado por brizissima