22/09/2012
Escolhe ser feliz no Outono :)
22/09/2011
Chegou o Outono
Gosto do Outono, das cores quentes e acolhedoras, da sensação de aconchego e paz que esta estação sempre me inspira. Sou uma alma de Outono :)
Tomei a liberdade de mudar o visual do "Sempre Jovens" para ficar de acordo com a estação do ano. Espero que gostem? :)
Beijinhos
11/12/2010
Celebrar o Outono
Outono é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno, caracterizando-se pelo amarelar das folhas das árvores. No hemisfério Norte transcorre entre 23 de Setembro a 21 de Dezembro. Enquanto que no Hemisfério sul, vai de 22 de Março a 20 de Junho. Quando esta estação chega, é porque indica a passagem do verão para o inverno.
Entre nós, o Outono este ano tomou os brancos mantos do Inverno e com eles cobriu-nos a todos. Fez tiritar de frio milhões de pessoas por essa Europa fora, tornando espessa e pesada, feita duro gelo, a esparsa neve referida no celebrado poema de Augusto Gil:
Terá sido um Outono anormal, talvez severo protesto da Mãe Natureza contra os desmandos de todos nós que não sabemos respeitá-la.
O Outono é tempo de vindimas, de castanhas de atraente casca esbranquiçada pelo fumo do carvão, com que nas ruas os vendedores irrecusavelmente nos tentam, quentinhas, no frio do dia.
Mas é também tempo de maturação, de recolhimento, de interiorização.
É tempo de aqueles que se encontram no Outono da vida, sentirem mais fundas saudades de primaveras passadas …..
Em circunstâncias normais o Outono é uma estação aprazível , cantada por poetas, retratada por pintores, apreciada por todos pela amenidade do clima e pelo variegado colorido com que nos extasia os olhos. Há quem lhe chame a Estação Dourada, pelo amarelo das folhas caídas das árvores e que, por toda a parte, cobrem profusamente os caminhos de fofos tapetes de oiro .
O clip-vídeo que vamos apreciar de seguida, proporciona-nos imagens da bela policromia da Natureza nesta exaltante época do ano.
Beijinhos
Fê
18/11/2007
Luz - Poesia de José Amaral
Naquele quintal,
encavalitado entre as casas
De uma aldeia beirã,
há dois diospireiros.
O verde das folhas
há muito
que se tornou avermelhado
e caiu.
Agora o alaranjado
Dos diospiros
Ilumina
- como o sol –
aquele pobre e triste aldeia
de gentes velhas,
trajadas de negro.
NOTA. Transcrito do livro «Outonalidades» de José Amaral, amigo bloguista do ad litteram
Além de um retrato da sociedade de uma aldeia do interior desprezado do nosso País, este poema constitui uma imagem interessante do Outono, das ressonâncias luminosas da cor predominante desta estação – símbolo da beleza do amadurecimento em que é enfatizada a sabedoria acumulada durante uma existência. Nesta região beirã, os vinhedos e pomares apresentam-nos, à luz do dia e ao entardecer, os reflexos barrocos do ouro enriquecedor da Natureza.
Mas, por outro lado, caro Amaral, a perfeita integração da cor do diospiro na ambiência das folhas laranja faz pensar também na obediência incondicional e acomodada do funcionalismo público, em que as ameaças do género da que vitimou o professor Charrua são uma constante, mais ou menos velada, a ter em conta, as quais constituem um travão à inovação e à produtividade voluntariosa.
Tudo nas realidades da vida pode suscitar reflexões do tipo «prós e contras».
13/10/2007
O Outono humano
- Olá caro amigo, ainda bem que o encontro e aproveito esta oportunidade para me despedir de si, porque amanhã parto para a minha aldeia natal, Vila Nova de Tázem, no coração da Beira Alta, onde vou passar os últimos tempos da vida.
- Oh meu amigo, não quero acreditar. O senhor habituado à frequência do S. Carlos, aos concertos na Gulbenkian, à visitas aos museus, etc, etc, não vai conseguir viver na pasmaceira da aldeia sem os seus passatempos favoritos e o seu alimento cultural. E para mais, vai sentir a falta do apoio de saúde de que aqui na capital dispõe, de uma maneira ou de outra, e de que na nossa idade não podemos estar afastados.
-Tem muita razão naquilo que me diz. Pensei nisso tudo. Mas, sabe, estou numa idade em que me pode dar uma indisposição e cair para o lado em plena rua. Se isso me acontecer aqui na capital, embora haja bons apoios de saúde, as pessoas passam ao lado e dizem «lá está mais um velho bêbado a curar a bebedeira» e nem pensam em chamar o INEM. Mas se for na minha terra, onde faltam os mínimos apoios de saúde, e em tal caso não haja socorro possível, nos minutos antes de morrer, posso ouvir as palavras dos meus conterrâneos «pobre do senhor Nogueira, era tão boa pessoa e chegou a sua hora». E nada paga, o prazer de, em tal hora, ouvir o nosso nome e palavras de amizade e consideração. Por isso, meu amigo, decidi ir para lá.
03/10/2007
Manhã de Novembro
Começa assim:
Que manhã de Novembro triste e fria!
Gemia o vento...o chão todo molhado...
Era tudo cinzento enevoado,
naquela hora amarga em que eu partia...
O céu também chorava nesse dia...
a terra tinha o ar atribulado
de alguém que padecesse abandonado
na hora derradeira da agonia!
Meu Deus! Em tudo havia uma tristeza,
um desconforto enorme, uma frieza,
que doutra semelhante não me lembro!
Que mão secreta havia destinado
ficar meu coração amortalhado
nas brumas desse dia de Novembro?...
Autora: Adelaide Quintas, uma nossa colega e colaboradora muito criativa a quem já devemos muitos trabalhos, de grande sensibilidade. Mas atenção! Outono também muitas belezas, como se pode ver noutros posts aqui existentes!!!
21/09/2007
POEMA DE OUTONO
que lindo dia!
Vem, amor,
vem passear comigo pela rua,
que bom vai ser
sentir a minha mão na tua.
Olharemos o céu
com o mesmo olhar extasiado,
que bom vai ser
pisar as folhas a teu lado.
Ouvir o pássaro cantar
por sobre o ramo despido
e o sussurrar do teu amor
no meu ouvido.
Gente irá passando
alheada junto a nós,
que bom vai ser
sentir o mundo
e estarmos sós.
Num banco de jardim
soprado por fresca brisa
falar-te-ei de mim
serei poetisa.
Mas, se a brisa soprar
mais fresca e mais agreste,
irei buscar
o xaile que me deste.
E o brilho do nosso olhar
que em ternura se reflecte
será poesia, canção,
magia que se repete.
Poema oferecido por Brizíssima http://brizissima.blogs.sapo.pt/
20/09/2007
OUTONO
Chegas amanhã, Outono, e como eu te esperei...
Setembro vai caminhando já com sinais de cansaço, desmaiando aqui e ali em cores que o sol não domina nem protege.
A brisa vai soprando já com prenúncios de mudança. Sopra mais ligeira, mais atrevida. Sem o peso de canículas e chuvas de Verão. Agita uma folhagem perdida no alvoroço do seu destino, sem tréguas e sem esperança, caindo em solo alheado.
Sinfonia triste de uma balada todos os anos repetida.
Doce aquietar de sonhos vividos em partilha aceite e consumada.
Tempo de vindimas. Os bagos inchados de seiva de ternura e temperados de alegria apetecida. Uma apoteose de néctares e cantigas, risos e danças.
Outono...
O recomeço das aulas.
Batas vestindo risos, moldando emoções. Bandos de criançadas. Pássaros chilreando em algazarra colorida. Alguns saídos de ninhos acolchoados de amor para um primeiro voo, numa aventura que ainda amedronta mas excita.
Reencontro de amigos. Mistura ruidosa de jeans e abraços. Um reviver de momentos passados na partilha de gargalhadas e soluços. O relato de férias férteis em sol e lazer.
Outono...
O cheiro das castanhas assadas. Quentura estaladiça entre mãos que se tisnam de cinza escaldante.
E a brisa fresca empurrando fumos de assadura, perdidos depois em ruído e poeira.
Choram já as folhas pisadas em gemidos, sem eco na indiferença da multidão em faina apressada.
O sol com um brilhar mais cálido e suave, perdendo-se em acenos rubros e silenciosos lá bem nos confins do horizonte...
Como te esperei, Outono, para uma vez mais te celebrar em veleidades de poeta.
E amanhã, só amanhã poderás ler o meu poema.
Extraído do blog Brizíssima http://brizissima.blogs.sapo.pt/, de uma amiga nossa futura companheira do CVS


