04/09/2012
Empresas sociais
"Muhammad Yunus foi laureado com o Nobel da Paz 2006 por ter ajudado milhões de pessoas a sair da pobreza extrema.
É o criador do Micro-crédito e defensor da utilização massiva de Empresas Sociais em que o lucro não é distribuído aos accionistas mas investido na empresa ou eliminado através da redução de preços."
13/12/2010
Feridas Abertas.
convertendo as nossas lágrimas em atitudes!
beijinhos
Fê
26/08/2010
Dia dos Filhos abandonados
Sãozita
posted by Marilú in blog Devaneios
06/07/2010
A Triste realidade de um mundo desconexado, e sem rumo! (2)


Os sheiks do Médio Oriente vivem numa constante guerra entre si, não me refiro a nada militar, mas uma guerra de egos, quem constrói o maior prédio, quem tem o maior jato, quem consegue o carro mais exótico. Aliás, nos carros é algo impressionante, a obscenidade actual é um Ferrari F599 GTB Fiorano, banhado a ouro.
Não basta ser Ferrari, tem que ser de ouro!
" Segundo um relatório da FAO (Organização da Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação ).
(...)morrem de fome, anualmente, pelo menos 5 milhões de crianças no mundo, o que dá uma média de um óbito a cada 5 segundos. Ou seja, desde que você começou a ler este parágrafo já morreram duas crianças de fome, pelo menos. Mais de vinte milhões de crianças nascem com o peso abaixo dos padrões mínimos, correndo maior risco de morte durante a infância.
As que sobrevivem, revelam incapacidade física e mental permanentes. Segundo o relatório, depois de ligeira queda na década de noventa, a fome ganhou novo impulso no início deste século. Os dados, relativos aos anos 2000-2002, demonstram que mais de 850 milhões de pessoas passam fome, 18 milhões a mais do que em 1992. “Além do sofrimento humano, que é um escândalo, a fome tem como conseqüência, também, importantes perdas econômicas”, salientou Hartwig de Haen, subdiretor da FAO, reforçando que é “incompreensível” a escassez de esforços da comunidade internacional.
A FAO esclarece que a perda da produtividade equivale a 500 milhões de dólares. “É uma ironia que os recursos necessários para enfrentar o problema da fome sejam poucos em comparação com os benefícios de investi-los nesta causa. Cada dólar investido na luta contra a fome pode se multiplicar por cinco e até por mais de vinte vezes em benefícios”, diz o texto. O fim da fome tem um custo de 30 bilhões de dólares por ano, pouco mais de 1/5 do valor comprometido, até agora, para financiar o Fundo Mundial de Luta contra a aids, a tuberculose e a malária.
Esse valor nem chega a 10% do orçamento militar anual dos EUA, que é de 450 bilhões de dólares, por exemplo.(...)" in Revista Mundo e Missão
04/07/2010
A Triste realidade de um mundo desconexado, e sem rumo!
"(...)Sabemos que a oportunidade de mobilidade social, está sobretudo assente na educação e no conhecimento, o respeito e amor pelo próximo está nos valores fundamentais da socialização, que começa dentro da família logo à nascensa, seguindo-se a escola e a sociedade em que estamos inseridos. Precisamos de rever, toda a desconstrução moral, que nos tem sido incutida por uma sociedade classista, virada apenas para o imediato, o prazer e o mundo mundano(...)" (in: Socialização, Ética, Moral e Liberdade - por Victor Simões, Trab. Faculdade Letras Universidade do Porto - Jan,2006).
A nossa prespectiva de pobreza, começa muitas vezes por nós que nos queixamos, de que estamos mal, não podemos ir passar aquelas férias de sonho, porque o custo de vida está cada vez mais caro e a nossa renda, não dá para tudo o que a nossa vontade consumista nos impele a desejar. Pois assim é precisamente no mundo rico em que vivemos. A nossa noção de pobreza está desfocada, desvirtuada e passamos o tempo a lamentar-nos de que isto não está bom, aonde vamos parar, etc...etc!
Se atentarmos, no que verdadeiramente é pobreza, sofrimento e privações, como muito bem ilustram as imagens do vídeo que aqui coloquei, teremos que forçosamente alterar o nosso conceito.
Há dias passando uma arrumação em casa, deparei-me com kilos de roupa de bébé, que os meus filhos já não usam, ( claro só a que está em perfeito estado ) e que o mais certo seria irem parar ao contentor do lixo, mas estão precisamente preparadas para serem entregues a quem delas aínda possa fazer uso, para alguma campanha de recolha de donativos que surja.
As imagens que acima acabamos de visualizar, ilustram bem a imoralidade de um mundo governado por interesses pessoais, mesquinhez e egoísmo. Um mundo de grandes clivagens, assimetrias e desumanização, assentes sobretudo na exploração do homem pelo homem e na ganância capitalista das grandes multinacionais e de gente, que só olha para o seu próprio umbigo.
26/09/2009
Contra a fome
12/06/2008
Recordação de crise antiga
Regresso ao passado
Hoje, tive a noção exacta do que sentiram as gerações que passaram por um racionamento em produtos de "primeiríssima" necessidade…
Lembro-me das histórias que me contavam sempre que não queria comer. Eram contadas com alguma mágoa, (para me fazerem comer), mas também com um misto de saudosismo pela solidariedade demonstrada pela vizinhança ou amigos, e nas quais entrava quase sempre uma personagem: "um rebuçado".
O "sr." rebuçado fez as minhas delícias de infância. Imaginar o meu avô com os bolsos cheios de rebuçados (1 tostão dava para vinte), no dia em ia à taberna jogar uma cartada e voltava a cavalo numa mula, fazia-me sorrir. Até mesmo rir, como no dia em que a mula se lembrou de dar pinotes e ele caiu, passando uma hora, às escuras, a "apalpar" rebuçados no carreiro de terra.
Mas… a verdade é que, naquelas histórias, o desejado "rebuçado" nunca foi comido ou "chupado", dissolvido na boca lentamente e com prazer. Antes pelo contrário, era logo"derretido", como por magia, assim que caía numa caneca de café de cevada.
Foi assim que eu descobri as virtudes ou as desvantagens do adoçante. Se o temos, abusamos dele ou, até, substituímo-lo por uma "migalha" adocicada, que me amargou na boca quando, glutona curiosa, lhe quis sentir o sabor. Se não existe, lá diz o ditado, " a necessidade é mestra", e usa-se o que se pode para, neste caso concreto, enganar a boca, ou mesmo o café.
Foi com estes pensamentos que cheguei a casa, carregada de farinha e, claro, de açúcar (não vá o diabo tecê-las), mas sem a carne e/ou o peixe nem, tão pouco, uma erva verdinha, até podia ser verde-seco, para acompanhar.
As prateleiras destas secções estavam completamente vazias. Vazias, como reza o meu dicionário, ainda sem acordo ortográfico. Não me lembro de alguma vez ter visto a imagem desoladora de um armazém despido da sua função! Mas não de área de consumo. Os "zombies", assim me pareceram as pessoas, puxando um cestinho vazio com rodas, passeavam-se com ar desolado ..(ou assustado?) pelos corredores e chegavam à menina da caixa com enlatados, arroz, massa e ovos, muitos ovos, não vão as galinhas entrar também em reivindicações.
Provavelmente não entram elas, mas os seus criadores, com a falta que sentem de rações para as alimentar, ou ainda, os galos, que a continuarem sem comer, entram em greve reprodutiva e o ciclo termina….
Assim como terminou o meu dia, com farinha, açúcar e o carro parado à porta, na reserva. As estações de serviço esgotaram às 2 da tarde.
Será desta que começo a andar de bicicleta para ir trabalhar? Não me estou a ver sobre um skate, nem sobre patins como as meninas dos hipermercados.
Consciente estou, que é mesmo necessário abandonar o vício da dependência. Já a psicologia o diz e a história recente o corrobora. Alterar modos de vida e comportamentos, será a solução.
Hoje, apeteceu-me voltar aos tempos do meu avô, retomar uma agricultura também ela sem dependência, a não ser a da Natureza, saudável e sempre pronta a devolver a atenção que se lhe dá. Recordei as minhas férias de menina, junto à ribeira a dar pedacinhos de pão aos patos, que às vezes iam parar dentro de uma caçarola de barro, para meu grande desgosto. Das couves que ajudava a cortar na horta para dar aos coelhos e que me entretinha a ver roer; do leite quente fervido, acabado de ser ordenhado e que me faziam beber, mas que eu detestava porque não estava dentro de um pacote!
Por alguma razão fiz hoje este "Regresso ao Passado 2" e não pode ter sido apenas por causa das prateleiras vazias de um supermercado e de uns quantos "zombies" caras pálidas, ou ainda, da hipótese de me ver sobre um skate para ir trabalhar.
Não, penso que a razão principal é ter tido maior consciência dos erros em que temos todos vivido….
Manuela
17/10/2007
A fome das crianças
Agradeço à Amiga Adelaide esta poesia, cheia de sensibilidde.
Por onde tendes andado que não os guardais,
deixais que comam lixo porque têm fome!
que sejam abandonados por estradas silenciosas,
sozinhos, tristes, a chorar, sem compreender...
O que foi feito do amor dos pais que tanto amavam
porque os deixaram sozinhos no meio da natureza!
É este o mundo em que vivemos??? não...
este mundo é belo cheio de cor, de flores,
do verde dos arvoredos, dos pássaros que cortam os céus,
do branco que escorre lentamente nos oceanos,
do amarelo do sol, das noites de luar...
E os meninos porque sofrem assim???
porque não têm o direito de admirar a natureza
com olhos felizes, porque têm fome e estão sós
e é no lixo que encontram algo sujo e podre...
que à falta do melhor lhes engana a fome???
Por onde andais vós anjos dos meninos
porque também vós os abandonais!!!
Porque sois negligentes e distraídos???
Pobres pequeninos inocentes
que não sabem defender-se nem dos humanos,
bandidos, sem rumo que os atacam sem prumo...
e se esquecem que são meninos!!!
Meu Deus chamai os anjos e perguntai-lhes
porque também eles abandonam o que há de mais belo
nesta natureza que tu criaste para nosso deleite???
Adelaide


