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07/07/2012

PAIS ENVELHECEM, FILHOS TAMBÉM!

Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho.
Ser pai ou ser mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém..

12/04/2010

O homem é como um livro

O Universo é uma imensa livraria. A Terra é apenas uma de suas estantes. Somos os livros colocados nela.

Da mesma maneira que as pessoas compram livros, apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna. Outras procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas histórias de terror ou romances profundos.

Também é assim com as pessoas: há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance. Somos homens-livros lendo uns aos outros. Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração.

A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto. O corpo pode ter uma bela plástica mas é o espírito que dá brilho aos olhos.

Também podemos ler nas páginas experientes da vida muitos textos de sabedoria. Depende do que estamos buscando na estante. Podemos ver em cada homem-livro um texto-espírito impresso nas linhas do corpo.

É importante o conjunto do psíquico, emotividades, sentimentos e afeições, mas só quem lê o interior o descobre. Só quem vence a ilusão da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém, descobre seu real valor, humano e espiritual. Será bom que todos nós possamos ser bons leitores conscientes. Que nas páginas de nossos corações, possamos ler uma história de amor profundo. Que em nossos espíritos possamos ler uma história imortal.

E que, sendo homens-livros, nós possamos ser leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo.

A capa amassa e as folhas podem rasgar.Mas, ninguém amassa ou rasga as idéias e sentimentos de uma consciência imortal. Até ao fim da vida devemos aperfeiçoar o livro que será publicado pela editora da vida, na estante terrestre...

Texto retirado de anexo de e-mail em Power Point

24/10/2009

A Fita Métrica do amor

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena para você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento e quando sonha junto. É pequena quando se desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichés.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Martha Medeiros

Texto pubicado pela amiga Heli do Blogue Chega Junto, que teve a amabilidade de anuir a que fosse aqui publicado.
Fernanda Ferreira

10/05/2009

DEFINIÇÃO DE AVÓ - -ABSOLUTAMENTE DELICIOSA!!!!

Só mesmo vinda de uma criança...
Definição de Avó

Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo.Uma delícia!



"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem 'Despacha-te!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão".

Está espantosa esta definição!

20/11/2008

FILHOS

Imagem da net



Aos meus queridos amigos e leitores trago aqui este tema por achar verdadeiramente importante, e muito adequado aos tempos que hoje vivemos. Recebido por e-mail em pps.

Para quem é pai/mãe e para aqueles que o serão...
Texto de Affonso Romano de Sant'Anna.

Há um período em que os pais vão ficar órfãos dos seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estagnados.

Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre, e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias de igual maneira.
Crescem de repente.

Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Que é que aconteceu à pazinha de brincar na areia, às festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme de infantário?

A criança está crescendo num ritual de obediência e desobediência civil...
E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração:
Incómodas mochilas da moda nos ombros.

Ali estamos nós, com os cabelos esbranquiçados.
Eles são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas das notícias e da ditadura das horas.

E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos.
Não mais os pegamos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judo.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante das suas próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidencias entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores.

Não os levámos o suficiente ao playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes comprámos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, pascoas, piscinas e amiguinhos.
Sim, havia a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.

Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente morriam de saudades daquelas "pestes".

Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito.
( nessa hora se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar ) para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade, e que a conquistem do modo mais completo possível.

O jeito é esperar.
A qualquer momento podem dar-nos netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estafado não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer connosco.

Por isso os avós são tão desmesurados,a distribuírem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afecto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa mais antes que eles cresçam.

Aprendemos a ser filhos depois que fomos pais...
" Só aprendemos a ser pais depois que somos avós...

23/09/2008

EU TE AMO



RENATO RUSSO


Renato Manfredini Júnior, mais conhecido por Renato Russo, foi um consagrado cantor, compositor e músico brasileiro, que faleceu em 1996 com apenas 36 anos de idade.

Durante a sua carreira publicou quatro livros; após a sua morte foram lançados três livros, um deles “Conversações com Renato Russo”, que contém trechos de entrevistas mostrando o seu ponto de vista sobre música, o mundo, as drogas e a política.

“Polémico, inquieto, criativo e carismático, assim era o grande poeta do rock brasileiro dos anos 80 e 90…em cada frase a ousadia de um artista que se transformou no guru de gerações de jovens brasileiros”

É-lhe atribuído este texto que considero muito bonito e quero partilhar convosco.


Depois de 21 anos de casado, descobri uma nova maneira de manter viva a chama do amor.

Há pouco tempo decidi sair com outra mulher.

Na realidade foi ideia da minha esposa.

- Você sabe que a ama! – disse-me minha esposa um dia, pegando-me de surpresa. A vida é muito curta, você deve dedicar especial tempo a essa mulher…

- Mas, eu te amo! – protestei à minha mulher.

- Eu sei. Mas você também a ama. Tenho certeza disso.

A outra mulher, a quem minha esposa queria que eu visitasse, era minha mãe, que já era viúva há 19 anos, mas as exigências do meu trabalho e de meus 3 filhos, faziam com que eu a visitasse só ocasionalmente.

Essa noite a convidei para jantar e ir ao cinema.

- O que é que você tem? Você está bem? – perguntou-me ela, após o convite.

(Minha mãe é o tipo de mulher que acredita que uma chamada tarde da noite ou um convite surpresa é indício de más notícias)

- Pensei que seria agradável passar algum tempo contigo – respondi. Só nós dois, o que acha?

Ela refletiu por um momento.

- Me agradaria muitíssimo – disse ela sorrindo.

Depois de alguns dias, estava dirigindo para pegá-la depois do trabalho. Estava um tanto nervoso, era o nervosismo que antecede um primeiro encontro…

E que coisa interessante, pude notar que ela também estava muito emocionada.

Esperava-me à porta com seu casaco, havia feito um penteado, e usava o vestido com que celebrou seu último aniversário de bodas.

Seu rosto sorria e irradiava luz como um anjo.

- Eu disse a minhas amigas que ia sair com você, e ficaram muito impressionadas – comentou, enquanto subia no carro.

Fomos a um restaurante não muito elegante, mas, sim, aconchegante. Minha mãe se agarrou no meu braço como se fosse a “primeira-dama”.

Quando nos sentamos tive que ler para ela o menu. Seus olhos só enxergavam grandes figuras.

Quando estava pela metade das entradas, levantei os olhos: mamãe estava sentada do outro lado da mesa e me olhava fixamente. Um sorriso nostálgico se delineava nos seus lábios.

- Era eu quem lia o menu quando você era pequeno – disse-me.

- Então é hora de relaxar e me permitir devolver o favor – respondi.

Durante o jantar tivemos uma agradável conversa: nada de extraordinário, só colocando em dia a vida um para o outro.

Falamos tanto que perdemos o horário do cinema.

- Sairei contigo outra vez, mas só se me deixares fazer o convite – disse minha mãe quando a levei para casa. E eu concordei.

- Como foi teu encontro? – quis saber minha esposa, quando cheguei naquela noite.

- Muito agradável… Muito mais do que imaginei…

Dias mais tarde minha mãe faleceu de um enfarto fulminante.

Tudo foi tão rápido… não pude fazer nada.

Depois de algum tempo recebi um envelope com cópia de um cheque do restaurante de onde havíamos jantado, minha mãe e eu, e uma nota que dizia – “o jantar que teríamos paguei antecipado, estava quase certa de que poderia não estar ali, por isso paguei um jantar para ti e para tua esposa. Jamais poderás entender o que aquela noite significou para mim. Te amo “.

Nesse momento compreendi a importância de dizer a tempo: “TE AMO”, e de dar a nossos entes queridos o espaço que merecem.

Nada na vida será mais importante que Deus e as pessoas que você ama.

Dedique tempo a eles porque eles não podem esperar.

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”