10/03/2013

Jovens com presente difícil e futuro incerto

6 comentários:

Fê Blue bird disse...

ESTOU EMOCIONADA!
APLAUDO DE PÉ!

Um beijinho comovido amigo João por me dar a oportunidade de ouvir este testemunho que merece ser divulgado.

beijinho

Celle disse...

Emocionada vivenciei nestas sofridas palavras os momentos difíceis pelos quais Portugal está passando!
Solidária lamento muito!
celle

A. João Soares disse...

Minhas queridas Amigas Fê e Celle,

Permitam que responda às duas ao mesmo tempo. A autora é excepcional na forma como expõe este problema. O problema é confrangedor e não se limita aos jovens, mas abrange toda a gente, excepto os que vivem à sombra da política e dos negócios com o Estado, um bando de cúmplices e coniventes.

Governar actualmente, devido aos múltiplos factores que incidem na vida colectiva é realmente um problema complexo, tanto que não está ao alcance destes «jotinhas» que não demonstram a mínima capacidade para pensar devidamente os mais simples problemas nacionais.

Perante os casos que lhes surgem, cada um olha apenas para uma parte da franja e «decide» como deve ser resolvido «custe o que custar» e não tem poder de diálogo com os outros que olham para outra parte da franja e emitem uma opinião diferente, também «muito segura». Mas, cada um fica agarrado à sua teimosia obsessiva e nenhum vai ao fundo do problema. Por isso fica uma trapalhada de desgaste de recursos sem o problema chegar a ser colocado em equação e muito menos resolvido. Fica realmente uma trapalhada em que cada decisão complica ainda mais, por deixar o cerne intacto, mas as franjas mais emaranhadas. E assim temos a vida cada vez mais complicada desde o dia 25 de Abril de 1974, dia em que todos sonhámos passar a ter uma vida melhor, mais justa e imbuída de racionalidade, justiça social e solidariedade



Cabe ao Governo definir as linas mestras da sociedade e colocar todas as peças a funcionar bem, realizando bem cada uma nas suas tarefas. Mas aqui surge a impossibilidade: os governantes são incapazes de vestir a necessária humildade para ouvir os outros, aprender, analisar os problemas de forma intensa e interessada e só depois decidir. Falta-lhes honestidade de reconhecer até onde vai a sua ignorância e decidirem-se a aprender, a conhecer o povo que deles depende, respeitar as suas vontades e ter muita atenção pelos motivos de desgosto e de indignação e procurar dar resposta oportuna e adequada.

Há tempos coloquei aqui um post com a metodologia de preparação das decisões. Seria bom que os governantes se debruçassem naquelas poucas linhas e as meditassem demoradamente.Pensar antes de decidir publicado em 4 de Dezembro de 2008 e que nunca perderá actualidade.

Minhas Amigas, o mundo, a humanidade está a degenerar e todo o esforço é pequeno para a melhorar. Gostava de ver muitas pessoas a debruçar-se sobre os problemas colectivos como o fez esta actriz de teatro muito talentosa.

Beijos
João

Luis disse...

Caríssimo João,
Pelas razões apresentadas nos diversos comentários e nas tuas próprias palavras, logo que tive conhecimento deste tube coloquei-o de imediato no meu blogue Alentejo.
São palavras de angustia que demonstram bem a falta de sensibilidade de quem nos tem governado, governando-se!...
Um abraço amigo e solidário.

Celle disse...


Nosso lado feminino e emocional falou mais alto diante do tom de angústia contido naquela voz e aparência jovial, sem dúvida alguma lamentamos por todos que passam privações, demonstrando o nosso desejo de que não percam a coragem para continuar na luta por dias melhores!
celle

A. João Soares disse...

Cara Celle e Caro Luís,

Estas palavras são a intervenção de uma figura jovem, felizmente bem escolhida pela sua capacidade de inteligência e poder de análise, numa «CONFERÊNCIA NACIONAL EM DEFESA DE UM PORTUGAL SOBERANO E DESENVOLVIDO», na Faculdade de Ciências de Lisboa. Foram palavras bem escolhidas e pronunciadas em local adequado à sua repercussão entre as pessoas pensantes de todas as idades.

Vem juntar-se àquilo que aqui ficou escrito acerca do que disse Luís Fontoura sobre o Conceito Estratégico e que foi dito em entrevista por José Gil acerca de A Direita navega à vista.

Há muita gente patriota, que sabe raciocinar, a alertar os governantes sobre a melhor forma de olhar para as realidades nacionais e procurar o caminho mais adequado para um futuro mais prometedor, mas como disse em comentários anteriores, os nossos políticos actuais estão longe da nata dos portugueses. Além de ignorantes e mal preparados, são obsessivamente teimosos, pensam demasiado em sacar o máximo benefício para si e para os seus familiares, amigos, cúmplices e coniventes e não querem perder os apoios dos seus fãs (que são cada vez menos) com vista às próximas eleições. Para eles, «o país que se lixe».

Como diz a Celle, é preciso lutar pela vida presente e futura e, nessa luta, certamente em breve prazo, terão de usar armas mais convincentes do que as palavras que os governantes, sadicamente, dizem que não ouvem e a que não dão importância para a orientação das políticas. Usam postura de ditadores «custe o que custar», doa a quem doer» «posso, quero e mando», em vez de democraticamente ouvirem os eleitores, dialogarem com amostras representativas da sociedade, da Nação, do povo, porque Democracia quer dizer governar para o povo, em nome do povo.

Com o andar da carruagem as mais sérias previsões não podem ser nada optimistas.

Beijo e abraço
João