18/02/2012

dos meus poemas -- MAE 1972

                                 MAE
Em seus olhos castanhos
          chorosos
Vi fachos de luz se extinguirem
          silenciosos
suas pálpebras lentamente
          vi fechar.

Vi a dor desgastá-los
          lentamente
e eu olhando-os
          covardemente
náo tive força para um perdão
           gritar.

Olhei-te, Mulher
          sem distinguir
os poucos traços de alegria
         que vi partir
e que nem coragem tive
          de apagar.

Olhei-te depois de frente,
         lealmente,
olhei-te com amor,
         humildemente,
e frente ao mundo gritei:
         TU ÉS A MÃE......                          Isabel Martins   1972

4 comentários:

A. João Soares disse...

Amiga Isabel,

Obrigado por entrar nesta equipa de Sempre Jovens a trabalhar para Sempre Jovens. Esta designação tem a intenção de contrariar os arrogantes que chamam seniores (talvez com intenção de chamar senis) aos sábios carregados com volumosa experiência da vida e sabedoria sedimentada, ao longo da idade. Estamos aqui em defesa dos valores éticos, de respeito por todos e por dedicação aos outros (diferentes em qualquer aspecto).
Desejamos que se sinta bem entre esta equipa maravilhosa e nos traga o que tiver de melhor.
Este seu poema é um exemplo de muita sensibilidades que deve ter dado a sua mão muito prazer e momentos de muita felicidade.

Parabéns e esteja á sua vontade
João

Fê-blue bird disse...

Bem Vinda amiga Isabel !

Uma poesia linda sobre um tema que me é muito querido, MÃE,e que mostra a sua grande sensibilidade poética.
Gostei!

beijinhos

Isabel Martins disse...

Muito obrigada aos dois .. espero merecer estar aqui e à altura da qualidade deste blog.... isabel

Luis disse...

Amiga Isabel Martins,
Comecei da frente para trás e apreciei todos os post's que nos trouxe. Está a ser um bom elemento a juntar se a nós. Prova disso mesmo é este seu poema dedicado à Mulher que mais gostamos... a Nossa Mãe!
Obrigado e muitos beijinhos amigos e solidários.