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05/03/2011

É Carnaval ninguém leva a mal ;)


Texto da autoria do poeta
João Vasconcelos e Sá.

Foi lido durante um jantar, no Carnaval de 1934, na presença de um Ministro da Agricultura
– Leovigildo Queimado Franco de Sousa

Exposição

Ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Agricultura

Porque julgamos digna de registo,
a nossa exposição, Sr. Ministro,
erguemos até vós humildemente,
uma toada uníssona e plangente,
em que evitámos o menor  deslize,
e em que damos razão da nossa crise.
Senhor, em vão esta província inteira,
desmoita,  lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Mas falta-nos a matéria orgânica precisa,
na terra que é delgada e sempre fraca.
A matéria em questão, chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisamos de outra coisa…
Se os membros desse ilustre Ministério
querem tomar o nosso caso bem a sério;
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos  toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade,
e mijem-nos  também, por caridade…
O Senhor Oliveira Salazar,
quando tiver vontade  de cagar,
venha até nós, solicito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo, com sossego,
ajeite  o cu bem apontado ao rego,
e como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho.
A nação confiou-lhe os seus destinos…
Então comprima, aperte os intestinos.
e ai..se lhe escapar um traque não se importe…
quem sabe se o cheirá-lo não dará sorte…
Quantos porão as suas esperanças
num traque do  Ministro das Finanças…
e também, quem vive aflito e sem  recursos,
ja nao distingue os traques, dos discursos…
Não pecisa falar, tenha a certeza,
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provem da merda que juntarmos nelas .
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisamos de outra coisa,
adubos de potassa, cal, azote;
tragam-nos merda pura do bispote,
e de todos os penicos portugueses,
durante pelo menos uns seis meses.
Sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente eles nos despejem trampa.
Ah terras alentejanas, terras nuas,
desesperos de arados e charruas
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sempre a paixão nostálgica da merda…
Precisamos de merda senhor Soisa,
e nunca precisamos de outra coisa…
Ah, merda grossa e fina , merda boa,
das inúteis retretes de Lisboa.
Como é triste saber que todos vós
andais cagando, sem pensar em nós…
Se querem fomentar a agricultura,
mandem vir muita gente com soltura…
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala…
Ah, venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade,
formas normais ou formas esquisitas.
E desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia, à grande bosta,
tudo o que vier a gente gosta ,
Precisamos de merda, Senhor Soisa ,
e nunca precisamos de outra coisa…


BOM CARNAVAL PARA TODOS!
[(desculpem qualquer coisinha ;)]

15/02/2010

Segundo dia de Carnaval!!!

Embora não sendo grande apreciadora do Carnaval, trago hoje aqui um cheirinho desta celebração anual, acompanhada de uma pequena explicação das suas origens, conforme dados recolhidos.


Em muitos países do Mundo, o Carnaval é uma celebração da vida. Segundo alguns historiadores, ao sabermos mais sobre o Carnaval saberemos mais de nós próprios e de todas as culturas mundiais.

Há centenas e centenas de anos atrás, os seguidores da religião católica na Itália iniciaram uma tradição que consistia em desfilar com belíssimos fatos e máscaras imediatamente antes do Jejum, uma vez que os católicos não devem comer carne durante o período que antecede a Páscoa. Chamaram a este festival “Carnevalle” o que significa, por a carne de lado.
Com o passar do tempo o Carnaval de Veneza tornou-se famoso, espalhando-se por toda a Europa. Como países como Portugal, Espanha, entre muitos outros Europeus começaram a tomar conta das Américas e doutras partes do Mundo, estes levaram consigo a tradição de celebrar o Carnaval. E assim se espalhou por todo o Mundo.

O Carnaval une o Mundo em termos de expressão própria. Ele leva-nos às nossas raízes, sendo mesmo uma forma de nos mostrar as culturas de cada canto do Mundo. Para os que não passam sem o seu Carnaval, juntem as mãos e dancem esta canção da vida.
aqui
Fernanda Ferreira (Ná)

02/02/2008

Data do Carnaval

O Carnaval constitui uma data do calendário religioso, por marcar o início da Quaresma, período de 40 dias de penitência e jejum, em memória dos 40 dias de jejum que Jesus passou no deserto. As grandes festas religiosas correspondem a festividades do paganismo, ligadas ao sol e ao calendário lunar. Esta correspondência faz-nos admirar o sentido prático dos filósofos fundadores do cristianismo, que adoptaram todas as festividades do paganismo a fim de as populações da época não serem forçadas a mudanças de costumes. Foi esse sentido prático que faltou ao ministro da Saúde para levar as pessoas a aceitarem as suas reformas, sendo algumas delas necessárias e adequadas às realidades, mas que não foram bem explicadas aos utentes.


Para uso dos leitores deste blogue, deixo aqui um apontamento explicativo da data do Carnaval, uma festa móvel, variável de ano para ano: Depois do equinócio da Primavera a 21 de Março, o primeiro domingo após a primeira lua-cheia (21 de Março, este ano) é a PÁSCOA (eram as festas da Primavera, anteriores ao cristianismo). Neste ano é em 23 de Março. Contando sete semanas para trás, período da quaresma, chega-se ao Domingo Gordo (3 de Fevereiro) e o CARNAVAL é na terça-feira seguinte (5 de Fevereiro).


Parece ser fácil descortinar a mobilidade destas festas! Este ano a data é quase a mais temporã possível. Para a Páscoa ser a 21 seria necessário que esse dia fosse domingo e fosse Lua-cheia, grandes coincidências, muito raras!