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18/04/2014

SANTA PÁSCOA PARA OS DE BOA VONTADE


Páscoa significa ressurreição, renovação, primavera, melhorar a Humanidade, com caridade e solidariedade, em interacção positiva. Façamos deste momento tal como de todos os momentos da vida uma passagem para um grau melhor da nossa civilidade.

O sofrimento, a dor, não tem valor de per si, mas apenas se dele resultar algo muito positivo e compensador. É preciso ser feliz e dar felicidade aos outros. Os governantes devem colocar em primeira prioridade as pessoas, procurando melhorar a sua qualidade de vida.

Orientemos cada gesto, todos esforços para que, dentro do possível, todos tenham uma Santa Páscoa.

Imagem de arquivo

06/04/2012

Votos de Páscoa Feliz

Aos colegas colaboradores deste espaço
Aos visitantes,
Aos comentadores,
Aos Portugueses,
A todos os seres humanos,
A toda a Natureza,
desejamos que estes dias sejam de muita PAZ interior e exterior, que seja o início de uma verdadeira Primavera, que seja o começar de uma NOVA ERA, de muita Paz, de óptimo relacionamento com tudo o que vive à volta, fazendo uso das melhores energias, dos mais elevados valores éticos, amando os outros, por que daí se receberá Amor e felicidade interior.
Sejamos utópicos para o BEM e esperemos que, com o nosso bom comportamento, contribuamos para melhorar a humanidade. Com isso obteremos um bom resultado.

PÁSCOA FELIZ para todos

28/03/2012

Porque motivo se oferecem ovos, amêndoas, coelhos e galinhas de chocolate na Páscoa




Chega a Páscoa e com ela todas as marcas de chocolate e doces libertam ovos, galinhas e coelhos de chocolate. Velhos e novos, todos nós somos tentados a deliciar-nos com eles, mas sem perguntar o porquê. Porque motivo ovos e não batatas? Porquê chocolate e não baunilha? E porquê esta época do ano?

Ok, começou tudo assim: na Antiguidade, os povos do Hemisfério Norte (principalmente os gregos, os romanos e os alemães) comemorava, a chegada da Primavera consoante indicava o calendário lunar, entre 20 de Março a 25 de Abril. Eram tempos de celebração, quando a neve derretia, voltava a vida aos campos e a fertilidade regressava ao mundo.
Até então, quase todas as culturas tinham o ovo como um símbolo de fertilidade, porque continha a promessa de vida. Quase todos, com excepção dos alemães e eslavos, a quem a fertilidade era representada pelo coelho (não é difícil imaginar porquê). Especialmente para eles o coelho era a forma que tomava Oester, a deusa da Primavera, a quem adoravam quando a Lua atingia o seu equinócio, marcando a mudança de estação. Conforme os dados, Oester é a raiz da palavra Easter, sendo assim denominada Páscoa na língua alemã e francesa.
Mas há 2000 anos atrás, quando os cristãos começaram a comemorar a ressurreição de Cristo, no norte da Europa deu-se início a uma mistura de figuras pagãs e religiosas, que o calendário gregoriano, eventualmente, acabou por resolver no século XVI: por motivos não religiosos e de dominação cultural, fizeram-se coincidir as celebrações pagãs com a ressurreição de Jesus. E pronto.
De maneira que a confusão começada entre os deuses germânicos e eslavos, combinados com a tradição cristã, eventualmente, levou à tradição actual de se comer ovos de Páscoa, coelhos e galinhas de chocolate ... bem, a galinha parece um pouco desenquadrada, mas ao fim ao cabo é ela que põe os ovos, certo?
  • Porque se come chocolate
Porque são de chocolate e não de cores vivas? Isso é outra história e temos de remontar à Rússia dos czares. Por volta do século XVIII, na Europa Oriental, celebrava-se a Páscoa oferecendo-se ovos verdadeiros de galinha, como forma de reafirmar a chegada de uma temporada próspera. Em tempos de fome, os ovos tiveram o seu sucesso. Mas geralmente,não era um presente muito atraente, assim, o czar deu a volta à questão para que o ovo pertencesse à classe alta: e mandou fazer ovos em porcelana, decorado com jóias e metais preciosos, e a coleccioná-los.
Outro dos secretismos que nem a história consegue explicar, o catolicismo ortodoxo exportou os ovos para o Ocidente, onde eram muito apreciados. Os ovos duros e decorados foram um sucesso até meados do século XIX, até que um suíço muito esperto, teve a feliz ideia de que se os fizesse em chocolate teriam ainda mais sucesso. E assim permanecem até hoje.


  • Porque se come amêndoas
A amêndoa é hoje um dos símbolos da festa pascal. Este fruto seco chega mesmo a significar folar (outra tradição pascal). Assim, em vez de dar ou receber o folar, também se diz dar ou receber amêndoas. No caso do cristianismo esse fruto simboliza Jesus, porque a sua natureza divina está “escondida” pela sua natureza humana.

fonte: Hoje descobri...

20/04/2011

O tempo passa...

«O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.»
Vergílio Ferreira


Que o espírito da Páscoa esteja connosco todos os dias do ano.
Beijinhos a todos

18/04/2011

Páscoa Feliz


É de bom tom, nesta época festiva, transmitir a todos os amigos, colaboradores, comentadores e simples visitantes, votos de que passem estes dias com saúde e a melhor disposição.

Desejo que tenham um momento de viragem, de reparação de erros, de recuperação de uma vida positiva sem amarras a tentações materiais, cada vez mais enganosas e efémeras.

Nestes dias de mais atenta reflexão, não posso deixar de referir o livro que acabo de ler, mas que hei-de reler mais vezes, «Fator J - Jesus em um novo olhar», de Luiz Santilli Jr, de S.Paulo-Brasil, engenheiro e professor universitário, que teve a amabilidade de mo enviar com uma simpática dedicatória. Foi publicado pela LCTE Editora (www.lcte.com.br  com o e-mail lcte@lcte.com.br), em 2006. Pode ser encomendado pela Internet ou pode pedir à sua livraria que faça essa encomenda.

Trata-se de apenas 159 páginas de leitura fácil, mas de uma profundidade que nos atrai completamente e que constitui um incentivo a uma reflexão pessoal sobre religião, assente basicamente no conceito: amai os outros como a vós mesmos, ou respeitai os outros como desejais ser respeitados, ou não façais aos outros o que não desejais que vos façam. Este conceito constitui a âncora de todo o comportamento cívico que se aproxime da perfeição, isto é, que procure o aumento do Fator J.

Se este conceito fundamental for bem interpretado e interiorizado, deve influenciar toda a nossa vida desde o mais pequeno acto individual até aos grandes negócios, criando uma alta prioridade para aquilo que é importante para a felicidade e a satisfação espiritual. O desprendimento das coisas materiais, sempre passageiras, eleva o espírito para aquilo que nos deve valorizar, em continuidade, como resultado do bom comportamento, perante a nossa auto-estima e perante a sociedade.

Quem ler o livro, sem preconceitos e com espírito aberto e receptivo, e pretender aperfeiçoar o uso do seu livre-arbítrio que nos leva a aceitar as opiniões alheias apenas depois de passadas pelo crivo do nosso entendimento, fica munido de uma base de apoio muito sólida para ser religioso, em sólida consonância com o Criador, sem se prender a formulários e a rituais visíveis e espectaculares que muitas vezes arrastam para situações que não são realmente sentidas nem enriquecedoras do comportamento cívico, aconselhado por Jesus.

Peço desculpa ao amigo Luiz se estas palavras não foram bem escolhidas, mas são a tradução de uma primeira ideia que ficou da leitura inicial. Como diz, precisamos de meditação e de treino para desenvolvermos os poderes que Jesus mostrou que temos, para melhorarmos o nosso Fator J.

Imagem extraída do blog Boa Leitura

09/04/2009

Páscoa Feiz

Desejo a todos os Amigos, autores, comentadores e visitantes deste blogue, aos seus familiares e grupos de amigos que tenham uma Páscoa muito Feliz. Que esta quadra festiva e os primeiros calores da Primavera lhes tragam a energia necessária para suportarem da melhor maneira os tempos que virão.

Abraços de amizade.
João Soares

08/04/2009

PÁSCOA

Photobucket

- Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é.... bem... é uma festa religiosa!

- Igual ao Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressureição.

- Ressurreição?

- É, ressurreição. Marta , vem cá !

- Sim?

- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu ?

- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

- O que é isso menino?

- Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã ! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus ?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?

- Sacrilégio!!!

- É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?

- Eu sei lá ! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo ?

- Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ?

- Era... era melhor,sim... ou então urubu.

- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né ?

- Que dia ele morreu ?

- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

- Que dia e que mês?

- (???)

- Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressucitou três dias depois, no Sabado de Aleluia.

- Um dia depois!

- Não três dias depois.

- Então morreu na Quarta-feira.

- Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas ? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como ? Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua ?

- É que hoje é Sabado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no Sábado ?

- Claro que não ! Se Jesus morreu na Sexta !!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo ?

- Ui...

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só ?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Ai coitada!

- Coitada de quem?

- Da sua professora de catecismo!

(Luiz Fernando Veríssimo)

Páscoa, religiões, reflexões

O homem, desde sempre, teve necessidade de encontrar explicação para as suas dúvidas acerca de tudo o que o cerca. Criou Deuses, umas vezes autoritários e exigentes, outras vezes amorosos, mas, com frequência, em grande quantidade como ocorreu nas teologias grega e romana, em que cada situação da vida humana ou da Natureza tinha um Deus poderoso que representava as explicações que as pessoas desejavam ou temiam.

Os filósofos antigos canalizaram esses sentimentos das populações para diversos cultos, facilitando os comportamentos mais civilizados de vivência em sociedade. De uma forma geral, cada religião tem muito de semelhante com as outras no sentido de orientar os comportamentos para a solidariedade para com os seus crentes, os bem comportados, com vista a criar o melhor funcionamento das sociedades, em paz e harmonia. Mas, em relação aos que não são seus crentes, todas têm manifestado aversão, hostilidade, por vezes traduzida em guerras sanguinárias e duradoiras. Com o progresso da história e da ciência, assiste-se ao aperfeiçoamento das religiões, no sentido do monoteísmo em que três se situam à volta de uma base comum, o que levou o Papa João Paulo II a desenvolver notável esforço em direcção ao ecumenismo.

Nas religiões primitivas, politeístas, a influência astral e a sucessão ritmada das estações foi determinante, e as religiões organizavam festas especiais próximas do solstício do Inverno e do equinócio da Primavera, além de outras menores relacionadas com as sementeiras, as colheitas e outros momentos visíveis da natureza agrícola.

Os filósofos, doutores da lei, que criaram o cristianismo tiveram a inteligência e o cuidado de aproveitar o entusiasmo religioso dos povos da época e o seu calendário para que a conversão na nova doutrina não obrigasse a alterar os costumes ou a criar novas festas em paralelo com as «pagãs» já enraizadas. E, assim, localizaram o nascimento do Redentor nas festas do solstício de Inverno e a sua morte e Ressurreição (Páscoa) no primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia depois do equinócio da Primavera. Estes pormenores e a coerência do Antigo Testamento e dos quatro evangelhos do Novo Testamento são merecedores da maior consideração e respeito pela inteligência, racionalidade e sentido prático dos filósofos da época, por terem criado um corpo de doutrina coerente merecedor do apreço dos seguidores durante muitos séculos.

Estas palavras poderão chocar muitas pessoas, mas a fé não perde com elas, a não ser em pessoas fanáticas sem a elasticidade suficiente para ir além dos textos preparados pelas autoridades eclesiásticas. A necessidade de Deus é, hoje, muito semelhante à dos gregos e romanos, indianos ou chineses, e , perante a crise moral e social em que o mundo se encontra, ela está mais acrescida.

Há, no entanto, a particularidade de a rebeldia e libertinagem afastar muitas pessoas da disciplina rígida dos rituais e levando cada um a ter o seu próprio conceito de Deus, o que não favorece as religiões que exigem actividades de massa, de multidão, de emotividade colectiva, com ostentação de obediência e de fausto.

Outro mal que ameaça as religiões é o radicalismo de minorias que retiram respeito e credibilidade ao valor de algumas religiões por parte dos seguidores de outros credos. Os radicalismos e fundamentalismos são demasiado exclusivistas para poderem subsistir por muito tempo e aumentar as adesões livres e voluntárias.

A crise em que o Mundo está mergulhado afectará também as religiões que, para sobreviverem, terão de se adaptar aos sentimentos da população actual, embora mantendo os dogmas e os conceitos fundamentais.

A católicos praticantes daqueles que recitam os prontuários do catecismo e participam regularmente na parte espectacular dos rituais, não é fácil raciocinar sobre as religiões nos termos em que a elas se refere este texto. A generalidade das pessoas recusam aceitar que uma religião é um assunto virtual. Mas, o facto é que Deus é uma ideia, não é materializado por medidas e pesos. As pessoas têm necessidade de Deus, um Deus que existe dentro do nosso espírito, à medida das nossas dúvidas, ansiedades, ambições, receios, princípios éticos etc. A própria religião diz que Deus está no céu, na terra e em toda a parte. Está dentro de nós, é nosso, à nossa medida, à medida da nossa fé.

Mas as religiões vivem de manifestações de massas, de rituais espectaculares e, para isso, exploram a nossa credulidade. Isto não é defeito nem virtude de uma ou de outra, é de todas e é isso que os partidos políticos em democracia procuram imitar, com os comícios e outras manifestações. A fé, para se «dilatar», precisa de actos públicos que criem emotividade nas pessoas.

A Páscoa, tendo aproveitado a festa que constituía o anúncio do fim do Inverno e a chegada da Primavera, a passagem de um tempo escuro e triste para um mundo iluminado, de vida nova na Natureza, como que o renascer, é uma festa móvel, devido ao condicionamento da primeira lua cheia após o equinócio. Daqui a dúvida que se gera quanto à idade com que morreu Cristo, 33 anos e quantos dias? Estes podem variar de 22 de Março a 25 de Abril, devido ao ciclo das fases da Lua. Mas nada retira ao símbolo da celebração da morte e ressurreição, mesmo que tenha ocorrido em dia muito anterior ou muito posterior.

Nesta estação do ano, os antigos povos pagãos europeus homenageavam Ostera, ou Esther.
Ostera era a Deusa da Primavera, que segurava um ovo na mão. A deusa e o ovo eram símbolos da chegada de uma nova vida. Ostera equivale, na mitologia grega, a Perséfone e, na mitologia romana a Ceres. Nessas datas distantes, festejar a Primavera sempre representou a alegria, tal como hoje a Páscoa, no que a Natureza florida na sua melhor gala muito contribui.

A palavra "páscoa" vem do hebraico "pessah" e significa "passagem", "mudança", refere-se ao êxodo do Egipto dos hebreus, há cerca de 3 mil anos, quando iniciaram pela mão de Moisés o "êxodo", a viagem de libertação do seu povo no reinado do faraó Ramsés II, depois de terem sido escravos dos faraós durante 400 anos. A «pessah» constitui uma das mais importantes festas do calendário religioso judaico. Comemoram assim a passagem da escravidão para a libertação, da tristeza do Inverno para a alegria da Primavera. A comemoração inclui, entre outras coisas, uma refeição, onde se come o Cordeiro Pascal, pão sem fermento (o "matzá"), ervas amargas e muito vinho.

Devido ao aproveitamento das tradições anteriores atrás referidas, seguiu-se o hábito de comemorar a chegada da Primavera e a Páscoa com os ovos símbolo da fertilidade, da vida e que, para maior simbologia eram pintados e decorados representando a luz solar. Mas o costume de os decorar para dar de presente na Páscoa foi incentivado na Inglaterra, no século X, tendo o rei Eduardo I o hábito de banhar ovos em ouro e oferecê-los aos seus amigos e aliados.
Acreditava-se que receber ovos pintados trazia boa sorte, fertilidade, amor e fortuna. A oferta de ovos manteve-se até hoje e de várias formas. Também, o coelho está relacionado com os aspectos profanos da Páscoa, devido a ser um símbolo de fertilidade, de fecundidade, relacionado com a época em que toda a Natureza germina para uma nova fase de criação.

A Páscoa cristã

Para entender o significado religioso da Páscoa cristã, é necessário recordar que muitas celebrações antigas foram integradas nos acontecimentos relacionados com Cristo.
A festa da Páscoa integra a última ceia de Jesus com os Apóstolos, a sua prisão, julgamento e condenação à morte, seguida da sua crucifixão e ressurreição. A celebração começa no Domingo de Ramos (quando Jesus entra em Jerusalém e é aclamado com ramos de palmeira) e acaba no Domingo de Páscoa (com a Ressurreição de Cristo): é a chamada Semana Santa.

A data da Páscoa foi fixada pela Igreja no ano 325, de modo a "cair" no primeiro domingo posterior à primeira Lua Cheia depois do equinócio da Primavera. Com esta definição, a data da Páscoa varia de ano para ano, situando-se entre 22 de Março e 25 de Abril, sendo uma festa "móvel".

O Domingo de Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo que, depois de morrer na cruz, e de o seu corpo ter sido colocado num sepulcro, onde permaneceu, ocorreu quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, indo as pessoas às igrejas e participando em cerimónias religiosas, mais do que durante o resto do ano. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

Na elaboração deste texto, além de conhecimentos gerais e de reflexões baseadas em várias leituras, recorreu-se ao post A Festa de Natal tem 4.000 anos!

02/02/2008

Data do Carnaval

O Carnaval constitui uma data do calendário religioso, por marcar o início da Quaresma, período de 40 dias de penitência e jejum, em memória dos 40 dias de jejum que Jesus passou no deserto. As grandes festas religiosas correspondem a festividades do paganismo, ligadas ao sol e ao calendário lunar. Esta correspondência faz-nos admirar o sentido prático dos filósofos fundadores do cristianismo, que adoptaram todas as festividades do paganismo a fim de as populações da época não serem forçadas a mudanças de costumes. Foi esse sentido prático que faltou ao ministro da Saúde para levar as pessoas a aceitarem as suas reformas, sendo algumas delas necessárias e adequadas às realidades, mas que não foram bem explicadas aos utentes.


Para uso dos leitores deste blogue, deixo aqui um apontamento explicativo da data do Carnaval, uma festa móvel, variável de ano para ano: Depois do equinócio da Primavera a 21 de Março, o primeiro domingo após a primeira lua-cheia (21 de Março, este ano) é a PÁSCOA (eram as festas da Primavera, anteriores ao cristianismo). Neste ano é em 23 de Março. Contando sete semanas para trás, período da quaresma, chega-se ao Domingo Gordo (3 de Fevereiro) e o CARNAVAL é na terça-feira seguinte (5 de Fevereiro).


Parece ser fácil descortinar a mobilidade destas festas! Este ano a data é quase a mais temporã possível. Para a Páscoa ser a 21 seria necessário que esse dia fosse domingo e fosse Lua-cheia, grandes coincidências, muito raras!