Povo desumano despreza quem precisa se não mostrar sinais de riqueza. Este caso confirma o tema do post «Carinho, solidão, solidariedade». O ambiente de meios pequenos presta-se mais à solidariedade, porque há melhor relacionamento humano e menos materialismo e egoismo. Os laços humanos estão a desparecer nas grandes cidades.
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25/07/2014
A IMPORTÂNCIA DA FATIOTA
Povo desumano despreza quem precisa se não mostrar sinais de riqueza. Este caso confirma o tema do post «Carinho, solidão, solidariedade». O ambiente de meios pequenos presta-se mais à solidariedade, porque há melhor relacionamento humano e menos materialismo e egoismo. Os laços humanos estão a desparecer nas grandes cidades.
08/03/2010
O orgulho da grandeza
Até agora os sociólogos, os psicólogos e os filósofos tiveram uma espécie de repugnância ou de vergonha em admitir que haja alguma coisa de comum, ou antes, de idêntico, nos grandes processos históricos, como o Islão, a Revolução Francesa e a Revolução Russa, e fenómenos banais, privados, como o enamoramento. Aí está o orgulho da grandeza. Queriam ocupar-se das coisas importantes, significativas, das coisas centrais da vida social, e o enamoramento entre dois burgueses ou entre dois garotos, a paixão entre uma professora e um jardineiro, entre um homem de meia-idade e a sua secretária, pareciam-lhes tão míseros, tão mesquinhos, tão sem importância, que não lhes faziam vir à mente que as forças em questão fossem as mesmas.
Francesco Alberoni
Publicada por Joaquim em Portugal contemporâneo.
Francesco Alberoni
Publicada por Joaquim em Portugal contemporâneo.
16/06/2008
O Velho do Restelo disse
Depois do soneto de Camões publicado em post anterior, trago aqui o início do discurso do Velho do Restelo com que termina o canto quarto de Os Lusíadas, por nele encontrar motivos de meditação para compreender muito do que hoje ocorre em nosso redor. Quem tiver curiosidade, poderá consultar o poema épico e ler as restantes sete estrofes do Velho, que não trago aqui para não sobrecarregar com referências mitológicas e históricas, ficando por estas três que já dão estímulo para interessantes reflexões.
Estrofe 95
- «Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade a quem chamamos fama!
Ó fraudulento gosto que se atiça
Cua aura popular que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!
Estrofe 96
«Dura inquietação d’alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios!
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo digna de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!
Estrofe 97
«A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?
Estrofe 95
- «Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade a quem chamamos fama!
Ó fraudulento gosto que se atiça
Cua aura popular que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!
Estrofe 96
«Dura inquietação d’alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios!
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo digna de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!
Estrofe 97
«A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?
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