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13/06/2020

CONDENAR ACTOS DE VANDALISMO

Catarina Furtado expressa a sua revolta com atos de vandalismo racistas
12/06/20 23:47 ‧ Por Rita Alves Correia

A apresentadora escreveu um longo texto nas redes sociais.



 © Global Imagens

Com as manifestações e protestos anti-racismo que se fazem têm marcado a atualidade em Portugal, assim como em todo o mundo, fizeram-se também notar reações contraditórias que dão força a movimentos discriminatórios. Perante isto, Catarina Furtado fez uso das redes sociais para dar voz à sua revolta.

Na noite desta sexta-feira, a apresentadora da RTP recordou uma imagem na qual aparece um bebé refugiado - um registo captado durante uma viagem ao campo de refugiados de Moria, na ilha de Lesbos, na Grécia. A esta fotografia, junta-se uma outra, de um ato de vandalismo em Portugal.

"Estou a expor a criança deliberadamente. Os pais deixaram. As fotografias seguintes são de actos praticados esta madrugada em lugares como Sacavem, Odivelas, Loures. O meu golpe é baixo! Usar este bebé refugiado para combater a maldade, a violência, a ignorância de quem escreve frases como estas e fica com um séquito de ratos enfeitiçados pela flauta dos movimentos de extrema direita que querem hipnotizar o povo para depois derrubar a democracia", começou por escrever na legenda da publicação.

E continuou: "E os cobardes que ainda dizem, a boca cheia, que o racismo não existe? Pois não, tudo pertence ao mundo onde eu de vez em quando mergulho, o da ficção!! O pior é que estes últimos tempos da minha vida foram dedicados a OUVIR pessoas, reais, que fugiram à guerra, à opressão, à violência, à fome e só querem trabalhar, estudar, viver em PAZ".

Catarina Furtado referiu ainda que a imagem pertence a uma reportagem realizada para o programa 'Príncipes do Nada', da RTP: "Palavra que esta gente que consegue escrever estás palavras de ÓDIO não conhece. Os refugiados e migrantes que entrevistei para o meu programa 'Príncipes do Nada' dão as respostas que precisamos para que possamos estar tod@s do mesmo lado da barricada! Quem está?"

COMENTÁRIO:

Não devemos destruir algo de que não gostamos. É conveniente ser tolerante, compreensivo e preparar um futuro melhor com respeito pelos outros que queiram colaborar na construção de uma sociedade mais justa e mais solidária e harmoniosa sem ódios nem violências.
Os grandes monumentos que são atracção de turistas foram construídos no passado e têm sido mantidos em bom estado pela dedicação de gerações posteriores. As raízes, as origens e os alicerces da civilização devem ser respeitados e devemos retirar dos nossos antepassados as melhores lições ara gerirmos o presente e prepararmos o futuro.
É certo que as boas inovações são necessárias, mas há que evitar destruir aquilo que foi feito de bom pelos nossos avós. A sociedade actual, sob a pressão de imaturos pouco esclarecidos, está a entrar em degradação e requer esforços de pessoas boas, inteligentes e solidárias para a boa formação e educação dos cidadãos de amanhã e cabe aos mais notáveis, com maior visibilidade, o melhor esforço nesse sentido. Nesse aspecto, a notável Catarina Furtado Furtado, entre outras pessoas, está a dar passos inteligentes e solidários para um melhor futuro de Portugal ao expressar a sua revolta contra «actos de vandalismo racistas». Os meus agradecimentos de cidadão respeitador e desejoso de um futuro risonho. Para as novas gerações. Já hoje manifestei esta minha ideia em duas mensagens no Facebook.
A Comunicação social e as páginas da Internet devem ser utilizadas nesta acção didáctica.

ESCUTISMO PRESERVA MEMÓRIA DO SEU FUNDADOR

Escutismo português solidário com preservação da memória do seu fundador
13/06/20 06:23 ‧ Por Lusa

A Federação Escutista de Portugal (FEP) está solidária com os escuteiros do Reino Unido pela "preservação da memória" do fundador do escutismo, cuja estátua vai ser removida temporariamente por ser um potencial alvo de manifestantes antirracismo naquele país.


© Getty

Em comunicado, a FEP, que é composta pelo Corpo Nacional de Escutas e Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), expressou a "solidariedade" com os "irmãos escutas" do Reino Unido na "preservação da memória" do fundador, Robert Baden-Powell.

A união dos municípios de Bournemouth, Christchurch and Poole, no Reino Unido, decidiu na quarta-feira à noite remover temporariamente a estátua do fundador do escutismo, Robert Baden-Powell, após ter sido identificada numa lista de potenciais alvos de manifestantes antirracismo.

Os protestos antirracistas no Reino Unido foram desencadeados pela morte de George Floyd, um afro-americano de 46 anos, em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

A FEP partilhou ainda o comunicado da Organização Mundial do Movimento Escutista (OMME) que garante estar a acompanhar "as notícias da possível remoção da estátua" de Robert Baden-Powell, de Poole Quay em Dorset.

A organização The Scout Association, membra do OMME no Reino Unido, está a "discutir o assunto com o conselho da cidade local", acrescenta ainda o comunicado.

"Como fundador do Movimento Escutista Mundial, Baden-Powell, nascido em 1857, inspirou a criação de um movimento que cresce há mais de 113 anos que capacita centenas de milhões de jovens em todo o mundo. Baden-Powell viveu numa era diferente e dentro de realidades diferentes. Hoje, o Movimento que ele fundou inclui mais de 54 milhões de escuteiros em 224 países e territórios, promovendo a tolerância e solidariedade em todo o mundo", destaca a nota.

A OMME salienta ainda que irá continuar "a trabalhar em estreita colaboração com a Associação Escutista do Reino Unido, reconhecendo o valor histórico e o simbolismo que os escuteiros de todo o mundo atribuem ao local de nascimento do Movimento Escutista".

O comunicado da FEP realça que em Portugal, as duas associações têm um efetivo de mais de 75 mil elementos, e que contribuem "para a formação integral da juventude e procurando fazer destas crianças e jovens adultos honrados, cooperativos e com valores para serem cidadãos que contribuem para uma sociedade melhor e mais interventiva"

Leia Também:
EUA: Estátuas de Cristóvão Colombo estão a ser vandalizadas e derrubadas
https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1506569/eua-estatuas-de-cristovao-colombo-estao-a-ser-vandalizadas-e-derrubadas

COMENTÁRIO:

Devemos honrar as nossas origens, as nossas raízes. O Mundo hoje não seria tão bom como é se não tivesse havido pessoas tão boas e generosas para a humanidade e a pensarem num futuro melhor para os seus vindouros. Imperfeições sempre houve mas a glória deve ser contemplada. E os valores dos heróis das nossas estátuas e outros monumentos foram considerados pelas gerações posteriores. Não devemos permitir que, agora, haja vândalos que as queiram destruir, talvez por inveja por não virem a merecer tais recompensas póstumas.

20/01/2020

JAPÃO É EXEMPLO DE ÉTICA

O Japão é incrível por inúmeras razões

Mas a minha parte favorita pode ser resumida em três palavras:
Consideração pelos outros.

No Japão, as pessoas agem com os outros em mente, ao invés de pensar apenas em si mesmas.
Por exemplo, algo simples, como deixar as pessoas passarem na escada rolante.
Em outros países, você pode fazer placas e as pessoas continuarão não obedecendo.
No Japão, todo o mundo faz automaticamente a coisa certa para tornar a vida mais fácil para todos os outros. E é assim com tudo.
Você pode cochilar num metro lotado, porque as pessoas estão quietas.
Você pode desfrutar de ruas limpas porque as pessoas não sujam.
Você pode se sentir como uma realeza porque as pessoas irão atendê-lo com um sorriso e reverência.
A cultura do respeito cria uma atmosfera incrivelmente segura que leva a milagres modernos.
Num café movimentado, você pode deixar o seu telefone ou laptop e não será roubado.
Você pode estacionar a sua bicicleta lá fora, e ela continuará lá quando você voltar. Mesmo que alguém possa sair com ela, no Japão, isso simplesmente não acontece.
Você pode até encontrar motos na rua com as chaves na ignição.
Quando você cultiva uma sociedade onde as pessoas estão conscientes dos outros, a vida é melhor para todos.
É uma lição que o resto do mundo pode aprender com o Japão.

02/03/2016

INVISIBILIDADE PÚBLICA


Prof. da Universidade - Varredor durante um mês

(Recebido por e-mail em 2/03/2016 Para ver mais sobre esta tema ir aqui

Um psicólogo fingiu ser varredor durante 1 mês e viveu como um ser invisível.

O psicólogo social FB da Costa vestiu a farda de varredor durante 1 mês e varreu as ruas da Universidade de São Paulo, onde é professor e investigador, para concluir a sua tese de mestrado sobre 'invisibilidade pública'.

Ele procurou mostrar com a sua investigação a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente condicionada pela divisão social do trabalho, onde se valoriza somente a função social e não a pessoa em si. Quem não está bem posicionado sob esse critério, torna-se uma mera sombra social.
Constatou que, aos olhos da sociedade, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'...

Trabalhava apenas meio dia como varredor, não recebia o salário de R$400 como os colegas, mas garante que teve a maior lição de sua vida: "Descobri que um simples BOM DIA, que nunca recebi como varredor, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o investigador. Diz que sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. “Os meus colegas professores que me abraçavam diariamente nos corredores da Universidade passavam por mim e não me reconheciam por causa da farda que eu usava.”

- O que sentiu, trabalhando como varredor?

- Uma profunda angústia. Uma vez, um dos varredores convidou-me para almoçar no refeitório central. Entrei no Instituto de Psicologia para levantar dinheiro, passei pelo piso térreo, subi as escadas, percorri todo o segundo andar, passei pela biblioteca e pelo centro académico, onde estava muita gente conhecida. Fiz todo esse percurso e ninguém EM ABSOLUTO ME RECONHECEU. Fui inundado de uma indescritível tristeza.

- E depois de um mês a trabalhar como varredor? Isso mudou?

- Fui-me habituando a ser ignorado. Quando via um colega professor a aproximar-se de mim, eu até parava de varrer, na esperança de ser reconhecido, mas nem um sequer olhou para mim.

- E quando voltou para casa, para o seu mundo real, o que mudou?

- Mudei substancialmente a minha forma de pensar. A partir do momento em que se experimenta essa condição social, não se esquece nunca mais. Esta experiência mudou a minha vida, curou a minha doença burguesa, transformou a minha mente. A partir desse dia, nunca mais deixei de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe, que é importante, que tem valor.
Aprendi verdadeiramente, com esta experiência, o valor da dignidade.

26/08/2012

Não ofendas os outros

Respeita os outros como queres ser respeitado

Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.

Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.

Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.

No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.

Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...

Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.

Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.

O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.

O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe:

- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estas com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retira-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá.
Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.
Amigos são jóias raras, cada vez mais raras.
Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti.

NOTA: Lição muito interessante a divulgar tanto quanto possível.


Imagem do Google

10/06/2012

Cão e gato dão lições aos humanos



Os seres humanos que se apelidam, arrogantemente, de racionais deviam aprender as lições de muitos animais sobre respeito pelo outro, tolerância, amizade, solidariedade, etc.

25/03/2012

Harmonia conjugal



Por simpática sugestão da colega e Amiga Celle, fica aqui esta lição muito útil para todos os casais e com ensinamentos aplicáveis na vida real de contacto com outros. Insere-se na «missão» didáctica deste blogue.

09/05/2010

Pais e filhos, ontem e hoje


Realmente as relações entre as pessoas tem sofrido grandes alterações. A dedicação, o respeito, o carinho, a atenção, deram lugar ao egoismo e à impaciência.
Como será daqui a 10 ou 20 anos???

15/03/2010

Pais e filhos ontem e hoje

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores e, com o esforço de abolirmos os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!

Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.

Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos.

Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.

E, o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem ao respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical para o bem e para o mal.

Com efeito, antes, se considerava um bom pai aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam às suas ordens, e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais.

Mas na medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos se foram desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.

E são os filhos que, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E que, além disso, patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer : os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado. Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem.

Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao verem-nos tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual se está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar na nossa idoneidade para governar as suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.

Os limites abrigam o indivíduo.

Com amor ilimitado e profundo respeito.

Texto
Mônica Monastério
( Madrid-Espanha )
Recebido por e-mail

09/06/2009

PACIÊNCIA


(por Arnaldo Jabor)


Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...

Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma lady
solta palavrões e berros que lembram as antigas trabalhadoras do cais...
E o bem comportado executivo?

O cavalheiro se transforma numa besta selvagem no trânsito, que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma mala sem alça.
Aquela velha amiga um ferrinho de dentista, o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela Internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso...
e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas
sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado,
e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais"onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo
do miocárdio, o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você AMA vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira Volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do Sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...

SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...


22/11/2008

Amor... Respeito... e Liberdade !

Autor: Kali Mascarenhas

Aquilo que existe em mim e faz parte de mim... pode ser transformado... Se eu quiser

Aquilo que é do outro... só pode ser transformado por ele... e será compreendido e aceito por mim... dentro dos meus limites... se existir respeito...

Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz... se houver liberdade...
Não posso afirmar: “Aquilo que o outro fez ou disse me feriu...” Eu é que me feri com AQUILO que ele fez ou disse... tenho opções...

Eu sou dono das minhas emoções... sensações e sentimentos... Também... das minhas atitudes... pensamentos e palavras ! maravilha...

Não é coerente dizer que fiz algo para alguém... só porque alguém fez isso comigo primeiro...
Se eu agisse assim... eu seria apenas resposta e eco... sem vida...

É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir... É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações... e se faço algo... sou o responsável por isso... tenho escolhas...

Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos... e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro... é meu direito...
Busco o AMOR em sua mais bela expressão... e por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro... Amém...

Quero amar com liberdade ! Quero amar com plenitude !

Quero Amar antes de tudo... porque é bom...

Amar com Respeito e Liberdade!

Viver é arte... Seja criativo!

06/08/2008

A tijela de madeira do avô

Depois do post que Mariazita publicou no blog Sempre Jovens com o título «Através dos olhos de uma criança», trago aqui uma outra história relacionada com os velhos (eufemisticamente designados por seniores, idosos ou terceira idade) e o exemplo negativo que, muitas vezes, está a ser dado às crianças.

A Tigela de Madeira

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trémulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trémulas e a visão falha do avô atrapalhavam-no na hora de comer. Ervilhas rolavam da sua colher e caíam no chão. Quando pegava no copo, o leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
- "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho.
- "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão."

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o resto da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, a sua comida passou a ser servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas nos olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.

O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança:
"O que estás a fazer?"
O menino respondeu docemente:
- "Ah, estou a fazer uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer."

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer-lhes dos olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, o leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa que "saber viver".
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém. As pessoas gostam de um toque humano – segurar na mão, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender...

E por tudo isso acho que você deveria transmitir esta mensagem para os seus amigos. Às vezes eles precisam de algo para iluminar seu dia.
As pessoas se esquecerão do que você disse... Esquecerão o que você fez... Mas nunca esquecerão como você as tratou.

NOTA: Desconheço o autor. Foi recebida num anexo de e-mail de pessoa conhecida

07/03/2008

Uma hora

Uma criança perguntou timidamente ao pai quando este regressava do trabalho:

Pai, quanto é que ganhas por hora?

O pai, friamente, respondeu:
Para que queres tu saber? São dez euros por hora.

Então, pai, poderias emprestar-me três euros?

Então é por isso que queres saber quanto ganho por hora? Vai para a cama e não me aborreças mais!

Já era noite quando o pai começou a pensar no que tinha acontecido e sentiu-se culpado. Talvez o filho necessite de comprar algo.

Entrou no quarto e perguntou-lhe baixinho:
Filho, já estás a dormir?

Não, pai.

Olha, aqui tens os três euros que me pediste.

Muito obrigado, pai.

Depois a criança levantou-se, foi buscar os sete euros do mealheiro e disse ao pai:
Agora já tenho dez euros! Pai, podias vender-me uma hora do teu tempo?


Os pais podem dar coisas aos filhos. Mas o que eles mais necessitam é que lhes dêem tempo para os escutarem.


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