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22/11/2008

Amor... Respeito... e Liberdade !

Autor: Kali Mascarenhas

Aquilo que existe em mim e faz parte de mim... pode ser transformado... Se eu quiser

Aquilo que é do outro... só pode ser transformado por ele... e será compreendido e aceito por mim... dentro dos meus limites... se existir respeito...

Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz... se houver liberdade...
Não posso afirmar: “Aquilo que o outro fez ou disse me feriu...” Eu é que me feri com AQUILO que ele fez ou disse... tenho opções...

Eu sou dono das minhas emoções... sensações e sentimentos... Também... das minhas atitudes... pensamentos e palavras ! maravilha...

Não é coerente dizer que fiz algo para alguém... só porque alguém fez isso comigo primeiro...
Se eu agisse assim... eu seria apenas resposta e eco... sem vida...

É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir... É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações... e se faço algo... sou o responsável por isso... tenho escolhas...

Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos... e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro... é meu direito...
Busco o AMOR em sua mais bela expressão... e por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro... Amém...

Quero amar com liberdade ! Quero amar com plenitude !

Quero Amar antes de tudo... porque é bom...

Amar com Respeito e Liberdade!

Viver é arte... Seja criativo!

29/03/2008

O poço e a pedra

De Masaharu Taniguchi in "A verdade da Vida

Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem, de grande estatura e com olhos muito tristes. Assustado com aquela aparição inesperada, o monge parou e perguntou se podia fazer algo por ele.

O homem baixou os olhos e murmurou, envergonhado:

"Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afecto de meus pais e dos meus amigos. Como quem se afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro, e não sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então deste sofrimento, desta angústia!", pediu, ajoelhando-se.

O monge, que ouviu tudo em silêncio, fitou os oslhos daquele homem, e alguns instantes depois disse:

"Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"

Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o homem respondeu:

"Sim, há um poço logo ali. Tenho aqui uma corda que posso amarrar à sua cintura e descê-lo. O senhor poderá beber até se saciar. Quando estiver satisfeito avisa-me, que eu o puxarei para cima."

O monge, sorrindo, aceitou a ideia, e logo em seguida encontrava-se dentro do poço. Pouco depois disse: "Pode puxar".

O homem deu um puxão na corda com grande força, mas nada de o monge subir. Era estranho, pois parecia que a corda estava agora mais pesada do que no início. Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda do poço e observou a obscuridade do seu interior, para ver o que se passava lá no fundo. Foi grande a sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.

Por um momento ficou mudo de espanto, para de seguida gritar, zangado:

"Hei!, o que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira! Está escurecendo, logo será noite. Vamos! Largue essa rocha para que eu possa içá-lo."

De lá de dentro o monge pediu calma ao homem, explicando:

"Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue puxar-me, se eu ficar assim agarrado a esta pedra.

É exactamente isso que lhe está acontecendo. Você considera-se um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afecto de ninguém. Encontra-se firmemente agrrado a essas ideias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.

Tudo depende de você. Somente VOCÊ pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai soltar-se. Se quer realmente mudar é necessário que se desprenda dessas ideias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço.

Desprenda-se e liberte-se!"

Masaharu Taniguchi nasceu no Japão, em Kobe, em 1895, e faleceu em Nagasaki, aos 92 anos de idade.
Foi um líder religioso japonês, que fez os seus estudos em Literatura Inglesa, na Universidade de Tóquio.
Realizou várias viagens à Europa e Américas, do Canadá ao Brasil.
Depois de muitos anos de recolhimento e reflexão, declarou ter recebido uma revelação divina, que o obrigava a dar a conhecer ao mundo os seua pensamentos.
Compilou-os no livro " A verdade da Vida", onde consta este texto.
A sua doutrina defende que "todos têm possibilidade de atingir a sua realização espiritual" e que "a vida pode ser harmoniosa e alegre em todos os aspectos"

Publicada por a casa da mariquinhas