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22/03/2012

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos


Sim, a culpa da crise é do funcionário público Vítor Constâncio que não viu, ou não quis ver o buraco do BPSN;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Teixeira dos Santos que não viu, ou não quis ver o buraco da Madeira;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Alberto João Jardim que criou "às escondidas para os do continente não cortarem nas tranches" um buraco de seis mil milhões de euros;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República que auferiram só em ajudas de custo no ano de 2010 a módica quantia de três milhões de euros, fora os salários e demais benefícios;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que gerem, continuamente, em prejuízo as empresas públicas como a Metro do Porto, CP, ANACOM, REFER, REN, CARRIS, EDP, PT, Estradas de Portugal, Águas de Portugal, a lista é interminável, mas não abdicam das viaturas topo de gama, telemóveis, talões de combustível... enfim a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais que ganham por cada reunião assistida;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que presidem fundações como a Guimarães 2012 com salários imorais, na ordem dos milhares de euros. Quantas são? Enfim, a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos Deputados da Assembleia da República, já reformados, com as suas subvenções vitalícias por meros 6 anos de "serviço". Reformados alguns com apenas 40 anos de idade!!! Quantos são desde 1974? Enfim, a lista é interminável.

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicam pareceres jurídicos a empresas de advogados, quando podiam solicitar o mesmo serviço às Universidades, pagando dez vezes menos, ajudando dez vezes mais as finanças das mesmas;

Sim, a culpa da crise é desses funcionários públicos.

27/10/2011

Refectindo sobre a vida


PEQUENO DICIONÁRIO PARA SE ENTENDER MAIS PROFUNDAMENTE O SIGNIFICADO DE ALGUMAS PALAVRAS MUITO IMPORTANTES NA VIDA DE QUALQUER PESSOA ,  EXPLICADO COM O SENTIMENTO, SEM A FORMALIDADE DAS REGRAS GRAMATICAIS OU AMARRAS FILOSÓFICAS
 Texto de LUÍS GONZAGA PINHEIRO


ADEUS: É quando o coração que parte deixa a metade
AMIGO: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.
AMOR AO PRÓXIMO: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
CARIDADE: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
CIÚME: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
CARINHO: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.
CORDIALIDADE: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.
DOUTRINAÇÃO: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra
ENTENDIMENTO: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente, estando apressado, não reclama.
EVANGELHO: É um livro que só se lê bem com o coração.
EVOLUÇÃO: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.
FÉ: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.
FILHOS: É quando Deus entrega uma jóia em nossas mãos e recomenda cuidá-la.
FOME: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.
INIMIZADE: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.
INVEJA: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.
LEALDADE: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.
LÁGRIMA: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
MÁGOA: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.
MALDADE: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.
MORTE: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.
PERFUME: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.
NETOS: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.
ÓDIO: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.
ORGULHO: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.
PERDÃO: É uma alegria que a gente dá e que pensava que jamais a teria.
OBSESSOR: É quando o Espírito adoece, manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele.
PAZ: É o prémio de quem cumpre  honestamente o dever.
PESSIMISMO: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
PREGUIÇA: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.
RAIVA: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.
SAUDADE: É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo.
SEXO: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro
SIMPLICIDADE: É o comportamento de quem começa a ser sábio.
SINCERIDADE: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.
SOLIDÃO: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
SUPÉRFLUO: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.
TERNURA: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.
VAIDADE:É quando a gente abdica da nossa essência por outra; geralmente pior.

29/12/2010

Não sei quem escreveu este texto...




Aparentemente, passámos de um destino de navegadores a clientes de segunda de alfaiatarias, uma, dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, outra, ainda mais miserável, de um gajo "licenciado" nas Novas Oportunidades, que se deslumbra com tecidos que lhe assentam francamente mal.
Vou ser breve, e introduzir já a frase com que se deverá concluir este texto: chegámos ao tempo em que é preciso fazer cortes, mas não nos salários, e, sim, em certas cabeças.

O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e a mais recente, o BPN, onde estavam todos, 20 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio, que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças pluri-reformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer ser uma "Crise".

Depois, veio a outra "Crise", a Internacional, cozinhada em Bilderberg, e que se destinava, como se destinará, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, e impotentes. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade, e vamos ter, nós, os intelectuais, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra esse pântano civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.
Como na Epopeia de Jasão, depois do miserável Cavaco, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sr. Sócrates, um Matrix de Trás-os-montes, o que, já de si, cheira a ovelha, animal que só estimo naquela classe de afectos que São Francisco de Assis pregava, e nada mais. Podem chamar-se o que quiserem, Pedros Silvas Pereiras, a Isabel Alçada, a aquecer os motores para substituir o marido na Gulbenkian, mal ele se reforme; a mulher-a-dias do Trabalho, e aquele pequeno horror, chamado Augusto Santos Silva, que parece uma barata de cabelos brancos. Esta gente toda convive connosco, quer-nos levar ao abismo, e fala da inevitabilidade de "cortes".
Eu também estou de acordo: toda a frota de carros da Administração Pública deve ser vendida em hasta pública -- pode ser aos pretos da Isabel Dos Santos, que adoram essas coisas... -- e passe social L123, para todos os Conselhos de Administração, com fedor de Vara, Cardona, Gomes, ou Zeinal Bava. Os gabinetes imediatamente dissolvidos, e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; os “Institutos”, de quem o Vara era especialista, e o Guterres, num súbito fulgor de não miopia chamaram "o Pântano"; os "off-shores"; a tributação imediata de todas as especulações financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases, enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da treta, inaugurado pelo Sr. Soares, e transformado depois, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos governa.

Acontece que, se os Portugueses sentissem que estavam a ser governados por gente honesta, e tivesse acontecido um descalabro financeiro, prontamente se uniriam, para ajudar a salvar o seu pequeno quintal. Na realidade, a sensação geral é a de que há, ao contrário, um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", de "BPNs", "BPPs", "BCPs", "Furacões", "Independentes", Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de máfia e associação tal, que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, do rímel das Cândidas e das menos cândidas, das Relações, e das relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus, enfim, de uma Corja, que devia ser fuzilada em massa, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou já mesmo nada.

Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser. Pessoalmente, não tenho armas, mas já escolhi alguns alvos. Curiosamente, se pudesse, nem seria um Político aquele que eu primeiro abateria, seria uma coisa, uma lêndea, um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio, que julga que, por estar longe, fugiu da alçada de um qualquer desvairado que se lembre de ainda o esborrachar com o tacão.

Infelizmente, ou felizmente, nem sou violento, nem tenho armamento em casa, porque é chegada a hora, não dos cortes no bem-estar de quem tem pouco, mas nas cabeças que provocaram, ao longo de décadas, o imenso horror em que estamos. Toda a gente lhes conhece os rostos, e suponho que será unânime na punição. Por muito menos, há quase 100 anos, deitou-se abaixo um regime, cuja corrupção era uma brincadeira, ao lado do que estamos a presenciar.

Não tenho armas, digo, mas menti, porque, de facto, tenho uma, e que é a pior de todas, o Dom da Palavra, e acabei, esta noite, de voltar a tirá-la do bolso.

Espero que vos faça acordar.

10/02/2009

UM GRANDE AMOR

Stella estava sentada na sala. Era inverno. Mas o maior frio que ela sentia vinha de dentro. Da alma.
Jamais ela sentira tanto medo da tempestade, dos ventos gelados e da chuva. É que agora estava sozinha.

Seu querido David havia morrido há 3 meses. Ela jamais poderia imaginar que sentiria tanto a sua falta.
Desde que o diagnóstico de câncer terminal chegara, ela se preparara para a morte dele.

Ele também. Homem organizado, deixara toda a papelada em ordem.
Dinheiro não lhe faltaria para as necessidades. Ele pensara em tudo.

Mas a ausência dele era terrível. Ao terceiro toque da campainha, ela se levantou para atender a porta.
Antes, olhou pela janela, um pouco desconfiada. Afinal, havia tantos assaltos…
Era um rapaz com uma caixa grande. Viu o carro de entregas estacionado em frente ao portão.

Abriu a porta e o ar gélido entrou, tomando conta da sala inteira.

É a senhora Araújo? -perguntou o funcionário.

Ao sinal afirmativo de Stella, ele pediu licença para entrar e colocou a caixa no meio da sala.

Antes que pudesse indagar qualquer coisa, o entregador, jovial, foi explicando:

A senhora nos desculpe. Era para entregar somente na véspera do Natal. Porém, hoje é o último dia de expediente no canil. Espero que a senhora não se importe.

Entregou-lhe um envelope, abriu a encomenda e retirou o presente: um filhote de cão Labrador.


A carta explica tudo, continuou o rapaz. O cão foi comprado em julho, quando a mãe dele estava prenhe.
Ele tem seis semanas de idade e é um cão doméstico.
A senhora espere um pouco que vou buscar o restante da encomenda.

Largou o cãozinho e ele foi se sentar aos pés de Stella, fungando feliz e olhando para ela.

O restante da encomenda era uma caixa enorme de alimentos para cães, uma correia e um livro “Como cuidar de seu cão Labrador”.

Stella continuava parada, estática. Acabara de reconhecer no envelope a letra de David.

Quando o entregador se foi, ela andou de volta até a sua poltrona. Tremia inteira.

O cãozinho ficou ali, olhando-a ainda com seus olhos castanhos, à espera de um afago.

A carta não era longa mas repassada de carinho.
David a escrevera antes de morrer e a deixara com o proprietário do canil. Era seu último presente de Natal.

Ele havia comprado o animal para lhe fazer companhia. A carta era cheia de amor e lhe dava ainda conselhos e incentivo para que fosse forte, até o dia em que voltariam a ficar juntos, na espiritualidade.

Ela olhou para o cãozinho e estendeu a mão para o apanhar. Segurou-o nos braços. Pensou que fosse pesado, mas tinha o peso e tamanho da almofada do sofá.
O animalzinho de pelos castanhos lhe lambeu o queixo e se aninhou em seu pescoço.

Ela chorou de saudade. Ele ficou ali, quietinho.

Então, criaturinha, aqui estamos você e eu.

O cachorrinho fungou, concordando, pondo sua língua rosada para fora.
Stella sorriu.

Então, vamos para a cozinha fazer uma sopa? Vou lhe dar ração e depois leremos um bom livro, juntos. Que acha?

O cãozinho latiu e abanou a cauda, como se tivesse entendido exatamente o sentido de cada uma das palavras.
E acompanhou Stella até a cozinha.

* * *

Na sua imensa sabedoria, Deus criou os animais para auxiliar o homem em suas tarefas, tanto quanto para lhe prover algumas necessidades.

Também para servir de amparo aos que andam sós, aos famintos de afeto.

Tornam-se muitas dessas criaturas, em sua missão de servirem ao homem, excelentes zeladores de vidas humanas.

Ao homem cabe amparar-lhes as vidas e retribuir-lhes com cuidados a atenção e devotamento.

São também eles a manifestação do amor de Deus na Terra.


Do livro “Histórias para o coração” capítulo “Entrega posterior”, de Alice Gray.


Alice Gray é uma conferencista de grande talento.
Suas palestras, ao longo de mais de 20 anos, têm sido ilustradas como histórias interessantes e de grande impacto.

Ela é organizadora da série Histórias Para o Coração, que já ultrapassou a marca de 5 milhões de exemplares publicados em seu país de origem (EUA).

Outros livros já publicados:
Histórias Para o Coração 2 e 3.
Histórias Para o Coração da Mulher,
Histórias para o Coração do Homem,
Histórias para o coração da Mãe,
Histórias Para o Coração do Professor,
Histórias para corações românticos,
Listas para aquecer o coração.

03/02/2009

A CORRIDA DE CANOA

Uma empresa portuguesa e outra japonesa decidiram enfrentar-se todos os anos numa corrida de canoa, com oito homens cada.
As duas equipas treinaram duramente, e no dia da corrida estavam na sua melhor forma.
No entanto os japoneses venceram por mais de um quilómetro de vantagem.


Depois da derrota a equipa ficou desanimada.
O director geral decidiu que ganhariam no ano seguinte, e criou um grupo de trabalho para examinar a questão.
Após vários estudos, o grupo descobriu que os japoneses tinham sete remadores e um capitão… enquanto a equipa portuguesa tinha um remador e sete capitães.


Perante isso, o director geral teve a brilhante ideia de contratar uma empresa de consultadoria para analisar a estrutura da equipa.
Depois de longos meses de trabalho, os especialistas chegaram à conclusão de que a equipa tinha capitães a mais e remadores a menos.
Com base no relatório dos especialistas, a empresa decidiu mudar a estrutura da equipa.
A equipa seria agora composta por quatro comandantes, dois supervisores, um chefe de supervisosres e um remador.
Ele teria que ser melhor qualificado, motivado, e consciencializado das suas responsabilidades.

No ano seguinte os japoneses venceram com dois quilómetros de vantagem.
Os dirigentes da empresa despediram o remador por causa do seu mau desempenho… e deram um prémio aos demais membros, como recompensa pelo desempenho e pela forte motivação que tentaram incutir na equipa.
O director geral preparou um relatório da situação, no qual ficou demonstrado que:
- foi escolhida a melhor táctica;
- a motivação era boa;
- mas o material deveria ser melhorado.
No momento estão pensando em substituir a canoa.


30/12/2008

A ESTRELINHA

Havia milhões de estrelas no céu.

Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas e azuis.
Um dia elas procuraram Deus e disseram-Lhe:

- Senhor Deus, gostariamos de viver na Terra, entre os homens.

- Assim será feito – respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas, e podem descer para a Terra.

Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas.

Algumas aninharam-se nas torres das igrejas, outras foram brincar às corridas com os vaga-lumes nos campos, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças, e a Terra ficou maravilhosamente iluminada.

Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram
abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.

- Por que voltaram? – perguntou Deus, à nedida que elas chegavam ao céu.
- Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência, muita maldade, muita injustiça.

E o Senhor disse-lhes:
- Claro! O lugar de vocês é aqui no céu.

A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre; nada é perfeito.

O céu é lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece.

Depois de chegarem todas as estrelas, e conferindo o seu número, Deus falou de novo:
- Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?

Um anjo que estava perto retrucou: - Não, Senhor. Uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que o seu lugar é exactamente onde existe a imperfeição, onde há limite, onde as coisas não vão bem, onde há luta e dor.

- Mas que estrela é essa? – voltou Deus a perguntar.

- É a Esperança, Senhor. A estrela verde. A únic
a estrela dessa cor.

E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.


Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a Esperança.


Deus já conhece o futuro, e a Esperança é própria da pessoa humana, própria daquele que errra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe como será o futuro.

Receba, neste momento, esta estrelinha no seu coração:

A ESPERANÇA – A SUA ESTRELA VERDE

Não deixe que ela fuja nem se apague. Tenha a certeza que ela iluminará o seu caminho.


Que no Novo Ano que se aproxima a estrelinha verde possa cintilar vivamente dentro dos nossos corações.
FELIZ ANO NOVO!


25/11/2008

BUSCA

Cora Maria



Tenho encontrado muitas pessoas, porém não encontro gente....
Há um vazio dentro de cada um, um processo de fechamento em sentimentos.
Encontro sorrisos, porém daqueles que expõem apenas os dentes.
Encontro verdadeiras tocaias, e não corações.
Reservas insistentes da solidão.
Tenho encontrado pessoas medrosas, indecisas, escondendo-se de si mesmas.
Pessoas que dizem:
Não sei...,
Não sei se quero...,
Não sei se posso... quando sabem exatamente o que querem e o que buscam, e não se arriscam ao menor impulso.
Pessoas duras, escuras, impossibilitadas de amar.
Estas, cansei de encontrar...
Busco por gente que empreste o ombro, que não tenha medo de dizer que levou um tombo.
Busco por gente que assuma que amar traz sofrer, e, com esta certeza, não venham a se esconder.
Busco por gente que tenha a experiência de sobrevivente de guerra.
Busco por gente, que de tanto caminhar, não tenha receio de dizer que seus pés ainda têm muito por machucar.
Quero gente de coragem para comigo conversar.
Gente que saiba que máscaras não dão mais para usar, e sendo seu perfil interno, branco ou preto, tenha a dignidade de revelar.
Busco por gente que chore livremente, sem preconceitos pelas lágrimas derramadas.
Quero gente que saiba exatamente para onde está indo e o que deseja encontrar, mesmo que esta busca jamais venha alcançar.
Busco por gente,"Seres Humanos", que saibam se doar. Estes, eu anseio por encontrar
Gente de decisão, sem argumento para esconder, escusas ações.
Quero gente que é gente, que mostra a cara, vai à luta e dorme contente.
É desta gente que eu preciso!
Gente liberta, que me dêem um canto em seu colo e saibam me acariciar, sem tempo, sem hora e em qualquer lugar !!!

Cora Maria
Meu nome é Cora, e Maria é de coração!


18/11/2008

EU GOSTARIA



Senhor,
Eu gostaria de te ver fazendo milagres,
Mas tu me dizes que benaventurado é todo aquele que crê mesmo sem ver milagres

Eu gostaria de te ver ressuscitando mortos,
Mas tu me perguntas se não é melhor somar o número de pecadores que se convertem todos os dias

Eu gostaria de te ver multiplicando os pães,
Mas tu me perguntas se não é melhor fazer com que se multiplique o número daqueles que podem repartir o pão

Eu gostaria de te ver curando os cegos à beira dos caminhos,
Mas tu me perguntas se não é melhor ter a fé de quem te tocava do que ter a força de curar

Eu gostaria de te ver falando às multidões no deserto,
Mas tu me perguntas se não é melhor falar de ti às multidões solitárias no meio das próprias multidões

Eu gostaria de te ver explicando as histórias que contavas,
Mas tu me perguntas se não é melhor que eu procure entender que é o amor que explica a história da tua vida

Eu gostaria de te ver falando aos pobres como aos ricos,
Mas tu me perguntas se adianta falar aos pobres sem levar-lhes esperanças, e se adianta falar aos ricos sem lembrar-lhes o dever de amar

Eu gostaria de te ver pregando de tal modo que ninguém se cansava de te ouvir,
Mas tu me perguntas se pode haver alguém que não se cansa de nos ouvir quando pregamos sem o testemunho de vida

Eu gostaria de te ver olhando para Pedro depois que te negou,
Mas tu me perguntas se nunca te neguei apesar de estares olhando sempre para mim

Eu gostaria de estar perto de ti quando sofrias na cruz,
Mas tu me perguntas onde é que costumo estar quando vejo os outros sofrendo

Eu gostaria de te amar como me amaste,
Mas tu me perguntas se sou capaz de beber do teu cálice, se sou capaz de dar o amor que muitos te negam, se sou capaz de sofrer as dores que sofreste sem merecer, se sou capaz de aceitar que me entendam mal pelo bem que faço, se sou capz de aceitar que me façam mal, se sou capaz de não querer estar presente só onde todos te aclamam rei.
Se sou capaz de não fugir quando todos querem te condenar como se teu nome devesse ser sempre proscrito e como se tua cruz devesse ser sempre um escândalo

Senhor, por hoje é só.
Amanhã, então, quando eu voltar para te ver e conversar mais um pouquinho contigo,
será a tua vez de me dizer do que mais gostarias
de ver em minha vida!

Pe. Orlando Gambi
Missionário Redentorista



Padre Orlando Gambi nasceu em 1925 e faleceu em 2005.
Foi autor de vários livros, como "Paz & Bem", "Gosto que me falem de amor", "Ver a vida com amor", "Como eu dizia, Senhor", "Fique de bem com a vida", "Vida de Santa Teresinha", entre outros.
Em cada livro seu ele sempre desejou que o leitor acreditasse firmemente no amor de Deus e acreditasse, sobretudo, que o amor de Deus é, ao mesmo tempo, um convite para amar. Em suas mensagens ele também procurou transmitir o mesmo sentimento.

21/10/2008

EXERCÍCIO DE PACIÊNCIA

Filho de um jornalista e uma escritora, Carlos Alberto Libânio Christo nasceu em Belo Horizonte, a 25 de Agosto de 1944.
Conhecido por Frei Beto, é um religioso dominicano, teólogo e escritor.
Esteve preso por duas vezes durante a ditadura militar, entre 1964 e 1973. A sua experiência na prisão está descrita no livro «Batismo de sangue», traduzido para francês e italiano.
É de sua autoria o texto que quero partilhar convosco.

Frei Betto


EXERCÍCIO DE PACIÊNCIA

O noviço indagou do mestre como exercitar a virtude da paciência. O mestre submeteu-o ao primeiro dos três exercícios: caminhar todas as manhãs pela floresta vizinha ao mosteiro.

Disposto a conquistar a paciência e livrar-se da ansiedade que o escravizava – a ponto de ingerir alimentos quase sem mastigá-los, tratar os subalternos com aspereza, falar mais do que devia -, durante nove meses o noviço caminhou por escarpas íngremes, estreitas fendas entre árvores e cipós, pântanos perigosos, enfrentando toda sorte de insetos peçonhentos e bichos venenosos.

Nove meses depois o mestre o chamou. Deu-lhe o segundo exercício: encher um tonel de água e carregá-lo nos braços todas as manhãs, ao longo dos cinco quilômetros que separavam o rio da fonte que abastecia o mosteiro. O noviço tampouco compreendeu o segundo exercício mas, julgando a sua desconfiança sintoma de impaciência, resignadamente aplicou-se na tarefa ao longo de nove meses.

Chegou o dia do terceiro e último exercício: atravessar, de olhos vendados, a corda que servia de ponte entre o abismo em se encravava o mosteiro e a montanha que se erguia defronte. Com muita reverência, por temer estar ainda tomado pela impaciência, o noviço indagou ao mestre se lhe era permitido fazer uma pergunta. O velho monge aquiesceu.
“Mestre, qual a relação entre os três exercícios?”


O mestre sorriu e seu rosto adquiriu uma expressão luminescente:
“Ao caminhar pela floresta, você aprendeu a perder o medo da paciência. Soube vencer meticulosamente cada um dos obstáculos e não se deixou intimidar pelas ameaças. Agora sabe que, na vida, o importante não é disputar na pressa quem chega primeiro. O que vale é chegar, ainda que demore mil anos. Observou também a diversidade da natureza e dela tirou a lição de que nem todas as coisas são do jeito que preferimos.”

“Ao trazer água do rio, você fortaleceu os músculos do corpo e aprendeu a servir. A impaciência é a matéria-prima da intolerância, do fundamentalismo, do desrespeito, da segregação. A paciência exige humildade, generosidade, solidariedade.”

O noviço compreendeu, mas ainda uma dúvida pairava em sua mente. O mestre o percebeu. “Agora você quer saber por que atravessar de olhos vendados a corda que nos serve de ponte, não é?”, indagou o velho monge. E acrescentou:
“Com a paciência impregnada em seus pés que trilharam a floresta inóspita; a força impregnada em seus braços, que aprenderam a servir; agora você fará o exercício da fé. Não poderá enxergar, mas confiará que a corda permanecerá sob seus pés. Não poderá apoiar-se, mas se entregará à certeza de que seu corpo é como a água que você trazia: movimenta-se, mas não cai. Não poderá fugir ao abismo que se abre abaixo, mas andará convicto de que, do outro lado, há a montanha sólida a esperá-lo e acolhê-lo. Assim é o Pai de Amor quando nos dispomos, na escuridão da fé, a ir ao encontro Dele.”


Após uma pausa de silêncio, o mestre completou:
“Sem fé não há tolerância; sem tolerância, impossível a paciência.”

O noviço dilatou os olhos como que assustado.

“O que foi?”
, indagou o velho monge.
“Mestre, os fundamentalistas não são pessoas de muita fé? E não se caracterizam pela intolerância?”


O mestre sorriu de modo suave e replicou:
“Os fundamentalistas não têm fé, que é confiar incondicionalmente em Alguém. O que têm é pretensão, confiam apenas em si mesmos. Eles são o objeto da própria fé.
Ao atravessar o abismo, você estará percorrendo o itinerário que conduz do seu homem velho ao seu homem novo.
E o fará para o bem dos outros.
E confie, Alguém o conduzirá pela mão, livrando-o de todos os riscos.”


14/10/2008

MILAGRES

Lady Foppa, conhecida como poeta goiana, (de Goiás, estado brasileiro situado no Planalto Central), tem inúmeros poemas e textos muito interessantes.
Numa linguagem muito simples, quase infantil, diz-nos o que considera “Milagres”.

Milagre, para mim, é ver a chuva molhar os campos e reacender aquele cheiro bom de terra molhada, cheiro de banho de natureza, que faz brotar sementes e até sonhos…

Milagre é olhar o céu e ver aquele mundão de estrelas, ali, tudo juntinha sem competir, sem se esbarrar, e sem nenhuma empatar o brilho da outra…

Milagre é essa diversidade de flores que Deus planta p’ra aqui e p’ra acolá, só para colorir o caminho da gente, assim como quem não quer nada, mas querendo nos ver felizes…

Milagre é tudo que o Homem inventou, com a inspiração que deus deu: telefone, luz eléctrica, rádio, TV, cinema, etc.
Eu não sei como isso funciona e nem quero aprender, mas que é milagre é!

Milagre é o que a Genética faz: de uma coisa piquititinha de nada, cria um embrião que vira pessoa, e que Deus aprova, porque a alma é ele que coloca…

Milagre para mim é esse mundão sem porteira, sem eira, sem ter um canto para o vento fazer a curva, sem ter começo delimitado e sem ter fim…

Milagre é quando olho para meus filhos e vejo traços meus, quando adentro suas almas e vejo traços de anjos, aí eu agradeço a Deus infinitas vezes por esse milagre…

Milagre é a inocência das crianças que falam na cara da gente o que pensam. Pequeno Buda de 6 anos falou que Deus presta porque faz nuvens com forma de bichinhos fofos…

Milagre é acordar de manhã, abrir a janela e ver o amanhecer lindo que Deus coloriu, cada dia de um jeito; faz tudo com capricho e carinho. Ah! acordar já é milagre, e dos maiores…

Milagre é quando Deus esquece de dar um irmão p’ra gente. Aí ele acode e dá o irmão com nome de amigo. Esse é um dos milagres que eu adoro receber…

Milagre é quando alguém que amamos, sem querer, despedaça o nosso coração em um fantastilhão de pedaços, e a gente pensa que vai morrer. Aí aparece alguém com uma cola mágica e conserta…

Milagre é ser doador de órgãos, pois quando Deus chama para voltar para casa só chama o espírito, e esse chega perfeito, se do corpo ficar algo para aperfeiçoar uma outra vida…

Milagre é a natureza que a neve mata ou o fogo destrói. Aí nasce tudo de novo, sem se importar se vai ser destruída novamente. Acho esse milagre lindo!

Milagre é quando vejo pessoas ajudando vítimas da fome, do frio, do desabrigo e do desamor. Tem gente que chama isso de solidariedade, eu chamo de milagre…

Milagre é essa tal de Internet que fez minha mensagem chegar até vocês, que às vezes não conheço o rosto, o nome, e nem sei dos sonhos…Agora, se te fiz feliz, ganhei o dia e o aval de Deus!

Lady Foppa


07/10/2008

A PORTA DO LADO

Nascido em S. Paulo em 1943, Drauzio Varella é médico especialista em Câncer.

Deu aulas em várias faculdades do Brasil e em instituições do estrangeiro, como o Memorial Hospital de Nova York, a Cleveland Clinic (EUA), o Instituto Karolinska de Estocolmo, a Universidade de Hiroshima e o National Cancer Institute de Tóquio.

No Brasil, foi um dos pioneiros no tratamento da SIDA, especialmente do sarcoma de Kaposi, tendo participado de conferências internacionais e visitado serviços especializados no tratamento e prevenção dessa doença.

Actualmente, dirige no rio Negro um projecto de bio-prospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extractos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos

PORTA DO LADO

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...

"É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia. Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incómodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solucionável. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado."

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia...
Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante - o bom e o mau- portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A "Porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída...
Experimente!

30/09/2008

SINAIS DE MATURIDADE

Poetisa e escritora, com vários livros e poemas publicados, Fátima Irene Pinto é autora de textos que considero muito bons.
Hoje partilho convosco uma dissertação sua acerca da Maturidade.

MATURIDADE

A gente não sabe ao certo quando ela chega
nem como ela se instala – talvez porque seja de forma lenta e quase imperceptível – mas de repente a gente se dá conta da prazerosa sensação da maturidade.

A pessoa madura sente-se mais livre para expressar pensamentos e sentimentos, dizer a sua verdade calma e mansamente. Muitas vezes opta por não dizer nada ainda que esperem que ela diga, e isto não lhe causa nenhuma culpa ou constrangimento.

A pessoa madura sente-se contente consigo mesma, valoriza o longo trajeto já percorrido e verifica que tanto as vitórias quanto as derrotas foram necessárias para o seu crescimento e plenitude.

Não se desespera quando a vida parece dar uma longa pausa e aguarda com serenidade e otimismo as novas circunstâncias ainda não configuradas no cenário de sua existência.

A pessoa madura decididamente não faz tipo e se liberta de vez da idéia: mas o que vão pensar de mim??
Aprende a distinguir valores essenciais dos valores supérfluos e descartáveis. Sabe que esta passagem pela terra é rápida demais para ser desperdiçada com mazelas.

Os sonhos, projetos e ideais de uma pessoa madura são quase sempre exeqüíveis. Contenta-se com o que tem, ajusta-se dentro do próprio orçamento, não gasta mais do que ganha e faz algumas renúncias (de forma serena) em prol de seu núcleo familiar ou de alguma causa que resulte no bem comum.

A pessoa madura se despoja dos melindres, se
despe dos preconceitos, deixa de ser reativa para ser pró-ativa.

Aprende a gostar da própria companhia, torna-se a melhor amiga de si mesma dando ao próprio “eu” os contornos do equilíbrio. Conhece seus pontos fortes e fracos, sabe que não tem todas as respostas nem é dona da verdade mas mantêm um código secreto de verdades e valores próprios que lhe permitem nortear-se, de forma positiva, pelas diversas circunstâncias da vida.

A pessoa madura não aparenta ser. Ela é! Ela é alguém que fez um “clean-up”, passou o “desfragmentador” no seu “disco rígido” e deu um “del” em centenas de arquivos inúteis que atravancavam e emperravam o livre fluxo da própria existência.

Ela é alguém que está em paz consigo mesma.

"Por certo não morrerei amanhã. Ainda não é hora.
Na tela da minha vida faltam pontos a bordar.
No livro da minha história existem páginas em branco por completar.
Mas se eu morrer amanhã, morrerei abençoando a Vida e
cada instante deste precioso Ano Escolar !"
Fátima Irene Pinto

16/09/2008

CONTRA QUEM LUTAMOS

Nos últimos “episódios” tivemos aqui muitos momentos de boa disposição, para fazer rir ou apenas sorrir.
É uma terapêutica óptima para ajudar a conservar e manter uma boa saúde.
Contudo, uma vez por outra, é bom também meditar um pouco sobre o que somos, o que queremos ser, e como melhorar o nosso modo de ser e estar na vida.
O texto que se segue não é da minha autoria, mas tenho pena, pois considero-o muito interessante. Desconheço quem o escreveu.
Leia-o, e depois diga o que pensa sobre o assunto.

Um ermitão, uma dessas pessoas que, por amor a Deus se refugiam na solidão do deserto, do bosque ou das montanhas, para se dedicarem somente à oração e à penitência, muitas vezes reclamava que tinha muito que fazer.
Perguntaram-lhe como era possível que, em sua solidão, tivesse tanto trabalho.

- Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e sujeitar um leão.

- Não vemos nenhum animal perto do local onde vives. Onde estão esses animais?

O ermitão então explicou:

- Estes animais, todos os homens os têm. Vocês também…

Os dois falcões lançam-se sobre tudo que aparece, seja bom ou mau.
Tenho que domá-los para que se fixem só sobre uma boa presa.
São os meus olhos.

As duas águias ferem e destroçam com as suas garras.
Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir.
São as minhas mãos.

Os dois coelhos querem ir onde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades.
Tenho que ensiná-los a ficarem quietos, ainda que seja penoso, problemático ou desagradável.
São os meus pés.

O mais difícil é vigiar a serpente, apesar de ela estar presa numa jaula de 32 barras. Está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam, mal se abre a jaula.
Se não a vigio de perto, causa danos.
É a minha língua.

O burro é muito obstinado, não quer cumprir as suas obrigações. Alega estar cansado e recusa-se a transportar a carga de cada dia.
É o meu corpo.

Finalmente, preciso domar o leão. Quer ser o rei, o mais importante; é vaidoso e orgulhoso.
É o meu coração.

Portanto…há muito que fazer!