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22/12/2010

Regras para Ser Humano

Nesta quadra de Natal e Ano Novo, é propício meditar sobre nós mesmos e fazer mudanças, reorganizar atitudes e comportamentos, para uma vida melhor. Por isso, considero oportuno transcrever este texto que recebi em anexo*pps

Quando você nasceu não veio com manual do proprietário. As dicas seguintes fazem a vida funcionar melhor.

Você vai receber um corpo.
Pode amá-lo ou detestá-lo, mas é a única coisa que você com certeza possuirá até o fim da sua vida.

Você vai aprender lições.
Ao nascermos, somos imediatamente inscritos numa escola informal chamada "Vida no Planeta Terra". Todas as pessoas e acontecimentos são "professores universais".

Não existem erros, apenas lições.
Crescimento é um processo de experimentação, no qual as "falhas" são tão parte do processo quanto os "sucessos".

Uma lição é repetida até que seja aprendida.
Será apresentada a você em várias formas, até que você enfim entenda. Poderá, então, passar para a lição seguinte.

Se não aprender as lições fáceis, elas se tornam difíceis.
Problemas externos são o preciso reflexo do seu estado interior. Quando você limpa obstruções, seu mundo exterior muda. A dor é o jeito do universo chamar a sua atenção.

Você saberá quando aprendeu uma lição quando suas ações mudarem.
Sabedoria é prática. Um pouco de alguma coisa é melhor do que muito de nada.

“Lá” não é melhor do que "aqui".
Quando "lá" se torna "aqui", você vai simplesmente arranjar outro "lá", que de novo parecerá melhor que "aqui".

Os outros são meros espelhos de você.
Você não pode amar ou odiar alguma coisa sobre o outro a menos que reflita algo que você ama ou odeia em você mesmo.

Você vai esquecer tudo isso. Mas pode lembrar sempre que quiser.

Do "If Life is a Game These are the Rules“ de Cherie Carter-Scott

Imagem da Net

04/06/2010

Quando me Amei de Verdade

Este texto de Kim McMillen talvez ficasse mais sugestivo em verso, mas em prosa também se presta a uma reflexão profunda que confirma o muito que aqui tem sido publicado por vários colaboradores.

A mente, quando ao serviço do meu coração, torna-se uma grande e valiosa aliada.

Concentremo-nos na leitura atenta:

Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar.

Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado -inclusive eu mesma.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse para baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas hoje eu sei que é amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti

de fazer planos. Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo. Como isso é bom!

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão, e com isso errei muito menos vezes.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

12/04/2010

Realizações

Depois do post anterior, este texto vem dar continuação a um processo de meditação sobre o nosso real valor e a capacidade de realizarmos os nossos objectivos humanos e sociais. O autor dispõe de imensos trabalhos na Internet, bastando procurar no seu nome. Trata-se do brasileiro Paulo Roberto Gaefke (pensador, escritor, poeta).

Onde é que você está colocando os seus sonhos?
Em que altura está a sua felicidade?
Você está dependendo de alguma coisa para se realizar?
Está esperando alguém para te fazer feliz?
Que cor está o céu nesse momento?
Qual é a fruta da época?
Quem é seu melhor amigo?
Qual é o filme que você assistiu no cinema neste final de semana?
Qual a última peça de teatro que você viu?
O livro que você está lendo agora é drama ou ficção?
Qual a música que você cantou, hoje, debaixo do chuveiro?
Qual o sabor do seu sorvete preferido?
Sua roupa é alegre?
Seu rosto é expressão de alegria ou de dor?
A quantos bom-dia você respondeu hoje?
Quantos abraços você deu pela manhã?
Beijou quantos amigos e quanto aos entes queridos, quantos?
Disse eu te amo para quantos da sua família?
As realizações estão nas pequenas coisas; quanto mais você se envolve com a vida, mais ela te realiza.
Quanto mais pessoas você cativa, mais completa fica a sua vida.
Pegue a direção da sua vida e carregue-a rumo à felicidade.
Não espere algo ou alguém para realizar-se, a felicidade está onde você resolver colocá-la. Portanto, por que não colocá-la ao alcance das suas mãos?

E tem mais...

"Por favor, vou falar bem alto para você não esquecer jamais:
Não abra mão dos seus sonhos em favor de ninguém... Ninguém, entende isso?
Se alguém te pedir para abrir mão de alguma coisa que você deseja e precisa fazer, em nome de um capricho disfarçado de amor, não faça!
Não faça porquê você vai se arrepender e vai cobrar isso no futuro e essa dor eu não desejo para ninguém."

18/05/2009

A meditação e a saúde

Circele Maria, Celle, brasileira, já consta da nossa lista de autores, mas ainda não ganhou forças para publicar, estando certamente para breve o seu primeiro passo na blogosfera. Teve a amabilidade de enviar por e-mail o seguinte texto que julgo irá interessar os nossos amigos visitantes.

O IMPACTO DA MEDITAÇÃO NO TRATAMENTO DE DOENÇAS
Eduardo Tosta (1) e Juarez Castellar(2)

A meditação tem origem obscura. Entretanto, os mais antigos textos médicos conhecidos, escritos cerca de 1000 anos antes de Cristo, referentes à medicina ayurvédica indiana, já incluíam a prática de meditação como um procedimento valioso para a manutenção e a recuperação da saúde. Nos últimos 35 anos, a meditação passou a ser crescentemente adoptada no ocidente como método terapêutico complementar, o que despertou o interesse da comunidade científica, que já divulgou os resultados de suas pesquisas em mais de 1600 publicações. Actualmente, a prática de meditação é utilizada rotineiramente como terapia complementar em centenas de centros médicos, inclusive naqueles associados às mais prestigiosas universidades do mundo como Harvard e Oxford.

Mas o que é meditação?

O fluxo constante e caótico de pensamentos em nossa mente impede que nos concentremos naqueles que são mais importantes, ou seja, compromete nossa atenção e concentração, além de causar intenso cansaço mental e gerar ansiedade e frustração, porque não conseguimos achar as soluções necessárias, já que novos pensamentos surgem continuadamente atropelando os anteriores. A consequente exaustão mental, que evolui para a exaustão física, associadas à ansiedade e ao sentimento de frustração, acabam por comprometer os sistemas de defesa do organismo e tornar o indivíduo susceptível a uma grande variedade de doenças. Esta sequência de eventos danosos à saúde pode ser revertida pela meditação. Meditar consiste em focalizar a mente, o que leva a um estado de relaxamento mental e físico que, por sua vez, facilita alcançar um estado de grande serenidade, que induz ao estado meditativo. Neste, perde-se a noção de tempo, espaço e corporeidade, a consciência se expande e advém um estado de profunda paz. Essas sensações de serenidade e paz, entre outras emoções positivas induzidas pela meditação, exercem impacto altamente benéfico sobre o sistema imunoneuroendócrino, capaz de concorrer, de maneira decisiva, para a manutenção e recuperação da saúde.

São várias as doenças em que a meditação exerce um efeito positivo nas pessoas, entre elas, o câncer. Células mutantes, com potencialidade para se transformar em células cancerígenas, surgem diariamente em nosso organismo, mas são eliminadas por nossos mecanismos de defesa, principalmente aqueles associados ao sistema imunitário. As células imunitárias têm capacidade de detectar e destruir as células mutantes e, desta maneira, impedem o aparecimento do câncer. Além disso, mesmo após o estabelecimento do câncer e, eventualmente de metástases, as células tumorais continuam sendo monitoradas e podem ser eliminadas pelo sistema imunitário. Acontece que as emoções negativas, como ansiedade, tristeza, mágoa, ressentimento, culpa e medo, bloqueiam o sistema imunitário, tornando-nos susceptíveis a doenças, inclusive o câncer.

A meditação tem a capacidade de transformar as emoções negativas em positivas, tornando as pessoas mais serenas, intuitivas, sensíveis, amorosas e felizes. Tais emoções positivas alimentam o sistema imunitário, que passa a exercer a sua função protectora de maneira eficiente, evitando o adoecimento e mesmo fazendo reverter doenças já estabelecidas. Este efeito, aparentemente milagroso, tem recebido o embasamento teórico e experimental da nova ciência da psiconeuroendocrinoimunologia, que estuda os efeitos das emoções sobre os sistemas de defesa do organismo. Parte da actividade benéfica da meditação em pessoas com câncer deve-se à redução do tónus simpático, associado à ansiedade, e aumento da actividade parassimpática, associada à tranquilidade, além de aumento da hormona melatonina, que apresenta actividade estimuladora do sistema imunitário, antitumoral e bloqueadora do efeito imunodepressor da ansiedade.

Está sendo oferecido no auditório do Hospital Universitário de Brasília um curso de meditação para pessoas em tratamento ou acompanhamento de câncer de mama, sob a responsabilidade dos autores dessa matéria. O curso é grátis, não tem qualquer vinculação religiosa e não interfere com o tratamento instituído pelo médico. A próxima turma iniciou as actividades no dia 28 de abril e o curso tem duração de 15 semanas, com uma aula por semana. Se você está em tratamento ou acompanhamento de câncer de mama, será muito bem-vinda. Informações pelos telefones 3307-2273 (Laboratório de Imunologia Celular), ou 8171 0559 (Dr Castellar), ou 3208-6397 / 3367-3434 (psicóloga Lúcia Wolff) .

(1)Médico, pesquisador e professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília
(2)Médico e doutorando do Programa de Ciências Médicas, Faculdade de Medicina, UnB