Diariamente, nos meios do cinema, do teatro, da política e das empresas, vemos muitos homens afamados a serem acusados de terem praticado assédio sexual. Mas quem pensa serenamente acaba por afirmar, como já li, que o corpo da mulher é público e tratado como tal pelas suas possuidoras.
Tornam-no mais vistoso do que as principais estátuas e monumentos nacionais que honram gente célebre da nossa história, usando cosméticas, vestuários de diversas cores, formas, medidas e feitios e até por próteses de silicone.
Com tanta exposição, aumentando a visibilidade, é difícil compreender que não gostem de ouvir um ou outro elogio, de alguém que não os poupa às obras de arte.
E afinal, com todo esse esforço de exposição e de visibilidade, podemos concluir que quem é mais culpado de assédio são tais beldades com as suas minissaias, decotes, penteados, etc, etc. Com que interesse?
E se um apreciador de obras de arte se pode pronunciar sobre as estátuas e outros monumentos nacionais, porque é acusado de admirar as belezas que são ostentadas perante os seus olhos? Porque não pode emitir um som ou uma palavra de admiração e apreço?