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12/05/2017

SINAIS DA IDADE



As 20 situações que nos fazem sentir velhos
Extraído do artigo de Vânia Marinho.

A partir do 40 anos, certas situações podem fazer com que nos alarmemos em relação ao avançar da idade.

Um questionário realizado a dois mil adultos descobriu que geralmente começamo-nos a sentir a envelhecer aos 40 anos.

A partir desta idade, situações como perder as chaves ou encontrar cabelos brancos têm um especial impacto fazendo com que nos sintamos velhos.

Segundo o que este estudo apurou e o Mirror reportou, podemos confirmar as seguintes 20 situações que nos fazem sentir velhos:

1.- Notar rugas no rosto,
2.- Perceber que a sua visão já não é tão boa como costumava ser,
3.- Perceber que a sua audição já não é tão boa como costumava ser,
4.- Sentir que a sua imagem está mais velha,
5.- Notar que os ossos fazem barulho quando se senta e levanta,
6.- Encontrar cabelos brancos,
7.- Entrar numa divisão e não se lembrar do que é que lá foi fazer,
8.- Ter dificuldade em baixar-se para brincar com os seus filhos,
9.- Começar a usar a frase "Quando eu era novo",
10.- Ter de parar de fazer certos desportos porque é demasiado lento e se sente cansado,
11.- Notar que está a perder cabelo,
12.- Não se lembrar de onde estacionou o carro,
13.- Procurar os óculos sem perceber que os tem na cara,
14.- Sentir-se demasiado cansado para fazer sexo,
15.- Esquecer-se temporariamente do nome do seu filho,
16. -Começar a ir de carro para sítios para onde costumava ir a pé ou de bicicleta,
17.- Perder as chaves,
18.- Usar meias com sandálias,
19.- Desenvolver o gosto por xerez,
20.- Começar a fazer o truque da moeda atrás da orelha às crianças.

Mas não devemos deixar-nos arrastar por tais preocupações, mas procurar manter a vivacidade com interesse pelo que se passa em redor e no Mundo e tentar aprender mais, a fim de manter o cérebro activo, para não perder completamente a JUVENTUDE.

16/02/2017

ENVELHECER NO CORPO, CRESCER NA ALMA







Envelhecer no corpo, crescer na alma
Transcrição de texto de Rossana Maia Angelini

A vida é aprendizagem constante. Assim, deveríamos encarar todo o percurso que temos a viver. Creio que o envelhecimento do corpo faz parte dessa trajectória e, para muitas pessoas, vai na contramão, pois o corpo envelhece, mas a alma parece crescer, aperfeiçoa-se nesse processo.

Envelhecer deveria nos dirigir para o encontro do amor e da sabedoria constante. Um aperfeiçoamento que precisamos buscar em vida enquanto estamos. Talvez a sabedoria resida nesse caminhar para a serenidade, para a compreensão mais alargada do outro. Entretanto quantas pessoas envelhecem, estão na terceira idade e não se dão chance de crescer na alma, de ser uma pessoa melhor, mais afectiva, mais compreensiva, mais acolhedora.

É interessante olhar para a velhice e ver tanta gente endurecida – pessoas que passaram grande parte da vida hostilizando outras pessoas, julgando, muitas amargas, e que permanecem nesse mesmo lugar, apesar do afeto com que são tratadas por outras pessoas mais humanizadoras. Penso que envelhecer é se dar a chance de confraternizar, de semear carinho e amor. No entanto, como chegar a esse caminho, se a vida foi tão dura e maltratou tanto, por tanto tempo? Como compreender esse movimento?

Muitas pessoas na terceira idade conseguiram dar o salto, perceberam-se e se tornaram melhores, mais amáveis, mais acolhedoras. Porém, muitas ainda permanecem na sua rigidez, no orgulho, no egoísmo, na impossibilidade do afeto, da ternura, de um gesto de generosidade, verdadeiro. Triste!

Muitas pessoas vivem tanto tempo e não se dão conta de que pararam no tempo, olhando para si mesmas como vítimas eternas de seu próprio desamor. Envelhecer requer sabedoria e, acima de tudo, humildade para perceber-se e sentir, verdadeiramente, o outro. Nem todas estão preparadas... Entender tal procedimento, entende-se, mas o convívio torna-se áspero, artificial, distante.

Não é porque envelhecemos que nos tornamos “santos”, o respeito é fundamental por parte de todos, sempre! Agora, o amor...?

Fica o convite à reflexão.

15/11/2010

Governo ignora idosos

Público. 15-11-2010. Por Natália Faria

Envelhecimento

Os políticos portugueses "ainda não interiorizaram a gravidade do problema do envelhecimento demográfico". O aviso, directo e sem eufemismos, é do sociólogo Manuel Villaverde Cabral, para quem os apoios à natalidade são a melhor arma para combater o acelerado envelhecimento português, que fez com que, no ano passado, houvesse 118 idosos por cada 100 jovens.

"O país está com uma taxa de fecundidade de 1,32 crianças por mulher mas continua a correr atrás do prejuízo, sem fazer nada que antecipe o problema e o faça regredir", reforça o sociólogo, para lembrar que, por estes dias, "os cancros terminais, os problemas cardiovasculares e as doenças do foro neurológico dos dois últimos anos de vida das pessoas já representam metade da despesa no orçamento da Saúde".

Antecipando a sua intervenção na conferência Envelhecimento nas Sociedades Contemporâneas: Desafios para a Investigação e Intervenção Social, que se realiza hoje no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, Villaverde Cabral aponta o exemplo francês, cuja taxa de fecundidade subiu para os 2,1 filhos por mulher em idade fértil, à força de "uma política de natalidade que contempla medidas como um reforço das creches e incentivos ao trabalho em part-time para as mulheres".

Estabelecida que está a relação entre o montante das reformas e a longevidade dos idosos ("quanto mais alta a pensão, maior a longevidade"), o sociólogo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa defende a introdução de um factor de equidade nas reformas. "As pensões mais altas devem baixar em benefício das mais baixas", sustenta.

Para o psicólogo e investigador António Fonseca, outro dos oradores da conferência, "os idosos portugueses são estupidamente sedentários", um problema que se agudiza quanto menor for a escolaridade do idoso. Como entre os actuais idosos "a maior parte tem a escolaridade básica", o investigador não vislumbra que possam envelhecer de forma activa.

"Até podem ter-se adaptado ao telemóvel e ao multibanco, mas, se formos ver quem é capaz de usar o computador ou ir à Internet preencher uma declaração de vida, ficamos apavorados com o resultado", sublinha.

Foto de Daniel Rocha

NOTA: Existem neste blog muitos conselhos aos «sempre jovens». Recordo alguns: evite o sedentarismo, mexa-se; interesse-se pelas inovações; evite a indiferença pelo que se passa em redor; interesse-se pelas notícias; converse com as pessoas com quem se encontre; não cometa erros alimentares; seja optimista.

20/09/2008

Adiar o envelhecimento

Entrevista no dia 22/12/2005 com a Dra. Rita Levi-Montalcini, Presidente Honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla, que tem hoje 98 anos, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina há 21 anos, quando tinha 77!!!
Nasceu em Turím, Itália, em 1909 e obteve o título de Medicina na especialidade de Neurocirurgia.
Por causa de sua ascendência judia, viu-se obrigada a deixar a Itália um pouco antes do começo da II Guerra Mundial. Emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor Hambueger do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington de San Louis.
Em 1951 foi ao Brasil, para realizar experiências de culturas «in vitro» no Instituo de Biofísica da Universidade do Rio de Janeiro, onde, em Dezembro do mesmo ano, a pesquisadora conseguiu identificar o factor de crescimento das células nervosas (Nerve Growth Factor, conhecido como NGF). Esta descoberta valeu-lhe, em 1986, o Prémio Nobel para a Medicina, junto com Stanley Cohen.

- Como vai celebrar seus 100 anos?
- Ah, não sei se viverei até lá, e, além disso, não gosto de celebrações. No que eu estou interessada e gosto é do que faço em cada dia!
- E o que faz você?
- Trabalho para dar uma bolsa de estudos para as meninas africanas para que estudem e prosperem... elas e seus países. E continuo investigando, continuo pensando.
- Não vai aposentar-se?
- Jamais! Aposentar-se é destruir o cérebro! Muita gente aposenta-se e abandona-se...E isso mata seu cérebro. E adoece.
- E como está seu cérebro?
- Igual a quando tinha 20 anos! Não noto diferença em ilusões nem em capacidade. Amanhã vôo para um congresso médico.
- Mas terá algum limite genético ?
- Não. Meu cérebro vai ter um século... mas não conhece a senilidade... O corpo se enruga, não posso evitar, mas não o cérebro!
- Como você faz isso?
- Possuímos grande plasticidade neural: ainda quando morrem neurônios, os que restam se reorganizam para manter as mesmas funções, mas para isso é conveniente estimulá-los!
- Ajude-me a fazê-lo.
- Mantenha seu cérebro com ilusões, activo, faça com que ele trabalhe e ele nunca se degenerará.
- E viverei mais anos?
- Viverá melhor os anos que vive, é isso o interessante. A chave é: manter curiosidades, empenho, ter paixões... veja... não me refiro a paixões físicas especificamente... simplesmente tenha paixões.
- A sua foi a investigação cientifica...
- Sim e continua sendo.
- Descobriu como crescem e se renovam as células do sistema nervoso...
- Sim, em 1942: dei o nome de Nerve Growth Factor (NGF, factor do crescimento nervoso), e durante quase meio século houve dúvidas, até que foi reconhecida sua validade e em 1986, deram-me o prêmio por isso.
- Tornou-se neurocientista?
- Desde menina tive o empenho de estudar. Meu pai queria me casar bem, que fosse uma boa esposa, boa mãe... E eu não quis. Fui firme e confessei que queria estudar.
- Seu pai ficou magoado?
- Sim, mas eu não tive uma infância feliz: sentia-me feia, tonta e pouca coisa... Meus irmãos maiores eram muito brilhantes e eu me sentia tão inferior...
- Vejo que isso foi um estímulo...
- Meu estímulo foi também o exemplo do médico Albert Schweitzer, que estava em África para ajudar a combater a lepra. Desejava ajudar aos que sofrem, isso era meu grande sonho!
- E você tem feito... com sua ciência.
- E, hoje, ajudando as meninas da África para que estudem. Lutamos contra a enfermidade, a opressão da mulher nos países islâmicos por exemplo, além de outras coisas...
- A religião freia o desenvolvimento cognitivo?
- A religião marginaliza muitas vezes a mulher perante o homem, afastando-a do desenvolvimento cognitivo, mas algumas religiões estão tentando corrigir essa posição.
- Existem diferenças entre os cérebros do homem e da mulher?
- Só nas funções cerebrais relacionadas com as emoções, vinculadas ao sistema endócrino. Mas quanto às funções cognitivas, não tem diferença alguma.
- Por que existem ainda poucas cientistas?
- Não é assim! Muitos descobrimentos científicos atribuídos a homens, realmente foram feitos por suas irmãs, esposas e filhas.
- É verdade?
- A inteligência feminina não era admitida e era deixada na sombra. Hoje, felizmente, tem mais mulheres que homens na investigação cientifica: as herdeiras de Hipatia!
- A sábia Alexandrina do século IV...
- Já não vamos acabar assassinadas nas ruas pelos monges cristãos misóginos, como ela foi. Claro, o mundo tem melhorado algo...
- Por que tem uma alta porcentagem de judeus entre cientistas e intelectuais?
- A exclusão estimula entre os judeus os trabalhos intelectivos e intelectuais: podem proibir tudo, mas não que pensem! E é verdade que tem muitos judeus entre os prêmios Nobel...
- Como você explica a loucura nazista?
- Hitler e Mussolini souberam como falar ao povo, onde sempre prevalece o cérebro emocional por cima do neocortical, o intelectual. Conduziram emoções, não razões!
- Isto está acontecendo agora?
- Porque você acha que em muitas escolas nos Estados Unidos é ensinado o creacionismo e não o evolucionismo?
- A ideologia é emoção, é sem razão?
- A razão é filha da imperfeição. Nos invertebrados tudo está programado: são perfeitos. Nós não. E, ao sermos imperfeitos, temos recorrido à razão, aos valores éticos: discernir entre o bem e o mal é o mais alto grau da evolução darwiniana!
- Você nunca se casou ou teve filhos?
- Não. Entrei no campo do sistema nervoso e fiquei tão fascinada pela sua beleza que decidi dedicar todo meu tempo, minha vida!
- Lograremos um dia curar o Alzheimer, o Parkinson, a demência senil?
- Curar... O que vamos lograr será frear, atrasar, minimizar todas essas enfermidades.
- Qual é hoje seu grande sonho?
- Que um dia logremos utilizar ao máximo a capacidade cognitiva de nossos cérebros.
- Quando deixou de se sentir feia?
- Ainda estou consciente de minhas limitações!
- Que tem sido o melhor da sua vida?
- Ajudar aos demais.
- O que você faria hoje se tivesse 20 anos?
- Mas eu estou fazendo!!!!

A Dra. Rita Levi-Montalcini é, desde 2001, Senadora Vitalícia da República Italiana, nomeada directamente pelo Presidente Carlo Azeglio Ciampi.

Entrevista: recebida por e-mail